Tag: genocídio da população negra

    João Alberto (Arquivo Pessoal)

    Pelo fim da banalidade da violência contra pessoas negras e por #JustiçaParaJoãoAlberto

    Na última quinta-feira, 19 de novembro, véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, na cidade que foi o ponto de partida das discussões que articularam esta data como uma pauta nacional de resgate da humanidade da população afro-brasileira, Porto Alegre, João Alberto Freitas, o Beto, foi espancado durante cinco minutos, sem qualquer chance de reação, até a morte. As cenas, repercutidas incessantemente pela imprensa nacional, são o retrato da lógica de morte e descarte das vidas negras em nosso país, e nos choca profundamente que esse brutal assassinato não gere uma crise moral nacional. Como podemos viver em uma sociedade em que o fato de ser uma pessoa negra é um passe livre para a morte violenta? Bastaram apenas três dias para que o sangue negro que escorreu de forma covarde, racista e desumana fosse limpo e a loja onde o assassinato de Beto aconteceu retomasse as atividades. Os lamentos cínicos nas notas emitidas ...

    Leia mais
    Isadora Brandão (Reprodução/Facebook/Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher)

    General Mourão e o racismo de denegação

    Em entrevista concedida no último dia 20 de novembro, o vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, afirmou categoricamente “e com toda a tranquilidade” que não existe racismo no Brasil. Para comprovar o seu argumento, o militar recorreu à corriqueira comparação com os Estados Unidos, onde morou por 2 anos, durante o final da década de 60. Segundo ele, na escola que frequentava, “o pessoal de cor” andava separado. Ele também declarou ter ficado impressionado ao constatar que as pessoas negras eram obrigadas a ocupar os assentos traseiros dos ônibus. A declaração despertou curiosidade: como o general terá sido racialmente classificado na sociedade estadunidense? Teria sido ele destinatário da hostilidade racial que descreveu? Como tal experiência impactou na sua auto-identificação racial e na sua leitura a respeito da pertinência da luta antirracista na diáspora? Na sociedade estadunidense vige a regra da hipodescendência, segundo a qual uma pessoa que tenha “uma gota ...

    Leia mais
    Caso Carrefour: "Será que esse comportamento agressivo e covarde de seus seguranças no Brasil, mesmo que terceirizados, teria lugar na França?" - Guilherme Gonçalves/Fotos Públicas

    Mais um brutal episódio que se encaixa no racismo patente no país

    No Dia da Consciência Negra deste ano a notícia mais comentada na imprensa e nas redes sociais foi o assassinato brutal de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, negro, jardineiro, cometido por dois seguranças do Supermercado Carrefour, em Porto Alegre, acompanhado de perto por funcionária da empresa que nada fez para impedir a ação violenta. A primeira negra eleita para a Câmara de Vereadores de Joinville, a professora Ana Lúcia Martins, pelo Partido dos Trabalhadores, recebeu uma mensagem virtual ameaçadora – “agora só falta a gente matar ela e entrar o suplente que é branco (sic)” -, além de ter, logo após o resultado das urnas, suas redes sociais invadidas. Embora elogiada no trabalho, uma recepcionista negra de clínica médica em Nova Lima, Grande Belo Horizonte, foi demitida porque apareceu, depois do período de férias, com tranças, visual que “não combinaria com a imagem da clínica”. A recepcionista se recusou ...

    Leia mais
    Foto: Getty Images

    Racismo mata: o caso do Carrefour e outros tantos Brasil adentro

    20 de Novembro é Dia da Consciência Negra. Conquista arrancada pelo Movimento Negro para assinalar a persistência do racismo que estrutura e dá forma ao Brasil, a data segue sendo uma construção renovada pelas forças vivas da negritude e homenageia nosso líder quilombola, revolucionário, Zumbi dos Palmares. 20 de novembro de 2020. O Brasil é despertado com uma cena absolutamente bestial. Com apenas uns cinco minutos, no estacionamento de uma unidade da rede de supermercados Carrefour, em Porto Alegre, agentes de segurança pública e privada atacam um homem negro numa sessão de espancamento até a morte. Simples assim. Com naturalidade, a cena bárbara foi gravada e depois ganhou o mundo pelas redes sociais. O homem assassinado sob impassível câmara de celular e estupefação quiçá explicativa da inércia coletiva tinha a cor dos anônimos negros e pardos, condição determinante para ser encarcerado ou preferencialmente morto. Sequer gera custo público. O homem ...

