domingo, maio 29, 2022
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Ex-policial que matou jovem negro ao confundir armas é condenada nos EUA

Kimberly A. Potter, que atirou fatalmente em Daunte Wright, foi condenada por homicídio culposo nesta quinta-feira (23) em julgamento que levou 27 horas

A ex- policial Kimberly A. Potter, que atirou fatalmente em Daunte Wright, um homem negro de 20 anos, depois de parecer confundir sua arma com seu Taser, uma arma de choque, foi condenada por homicídio culposo nesta quinta-feira (23).

O júri, composto por 12 jurados, levou 27 horas ao longo de quatro dias de deliberação para chegar a um veredicto unânime contra Kimberly pela morte ocorrida no dia 11 de abril na cidade de Brooklyn Center, um subúrbio de Minneapolis, nos Estados Unidos.

De acordo com a Folha de S. Paulo, Kimberly foi condenada pelas acusações de homicídio culposo de primeiro e segundo graus, que têm penas máximas de até 15 e 10 anos, respectivamente. A pena total deverá ser anunciada em 18 de fevereiro.

A acusação contra a policial foi anunciada dois dias depois que ela e o chefe de polícia pediram demissão do Departamento de Polícia do Brooklyn Center. Desde a morte de Daunte Wright, centenas de pessoas enfrentam a polícia no Brooklyn Center em protestos, exigindo que a ex-policial seja acusada. 

Em nota, a defesa da família Daunte Wright afirmou que os parentes da vítima ficaram “aliviados” com a condenação. “Aquele dia continuará sendo um dia traumático para a família e ainda outro exemplo para a América do por que precisamos desesperadamente mudar o policiamento, treinamento e protocolos”, diz o comunicado.

O caso

Kim Potter, de 48, trabalhou para o Departamento de Polícia durante 26 anos e estava treinando outros policiais na tarde de domingo quando pararam o carro de Daunte Wright. Autoridades disseram que ele tinha o registro de seu carro vencido e algo pendurado no espelho retrovisor. Quando os policiais descobriram que o Sr. Wright tinha um mandado de prisão, ele se desvencilhou e voltou para o carro.

A policial avisou que ela usaria uma arma de choque contra ele e então gritou “Taser!” três vezes antes de disparar uma bala em seu peito. O tiro foi fatal. De acordo com o estatuto de Minnesota, o homicídio culposo em segundo grau pode ser aplicado nos casos em que alguém criou um “risco irracional” e matou outra pessoa por negligência. A punição máxima para uma condenação por homicídio culposo em segundo grau é de 10 anos de prisão.

Já Chauvin, o ex-policial de Minneapolis, foi acusado de homicídio culposo na morte de Floyd, mas também enfrenta acusações de homicídio em segundo grau e assassinato em terceiro grau, podendo pegar até 40 anos de prisão.

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