sexta-feira, julho 23, 2021

Tag: genocídio da população negra

Foto: Agência Brasil

Letalidade policial é recorde no país; negros são 78% dos mortos

Mesmo com a pandemia de covid-19 restringindo a movimentação de pessoas, nunca as forças policiais brasileiras mataram tanto quanto em 2020, segundo dados do Anuário de Segurança Pública. A publicação, organizada pelo FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública), destaca que os negros foram as maiores vítimas de policiais — correspondem a 78,9% das 6.416 pessoas mortas por policiais no ano passado. O número de mortos por agentes de segurança aumentou em 18 das 27 unidades da federação, revelando um espraiamento da violência policial em todas as regiões do país. Desde 2013, quando a publicação foi lançada, o aumento no número de mortes decorrentes de intervenção policial foi de 190%. Imagem: Editoria de Arte A pesquisadora Samira Bueno, diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e uma das responsáveis pela elaboração do Anuário, atribui o recorde de letalidade policial a uma escalada da violência na sociedade brasileira. Para ela, o ...

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Kathlen Romeu morreu vítima de bala perdida na região da Grajaú-Jacarepaguá — Foto: Reprodução redes sociais

Laudo revela trajetória do disparo que atingiu Kathlen Romeu

O laudo de necropsia feito pela perícia da Polícia Civil mostra que o tiro que atingiu e matou a designer de interiores Kathlen Romeu pode ter tido uma trajetória de cima para baixo. A jovem, que estava grávida de quatro meses, foi baleada no dia 8 de junho. A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que teve acesso ao laudo cadavérico da vítima, afirma que o disparo partiu do local onde estavam policiais militares que, naquele dia, participavam de uma ação no Complexo do Lins. Segundo o laudo, obtido pelo G1 com exclusividade, o projétil de fuzil entrou em um trajeto oblíquo, "da esquerda para direita, com ângulo de inclinação caudal estimado em 10º, transfixando o tórax. " O documento ainda diz que o tiro seguiu trajetória e passou pelo braço direito de Kathlen, com fratura do úmero direito, antes de sair. De acordo com o documento, a morte foi decorrente ...

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Mauro Pimentel/Expresso

Inquérito da ONU por Floyd denuncia racismo sistêmico na polícia no Brasil

O Brasil é arrastado para o centro do debate sobre a violência policial. Num informe apresentado nesta segunda-feira pela ONU e realizado a partir da morte de George Floyd, nos EUA, a violência da polícia brasileira é citada como um dos casos no qual existe racismo sistêmico nas forças de ordem diante das ações e morte de afrodescendentes. A ONU fez um apelo para que governos não deixem os responsáveis pelos crimes sem punição e alertou que a atual situação, no Brasil e no mundo, é insustentável. Nas semanas que seguiram ao caso do assassinato do americano, em 2020, uma resolução foi aprovada no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, dando um mandato para que a entidade realizasse uma investigação sobre a violência policial e racismo. Ainda que o trabalho se concentre principalmente nos EUA, a opção da ONU foi a de ampliar as investigações e avaliar o comportamento ...

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Kathlen de Oliveira Romeo (Reprodução/Instagram)

E eu não sou um negro?

“Os miseráveis, os rotos / São as flores dos esgotos” (“Litania dos Pobres”; Cruz e Sousa) Eles combinaram de nos matar, e nós combinamos o quê, para ontem, para já? A vida de Kathlen Romeu era apenas um cisco no olho do policial que a matou. Incomodou sua visão; era preciso eliminar o incômodo. Sob o tsunami das mesmas (in)justificativas, do Estado e do atirador, nenhuma lágrima rolou, nenhum pedido de desculpas: o patrono das maldades é mesmo o Estado de Direito. O detalhe é que o incômodo tinha vida e nome: uma jovem mulher negra, de 24 anos, e grávida de quatro meses. O policial, qualquer um deles, não tem filhos, irmãos, mãe, parentes? É preciso ter cautela ao sair de casa sendo negro ou negra no Brasil. Há um ódio curtido em fogo brando, herança de tempos coloniais e da maldita escravidão, atípica e longeva. Esse ódio atravessa séculos, com sua fúria e gosto de ...