    Leia mais
    Foto: Reprodução/ Carrefour

    A polícia privada que guarda as vidraças do Carrefour

    Para o pescoço esmagado pelo joelho do agente fardado por longos quatro minutos, que diferença faz se o uniforme é policial ou privado? João Alberto não foi apenas morto por ser negro. João Alberto foi morto porque, sendo negro, a sua carne é, para seus algozes privados, a mercadoria mais barata na gôndola. Sem desmantelar o capitalismo policial por trás do racismo, vidas negras continuarão a ser alvejadas por algozes particulares, protegidos por trás de vidraças que ofuscam, mas não eliminam a distinção entre humanidade e barbárie. Há no Brasil um exército de 1 milhão de vigilantes aptos a trabalhar, 51% deles formalmente inativos, segundo Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2020. Inativo não significa inoperante. O setor de segurança privada é marcado por trabalhos informais (“bicos”), tolerados, mas não permitidos por lei para policiais, oficiais ou praças. Regulado pela portaria 3233/2012 da Polícia Federal, o controle sobre o setor ...

    Leia mais
    Foto: Nilson Bastian/ Câmara dos Deputados

    Tico Santa Cruz anuncia retirada de produtos do Carrefour e web pede mais

    Após o assassinato de João Alberto, um homem negro, por seguranças de uma loja do Carrefour, em Porto Alegre, na na quinta-feira, 19, véspera do Dia da Consciência Negra, o cantor Tico Santa Cruz anunciou, nesta sexta-feira, 20, o pedido para que sua editora retire seu livro das prateleiras e e-commerce do supermercado. Na web, internautas agiram no mesmo sentindo e uma campanha de boicote à rede varejista surgiu nas redes sociais. “Não comprem nada meu no Carrefour – NADA! Atenção Belas Letras retirem meus livros da venda do Carrefour IMEDIATAMENTE!!!”, escreveu Tico Santa Cruz em sua conta no Twitter, após ser provocado com um print de sua obra sendo vendida pelo Carrefour. “Vai aceitar que eles comercializem seus produtos?”, questionou um internauta. Não comprem nada meu no Carrefour - NADA! Atenção @belasletras retirem meus livros da venda do @carrefourbrasil IMEDIATAMENTE!!! https://t.co/LeQY54iMly — Ticosantacruz 🇧🇷❤️🤘🏻 (@Ticostacruz) November 20, 2020 Em ...

    Leia mais
    Manifestantes em frente ao Carrefour em Porto Alegre protestam pelo assassinato de João Alberto. (Foto: Guilherme Gonçalves/FotosPublicas)

    Justiça para João Alberto Silveira Freitas – Não seremos a carne mais barata do Carrefour

    Nenhum de nós ativistas do movimento negro e de mulheres negras poderíamos supor que esse 20 de novembro de 2020 acontecesse do jeito que aconteceu. Temos sido insistentes em denunciar a violência e a brutalidade policial contra a juventude negra, contra as favelas e periferias, esses lugares de residência, sim, re-si-dên-cia, de uma maioria negra – mulheres, homens, crianças e jovens negros. Temos sido enfáticos em denunciar que as chacinas e os homicídios de jovens negros são, sim, expressão do racismo e da discriminação racial no país. Temos sido contundentes em sinalizar que o sistema de justiça brasileiro encarcera desproporcionalmente homens e adolescentes negros. Temos vindo a público com inúmeros e inquestionáveis indicadores: a pobreza é negra, o desemprego é negro, a informalidade é negra, a mortalidade materna é negra, a ausência de saneamento básico é uma realidade cotidiana das famílias negras. A escola pública brasileira tem duvidosa qualidade de ...

