Tag: antirracista

Branquitude: reconhecer-se enquanto pessoa branca e os privilégios atrelados a isso é passo importante na luta antirracista (Foto: Gabe Pierce/Unsplash)

Carta ao antirracista

Caro antirracista, Não nos conhecemos pessoalmente, mas seguimos um ao outro nas redes sociais. Aliás, geralmente acompanho perfis que compartilham notícias sobre as lutas dos povos oprimidos. E de uns tempos pra cá, reparei que você entrou de cabeça nas discussões sobre o racismo no Brasil. Achei bastante positivo, e deveria ser comum entre pessoas brancas que sonham com uma sociedade igualitária. O racismo não pode continuar sendo atribuído como um problema, exclusivo, dos negros e indígenas. Sejamos honestos, o racismo é fundamentado na branquitude, e uma de suas características é o conluio da elite econômica branca atuando na manutenção dos próprios privilégios. Portanto, a existência do racismo tem a ver com os que se parecem com você, e não comigo. Do lado de cá, somos somente vítimas. Mas vou te contar uma coisa, sou uma pessoa atenta às discussões que envolvem as questões raciais, e por isso, acabei percebendo ...

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Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

Um ano da morte de Floyd: antirracismo precisa avançar também no Brasil

Desde que George Floyd foi morto, sufocado pelo joelho do policial branco Derek Chauvin, há um ano, nos Estados Unidos, o movimento antirracista não só se consolidou como também se ampliou. De imediato, tomou as ruas e se tornou uma grande mobilização social em diversos estados americanos, mesmo durante a grave pandemia de coronavírus que acometia o país. Os protestos foram uma das forças mais importantes para a troca de liderança na presidência dos Estados Unidos. O então presidente Donald Trump, que negava a existência do racismo e sua influência como motor da violência policial, foi derrubado. Em maio de 2021, outro fato histórico: o ex-policial Derek Chauvin foi considerado culpado pelo júri, por unanimidade, em três categorias de homicídio. Pela primeira vez, o estado de Minnesota responsabilizou um policial pela morte de uma pessoa negra. O reconhecimento da culpa do ex-agente abriu também a possibilidade de revisão de outros ...

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Reprodução/Facebook

Projeção no Minhocão destaca o Dia da Defensoria Pública e campanha antirracista organizada por Defensoras e Defensores

No próximo dia 19 de maio, quarta-feira, a Associação Paulista das Defensoras e Defensores Públicos (APADEP) promoverá em São Paulo, a partir das 19h30, no Minhocão, uma projeção em alusão ao Dia da Defensoria Pública e também à campanha nacional da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (ANADEP) que tem como tema em 2021 “Racismo se combate em todo lugar: Defensoras e Defensores Públicos pela equidade racial.”. A ação faz parte de um projetaço que acontecerá simultaneamente em diversas capitais do País, com apoio da ANADEP. Desde 2008, a ANADEP, em parceria com as Associações estaduais e Defensorias Públicas dos Estados e do DF, lança no mês de maio – mês da defensora e do defensor público e Dia Nacional da Defensoria Pública – a campanha nacional. A iniciativa tem por objetivo apresentar o papel da Defensoria Pública e o trabalho da defensora e do defensor público como agentes de transformação ...

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Reprodução/Facebook

O Coletivo Maria Felipa e a luta antirracista no Ministério Público do Estado da Bahia

Negro. Negra. Negritude. Pretitude. Atitude preta. Consciência e Ação. Orgulho. Mergulho no mundo, no meu mundo. O mundo do preto, do cabelo crespo, do nariz largo, da boca carnuda, da pele preta. Cor? Raça? Amor? Desamor? Racismo? É crime. Sim, é crime. Eu quero respeito, quero espaço! Quero respirar e me libertar! Liberte-se você também! Solte os seus cabelos, as amarras, as correntes, e tudo que te prende; tudo que te impede de respirar e ser livre... Pensar, falar, gritar, escrever, cantar, dançar, estudar, brigar também, se preciso for! Sorrir, atento ao seu humor. Fazer tudo o que quiser... do seu jeito, do seu jeito preto! Que é seu, só seu...Lindo como é. Conecte-se com as suas raízes. Oh, negra cor, como eu te amo... e te admiro, e me encanto... Com seus traços Com meus laços, Que se envolvem nos teus. Obrigada mãe África! Gratidão a minha história, a ...

