Tag: genocídio da população negra

    Manifestantes carregam cartazes com os nomes de jovens mortos por ações policiais, durante o Ato Vidas Negras Importam, em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

    ‘Parem de matar nossos filhos’, dizem mães após assassinatos em SP

    Em protesto organizado por 15 coletivos da periferia, do movimento negro e frentes populares, manifestantes reivindicaram respostas para a morte de cinco jovens assassinados pela polícia e para a falta de acesso à saúde na zona leste de São Paulo durante a pandemia. O ato batizado de Vidas Pretas Importam aconteceu neste sábado (4), em Cidade Tiradentes. Ele partiu da Praça 65 , na av. dos Metalúrgicos, às 13h e foi até às 17h30, terminando em frente ao Terminal Tiradentes, na capital paulista. Segundo a organização, entre 150 e 200 pessoas participaram do ato, entre eles familiares dos jovens Felipe Santos Miranda, Brayam Ferreira dos Santos e Igor Bernardo dos Santos, assassinados durante a pandemia. A manicure Ana Paula Bernardo dos Santos, 45, mãe de Igor Bernardo, 17, morto em 18 de março, esteve presente. Segundo ela, o filho foi morto com quatro tiros por ter sido confundido com outro ...

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    Reprodução/Facebook

    Ato Vidas Pretas Importam – Cidade Tiradentes/ZL

    No Brasil, um jovem preto é assassinado a cada 23 minutos. Todos que foram vítimas do assassinato da população preta e pobre, mortos antes e durante a quarentena nas ruas da Cidade Tiradentes, merecem justiça. Felipe Santos Miranda, Brayam Ferreira dos Santos, Igor Bernardo dos Santos e tantos outros jovens seguem vivos em nossa memória e é por eles que nos manifestamos. Cidade Tiradentes é o bairro onde se morre mais cedo em São Paulo: a expectativa de vida é de apenas 57 anos. A violência contra os moradores não diminuiu e acontece de diversas formas, mesmo durante uma pandemia de COVID-19. Com o isolamento, muitos perderam seus trabalhos e hoje tentam sobreviver com R$ 600,00: valor insuficiente para sustentar famílias com comida, água, luz e outras necessidades básicas. Temos o vírus, a fome e a violência cotidiana agindo juntos pelo genocídio. Os leitos de UTI foram esgotados em abril ...

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    PROTESTO NOS EUA PELA MORTE DE GEORGE FLOYD. FOTO: AFP.

    Brasil se posiciona contra inquérito da ONU sobre violência policial nos EUA

    O Brasil se posicionou contra a criação de uma comissão de inquérito internacional para investigar abusos e violência policial contra a população negra nos Estados Unidos, durante uma reunião extraordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na quarta-feira 17. A reunião extraordinária foi convocada por 54 nações africanas para debater a discriminação e o “racismo sistêmico” nos Estados Unidos, motivadas pelo homicídio de George Floyd, homem negro morto em Minneapolis em 25 de maio, após ser pressionado contra o chão pelo joelho de um policial durante vários minutos. Ao se posicionar contra, a representante da missão permanente do Brasil junto à ONU em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo, argumentou que o problema do racismo não é exclusivo de uma região específica. “É um flagelo profundamente enraizado em muitas partes do mundo, afetando grande parte da humanidade”, afirmou, acrescentando que também é importante reconhecer o “papel indispensável” das ...

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    'Sem Descanso' participará do San Francisco Black Film Festival em junho/ Divulgação

    ‘Sem Descanso’, premiado documentário de Bernard Attal, divulga trailer

    O documentário mostra como Geovane, um jovem morador da suburbana de Salvador, Brasil, foi levado, em 2014, por uma viatura da Policia Militar em pleno dia. Depois de uma investigação conduzida pelo próprio pai e pelo jornal local, o corpo foi encontrado esquartejado e sete policias foram indiciados. A polícia brasileira é uma das mais violentas no mundo. As vítimas são principalmente os jovens negros da periferia das cidades. Os casos são raramente elucidados e as famílias ficam na ignorância do destino dos seus filhos. Mas o pai de Geovane se recusou a descansar até descobrir o paradeiro do seu filho. A narrativa, de caráter investigativo, costura a trama e a procura das raízes históricas e sociológicas da violência policial. O documentário foi produzido pela Santa Luzia e tem distribuição da Livres Filmes. Nas palavras do diretor Bernard Attal, “a violência policial no Brasil alcançou tal nível que se pode falar hoje de um ...