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Logo da ONU em sede de Nova York
(Imagem: Lucas Jackson)

Na ONU, Brasil será alvo de acusação de genocídio de indígenas e negros

O governo brasileiro será alvo de denúncias nesta segunda-feira, na ONU, por genocídio tanto no que se refere à população negra como na questão indígena. Violência policial e racismo no país também estarão na agenda de um dia que promete ser tenso para a diplomacia brasileira. A reunião para debater a questão do genocídio ocorre no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. Ainda que não haja uma decisão final que represente sanções contra governos e nem ações judiciais contra líderes, o encontro é visto como uma plataforma importante para marcar uma narrativa em relação a fenômenos de violações de direitos humanos em diferentes partes do mundo. Um dos grupos que usará o encontro para denunciar o Brasil é a Justiça Global. O objetivo da ONG é o de chamar a atenção internacional para a situação vivida pela juventude negra no país. O termo genocídio, portanto, será usado para ...

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Geledés

Família de jovem morto dentro de casa na Penha acusa a polícia de ter efetuado disparo

Foi enterrado neste domingo (20) o corpo de Thiago da Conceição, de 16 anos, que morreu ao ser atingido por um tiro dentro de casa, no Morro da Fé, no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. Durante a cerimônia, o tio do jovem acusou policiais civis pelo disparo que matou o adolescente. “Tomou um tiro. Tiro disparado por um policial civil, que eram as únicas pessoas que estavam na comunidade no momento, fazendo operação”, afirmou Jeovane dos Santos, tio de Thiago. “Entraram na comunidade às 6h, não teve um disparo. Às 10h15, 10h20, houve um disparo. Foi um disparo fatal na cabeça do meu sobrinho. Eu espero que seja feita justiça, que o verdadeiro atirador seja punido. Até quando vai ser isso?”, indagou. O sepultamento aconteceu no Cemitério de Irajá. A mãe e a avó passaram mal. Elas foram as primeiras a ver o corpo de Thiago após ser atingido na cabeça. Ele ...

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Foto: Getty Images

Jovens negros têm três vezes mais chances de serem mortos pela polícia no Rio, segundo dados do ISP

Ano passado, 75% dos mortos em confronto com agentes do estado (policiais, bombeiros, agentes do sistema penitenciário) eram negros e 68% têm menos de 25 anos. Esses números são relativos a recortes por cor, gênero e idade nas estatísticas gerais dos chamados mortos por intervenção policial. Os dados inéditos são do Instituto de Segurança Pública (ISP), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e foram obtidos pela GloboNews por meio da Lei de Acesso à Informação. De cada 100 mortos pela polícia, enquanto mais de 75 são negros (pretos ou pardos), 12 são brancos e 12 a polícia não registrou. Em 2020, foi registrado um total de 1.245 mortes. Os dados não contam com a idade de 54% dos mortos. Excluindo esses cuja idade é ignorada, 68% têm menos de 25 anos, sendo que 10% ainda são crianças ou adolescentes, menores de 18 anos. Dados do ISP mostram que 75% ...

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Kathlen Romeu foi morta pela polícia do Rio (Foto: Reprodução/Instagram_rogeriojorgeph)

Missa de 7º dia de Kathlen Romeu vai acontecer no Santuário do Cristo Redentor

A missa de 7º dia de Kathlen Romeu, grávida de quatro meses que morreu atingida por um disparo de fuzil durante um tiroteio no Complexo do Lins, vai acontecer nesta segunda-feira (14), às 19h, no Santuário do Cristo Redentor. A celebração será comandada por Padre Omar, reitor do santuário. Na sexta (11), ele esteve na Delegacia de Homicídios da capital, na Barra da Tijuca, onde a família de Kathlen prestava depoimento sobre a morte, e entregou um terço e fez uma prece. A celebração seguirá as normas internacionais contra o coronavírus e as regras da Arquidiocese do Rio de Janeiro e da Vigilância Sanitária. No domingo (13), artistas e amigos da jovem começaram a construir um memorial em homenagem a ela. O local fica ao lado da escola de samba Unidos do Cabuçu. Assista o vídeo da matéria clicando aqui Vários grafites serão feitos no Complexo do Lins em homenagem a Kathlen — Foto: Ben-Hur ...

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Kathlen Romeu foi morta pela polícia do Rio (Foto: Reprodução/Instagram_@rogeriojorgeph)

Rio acumula mortes por “balas perdidas” não investigadas

A designer Kathlen Romeu, morta aos 24 anos após ser atingida por um tiro na última quarta-feira (09/06), estava grávida de quatro meses. No momento do disparo, a jovem caminhava com sua avó em um acesso ao Complexo do Lins, zona norte do Rio. Elas planejavam o chá de revelação do bebê a caminho. Por ter presenciado o assassinato da neta, Sayonara Queiroz depôs à Polícia Civil nesta sexta. Ela é a única testemunha do caso.  O depoimento foi interrompido diversas vezes pelo pranto de Sayonara. Ela trazia consigo um presente que ganhou de Kathlen. Dentro de uma pequena caixa, está guardado o par de sapatinhos de bebê com a inscrição "amo bisa”, junto com um bilhete que anunciava a chegada do primeiro bisneto.  Nadine Borges, vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, acompanhou a família na Delegacia de Homicídios, onde ficaram por quatro horas. Rotineiramente, ela apoia familiares de vítimas ...

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Vigília contra o assassinato de pessoas negras na Avenida Paulista nesta sexta-feira (11).  (Foto: Divulgação/Coalizão Negra por Direitos)

Coalizão Negra por Direitos faz vigília na Avenida Paulista em memória da população negra assassinada no Brasil

A Coalizão Negra por Direitos realizou, na tarde desta sexta-feira (11), em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), uma vigília em memória de Kathlen Romeu, jovem negra assassinada nesta terça-feira (8), e Gilberto Amancio de Lima, homem negro morto no último dia 14 de maio. Kathlen tinha 24 anos, era designer de interiores e estava grávida de 14 semanas. Ela levou um tiro de fuzil no tórax durante uma ação da Polícia Militar (PM) na comunidade de Lins de Vasconcelos, Zona Norte do Rio de Janeiro. A PM negou que estivesse em uma operação e alegou que os agentes foram atacados. A família da vítima, porém, contestou a versão, disse que não houve troca de tiros e que os disparos partiram da polícia. Gibinha, como era conhecido Gilberto, de 30 anos, era pedreiro e tatuador. O rapaz estava indo fazer uma tatuagem em um vizinho, na Favela da Felicidade, ...

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Flávia Oliveira  (Foto: Arquivo/ O Globo)

No luto há luta

Não quero ser a comentarista que chora e se desespera e brada contra a necropolítica de segurança nossa de cada dia. Os assassinatos de Kathlen Romeu, oitava grávida abatida a tiros no Grande Rio em cinco anos, e do bebê que ela nem teve a chance de descobrir se era Maya ou Zayon me alcançaram intimamente. Sou filha da mãe negra, como a jovem gestante cuja vida foi interrompida no quarto mês de gestação. Como Jaqueline Lopes, sou mãe da filha negra nascida em 1996. Como dona Sayonara de Oliveira, sou avó de uma criança negra. Cresci num conjunto habitacional do subúrbio, conheço o medo da violência cometida por criminosos e policiais. Experimentei a mobilidade social pela educação e festejei o diploma de minha cria, tal como os parentes da moça recém-formada em design de interiores, agora silenciada. Das coincidências que atravessam a vida das famílias negras brasileiras, brotaram as ...

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Kathlen de Oliveira Romeo (Reprodução/Instagram)

Violência no RJ vitimou 15 grávidas desde 2017, afirma plataforma Fogo Cruzado

A morte de Kathlen Romeu, grávida de quatro meses, na última terça-feira (8) é a 8ª morte de gestante na Região Metropolitana do Rio de Janeiro desde 2017. Segundo a plataforma Fogo Cruzado, 15 mulheres grávidas foram baleadas no Grande Rio, sete delas morreram. Desses 15 casos, nove bebês não resistiram. Segundo a Fogo Cruzado, apesar de todas terem sido vítimas da violência armada, as 15 grávidas baleadas no Grande Rio foram vitimadas de diferentes formas: 6 delas foram vítimas de balas perdidas, 4 foram vítimas de execução/homicídio, 3 foram baleadas durante roubo ou tentativa de roubo, 1 foi baleada com indícios de tortura e 1 não teve motivação identificada. Até março de 2021, a plataforma, que compila dados de segurança pública no estado do Rio, registrou 681 mulheres baleadas na Região Metropolitana do Rio: 258 delas não resistiram e morreram. Os motivos dos tiroteios que mais deixaram mulheres baleadas foram operação ou ação policial, que fez 194 ...

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Kathlen Romeu foi morta pela polícia do Rio (Foto: Reprodução/Instagram_@rogeriojorgeph)

Passar pano para o genocídio negro: não em meu nome

"Grávida morre após ser baleada durante troca de tiros em comunidade no RJ". A manchete do UOL foi a gota que faltava para eu encerrar minha contribuição com a publicação Ecoa UOL. Há semanas não tenho conseguido manter ritmo de escrita semanal, já havia anunciado para minha editora a possibilidade de interromper a coluna, mas avaliamos que dava para esperar um pouco antes de decidir. Com a cobertura perversa da execução de uma mulher negra grávida em uma favela do Rio de Janeiro, mais um alvo do genocídio negro, fica evidente que a exaustão de repetir semanalmente a mesma coisa, em palavras diferentes, na tentativa de contribuir com o debate público sobre o genocídio tem sido pouco efetiva. Nem o próprio veículo se constrange em noticiar uma mentira como mais um fato isolado. Há um mês, logo depois da chacina de Jacarezinho, a home noticiava: "Ação da polícia deixa 25 ...

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Kathleen Romeu, baleada durante operação policial no Rio. (Foto: Reprodução/ INSTAGRAM)

Kathlen e seu bebê, mais duas vidas negras interrompidas no Brasil

“Bom dia, neném”. Este foi o último post da Kathlen Romeu em seu perfil no Instagram, na manhã desta terça-feira, 8 de junho. Quem vê as fotos, se depara com uma jovem feliz com a recente descoberta da gravidez, relatando um misto de surpresa, alegria e medo. Kathlen tinha medo dos desafios da maternidade, das coisas que uma mãe de primeira viagem ia descobrir pelo caminho. Mas não deu tempo. Ela foi morta aos 24 anos em meio a uma ação policial em Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio de Janeiro. Curiosamente, o bairro é um dos poucos onde ainda há Unidade de Polícia Pacificadora, a UPP, que foi estrela da política de segurança na última década e faliu. Moradores foram às ruas protestar contra a morte da jovem designer de interiores. E na capa de um dos maiores portais de notícias do país era possível ler a manchete “Protesto fecha autoestrada Grajaú-Jacarepaguá”. A ...

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Foto: Fernando Madeira

Para dar freio ao genocídio negro, Fora, Bolsonaro! 29 de Maio nas Ruas

PELO FIM DO RACISMO NA VACINAÇÃO! VACINAS PARA A POPULAÇÃO NEGRA, PELO SUS! PELO FIM DO RACISMO, DO GENOCÍDIO NEGRO, DA VIOLÊNCIA POLICIAL! POR JUSTIÇA POR MIGUEL! CHEGA DE CHACINAS! SOLIDARIEDADE ÀS FAMÍLIAS DAS VÍTIMAS DO ESTADO! PELA MEMÓRIA DE ÁGATHA, DOS MENINOS DO CABULA, EVALDO, BETO FREITAS, JOÃO PEDRO, MICHAEL, RYAN, BREONNA E GEORGE FLOYD! NEM BALA, NEM FOME E NEM COVID. O POVO NEGRO QUER VIVER! Negros, favelados, pobres em todo o país não tiveram direito ao isolamento social. A gestão genocida da pandemia deixou a maior parte da população exposta ao coronavírus. Negras e negros foram as pessoas mais contaminadas, as que menos tiveram acesso a tratamento, e parcela majoritária das que morreram pela doença. Hoje, caminhamos para um número assustador de 500 mil mortes, fora as subnotificações e as pessoas que desenvolveram sequelas em razão da doença. No atual cenário de poucas doses de vacinas disponibilizadas, ...

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Perifa Connection/Divulgação

Um ano depois do assassinato de Floyd, negros ainda sofrem com violência policial

Há um ano, em Minneapolis (EUA), George Floyd, homem negro, pai, segurança e conhecido por seu jeito afetuoso e por gostar de basquete e de futebol, foi assassinado pelo policial militar branco Derek Chauvin. O crime foi cometido sem nenhum pudor diante da câmera do celular da adolescente negra Darnella Frazier. Caso a garota de 17 anos não tivesse publicado o vídeo em uma rede social, possivelmente o crime não teria tido a grande repercussão em nível global, causando revolta e indignação, da população mais humilde a empresários, artistas, organizações sociais e sociedade civil. Em tempos de pandemia, a frase “eu não consigo respirar”, dita pela vítima, virou reivindicação em várias partes do mundo pelo combate ao racismo estrutural. Derek Chauvin foi condenado e espera sua sentença final que pode chegar a 40 anos de reclusão. Nos Estados Unidos, aumentou-se a vigilância ao trabalho de profissionais de segurança pública e ...

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(Foto: REUTERS - RICARDO MORAES)

Polícia do Rio impõe sigilo de 5 anos a documentos de operações, inclusive a do Jacarezinho

A Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro impôs sigilo de cinco anos a todos os documentos de operações desde junho de 2020, inclusive a do Jacarezinho. A operação mais letal da história do Rio de Janeiro deixou 28 mortos e muitos questionamentos sobre a ação policial. Moradores relataram invasão de casas, celulares confiscados, cenas de crime desfeitas e o mais grave: denúncias de execuções. Policiais foram acusados de matar suspeitos que já tinham sido rendidos. Mas as informações sobre o que aconteceu na favela do Jacarezinho, no dia 6 de maio, não vão ser conhecidas pela população tão cedo se depender da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A Secretaria de Polícia Civil impôs sigilo reservado de cinco anos a qualquer informação sobre a operação na favela e a todas as outras operações policiais feitas nos últimos 12 meses. Foi a resposta a pedidos de acesso às informações ...

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Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

Um ano da morte de Floyd: antirracismo precisa avançar também no Brasil

Desde que George Floyd foi morto, sufocado pelo joelho do policial branco Derek Chauvin, há um ano, nos Estados Unidos, o movimento antirracista não só se consolidou como também se ampliou. De imediato, tomou as ruas e se tornou uma grande mobilização social em diversos estados americanos, mesmo durante a grave pandemia de coronavírus que acometia o país. Os protestos foram uma das forças mais importantes para a troca de liderança na presidência dos Estados Unidos. O então presidente Donald Trump, que negava a existência do racismo e sua influência como motor da violência policial, foi derrubado. Em maio de 2021, outro fato histórico: o ex-policial Derek Chauvin foi considerado culpado pelo júri, por unanimidade, em três categorias de homicídio. Pela primeira vez, o estado de Minnesota responsabilizou um policial pela morte de uma pessoa negra. O reconhecimento da culpa do ex-agente abriu também a possibilidade de revisão de outros ...

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Manifestação marca o primeiro aniversário da morte de George Floyd em Minneapolis, nos EUA
Imagem: REUTERS / Nicholas Pfosi

Passeata marca um ano da morte de George Floyd em Minneapolis, nos EUA

Familiares de George Floyd e cidadãos de Minneapolis organizaram uma passeata no domingo para marcar o primeiro aniversário da morte do afro-americano por um policial branco, um fato que desencadeou protestos históricos contra a injustiça racial nos Estados Unidos. Quase 1.500 manifestantes ouviram discursos e se uniram aos integrantes da família Floyd e de outras pessoas que morreram em ações da polícia. Floyd, 46 anos, foi assassinado em 25 de maio 2020 pelo agente Derek Chauvin, que se ajoelhou sobre o pescoço da vítima por mais de nove minutos. O agora ex-policial, condenado por um júri por assassinato e homicídio culposo, receberá a sentença em 25 de junho. A passeata começou com discursos nas proximidades do Hannepin County Government Center, no centro de Minneapolis, onde Chauvin foi julgado. "Foi um longo ano, um ano doloroso. Tem sido muito frustrante para mim e para minha família", disse a irmã de George, ...

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Abdias do Nascimento: Escritor, ator, artista plástico, professor, político e ativista | Foto: Paulo Moreira/Agência O GLOBO

Abdias do Nascimento: ‘O genocídio do povo negro foi uma constante em toda a construção do Brasil’

Abdias do Nascimento foi um gigante. Ator, escritor, artista plástico, professor universitário e parlamentar com mandatos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, o paulista nascido em Franca se tornou um dos maiores ativistas do movimento negro no Brasil. Seu trabalho de denunciar o preconceito racial no país pode ser considerado uma base para a luta por igualdade até hoje. Às vésperas de se completar uma década desde a morte deste cidadão, o Blog do Acervo resgata, neste post, uma entrevista publicada pelo GLOBO em 15 de agosto de 1978. Naquela época, Abdias do Nascimento era professor de Culturas Africanas no Novo Mundo, na Universidade de Nova York, em Buffalo, nos Estados Unidos, mas estava no Rio para lançar o livro "o genocídio do negro brasileiro". Criador de entidades como o Teatro Experimental Negro e o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (IPEAFRO), o ativista tinha seu discurso marcado por críticas sociais hoje amplamente disseminadas nas redes ...

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