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Arte: Romulo Arruda

Dia da Consciência Negra e luta antirracista

“O racismo não é um ato ou um conjunto de atos e tampouco se resume a um fenômeno restrito às práticas institucionais; é, sobretudo, um processo histórico e político em que as condições de subalternidade ou de privilégio de sujeitos racializados é estruturalmente reproduzida²”. Impera no Brasil uma normalidade na forma subalternizada como o negro ocupa lugar na sociedade. Assim, ver “pessoas de cor” em estratos sociais inferiores é percebido como algo dentro da ordem das coisas, seja pedindo esmola na rua, limpando espaços públicos e privados ou residindo em lugares sem o mínimo de infraestrutura e dignidade humana. Isto se deve a uma ideologia arraigada pelos séculos de escravidão que o país viveu a maior parte de sua História. Características de uma sociedade escravocrata são muito mais comuns em nosso cotidiano do que se supõe, elas se manifestam e se reproduzem no discurso dominante, na mídia, nos espaços de ...

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Cena de "Cara Gente Branca"/ LARA SOLANKI/NETFLIX

“Cara gente branca”: Branquitudes e privilégios de quem pensa ser antirracista no Brasil

Esta reflexão sociológica surge como tentativa de análise sobre uma das consequências contemporâneas do racismo que é a constituição do fenômeno social “cara gente branca¹”, um conceito histórico e sociológico que se tornou popularmente conhecido no Brasil, através das práxis políticas de parcela dos movimentos negros - enquanto uma provocação ao nosso racismo histórico-cultural e estrutural - ao desenvolver uma análise, um olhar crítico, de um grupo social-racialmente inferiorizado em relação, numa perspectiva dialética, ao seu grupo étnico-racial e social opressor, o que demonstra uma forma de se buscar compreender e problematizar as características de exceções e discriminações que caracterizam as ditas sociedades ocidentais por uma perspectiva que privilegia o ponto de vista, as referências e perspectivas daqueles que tradicionalmente nunca tiveram voz. Para uma melhor definição de nossa análise, aqui será discutida a vertente “progressista”, tanto por um viés “liberal”, quanto de “esquerda”, desse conjunto social que se encontra ...

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Reprodução/Twitter

Sorriso amarelo e a luta antirracista OU os tamagotchis da branquitude

No dia 25 de maio de 2020, Derek Chauvin assassinou George Floyd após asfixiá-lo com o seu joelho. O primeiro estava armado, o segundo, desarmado. O primeiro era um policial com um contingente de 3 policiais para apoiá-lo, enquanto o segundo, um cidadão comum que estava sozinho. O primeiro é um homem branco, o segundo, um homem negro. Ambos, estadunidenses. Durante os 8:46 minutos, havia um policial que os observava calado. Floyd agonizando sob o joelho de Chauvin. Calado porque era o seu trabalho. Calado porque não tinha nada a ver com ele. Calado porque era mais um dado para a estatística. Este policial é Tou Thao, da etnia Hmong, imigrante oriundo do Laos, no Sudeste Asiático.  Um imigrante que trabalhou duro em busca de uma vida melhor, sem reclamar. Esta história não te parece familiar?  Tou Thao é um de nós. Não porque ele tenha as mesmas feições, mas ...

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Bell Hooks/ Foto: retirado no Google imagens.

“Amar a negritude”: a descolonização na luta antirracista

Uma das coisas mais difíceis é você amar aquilo que você vê. Bell Hooks (2010) escreve, "a arte e a forma de amar começa na capacidade de nos conhecer e nos afirmar" (s/p). Olhar para o espelho e nos reconhecer como seres humanos incríveis é um processo que está sempre em construção. Olhar para si sem crítica e sem julgamentos é uma tarefa quase impossível em uma sociedade racista. Porém sendo "quase" significa que a capacidade de nos amar é tarefa alcançável. Amar esse corpo escuro; esses cabelos rebeldes; esse nariz largo; essa boca grande; amar a si do jeitinho que se sente mais confortável.  Repito a palavra “amar”, pois como bem aponta a autora, “o amor cura”. Não venho querendo explicar o que é o amor, cada um sabe e entende de forma diferente o significado dessa palavra, venho expressar um pouco de todo turbilhão que eu sinto/senti nesses ...

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Qual é o papel do branco na luta antirracista?

Esta pergunta me tem sido feita com frequência nos últimos dias, fruto da mobilização antirracista internacional resultante dos protestos pelo cruel, injusto e inaceitável assassinato de George Floyd por policiais nos EUA. De alguma maneira, tenho tentado respondê-la há mais de 30 anos, através do meu trabalho acadêmico e do meu ativismo antirracista, como uma brasileira branca. No mundo ideal sem racismo, esta não seria nem mesmo uma questão, pois a aparência e o fenótipo não teriam importância nas trajetórias individuais. No mundo em que vivemos, longe ainda deste ideal, construído sobre as bases de desigualdades raciais, discriminação e racismo, que trazem sofrimento de várias formas a grande maioria dos brasileiros, é preciso que cada um de nós se pergunte cotidianamente sobre seu papel, seja na conservação ou, principalmente, na transformação destas estruturas e práticas discriminatórias.  A persistência do racismo estrutural na sociedade brasileira (que reproduz a riqueza majoritariamente branca ...

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Para você, antirracista

Aos meus amigos… Um texto há tempos guardado, encorajado pelos acontecimentos das últimas semanas. Vivemos um momento triste e histórico, presenciando inúmeras manifestações e protestos necessários em defesa das vidas negras e contra a brutalidade policial por nós sofrida, seja no Brasil ou não. As hashtags, do movimento #blacklivesmatter e #blackouttuesday, tomaram conta das nossas redes sociais. Vejo essas participações como legítimas, mas não é só isso, sejamos consistentes e presentes! Não podemos de forma alguma deixar que essas ações se limitem ao meio digital, ou "likes". O grande combate ao preconceito é diário, é uma vigilância constante de privilégios, lugar de fala e do sistema estruturalmente racista, em seu cerne. Li ontem, um texto que acredito ser extremamente preciso que dizia – “o problema do racismo está nele ser enxergado apenas como a manifestação consciente de ódio, ele é muito maior que isso”. Verdade, como disse Abdias Nascimento, o ...

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O professor Dennis de Oliveira – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Antirracismo é o núcleo central da luta antifascista no Brasil

Nos últimos dias, cresceu a visibilidade da luta contra o fascismo e também contra o racismo. E isto já motivou uma discussão nas redes sociais sobre qual seria a “prioridade de pauta” sinalizando em alguns casos a incompatibilidade das duas agendas. Penso que há uma grande confusão teórica nesta questão. E esta confusão começa pela definição do que é fascismo, nazismo e totalitarismo. Confusão esta que, inclusive, levou a alguns intelectuais brasileiros a argumentarem, durante as eleições, que não se tratava de um risco para a democracia e apenas a eleição de um expoente de guerras culturais. Muito do que estamos atualmente passando no Brasil decorre deste erro de avaliação. Jornais chamavam – e alguns ainda chamam – Bolsonaro de um político “de direita” ou “conservador” e não exatamente o que ele é: um expoente da extrema-direita. Herbert Marcuse, no texto O combate ao liberalismo na concepção totalitária de Estado, tem ...

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“Eu não consigo respirar”: a retórica antirracista da branquitude no Brasil e o mito de ninguém solta a mão de ninguém.

Estou transformando a minha tristeza em um breve texto que não dimensiona tudo, mas para falar que, por mais que ame pessoas brancas, não há condições de lidar com atitudes hipócritas enquanto os meus morrem a cada 23 minutos. Fazia parte de um grupo de WhatsApp formada por pessoas de esquerda, intelectuais, pesquisadores, economistas, artistas... sendo provavelmente uma das únicas negras do grupo, senão a única. Já tinham compartilhado no grupo uma transmissão de vídeo de mulheres negras se batendo como se fosse engraçado. Não parecia nem de longe um pensamento da maioria, mas o silêncio é tudo, menos antirracista.  Pontuei e pensei em sair - e deveria tê-lo feito - mas permaneci, sei lá o porquê. Talvez fazer parte de um grupo de pessoas interessantes mexa com a nossa vaidade, não é mesmo? Preciso elaborar melhor, pensar e sentir... Ontem à noite li um grande absurdo nesse grupo de ...