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    © REUTERS / Amanda Perobelli

    As origens e lógicas ignoradas do racismo policial

    O Brasil não teria negros em 2012. A previsão foi apresentada no 1º Congresso Mundial das Raças, realizado em Londres no ano de 1911. “No espaço de um século, os mestiços desaparecerão do Brasil, fato que coincidirá com a extinção paralela da raça negra entre nós”, argumentou o antropólogo João Batista Lacerda. O então diretor do Museu Nacional representava o país no evento, a convite do então presidente Hermes da Fonseca (1910-1914), 23 anos após a assinatura da Lei Áurea. Sua tese pressupunha que a força do “sangue branco” diluiria o “sangue negro”. Sem a chegada de novos africanos, portanto, o embranquecimento em curso como política de Estado levaria ao resultado calculado. O antropólogo levou uma pintura para ilustrar esse processo. “Redenção de Cam”, do espanhol Modesto Brocos, retrata a alegria de uma avó negra pelo neto recém-nascido, de pele clara, no colo da mãe mestiça. Ao lado aparece o ...

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    Protesto em frente à delegacia de Palmdale para exigir uma investigação completa sobre a morte de Robert Fuller, um negro de 24 anos encontrado pendurado em uma árvore Foto: APU GOMES / AFP

    Mortes de dois homens negros, encontrados pendurados em árvores, geram protestos, e FBI entra nas investigações

    As mortes de dois homens negros, encontrados pendurados em árvores, sendo um deles em um parque municipal, em um intervalo de 10 dias e a uma distância de 80 quilômetros entre os casos, na Califórnia, serão investigadas após autoridades policiais concluírem prematuramente que foram casos de suicídio. Protestos ganharam as ruas na esteira do assassinato de George Floyd, em Minneapolis, em 25 de maio, exigindo investigações rigorosas. O chefe do condado de Los Angeles, Alex Villenueva, e seu colega no condado de San Bernardino, John McMahon, disseram separadamente que trabalhariam em cooperação com os investigadores do escritório do procurador-geral da Califórnia. Villenueva disse ainda que o FBI forneceria uma supervisão adicional. – Queremos garantir que não deixaremos pedra sobre pedra – disse Alex Villanueva, sobre o caso de Robert Fuller, de 24 anos, encontrado morto na quarta-feira de manhã, com uma corda no pescoço, na Praça Poncitlan, um parque que ...

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    Alberto Henschel (1867). (Reprodução/Sul21)

    O genocídio do negro brasileiro: uma (re)leitura para espaços-tempos de pandemia

    O transcorrer do mês de maio no Brasil, nos impele enquanto sujeitos negros e negras, a refletir criticamente acerca de nossas trajetórias, no contexto denominado de pós-abolição, segundo o qual, afirma um dos autores clássicos da sociologia brasileira, “o negro permaneceu sempre condenado a um mundo que não se organizou para tratá-lo como ser humano e como “igual” (FERNANDES, 1972 p.15). Diante desta questão, bem como no contexto da crise pandêmica (COVID-19), escancara-se mais uma vez, as referidas condições de reprodução da existência e sujeição da população negra no país, diante de sua posição de ser um objeto visto por um olhar tortuoso, conforme problematizou o geógrafo negro baiano Milton Santos (1926-2011). Tais elementos, nos instigam a uma (re)leitura – no sentido de produzir uma interpretação e de indicar uma leitura, sobretudo às gerações mais jovens, que vivem desde a formação territorial brasileira – no âmbito de um trabalho de grande relevância. Trata-se da obra O Genocídio do Negro ...

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    iStockphoto

    Pele alva e pele alvo: porque jovens negros continuam sendo vítimas preferenciais da violência

    Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicados em 2019, mostram que houve um aumento de 19% de mortes por agentes policiais, em relação ao ano anterior da pesquisa, sendo que desse montante 99% são homens. O viés racial é evidente: 75% são negros e, entre eles, 78% são jovens e filhos. Esta reportagem é uma reflexão sobre a alta letalidade de jovens negros por causas violentas – justamente, um dos temas priorizados pelo Fundo Baobá no eixo Viver com Dignidade. “Com a experiência escravista, naturalizamos o controle físico sobre os negros e negras em nossa sociedade, de modo que é trivial que um jovem negro seja enquadrado na esquina de sua casa ou mesmo que seja morto barbaramente sem que haja qualquer tipo de consequência política ou social”, destaca Felipe Freitas, doutor em Direito e Sociedade, Conflito e Movimentos Sociais, pela Universidade de Brasília (UnB), e membro do Conselho Deliberativo do ...