    Leia mais
    Coalizão Negra Por Direitos/Facebook

    Boicote Nacional ao Carrefour

    COALIZÃO NEGRA POR DIREITOS, articulação que reúne 150 organizações, coletivos e entidades do movimento negro e antirracista de todo o Brasil, que atuam coletivamente na promoção de ações de incidência política nacional e internacional na defesa dos direitos da população negra brasileira, expressa seu repúdio à mais um episódio de violência racial em uma das unidades da Rede de Supermercados Carrefour. O vídeo que circula nas redes sociais não deixa dúvidas sobre a covardia do ocorrido. Dois seguranças do supermercado Carrefour, sob o olhar de um policial militar fora de serviço, espancam até a morte um homem negro sem nenhuma possibilidade objetiva de se defender. Não é a primeira vez, a rede Carrefour é reincidente em casos de violência racial, e portanto precisa ser responsabilizado por essas práticas. No ano de 2009, seguranças da rede de supermercados espancaram Januário Alves de Santana na unidade de Osasco, ao argumento de que ...

    Leia mais
    Manifestante protesta na porta do Carrefour, em Brasília, pelo assassinato de Beto (Foto: Eraldo Peres/ AP )

    Extermínio de negros, o empreendimento mais bem-sucedido do Brasil

    Esqueça a Bolsa de Valores ou a especulação imobiliária. O negócio que nunca sai de moda nem apresenta risco ao investidor é o racismo à brasileira. Fundada na colonização, capitalizada na escravidão e repaginada na era das redes sociais, a discriminação racial se consolida cada vez mais como o título de renda mais sólido para governos, empresas e pessoas físicas que lucram com a eliminação de corpos negros. Nem mesmo o brutal assassinato de João Alberto Freitas, o Beto, espancado por seguranças na porta do Carrefour, em Porto Alegre, ameaça a estabilidade dos rendimentos. Afinal, toda a cartela de aplicações está estruturada sobre a lógica da diversificação das formas de opressão e massacre. O crime desta quinta-feira, justamente na véspera do Dia da Consciência Negra, choca pela brutalidade e frieza dos executores, mas não pelo CNPJ. Nos últimos anos, o Carrefour se especializou em protagonizar episódios de extrema violência. Não ...

    Leia mais
    Manifestação da Rede de Proteção e Resistência contra o Genocídio na av.Paulista contra as mortes de jovens negros provocadas por policiais Imagem: Divulgação/Retirada do site UOL

    Negros são oito de cada 10 mortos pela polícia no Brasil, aponta relatório

    Kauan Alves de Almeida, 16 anos, queria ser cantor de funk. Na manhã de Natal do ano passado, o sonho deixou de existir após o jovem ser assassinado com uma bala no rosto por policiais militares em uma rua na favela Alba, zona sul da capital paulista. Como Kauan, oito a cada dez pessoas mortas pela polícia em 2019 eram negras segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020. Das 6.357 vítimas de violência policial no ano passado, a maior parte, 99% era formada por homens. O documento, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), levou em conta boletins de ocorrências fornecidos por 23 estados — apenas Acre, Amapá, Amazonas e Rio Grande do Norte não encaminharam dados. No comparativo com o número do ano anterior (6.175), houve um aumento de 2,9% na quantidade de mortos por agentes do estado. "A gente está olhando para os números e percebendo ...