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Tommie Smith no pódio (Foto: © Reuters/Direitos Reservados)

Tommie Smith, símbolo da luta contra o racismo, completa 76 anos

Tommie Smith já foi um dos homens mais rápidos do planeta, mas foi o protesto protagonizado por ele no Jogos Olímpicos de 1968, na Cidade do México, que o tornou símbolo da era dos direitos civis. Depois de quebrar o recorde mundial de 200 metros, Smith e seu colega John Carlos - terceiro lugar na prova - subiram ao pódio de meias pretas e permaneceram de cabeça baixa e punhos com luvas pretas, fechados e erguidos, durante toda a execução do hino nacional dos Estados Unidos (EUA). A imagem se tornou um símbolo duradouro da turbulenta década de 1960 e da luta pela igualdade racial. Foi interpretada como uma saudação ao poder negro, em referência ao Movimento Panteras Negras, grupo ativista que, na época, lutava contra o racismo nos EUA. Tempos depois, Smith a descreveu como uma "saudação aos direitos humanos". Smith e Carlos, que disseram que usavam meias pretas ...

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Carta antiviolência racial - (Foto reprodução Phil Roeder via Flickr)

Morte de George Floyd reacende luta antirracista

O CNN Mundo desta semana aborda as consequências do assassinato de George Floyd em Minneapolis, nos Estados Unidos. A morte do homem negro de 46 anos, desarmado, depois de passar oito minutos com um policial ajoelhado sobre seu pescoço gerou duras críticas à postura omissa do presidente Donald Trump e impulsionou a ascensão da luta antirracista nos 50 estados americanos e outros 18 países. Entrevistados pelo analista de internacional da CNN, Lourival Sant’Anna participam desta edição do programa Acácio Almeida, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC); Marcelo Paixão, professor associado da Universidade do Texas; e Clifford Young, presidente do Instituto de Pesquisa Ipsos nos Estados Unidos. Reeleição em xeque Para os entrevistados pelo CNN Mundo, os protestos pela morte de George Floyd devem representar uma mudança drástica no cenário das eleições presidenciais americanas em 2020. Para eles, a eleição do republicano Donald Trump que, segundo especialistas, ...

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Imagem retirada do site

“Outra educação é possível: feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula “

Obra discute educação e inclusão, e Jaycelene Brasil conta sua experiência em escolas de Xapuri Por TIÃO MAIA, , do ContilNet Imagem retirada do site ContilNet A coluna “Opinião” do UOL, um dos maiores sites de notícias do país, publica, nesta quarta-feira (12), artigo da professora acreana Jaycelene Brasil. Socióloga, militante de direitos humanos e pesquisadora das questões raciais e de gênero, Brasil escreve sobre o livro da também professora, historiadora mineira, mestra em educação e militante do movimento negro e feminista Luana Tolentino. O livro, intitulado “Outra educação é possível: feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula”, lançado pela editora Mazza em 2019, é, de acordo com a autora do artigo, “uma obra icônica de crônicas que evidenciam suas experiências vividas ao longo de dez anos à frente de turmas dos Ensinos Fundamental e Médio”. De acordo com Jaycelene Brasil, o livro “chama a ...

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(ansa)

Cidade italiana queima boneco de Salvini em ato antirracista

Um grupo de manifestantes ateou fogo em um fantoche do ministro do Interior e vice-premier da Itália, Matteo Salvini, na noite desta quinta-feira (28), na cidade de Brescia, na região da Lombardia, durante um ato antirracista. A iniciativa, sob o slogan “Nós queimamos o racismo”, foi realizada no bairro de Carmine, na tradicional celebração “queime a velha”, que marca o início da quaresma. O grande boneco foi vestido com uma jaqueta verde com o emblema “Casa Faugn” e, minutos depois, foi incendiado na presença dos participantes, inclusive de crianças. Os organizadores do evento negaram ter representado diretamente o líder do partido ultranacionalista Liga, mas alegaram que a “ideia é combater o clima de racismo e o avanço da extrema-direita”. Da IstoÉ (ansa) Por sua vez, os líderes políticos da região ressaltaram que todos “aqueles que elogiam a violência devem ser punidos e isolados”, porque a atitude ...

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Denise-Carreir Bárbara Alves

O lugar dos sujeitos brancos na luta antirracista

Este artigo propõe a necessidade de maior engajamento de pessoas brancas e das instituições comprometidas com a promoção, defesa e garantia dos direitos humanos na luta antirracista, abordando alguns dos obstáculos, desafios e possibilidades envolvidos nessa conflitiva construção, em especial, no que se refere à reflexão crítica e ao processo de desconstrução da branquitude como lugar de manutenção de privilégios materiais, subjetivos e simbólicos na sociedade e base de sustentação do racismo. Por Denise Carreira, da Sur - Revista Internacional de Direitos Humanos O racismo é compreendido aqui como fenômeno que desumaniza, que nega a dignidade a pessoas e a grupos sociais com base na cor da pele, no cabelo, em outras características físicas ou da origem regional ou cultural. Fenômeno que se ancora em crenças, valores e ações e que sistematiza, perpetua, se renova continuamente e marca estruturalmente a distribuição desigual de acesso a oportunidades, a recursos, a informações, a atenção ...

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Mirts Sants, fundadora do projeto, afirma que a descoberta de novos talentos da literatura negra e o antirracismo são os principais objetivos do clube literário. (Foto: Instagram)

Especialista em Direitos Humanos cria o primeiro clube literário antirracista do Brasil

Fundado por uma quilombola, o intuito do projeto é promover a igualdade racial por meio da produção literária. Participantes receberão títulos escolhidos por uma curadoria especializada Por Iron Ferreira, do Heloisa Tolipan A especialista em Direitos Humanos e Relações Étnico-Raciais e Quilombolas, Mirts Sants, é fundadora da iniciativa Pretaria BlackBooks, um clube literário que visa a estimular a produção de livros e obras que promovam a igualdade racial no Brasil. Mirts explica que a iniciativa principal é difundir o lançamento de livros escritos por pessoas negras, bem como incentivar uma nova geração de autores: “O estopim para criar o projeto veio pelo fato de eu ser ativista quilombola e estudiosa das questões raciais, recebendo muitos pedidos de indicações de leitura sobre o tema. Essa demanda foi aumentando ao longo da minha trajetória e percebi que havia um interesse enorme por essas obras”. A partir de uma assinatura, os participantes irão receber mensalmente uma caixa ...

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A luta antirracista não é uma guerra de negros contra brancos

Como não reproduzir o racismo numa sociedade estruturalmente racista? De que forma brancos podem se engajar na luta antirracista? Por Pai Rodney , da Carta Capital  Mesmo no candomblé este não é um debate fácil (Foto: José Cruz/Agência Brasil) As discussões sobre o racismo e os lugares sociais de brancos e negros em nosso País não podem avançar sem conhecimento de causa. Percebo que gente que respeito e pelas quais tenho um profundo afeto, principalmente por suas contribuições para a preservação de nossas tradições, não compreendem o movimento de negros e negras do candomblé (sobretudo os militantes e engajados na luta antirracista, entre os quais me incluo) contra uma afirmação de valores da branquitude nos terreiros. A questão é grave e complexa. É preciso abrir o debate e falar a respeito, apesar de todo e qualquer incômodo. Como a luta é de todos, não podemos perder nossos pares por falta de informação e diálogo. ...

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6 coisas que pessoas aliadas da luta Anti-racista não podem esquecer!

Pessoas negras passam por isso o tempo todo:Tentamos posicionar o impacto do racismo na vida da população negra, e então somos acusadas de mimimi, raivosas, vitimistas. Três segundos depois do que falamos, uma pessoa branca repete tudo, usando as mesmas palavras e passa a ser a autoridade inquestionável na questão racial, ocupando mesas, publicações e todos os espaços possíveis e imagináveis para falar da vida das pessoas negras. E de repente o que dizemos não tem valor, e o barato passa a ser ter uma pessoa branca falando coisa de preto.Quando escutadas, essas pessoas dirão: Mas eu sou uma aliada da luta, eu sou militante anti-racista…Será mesmo? O que significa de verdade ser uma pessoa não-negra e atuar na luta contra o racismo? Por Viviana Santiago Do Racismo Ambiental Abaixo algumas dicas pra quem ainda não entendeu como é que faz para REALMENTE ser uma pessoa aliada da luta anti-racista: 1– ...

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