quarta-feira, julho 1, 2020

    Tag: antirracista

    Reprodução/Twitter

    Sorriso amarelo e a luta antirracista OU os tamagotchis da branquitude

    No dia 25 de maio de 2020, Derek Chauvin assassinou George Floyd após asfixiá-lo com o seu joelho. O primeiro estava armado, o segundo, desarmado. O primeiro era um policial com um contingente de 3 policiais para apoiá-lo, enquanto o segundo, um cidadão comum que estava sozinho. O primeiro é um homem branco, o segundo, um homem negro. Ambos, estadunidenses. Durante os 8:46 minutos, havia um policial que os observava calado. Floyd agonizando sob o joelho de Chauvin. Calado porque era o seu trabalho. Calado porque não tinha nada a ver com ele. Calado porque era mais um dado para a estatística. Este policial é Tou Thao, da etnia Hmong, imigrante oriundo do Laos, no Sudeste Asiático.  Um imigrante que trabalhou duro em busca de uma vida melhor, sem reclamar. Esta história não te parece familiar?  Tou Thao é um de nós. Não porque ele tenha as mesmas feições, mas ...

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    Bell Hooks/ Foto: retirado no Google imagens.

    “Amar a negritude”: a descolonização na luta antirracista

    Uma das coisas mais difíceis é você amar aquilo que você vê. Bell Hooks (2010) escreve, "a arte e a forma de amar começa na capacidade de nos conhecer e nos afirmar" (s/p). Olhar para o espelho e nos reconhecer como seres humanos incríveis é um processo que está sempre em construção. Olhar para si sem crítica e sem julgamentos é uma tarefa quase impossível em uma sociedade racista. Porém sendo "quase" significa que a capacidade de nos amar é tarefa alcançável. Amar esse corpo escuro; esses cabelos rebeldes; esse nariz largo; essa boca grande; amar a si do jeitinho que se sente mais confortável.  Repito a palavra “amar”, pois como bem aponta a autora, “o amor cura”. Não venho querendo explicar o que é o amor, cada um sabe e entende de forma diferente o significado dessa palavra, venho expressar um pouco de todo turbilhão que eu sinto/senti nesses ...

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    Qual é o papel do branco na luta antirracista?

    Esta pergunta me tem sido feita com frequência nos últimos dias, fruto da mobilização antirracista internacional resultante dos protestos pelo cruel, injusto e inaceitável assassinato de George Floyd por policiais nos EUA. De alguma maneira, tenho tentado respondê-la há mais de 30 anos, através do meu trabalho acadêmico e do meu ativismo antirracista, como uma brasileira branca. No mundo ideal sem racismo, esta não seria nem mesmo uma questão, pois a aparência e o fenótipo não teriam importância nas trajetórias individuais. No mundo em que vivemos, longe ainda deste ideal, construído sobre as bases de desigualdades raciais, discriminação e racismo, que trazem sofrimento de várias formas a grande maioria dos brasileiros, é preciso que cada um de nós se pergunte cotidianamente sobre seu papel, seja na conservação ou, principalmente, na transformação destas estruturas e práticas discriminatórias.  A persistência do racismo estrutural na sociedade brasileira (que reproduz a riqueza majoritariamente branca ...

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    Para você, antirracista

    Aos meus amigos… Um texto há tempos guardado, encorajado pelos acontecimentos das últimas semanas. Vivemos um momento triste e histórico, presenciando inúmeras manifestações e protestos necessários em defesa das vidas negras e contra a brutalidade policial por nós sofrida, seja no Brasil ou não. As hashtags, do movimento #blacklivesmatter e #blackouttuesday, tomaram conta das nossas redes sociais. Vejo essas participações como legítimas, mas não é só isso, sejamos consistentes e presentes! Não podemos de forma alguma deixar que essas ações se limitem ao meio digital, ou "likes". O grande combate ao preconceito é diário, é uma vigilância constante de privilégios, lugar de fala e do sistema estruturalmente racista, em seu cerne. Li ontem, um texto que acredito ser extremamente preciso que dizia – “o problema do racismo está nele ser enxergado apenas como a manifestação consciente de ódio, ele é muito maior que isso”. Verdade, como disse Abdias Nascimento, o ...