    Leia mais
    Policial militar durante patrulhamento no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio Tércio Teixeira/Folhapres

    Em busca de fuzis, polícia do Rio mata até sem apreender arma

    Daniel, 17, estava escondido atrás de um carro na rua Miguel de Cervantes, no Cachambi, zona norte do Rio de Janeiro, junto com dois amigos por volta das 5h45 do dia 1º de janeiro de 2019. O trio, segundo policiais, acabara de participar do roubo de um carro. Faltavam ainda três horas para a cerimônia de posse de Wilson Witzel (PSC) no governo fluminense quando o adolescente foi atingido por um tiro nas costas —o nome pelo qual ele é identificado nesta reportagem é fictício, para resguardar sua família.​ Os cinco policiais que participaram da primeira das 1.814 mortes em supostos confrontos no estado em 2019 relataram que, ao avistar o trio suspeito, foram alvo de disparos. A perícia da Divisão de Homicídios (DH) identificou uma marca de tiro na lataria da viatura que usavam. Na delegacia, os cinco agentes disseram ter disparado, no total, 3 tiros de fuzil e ...

    Leia mais
    Irmão gêmeo de Gustavo Amaral, Guilherme (ao centro), e ativistas protestaram em Porto Alegre contra a impunidade (Foto: ARQUIVO PESSOAL)

    Morte de engenheiro negro por policial no RS gera indignação e movimento Black Lives Matter local

    No dia 19 de abril deste ano, o engenheiro elétrico gaúcho Gustavo Amaral, de 28 anos, estava radiante: era seu primeiro dia como chefe de equipe, liderando uma operação de manutenção de subestações. Gustavo morava em Santa Maria e trabalhava na empresa de seu pai de serviços elétricos. Ele dirigia o carro da empresa a caminho do trabalho em Marau, no noroeste do Rio Grande do Sul, junto com outros três colegas quando parou em uma barreira policial na estrada. Os policiais da região haviam montado a barreira para interceptar uma caminhonete que havia sido roubada por ladrões. Os bandidos se depararam com o bloqueio mas avançaram mesmo assim, atingindo em cheio o carro de Amaral. Nesse momento, o jovem engenheiro elétrico e seus três colegas saíram às pressas do veículo e buscaram um lugar seguro para se proteger. Os quatro trabalhadores vestiam uniformes da empresa, que incluem calças refletoras ...

    Leia mais
    Jacob Blake (Foto: Reprodução/Twitter)

    EUA: Jacob Blake, homem negro que foi baleado nas costas por policiais, deixa hospital após seis semanas

    Jacob Blake deixou o hospital em Milwaukee, Wisconsin após seis semanas e foi transferido para um centro de reabilitação de coluna vertebral em Chicago, Illinois. Em 23 de agosto, Blake foi baleado com sete tiros nas costas por policiais na cidade de Kenesha. Ele ficou com os movimentos da cintura para baixo paralisados. #JacobBlake released this powerful video message from his hospital bed today, reminding everyone just how precious life is. #JusticeForJacobBlake pic.twitter.com/87CYlgPDBj — Ben Crump (@AttorneyCrump) September 6, 2020 A violência policial contra o homem negro fez ressurgir um nova onda de protestos nos Estados Unidos alguns meses após as manifestações que eclodiram no país após o assassinato por sufocamente de George Floyd, também negro, pela polícia norte-americana. Os disparos contra Blake atingiram o estômago, rins, fígado, cólon e intestino delgado. Para mostrar solidariedade a Blake e aos manifestantes, que estavam sendo reprimidos pelo governo de Donald Trump, jogadores ...

    Leia mais
    Derek Chauvin/ AFP

    Policial acusado da morte de George Floyd é libertado após pagar fiança de US$ 1 milhão

    O ex-policial Derek Chauvin, acusado pela morte de George Floyd, ganhou liberdade condicional nesta quarta-feira (7) após o pagamento de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,6 milhões), segundo documentos da Justiça dos Estados Unidos. Ele foi detido em maio após ser flagrado com o joelho sobre o pescoço de George Floyd em Minneapolis, nos Estados Unidos. Chauvin deve cumprir com algumas condições para continuar solto, conforme diz um documento enviado pela Corte ao xerife do distrito de Hennepin County, Minnesota. Segundo o registro, ele não poderá voltar ao trabalho policial e nem se aproximar da família do ex-segurança negro. As acusações às quais Chauvin responde são as seguintes: Homicídio em segundo grau — assassinato intencional não premeditado, quando o autor tem intenção de causar danos corporais à vítima Assassinato em terceiro grau — quando se considera que o responsável pela morte atuou de forma irresponsável ou imprudente A acusação ...

