Feira do Livro de Frankfurt traz tendências editoriais e questões políticas

O evento, o mais importante do mundo para o mercado editorial, terá nomes como a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie

Por Diogo Guedes, do JC Online 

A escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie (Foto: Pari Dukovic/The New Yorker)

Por diversos parâmetros, a Feira Internacional do Livro de Frankfurt pode ser considerada o maior e principal evento editorial do mundo. São mais de 7 mil editoras, representando 102 países do mundo, em uma feira onde são negociados os direitos de publicação da maioria dos livros estrangeiros que serão publicados ao longo do ano seguinte em um país como o Brasil. Com cinco dias de duração, a 70º edição do evento começa nesta terça, com uma palestra da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, do livro Sejamos Todos Feministas. Além disso, o país homenageado da edição é a Georgia.

A Feira de Frankfurt é mais conhecida por seu papel no mercado editorial – é onde são vendidos e adquiridos direito de publicação de livros. Não por acaso, o Nobel da Literatura costuma ser divulgado durante a realização do evento, o que não vai acontecer este ano, já que a premiação foi cancelada por conta de acusações de vazamento de informações e de assédio e violência sexual por conta do marido de uma das juradas da honraria.

País homenageado em 2013 – pouco depois dos protestos de junho –, o Brasil tem, ano a ano, mantido uma presença oficial na feira. A Câmara Brasileira do Livro (CBL), junto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), vai levar 28 editoras daqui para o seu estande, que ocupa 176 metros quadrados. Além disso, três autores brasileiros fazem parte da programação oficial do evento: os cariocas Geovani Martins e João Paulo Cuenca e a paulista Bianca Santana. Neste ano, o Jornal do Commercio vai acompanhar o evento, a convite do Consulado Geral da Alemanha no Recife.

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