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    O professor Dennis de Oliveira – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

    Antirracismo é o núcleo central da luta antifascista no Brasil

    Nos últimos dias, cresceu a visibilidade da luta contra o fascismo e também contra o racismo. E isto já motivou uma discussão nas redes sociais sobre qual seria a “prioridade de pauta” sinalizando em alguns casos a incompatibilidade das duas agendas. Penso que há uma grande confusão teórica nesta questão. E esta confusão começa pela definição do que é fascismo, nazismo e totalitarismo. Confusão esta que, inclusive, levou a alguns intelectuais brasileiros a argumentarem, durante as eleições, que não se tratava de um risco para a democracia e apenas a eleição de um expoente de guerras culturais. Muito do que estamos atualmente passando no Brasil decorre deste erro de avaliação. Jornais chamavam – e alguns ainda chamam – Bolsonaro de um político “de direita” ou “conservador” e não exatamente o que ele é: um expoente da extrema-direita. Herbert Marcuse, no texto O combate ao liberalismo na concepção totalitária de Estado, tem ...

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    “Eu não consigo respirar”: a retórica antirracista da branquitude no Brasil e o mito de ninguém solta a mão de ninguém.

    Estou transformando a minha tristeza em um breve texto que não dimensiona tudo, mas para falar que, por mais que ame pessoas brancas, não há condições de lidar com atitudes hipócritas enquanto os meus morrem a cada 23 minutos. Fazia parte de um grupo de WhatsApp formada por pessoas de esquerda, intelectuais, pesquisadores, economistas, artistas... sendo provavelmente uma das únicas negras do grupo, senão a única. Já tinham compartilhado no grupo uma transmissão de vídeo de mulheres negras se batendo como se fosse engraçado. Não parecia nem de longe um pensamento da maioria, mas o silêncio é tudo, menos antirracista.  Pontuei e pensei em sair - e deveria tê-lo feito - mas permaneci, sei lá o porquê. Talvez fazer parte de um grupo de pessoas interessantes mexa com a nossa vaidade, não é mesmo? Preciso elaborar melhor, pensar e sentir... Ontem à noite li um grande absurdo nesse grupo de ...

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    Tommie Smith no pódio (Foto: © Reuters/Direitos Reservados)

    Tommie Smith, símbolo da luta contra o racismo, completa 76 anos

    Tommie Smith já foi um dos homens mais rápidos do planeta, mas foi o protesto protagonizado por ele no Jogos Olímpicos de 1968, na Cidade do México, que o tornou símbolo da era dos direitos civis. Depois de quebrar o recorde mundial de 200 metros, Smith e seu colega John Carlos - terceiro lugar na prova - subiram ao pódio de meias pretas e permaneceram de cabeça baixa e punhos com luvas pretas, fechados e erguidos, durante toda a execução do hino nacional dos Estados Unidos (EUA). A imagem se tornou um símbolo duradouro da turbulenta década de 1960 e da luta pela igualdade racial. Foi interpretada como uma saudação ao poder negro, em referência ao Movimento Panteras Negras, grupo ativista que, na época, lutava contra o racismo nos EUA. Tempos depois, Smith a descreveu como uma "saudação aos direitos humanos". Smith e Carlos, que disseram que usavam meias pretas ...

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    Carta antiviolência racial - (Foto reprodução Phil Roeder via Flickr)

    Morte de George Floyd reacende luta antirracista

    O CNN Mundo desta semana aborda as consequências do assassinato de George Floyd em Minneapolis, nos Estados Unidos. A morte do homem negro de 46 anos, desarmado, depois de passar oito minutos com um policial ajoelhado sobre seu pescoço gerou duras críticas à postura omissa do presidente Donald Trump e impulsionou a ascensão da luta antirracista nos 50 estados americanos e outros 18 países. Entrevistados pelo analista de internacional da CNN, Lourival Sant’Anna participam desta edição do programa Acácio Almeida, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC); Marcelo Paixão, professor associado da Universidade do Texas; e Clifford Young, presidente do Instituto de Pesquisa Ipsos nos Estados Unidos. Reeleição em xeque Para os entrevistados pelo CNN Mundo, os protestos pela morte de George Floyd devem representar uma mudança drástica no cenário das eleições presidenciais americanas em 2020. Para eles, a eleição do republicano Donald Trump que, segundo especialistas, ...