    Leia mais
    Breonna Taylor aparece em cartazes e fotos em várias cidades americanas (REUTERS)

    EUA: policiais que mataram mulher negra Breonna Taylor são absolvidos e gera protestos em Louisville (vídeo)

    Nas redes sociais, imagens circulam de grupos de extrema-direita armados intimidando os manifestantes contra a violência policial. O grupo Boogaloo Boys é formado por supremacistas brancos neonazistas e apoiadores de Donald Trump O departamento da polícia metropolitana de Louisville, no estado norte-americano do Kentucky, absolveu nesta quarta-feira, 23, os seis agentes envolvidos na morte de Breonna Taylor, segundo a Reuters. A absolvição dos policiais de Louisville gerou protestos na cidade. Grupos do movimento negro, que estimulam atos contra o racismo policial desde o início do ano, tiveram que enfrentar a violência dos policiais que protegeram o departamento. Louisville is going hard for Breonna right now. Every other city is joining them at 7 p.m. pic.twitter.com/qDx9D1s8UY — Joshua Potash (@JoshuaPotash) September 23, 2020 Confrontations between protesters and police downtown #Louisville #LouisvilleProtest #BreonnaTaylor pic.twitter.com/2873g9DuEq — Brendan Gutenschwager (@BGOnTheScene) September 23, 2020 Nas redes sociais, imagens circulam de grupos de extrema-direita armados intimidando os ...

    Leia mais
    Lewis Hamilton no pódio do GP da Bélgica de Fórmula 1 30/08/2020 Pool via REUTERS/Francois Lenoir

    Hamilton diz que não vai desistir de fazer campanha por justiça

    O seis vezes campeão mundial de Fórmula 1 Lewis Hamilton afirmou que não desistirá de usar sua plataforma para fazer campanha por justiça racial, depois que o órgão regulador do esporte confirmou que não haverá investigação sobre suas ações no Grande Prêmio da Toscana. O piloto da Mercedes vestiu uma camiseta preta no domingo com a frase “Prendam os policiais que mataram Breonna Taylor”, na parte da frente, e “digam o nome dela” no verso com uma fotografia da norte-americana, que foi morta por policiais em março. Em um post no Instagram, o britânico disse a seus 20 milhões de seguidores: “quero que saibam que não vou parar, não vou desistir, não vou desistir de usar essa plataforma para lançar luz sobre o que eu acredito ser certo”. “Esta é uma jornada para todos nós nos unirmos e desafiarmos o mundo em todos os níveis de injustiça, não apenas racial”, ...

    Leia mais
    Tamika Palmer, mãe de Breona Taylor, durante processo judicial - 15/09/2020 Foto: Bryan Woolston/Reuters

    Louisville pagará US$12 milhões em acordo judicial após morte de Breonna Taylor pela polícia

    A cidade de Louisville, no Estado norte-americano de Kentucky, vai pagar 12 milhões de dólares à família de Breonna Taylor, uma mulher negra morta pela polícia durante operação em seu apartamento, para encerrar um processo judicial por homicídio culposo, disse o prefeito Greg Fischer nesta terça-feira. O acordo é um dos maiores do gênero na história dos Estados Unidos, onde os departamentos policiais muitas vezes são protegidos de pagar indenizações por mortes ocorridas sob sua custódia. A medida não admite explicitamente irregularidades cometidas pela cidade, mas será acompanhada por reformas no Departamento da Polícia Metropolitana de Louisville, incluindo a exigência de que os comandantes aprovem mandados de busca antes que estes sejam submetidos a um juiz, afirmou Fischer em uma entrevista coletiva. Nenhum policial foi acusado criminalmente pela morte de Taylor, mas o procurador-geral de Kentucky, Daniel Cameron, um político negro do Partido Republicano, deve apresentar o caso a um ...