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    Rprodução/Marcha da Negritude Unificada da Paraíba

    Miguel Otávio: não foi acidente, não foi tragédia. racismo mata!

    É 2020. Estamos na primeira semana de Junho, em meio a uma pandemia! Nossas mentes e corações estão bombardeados de incertezas e inseguranças. Sem contar as consequências da Covid-19 que nos tira o fôlego temos um desafio maior. Se manter vivas e vivos! Eis aqui o nosso desafio existencial escancarado para toda humanidade. Porquê falar sobre isso? Porque somos negras e negros! O debate sobre as relações raciais no Brasil se aqueceu ainda mais por conta das ações racistas e desumanas das polícias no Brasil e no mundo. Um legado de privilégios tem sido enumerados ao redor das fogueiras que foram acesas nos Estados Unidos da América do Norte. Em meio a pandemia somos nós que enfrentamos as consequências do racismo: estamos nas periferias em habitações precárias, enfrentando desemprego, falta de alimentos e violência. Estamos encarando as desigualdades raciais enraizadas em nossa história, com a potente chama do debate sobre ...

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    “Eu não consigo respirar”: a retórica antirracista da branquitude no Brasil e o mito de ninguém solta a mão de ninguém.

    Estou transformando a minha tristeza em um breve texto que não dimensiona tudo, mas para falar que, por mais que ame pessoas brancas, não há condições de lidar com atitudes hipócritas enquanto os meus morrem a cada 23 minutos. Fazia parte de um grupo de WhatsApp formada por pessoas de esquerda, intelectuais, pesquisadores, economistas, artistas... sendo provavelmente uma das únicas negras do grupo, senão a única. Já tinham compartilhado no grupo uma transmissão de vídeo de mulheres negras se batendo como se fosse engraçado. Não parecia nem de longe um pensamento da maioria, mas o silêncio é tudo, menos antirracista.  Pontuei e pensei em sair - e deveria tê-lo feito - mas permaneci, sei lá o porquê. Talvez fazer parte de um grupo de pessoas interessantes mexa com a nossa vaidade, não é mesmo? Preciso elaborar melhor, pensar e sentir... Ontem à noite li um grande absurdo nesse grupo de ...

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    Manifestantes carregam faixa 'Vidas negras importam' em protesto (Foto: Reprodução/GloboNews)

    Pretos e pardos são 78% dos mortos em ações policiais no RJ em 2019: ‘É o negro que sofre essa insegurança’, diz mãe de Ágatha

    Pretos e pardos representam 78% dos mortos por intervenção policial no Rio de Janeiro em 2019. A informação consta em um levantamento do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ), obtido pelo G1 através da Lei de Acesso a Informação (LAI). Das 1.814 pessoas mortas em ações da polícia no último ano, 1.423 foram pretas ou pardas. Entre elas, 43% tinham entre 14 e 30 anos de idade. O número de mortes por intervenção legal foi o maior número registrado desde 1998. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 54% da população do estado se declara preta ou parda. Para especialistas ouvidos pelo G1, os números mostram traços de racismo estrutural na política de segurança pública do estado. A mãe da menina Ágatha Félix, morta aos 8 anos baleada durante operação no Complexo do Alemão, lamentou as vítimas deste tipo de ação e o preconceito com ...

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    Bianca Santana (Foto: Caroline Lima)

    Racismo, colonialismo e falta de ar

    “Quando eu ouço o que George Floyd morreu dizendo, é lógico que eu lembro do dia em que um policial apertou meu pescoço até eu desmaiar. Enquanto eu sufocava, falava a mesma coisa: ‘eu não consigo respirar’”, compartilhou Wellington Lopes em uma reunião de que participei esta semana. O cientista social negro, jovem brilhante, é um dos coordenadores de núcleo da UNEafro Brasil e tem dedicado seus dias à entrega de cestas básicas e materiais de higiene em Poá, região metropolitana de São Paulo, além do apoio comunitário a pessoas com sintomas de COVID-19. Dentre muitos momentos compartilhados com Wellington, registro aqui o ato em fevereiro de 2019, em protesto ao assassinato de Pedro Henrique Gonzaga, aos 19 anos de idade. Um segurança do supermercado Extra, no Rio de Janeiro, sufocou o jovem com um golpe de gravata até a morte. Embora me sinta um disco riscado ao perguntar, repito: ...

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    “American Son” David Lee/Netflix

    American Son: i can’t breathe.

    Eis a última oração dita no filme American Son. Sem coincidências, foi também o pedido de socorro pela própria vida do afro-americano George Floyd, 46 anos, no dia 25.05.2020, antes de ser assassinado e tornar-se mais uma vítima da necropolítica promovida pela supremacia branca/ capitalista/ patriarcal . Afinal, quem são os filhos da América que não tem direito ao respirar? Costumamos ouvir que: a vida imita a arte. Mas, não é recente o fato que produções artísticas, e especificamente as cinematográficas, têm utilizado as artes para denunciar as condições opressoras que algumas vidas são submetidas, ao mesmo tempo que nos apresentam dados de histórias que não foram contadas ou tiveram ampla divulgação de modo que: a arte desmascarando à vida. É nesse grupo que situamos o filme American Son. American Son é um “evento televisivo da Netflix”, estreado em 1° de novembro de 2019. Produzido sob a direção de Kenny ...

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    É sempre o mesmo racismo!

    Não é uma fatalidade, não acontece "por acaso", não é "por engano", não foi "sem querer", não é "por pressão", não foi "legítima defesa", não foi "um erro" é ASSASSINATO! É o mesmo racismo que assassina com 111 tiros jovens pretos que comemoravam uma vaga de emprego. É o mesmo racismo que assassina um homem preto com 80 tiros. É o mesmo racismo que assassina a Marielle. É o mesmo racismo que assissina o João Pedro. É o mesmo racismo que assassina inúmeros de jovens pretos o tempo todo. Que assassina o George Floyd. É o mesmo racismo. É o mesmo racismo que encarcera um homem preto porque roubou um pinho sol. É o mesmo racismo que encarcera uma mulher preta porque foi reconhecida pelo cabelo crespo. É o mesmo racismo da piadinha com preto, é o racismo que pretere, que diz que é vitimismo, que demoniza um homem preto ...

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    Crédito: Reprodução/Twitter @georgegalloway

    Sejamos honestos as ruas são preciosas demais para abandoná-las aos perversos

    ESTAMOS VIVENDO UM DAQUELES MOMENTOS HISTÓRICOS DECISIVOS. Aquele ponto a partir do qual, nada mais será como antes. A pergunta que está aberta neste momento é qual a intensidade da piora ou se há chances de reverter o jogo: um governo genocida, miliciano e corrupto, eleito por fake news, que opta por boicotar medidas sanitárias diante de uma crise pandêmica sem precedentes (levando milhares à morte); aproveita a comoção para privatizar bens públicos e legalizar a grilagem de terras indígenas e áreas de proteção ambiental; um governo perverso que tem um projeto de ultra-direita que caminha declaradamente na direção de um recrudescimento antidemocrático, amparado pelos já conhecidos (e nunca sancionados) militares brasileiros e um empresariado que tem saudades da escravidão . ATÉ ANTES DE ONTEM, a principal oposição política à essa calamidade era composta pelo Dória (da pior facção do PSDB), o Witzel (que atirava na favela, de helicóptero) e ...

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    Reprodução/Facebook

    João Pedro e George Floyd

    Eles têm compulsão e gozo pelo jorro do nosso sangue. Eles não nos deixam respirar, quebram nosso pescoço e se regozijam com nossa dor. Eles atiram em nossos meninos rendidos dentro de casa, pelas costas. Eles fazem publicidade do genocídio como mecanismo de controle, de domesticação dos corpos negros-alvo. Eles nos matam por prazer e sadismo, investidos da condição de heróis, exterminadores do inimigo gestado nos porões de seu imaginário branco, podre e encurralado. Nós emudecemos. O abate tem mesmo essa função, é diuturno, imparável, incansável, é disparado de todas as direções em nossa direção. Nós portamos um alfanje para incisões precisas e profundas, uma cabaça com ervas para cuidar da úlcera, punhados de pólvora e sabedoria para fazer fogo, para explodir em fogo esse mundo que nos aniquila. Nós somos búfalos, uma manada de búfalos. Nós temos a força que faz o leão chorar, e o esmaga, feito barata. ...

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    Arquivo Pessoal

    Utopia para meninos negros

    São Gonçalo (RJ), João Pedro Matos Pinto, 14. João brincava com seus primos no jardim. Com que brincava João Pedro? Imaginemos algo que lhe dê alegria. Ali está João Pedro, brincando de videogame com seus primos. João Pedro corre para lá e para cá no jardim de sua casa. João Pedro se deita na grama e ri. João Pedro ri. João Pedro se pergunta quando voltará pra escola. João Pedro quer mesmo é saber o que teremos hoje para jantar. João Pedro vive. Quero imaginar que os 72 tiros contra casa de João Pedro não o definem. Quero imaginar que os meninos negros mortos têm nome, sonhos e viviam. Vinte e quatro adolescentes foram baleados na Grande Rio; desses, 11 morreram, de acordo com o levantamento de abril do laboratório de dados de violência Fogo Cruzado. Em abril deste ano, aumentaram em 58% os óbitos em operações policiais no RJ ...

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    Jovem com cartaz durante o enterro de João Pedro (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

    É preciso dar um basta ao genocídio dos negros

    Nesta terça-feira (26) lembramos, revoltados, a memória de João Pedro Matos Pinto, 14, assassinado na casa da família, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ). No último dia 18, ele brincava com primos quando agentes das polícias Federal e Civil alvejaram o imóvel e o atingiram. Ao completar uma semana dessa morte brutal, nos unimos à dor desta família negra brasileira: a professora Rafaela Pinto, mãe; o autônomo Neilton Pinto, pai; e Rebecca, a irmã de 4 anos. O crime bárbaro é mais um a confirmar a necropolítica do Estado brasileiro. A rotina de violentas operações em favelas e periferias não foi interrompida nem na mais mortal pandemia que o país já viveu. João Pedro e os primos obedeciam à orientação de distanciamento social do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), e da Organização Mundial de Saúde para se protegerem da Covid-19. Mas, para eles, assim como para inúmeras ...

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    Rodrigo foi morto por PMs na Providência Foto: Reprodução/O Globo

    PMs não citaram ação social em depoimento sobre morte de jovem na Providência

    Dois PMs investigados pelo homicídio do jovem Rodrigo Cerqueira, de 19 anos, durante operação que interrompeu a distribuição de cestas básicas no Morro da Providência, no Centro do Rio, no último dia 21, não citaram a ação social no relato que deram à Polícia Civil no dia do crime. O soldado Eduardo de Souza Paiva e o cabo Rafael Santos Amaral, ambos lotados na UPP da Providência, alegaram, na Delegacia de Homicídios (DH), que "faziam patrulhamento para repreender o tráfico de drogas" num local próximo à Rua Rivadávia Corrêa e que "perceberam uma correria de um número elevado de pessoas, talvez uns seis suspeitos". De acordo com os relatos, "ao avistarem a guarnição, os suspeitos efetuaram disparos de arma de fogo, o que foi imediatamente revidado". Ainda segundo os PMs, "após cessarem os disparos, os policiais progrediram e logo encontraram o corpo". Ao todo, os agentes afirmam ter dado sete ...

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    Coalizão Negra por Direitos

    Manifesto Luto em Luta por João Pedro

    Manifesto Luto em luta por João Pedro e todas pessoas negras vítimas da violência do Estado “Eles não mataram só o João, mataram o pai, uma mãe, uma irmãzinha de 5 anos” - Neilton Pinto, pai de João Pedro Mattos Pinto, 20 de maio de 2020. O que aconteceu com João Pedro tem nome: é genocídio. Por ser um jovem negro, seu corpo foi alvo fácil! Nosso manifesto é por João Pedro e também por todas as pessoas que estão na mira do genocídio! Não estamos, nem ficaremos calados diante do genocídio! Exigimos providências! Este crime bárbaro é mais um, que por comover todo país, torna-se símbolo da necropolítica colocada em prática pelo Estado brasileiro, capaz de manter violentas operações policiais em favelas e periferias mesmo em tempos da mais mortal pandemia que o país da viveu. Pedro e sua família obedeciam a orientação do Governador Witzel e dos organismos ...

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