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    Imagem retirada do site

    “Outra educação é possível: feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula “

    Obra discute educação e inclusão, e Jaycelene Brasil conta sua experiência em escolas de Xapuri Por TIÃO MAIA, , do ContilNet Imagem retirada do site ContilNet A coluna “Opinião” do UOL, um dos maiores sites de notícias do país, publica, nesta quarta-feira (12), artigo da professora acreana Jaycelene Brasil. Socióloga, militante de direitos humanos e pesquisadora das questões raciais e de gênero, Brasil escreve sobre o livro da também professora, historiadora mineira, mestra em educação e militante do movimento negro e feminista Luana Tolentino. O livro, intitulado “Outra educação é possível: feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula”, lançado pela editora Mazza em 2019, é, de acordo com a autora do artigo, “uma obra icônica de crônicas que evidenciam suas experiências vividas ao longo de dez anos à frente de turmas dos Ensinos Fundamental e Médio”. De acordo com Jaycelene Brasil, o livro “chama a ...

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    (ansa)

    Cidade italiana queima boneco de Salvini em ato antirracista

    Um grupo de manifestantes ateou fogo em um fantoche do ministro do Interior e vice-premier da Itália, Matteo Salvini, na noite desta quinta-feira (28), na cidade de Brescia, na região da Lombardia, durante um ato antirracista. A iniciativa, sob o slogan “Nós queimamos o racismo”, foi realizada no bairro de Carmine, na tradicional celebração “queime a velha”, que marca o início da quaresma. O grande boneco foi vestido com uma jaqueta verde com o emblema “Casa Faugn” e, minutos depois, foi incendiado na presença dos participantes, inclusive de crianças. Os organizadores do evento negaram ter representado diretamente o líder do partido ultranacionalista Liga, mas alegaram que a “ideia é combater o clima de racismo e o avanço da extrema-direita”. Da IstoÉ (ansa) Por sua vez, os líderes políticos da região ressaltaram que todos “aqueles que elogiam a violência devem ser punidos e isolados”, porque a atitude ...

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    Denise-Carreir Bárbara Alves

    O lugar dos sujeitos brancos na luta antirracista

    Este artigo propõe a necessidade de maior engajamento de pessoas brancas e das instituições comprometidas com a promoção, defesa e garantia dos direitos humanos na luta antirracista, abordando alguns dos obstáculos, desafios e possibilidades envolvidos nessa conflitiva construção, em especial, no que se refere à reflexão crítica e ao processo de desconstrução da branquitude como lugar de manutenção de privilégios materiais, subjetivos e simbólicos na sociedade e base de sustentação do racismo. Por Denise Carreira, da Sur - Revista Internacional de Direitos Humanos O racismo é compreendido aqui como fenômeno que desumaniza, que nega a dignidade a pessoas e a grupos sociais com base na cor da pele, no cabelo, em outras características físicas ou da origem regional ou cultural. Fenômeno que se ancora em crenças, valores e ações e que sistematiza, perpetua, se renova continuamente e marca estruturalmente a distribuição desigual de acesso a oportunidades, a recursos, a informações, a atenção ...

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    Mirts Sants, fundadora do projeto, afirma que a descoberta de novos talentos da literatura negra e o antirracismo são os principais objetivos do clube literário. (Foto: Instagram)

    Especialista em Direitos Humanos cria o primeiro clube literário antirracista do Brasil

    Fundado por uma quilombola, o intuito do projeto é promover a igualdade racial por meio da produção literária. Participantes receberão títulos escolhidos por uma curadoria especializada Por Iron Ferreira, do Heloisa Tolipan A especialista em Direitos Humanos e Relações Étnico-Raciais e Quilombolas, Mirts Sants, é fundadora da iniciativa Pretaria BlackBooks, um clube literário que visa a estimular a produção de livros e obras que promovam a igualdade racial no Brasil. Mirts explica que a iniciativa principal é difundir o lançamento de livros escritos por pessoas negras, bem como incentivar uma nova geração de autores: “O estopim para criar o projeto veio pelo fato de eu ser ativista quilombola e estudiosa das questões raciais, recebendo muitos pedidos de indicações de leitura sobre o tema. Essa demanda foi aumentando ao longo da minha trajetória e percebi que havia um interesse enorme por essas obras”. A partir de uma assinatura, os participantes irão receber mensalmente uma caixa ...

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    A luta antirracista não é uma guerra de negros contra brancos

    Como não reproduzir o racismo numa sociedade estruturalmente racista? De que forma brancos podem se engajar na luta antirracista? Por Pai Rodney , da Carta Capital  Mesmo no candomblé este não é um debate fácil (Foto: José Cruz/Agência Brasil) As discussões sobre o racismo e os lugares sociais de brancos e negros em nosso País não podem avançar sem conhecimento de causa. Percebo que gente que respeito e pelas quais tenho um profundo afeto, principalmente por suas contribuições para a preservação de nossas tradições, não compreendem o movimento de negros e negras do candomblé (sobretudo os militantes e engajados na luta antirracista, entre os quais me incluo) contra uma afirmação de valores da branquitude nos terreiros. A questão é grave e complexa. É preciso abrir o debate e falar a respeito, apesar de todo e qualquer incômodo. Como a luta é de todos, não podemos perder nossos pares por falta de informação e diálogo. ...

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    6 coisas que pessoas aliadas da luta Anti-racista não podem esquecer!

    Pessoas negras passam por isso o tempo todo:Tentamos posicionar o impacto do racismo na vida da população negra, e então somos acusadas de mimimi, raivosas, vitimistas. Três segundos depois do que falamos, uma pessoa branca repete tudo, usando as mesmas palavras e passa a ser a autoridade inquestionável na questão racial, ocupando mesas, publicações e todos os espaços possíveis e imagináveis para falar da vida das pessoas negras. E de repente o que dizemos não tem valor, e o barato passa a ser ter uma pessoa branca falando coisa de preto.Quando escutadas, essas pessoas dirão: Mas eu sou uma aliada da luta, eu sou militante anti-racista…Será mesmo? O que significa de verdade ser uma pessoa não-negra e atuar na luta contra o racismo? Por Viviana Santiago Do Racismo Ambiental Abaixo algumas dicas pra quem ainda não entendeu como é que faz para REALMENTE ser uma pessoa aliada da luta anti-racista: 1– ...

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    “A luta antirracista é tão importante quanto a batalha contra o patriarcado”

    A ativista feminista Marai Larasi acredita que as lutas contra o machismo e racismo são tão necessárias quanto o combate “à homofobia, discriminação por classe ou deficiência”. Por Tatiana Merlino, do Ponte  A luta pelo fim da violência contra mulheres e jovens negras, refugiadas e de minorias étnicas mobiliza a feminista Marai Larasihá mais de 20 anos. Ativista em mídia, juventude, gênero e violência e diretora executiva da Imkaan, organização não governamental feminista negra, sediada no Reino Unido, ela foi uma das palestrantes do I Seminário Internacional Cultura da Violência contra as Mulheres, ocorrido entre 20 e 21 de maio, em São Pauloe organizado pelo Instituto Patrícia Galvão e Instituto Vladimir Herzog. Em entrevista à Ponte Jornalismo, Marai explica que “mulheres e meninas negras, jovens e de minorias étnicas experienciam violências de maneiras similares às outras mulheres. Isso inclui assédio sexual, abuso sexual na infância, exploração sexual, tráfico e violência por ...

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    A devoção a Iemanjá nos cultos de matriz africana é parte da resistência ao racismo que vai além da religião (TOMAZ SILVA/ABR)

    A escola e o terreiro: diversidade e educação antirracista em pauta

    Palestrantes Do Sesc   Stela Guedes Caputo Doutora em Educação, professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UERJ (PROPED-UERJ). Autora do Livro “Educação nos terreiros - e como a escola se relaciona com crianças de candomblé”, lançado em 2012 e finalista do Prêmio Jabuti em Educação daquele ano. Foto: TOMAZ SILVA/ABR Programa A proposta desse minicurso é pensar uma educação anti-racista para os Direitos Humanos, partindo dos terreiros de Candomblé e da convivência com crianças e jovens. Durante a pesquisa de mais de 20 anos, Stela Guedes aponta para o preconceito contra as religiões de matrizes africanas, mesmo passados 10 anos da promulgação da Lei 10.639, que torna obrigatório nas escolas o estudo da história e cultura afro-brasileira, sendo ainda comum ouvir a respeito da dificuldade de sua implementação. Um dos aspectos preocupantes encontra-se no fato de que a escola é o principal lugar desse ...

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