    Leia mais
    La'Ron Singletary, chefe da polícia de Rochester, é visto de máscara após encontro com autoridades locais nesta terça-feira (8) — Foto: Adrian Kraus/Reuters

    Chefe da polícia de Rochester, nos EUA, deixa o cargo em meio às investigações do caso Daniel Prude

    O chefe da polícia de Rochester, La'Ron Singletary, anunciou nesta terça-feira (8) que deixará o cargo após avanços nas investigações do caso Daniel Prude, mais um homem negro morto após ação policial nos Estados Unidos. Outros quatro policiais em altos cargos na corporação anunciaram a demissão. Singletary alegou que críticos estão tentando "destruir a carreira e a identidade" dele. "A descaracterização e a politização das ações que eu tomei depois de ser informado da morte de Prude não são baseadas em fatos, e eu não apoio isso", disse o policial. Mais cedo, a prefeita de Rochester, Lovely Warren, disse que soube de "novas informações trazidas à luz" sobre o caso Prude. Ela não deu mais detalhes, no entanto, sobre o avanço das investigações. Na semana passada, os sete policiais envolvidos na abordagem a Prude foram suspensos das funções por decisão da prefeita. "Quando eu vi esse vídeo, fiquei furiosa", afirmou ...

    Leia mais
    Policiais ainda seguram Daniel Prude, um homem negro, no chão mesmo com a presença de uma ambulância — Foto: Rochester Police via Roth and Roth LLP via AP

    Vídeo mostra policiais colocando capuz na cabeça de homem negro que morreu asfixiado nos EUA

    Um vídeo divulgado nesta quarta-feira (2) mostra o momento em que policiais colocam um capuz na cabeça de um homem negro, identificado como Daniel Prude, perto de Nova York, nos EUA. Prude morreu em 30 de março por asfixia. A divulgação das imagens ocorre em meio ao debate sobre a violência policial e o racismo nos Estados Unidos. O país vive uma onda de protestos desde a morte de George Floyd, em maio. Os atos ganharam novo impulso recentemente após policiais balearem sete vezes Jacob Blake pelas costas. No caso de Prude, a polícia foi acionada pela própria família da vítima, que buscava ajuda por causa de supostos problemas mentais do homem. As imagens divulgadas pela família do homem nesta quarta-feira (2) mostram Prude nu, cooperando com os policiais e atendendo às ordens de ficar no chão. Ele estava com as mãos atrás das costas, algemado. Nevava em Nova York, ...

    Leia mais
    Professor diz que foi agredido e baleado por PM em Monte Alegre, em Goiás — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

    PM é preso suspeito de atirar em professor de comunidade quilombola durante abordagem, em Monte Alegre de Goiás

    A Polícia Civil investiga o caso de um professor de 25 anos da rede estadual que foi supostamente agredido e baleado por um aspirante a oficial da Polícia Militar na noite de terça-feira (1º), em Monte Alegre de Goiás, na região nordeste do estado, onde o jovem dá aulas para uma comunidade quilombola. O delegado a cargo da investigação, Carlos Eduardo Florentino da Cruz, confirmou que o militar foi preso. O PM foi autuado por constrangimento ilegal, majorado pelo uso de arma de fogo, fraude processual, coação e ameaça. Já o professor foi autuado por lesão corporal grave pelo excesso doloso de sua legítima defesa. As circunstâncias da discussão ainda não foram reveladas pela polícia. O G1 não localizou a defesa do policial militar para se manifestar sobre o caso até a última atualização desta reportagem. Um relatório preliminar da Polícia Civil aponta que o policial militar supostamente agredia um ...

    Leia mais
    Página 1 de 10 1 2 10

    Últimas Postagens

    Artigos mais vistos (7dias)

    Twitter

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist