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Estudante de Uganda cria invenção para conservar alimentos e evitar desperdício

Um dos mais cruéis paradoxos do capitalismo é o imenso desperdício de alimentos em um mundo faminto. E o caso do continente africano, pelos mais terríveis motivos, é exemplar: enquanto 236 milhões de pessoas passam fome na África, segundo dados da ONU, cerca de 30% da comida produzida no mundo anualmente vai para o lixo – só em Uganda, 50% das frutas e legumes acabam desperdiçadas e, em todo o continente, a comida desperdiçada anualmente poderia alimentar praticamente todos os que passam fome por lá. É por isso que o jovem Lawrence Okettayot está viajando por Uganda: para mostrar sua invenção que pode ajudar a combater essa assombrosa realidade.

Por Vitor Paiva Do Hypeness

Lawrence Okettayot, ao centro, ao lado de seu sócio, Morris Opiyo Foto: Reprodução/Hypeness

Estudante de engenharia de 23 anos, Lawrence partiu de um problema enfrentado na fazenda de sua família para tentar ajudar quem passa fome em seu continente: o desperdício de alimento. No lugar de congelar a comida – que exige custos com uma eletricidade que boa parte da população não tem acesso regular – sua solução foi desidratar o alimento.

Foto: Reprodução/Hypeness

Assim nasceu o Sparky Dryer, uma espécie de forno de baixa tecnologia, utilizando material orgânico para produzir energia, que mais parece uma geladeira velha – mas que pode ser uma arma importante contra a fome e o desperdício, aumentando a vida útil de um alimento de poucos dias para alguns meses de duração. Segundo Lawrence, o Sparky Dryer pode desidratar até 10kg de manga, por exemplo, em duas horas, utilizando somente 2kg de biodiesel com nenhuma emissão de gases poluentes.

Foto: Reprodução/Hypeness
Foto: Reprodução/Hypeness
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Fazendeiros já vêm realizando pedidos pelo Sparky Dryer, que custa cerca de 80 dólares, podendo desidratar todo tipo de legumes e vegetais. Trata-se de uma solução simples e eficaz para ajudar em um dos mais urgentes problemas do mundo, enquanto a solução maior não vem: esquecer um pouco o lucro e transformar o desperdício em vidas salvas.

Foto: Reprodução/Hypeness
Foto: Reprodução/Hypeness

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