quinta-feira, janeiro 21, 2021

Tag: Literatura

O escritor nigeriano Wole Soyinka, durante visita ao Brasil em 2015 - Bruno Poletti/Folhapress

‘Aké’ é oportunidade de ler Wole Soyinka, um dos maiores nomes da África

Muitos autores, como Liev Tolstói, Graciliano Ramos e J. M. Coetzee, se debruçaram sobre suas memórias de infância para construir grandes obras ficcionais e memorialísticas. Esse também é o caso de "Aké: Os Anos de Infância", de Wole Soyinka, vencedor do prêmio Nobel de literatura em 1986. Autor de ensaios, poemas, romances, peças teatrais e memórias, Soyinka tem uma carreira premiada por sua vasta obra que tem como centro e paisagem a sua Nigéria natal. Em "Aké", Soyinka nos conduz à Nigéria dos anos 1930 e 1940, o tempo de sua infância. Aos poucos somos convidados a adentrar a atmosfera prosaica de Abeokutá, no oeste do país, a partir da vida de um Soyinka inquieto, curioso e contestador. De imediato, conhecemos o seu universo familiar –o pai, um intelectual a quem “poucas pessoas chamavam pelo nome” é "batizado" pelo menino de Ensaio. Sua formalidade representava à criança “um daqueles meticulosos exercícios estilísticos de prosa que ...

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Manifestantes protestam em memória de George Floyd em Mineápolis, nos Estados Unidos Foto: CHANDAN KHANNA / AFP

Keeanga-Yamahtta Taylor reflete sobre a força que vem do ativismo negro

As eleições que levaram a afro-americana Kamala Devi Harris a ocupar a vice-presidência dos EUA demarcam um passo importante na simbologia da resistência negra do país e é um ponto saliente na constante curva da luta pelos direitos civis na maior potência econômica do planeta. O Brasil, embora com papel destacado nas Américas, ainda patina no campo do combate às desigualdades sociais e raciais, com fulcro no racismo estrutural. Certamente a vitória de Joe Biden-Kamala, da mesma forma que foi sentida na maior parte do mundo, como sintoma de trégua dos diálogos bélicos, no caminho da esperança e da paz, é sentida aqui também. Além do desafio enfrentado pelas urnas municipais, que elegeram bom número de representantes, entre mulheres e homens negros, para nossos padrões, dez estados ainda vão contar com 59 legisladores de comunidades remanescentes de quilombos, segundo a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq). ...

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Aleksandr Púchkin e Machado de Assis (wikimedia commons)

Púchkin e Machado, o ser negro, formas de ouvir o outro

Este estudo pretende, em leituras de Púchkin e aproximações de Machado, analisar, em perspectiva comparada, o lugar de visibilidade da herança afrodescendente em Aleksander Púchkin (1799-1837) na literatura russa e Machado de Assis (1839-1908) na literatura brasileira. Perceber, entre margem e centro, a voz plural e inovadora do autor russo, seus caminhos até o outro. Em Puchkin, a viagem. Fronteiras possíveis. O olhar para si que se deixa atravessar pela diferença. Em Machado, seu olhar para as máscaras sociais e para a escravidão. Nesses autores, marcas em sua literatura que formam a sua casa e o seu tempo, em diálogo com a modernidade. Na abertura para o outro, leituras onde o que estava no lugar do cânone também se modifica, escurecendo o imaginário nos novos contextos. Primeiras linhas Escurecer a folha. Uma escolha, um gesto. Penso na página feita de pedaços, vestígios. Machado em seu contexto afrodescendente. Nesse colar e ...

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Divulgação

Quem deixou as meninas negras escreverem?

O Livro Infantojuvenil Quem deixou as meninas negras escreverem? é o Produto da Dissertação As meninas negras na literatura infantil sob a perspectiva de olhares plurais: o que dizem esses olhares? Um livro necessário, que se junta a tantos outros, reforçando a proposta de Literatura do Encantamento, conceito construído por Kiusam de Oliveira e tão importante para que essas crianças negras possam ter acesso a textos que despertem seu olhar para nossa Cultura, Ancestralidade e saberes outros. Um texto leve, vibrante e emocionante que conta a história de três meninas negras: Maria Rita, Maria Conceição e Maria Carolina.   Leia o livro completo : Quem deixou as meninas negras escreverem   ** ESTE ARTIGO É DE AUTORIA DE COLABORADORES OU ARTICULISTAS DO PORTAL GELEDÉS E NÃO REPRESENTA IDEIAS OU OPINIÕES DO VEÍCULO. PORTAL GELEDÉS OFERECE ESPAÇO PARA VOZES DIVERSAS DA ESFERA PÚBLICA, GARANTINDO ASSIM A PLURALIDADE DO DEBATE NA SOCIEDADE. 

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Instituto prepara mostra sobre Maria Carolina de Jesus

O Instituto Moreira Salles (IMS) terá conselho consultivo com 13 mulheres negras que integram o recém-criado conselho consultivo da exposição em homenagem à escritora Carolina Maria de Jesus . Entre as 13 mulheres estão a escritora Carmen Silva e Conceição Evaristo, a  filósofa Sueli Carneiro e a atriz Zezé Motta. Boletim da inauguração da exposição, era prevista neste ano no  IMS Paulista, mas em razão da epidemia da Covid-19, a abertura da mostra foi transferida para junho de 2021. Considerada um dos grandes nomes da literatura nacional, Carolina Maria de Jesus foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil. Suas milhares de páginas manuscritas, como romances, poemas, contos, crônicas, peças de teatro, canções. Suas obras eram instrumento de denúncia das mazelas sociais, são histórias de luta, superação e sofrimento da mulher negra e moradora da favela, no século XX. A autora foi publicada em mais de 40 países e traduzida ...

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A escritora Alice Walker (Foto: Imagem rei=tirada do site Folha de S. Paulo)

Alice Walker explora as tensões entre o racismo e a violência de gênero

“Mas onde estava o homem em mim que me deixou ir embora escondido?”, pergunta Grange Copeland, protagonista do romance de estreia de Alice Walker, publicado 12 anos antes do seu mais aclamado livro, “A Cor Púrpura”. Reconhecida por retratar com sensibilidade e coragem a vida das mulheres negras no sul dos Estados Unidos, sua primeira obra se destaca por oferecer o mesmo tratamento sensível a dois trabalhadores negros rurais, Grange e Brownfield, pai e filho. Explorando as tensões entre uma realidade atravessada pela segregação racial e pela pobreza e a responsabilidade dos homens negros quanto às próprias ações e erros, acompanhamos as diferentes fases da vida de Grange. Ele é um trabalhador rural casado, que passa a beber, a humilhar a mulher e a negligenciar o filho conforme encolhe cada vez mais os ombros —sua forma mais expressiva de linguagem— diante da precariedade da vida. Numa família em que “a ...

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Thata Alves (Foto: Edlaine Pereira)

Poeta Thata Alves lança jogo da memória para crianças inspirado em Orixás

No dia 18 de dezembro, a poeta Thata Alves lança seu primeiro trabalho lúdico e voltado ao público infantil: “Baobá é Memória”. Um jogo da memória com cartas inspiradas em Orixás. O brinquedo é uma alternativa aos pais e crianças, para presentes em datas como o Natal e o Dia das Crianças. Além disso, também tem como propósito proporcionar o aprendizado sobre os Orixás de modo intuitivo e inconsciente pelas crianças. Thata é Yawo no Candomblé, e por consequência, o jogo torna-se uma ferramenta para quebrar com o estigma da demonização das religiões de matriz africana. “Eu com meu irmão ganhamos na infância uma Bíblia Infantil: que continha imagens de Jesus em versão de criança”, comenta Thata que também pontua sobre a ausência de mais referências infantis em possibilidades de consumo nos mercado, como os próprios brinquedos. No Brasil, existe a lei 10.639/03 que trata da obrigatoriedade do ensino da ...

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Frantz Fanon, Psiquiatra e militante escreveu uma das obras mais importantes sobre o racismo, traduzido em português como "Pele Negra, Máscaras Brancas" (Foto: Imagem retirada do site Brasil de Fato)

Exorcismo revolucionário

O que Pele negra, máscaras brancas, de Frantz Fanon (1925-61), nos convida a pensar e fazer? Uma maneira de começarmos um livro, assim como terminá-lo, é refazer as perguntas do autor. De um modo mais geral, Fanon faz um convite explícito para interrogarmos como a violência dos processos de colonização e do racismo faz que a humanidade das pessoas negras seja rasurada. Na busca pela nossa humanidade, o racismo impõe a nós, pessoas negras, que busquemos máscaras brancas. De acordo com Fanon, nessa relação de opressão e violência sistemática e cotidiana, as pessoas brancas também estão desumanizadas. Tema este que continua bastante atual no Brasil, ainda mais no momento em que vivemos momentos de lutas antirracistas e de questionamento dos privilégios da branquitude. O livro chega, assim, em boa hora por aqui, em uma nova edição caprichada da editora Ubu, com tradução de Sebastião Nascimento em colaboração com Raquel Camargo ...

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Winnie Bueno (Foto: Marilia Dias / Divulgação)

Winnie Bueno assina com editora para lançar livro sobre a trajetória de mulheres negras

A escritora e pesquisadora Winnie Bueno é a nova autora da editora HarperCollins e vai lançar um livro inédito em 2021. A obra contará tanto suas vivências e trajetória quanto histórias de outras mulheres negras. Será sua primeira obra não acadêmica e terá como base sua pesquisa sobre imagens de controle, conceito articulado por Patricia Hill Collins para descrever como mulheres negras são atravessadas por ideias construídas sobre seus corpos e comportamentos. Winnie Bueno é idealizadora do projeto WinnieTeca, que tem como objetivo conectar pessoas negras que precisam de um livro a pessoas que estão dispostas a fazer doações.   Fonte: Por Ana Cláudia Guimarães, do ANCELMO.COM

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Prêmio Jabuti promove mudanças para tentar se manter relevante | Foto: Prêmio Jabuti / Divulgação / CP

Jabuti destaca obras sobre racismo e ainda consagra os versos da poeta Cida Pedrosa

Na sua 62ª edição, o prêmio Jabuti seguiu sua tendência recente de destacar obras publicadas por casas independentes. O livro do ano foi "Solo para Vialejo", da pernambucana Cida Pedrosa, publicado pela Cepe Editora, também de Pernambuco. No ano passado, o escolhido foi o ensaio "Uma História da Desigualdade", da editora especializada Hucitec, e dois anos atrás o também poeta Mailson Furtado Viana chamou atenção ao ser premiado por um livro publicado de forma autônoma. “Este é um livro da volta, uma migração ao contrário, do mar para o sertão”, disse a autora em seu agradecimento. “Eu conto onde encontro minha ancestralidade, minha avó índia, meu pai, descendente de portugueses. As palavras e os sons da minha memória não cabiam mais na cabeça e tinham que se espraiar na forma de um livro.” Não é a única vitória da autora este mês, aliás. Pedrosa foi eleita vereadora do Recife no ...

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Escritora publicou 51 livros, entre romances, contos, crônicas, traduções e ensaios folclórico (FLINKSAMPA/DIVULGAÇÃO)

Ruth Guimarães: o centenário da escritora pioneira que colocou a identidade negra no centro de sua obra

Literatura caipira e negra. Para a escritora Ruth Guimarães (1920-2014), a definição era orgulhosamente assumida. Em 2007, em depoimento concedido ao Museu Afro Brasil, ela afirmou que, "assim como somos um povo mestiço, todo cheio de misturas de todo jeito, a nossa literatura também é toda feita de pedaços de textos, de arrumações aqui e ali". "Não há nada que nos torne inteiriços, inteiros", definiu. "Minha literatura é isso também. Eu conto a história da roça, de gente da roça, do caipira. Eu também sou caipira, modéstia à parte. Eu não me importei muito se havia uma tendência, ou se havia uma inclinação para contar a história do preto; como eu também sou misturada, o meu livro é misturado. Como eu sou brasileira, nesse sentido de brasileiro todo um pouco para lá, um pouco para cá, o meu livro também é assim, um pouco para lá, um pouco para cá." ...

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Foto: Enviado para o Portal Geledés pelo autor

Mel Duarte lança ‘Colmeia,’ livro que celebra 10 anos de carreira

Para celebrar os 10 anos de carreira na literatura, Mel Duarte lança, neste dia 19 de novembro - quando comemora também o próprio aniversário - a pré-venda do livro Colmeia, que reúne toda a obra até aqui, com alguns poemas inéditos e também textos celebrativos de Ryane Leão, Preta Ferreira e Emicida. A obra sai pela Philos Editora. O livro está dividido em capítulos como Pólen, com poemas dos livros Fragmentos Dispersos e Negra Nua Crua, Favo, com poemas publicados em diferentes antologias, revistas, entre outros e Néctar, com poemas inéditos e chega assinada com prefácio da escritora Elizandra Souza. A capa e as ilustrações são da artista Luna Bastos e seguem a estética afrofuturista. A obra chega então para marcar uma década na carreira de Mel Duarte e encerrar os trabalhos da artista em 2020. “Entendi que estava na hora de fazer um livro comemorativo e que reunisse minha ...

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(Alexander Spatari/Getty Images)

Nordeste é a região brasileira que mais lê, diz pesquisa

Entre as dez capitais brasileiras que mais leram em 2019, cinco delas ficam no Nordeste. O ranking é parte de um novo dado divulgado pela 5ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto pró-livro, divulgado em primeira mão pela VEJA. Na campeã João Pessoa, capital da Paraíba, 64% da população é considerada leitora, seguida de perto por Curitiba, com 63%, Manaus, com 62%, Belém, 61%, e São Paulo, 60%. Os dez primeiros lugares do ranking ficam completos com Teresina (59%); São Luís (59%); Aracaju (58%); Salvador (57%); e Florianópolis (56%), respectivamente. Para chegar ao resultado, o órgão consultou mais de 8.000 pessoas em todos os estados brasileiros, entre outubro de 2019 e janeiro de 2020, tomando como leitor aqueles que leram ao menos um livro nos três meses que antecederam a consulta. Na líder João Pessoa, a média no trimestre foi de 4,09 livros, número que sobe ...

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A mineira Cidinha da Silva lança o livro "Oh, margem! Reinventa os rios!" Imagem: Divulgação

Margens moldam o rio da literatura brasileira na prosa de Cidinha da Silva

Cidinha da Silva não está resfriada. Mas a prosadora e escritora mineira, tal qual Frank Sinatra décadas atrás, não está disponível para uma entrevista por vídeo ou por ligação que facilite uma tentativa de perfil literário da autora de "Um Exu em Nova York" (2018), obra vencedora do Prêmio da Biblioteca Nacional. Cidinha está relançando as crônicas de "Oh, margem! Reinventa os rios!" em uma edição aumentada e organizada no ritmo ágil dos rios mineiros que fogem dos estouros de barragem, como foi o caso do Doce. Esta edição da editora Oficina Raquel inclui cinco textos inéditos, mais o prefácio do mestre Paulo Scott (finalista do Prêmio Jabuti deste ano com o fundamental "Marrom e Amarelo"). Cidinha da Silva não está resfriada e eu não sou Gay Talese - o jornalista dândi americano que ajudou a moldar o jornalismo literário. No entanto, Cidinha pode responder minhas perguntas por e-mail em ...

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Arquivo Pessoal

Um livro independente, escrito por uma mulher negra, sobre o sucesso de mulheres negras, entre os finalistas do principal prêmio literário do país

O título que abre este artigo já deixa evidente o que vamos falar aqui. Este texto é sobre nós, mulheres negras, sobre nossos sucessos e conquistas. Mas, antes de dar sequência, permitam que eu me apresente. Eu sou Jaqueline Fraga, pernambucana, jornalista, administradora e escritora. No ano passado, durante a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, o principal evento literário do estado, lancei meu primeiro livro. O nome da obra, aliás, já diz sobre o que gosto de falar. E escrever. “Negra Sou: a ascensão da mulher negra no mercado de trabalho”. Este é o título do meu livro-reportagem. É nele que conto as histórias e sonhos e carreiras de mulheres negras que estão movendo o país. Como bem nos ensinou Angela Davis: “Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”. É uma frase que, sem dúvidas, virou símbolo. Mas, mais ainda, virou ...

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Vera é filha caçula de Carolina de Jesus, professora de língua portuguesa e responsável pelo acervo da autora - Marisa Regina Lima

“O Quarto de Despejo está vivo”, afirma filha de Carolina Maria de Jesus

Em 60 anos do livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, da escritora Carolina Maria de Jesus, é possível perceber a história da literatura afro-brasileira. O livro, um sucesso de público e de crítica, é considerado um dos mais importantes do Brasil. Nele, em formato de diário, a autora narra como garantia a própria sobrevivência e dos três filhos trabalhando como catadora de papéis e, também o cotidiano na favela do Canindé, em São Paulo. Professora de língua portuguesa e filha da escritora, Vera Eunice de Jesus Lima acredita que pouca coisa mudou na sociedade brasileira nesses 60 anos, mas a postura da população negra mudou. “O livro ‘Quarto de Despejo’ está completando 60 anos, mas o problema no Brasil continua o mesmo, por isso é um livro atual e será assim por muito tempo. O que eu tenho visto de mudança quanto ao ‘Quarto de Despejo’ e hoje ...

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A “mulata trágica”: repensando a categoria mulata no Brasil

O século XXI tem sido o século das imagens. Disputas de narrativas tem se dado no contexto das redes sociais, em que imagens viralizam em curto espaço de tempo, alimentando o imaginário social e definindo o lugar das pessoas no mundo. Neste contexto, a socióloga estadunidense Patrícia Hill Collins, em Pensamento Feminista Negro, apresenta-nos as imagens que são internalizadas como “imagens de controle”. Diferentemente dos estereótipos — que partem da elaboração de imagens negativas —, as imagens de controle podem produzir lugares de poder e privilégio para determinados grupos, bem como naturalizar lugares de sujeição, hiperssexualização e violência para outros.  O lugar do nosso corpo no mundo, sua inscrição social, passa por uma tomada de consciência que, como aponta Frantz Fanon, na obra clássica Pele negra, máscaras brancas, muitas vezes é desenvolvida por um estímulo externo, um olhar do outro, que nos fixa e constrói as representações. Fanon narra que ...

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Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

Quem é a autora negra que mesmo sem contrato grande será lida por milhões?

A escritora Cidinha da Silva tem 17 livros publicados, foi vencedora de um Prêmio da Biblioteca Nacional em 2019 e tem obras traduzidas para o alemão, catalão, espanhol, francês, inglês, italiano. Mesmo na ficção, manteve uma escrita sobre africanidades, feminismo e racismo. Desde setembro, o livro "Os nove pentes d'África" (Mazza Edições) pôde ser encomendado por professores de escolas públicas de todo o país para alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Diretores e professores que escolherem o título receberão um guia para usá-lo em sala de aula. Isso significa que o governo federal poderá bancar a história de Francisco Ayrá e seus nove pentes milhares de estudantes. Cada objeto na obra de Cidinha possui uma espécie de dom especial e foram criados para presentear os filhos e netos de Vô Francisco. O livro foi publicado há mais de dez anos e é parte da bibliografia que tornou Cidinha conhecida ...

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Lançamento do Selo Sueli Carneiro traz vozes de mulheres quilombolas, em coletânea de artigos inéditos

No próximo dia 24, às 17h, vamos assistir ao lançamento da obra  Mulheres quilombolas: territórios de existências negras femininas, que retrata os saberes, vivências e resistências de 18 mulheres de vários quilombos do Brasil. O livro foi lançado pelo Selo Sueli Carneiro, organizado por Selma Dealdina dos Santos e coordenado por Djamila Ribeiro. O lançamento on-line vai ser transmitido pelas redes da Conaq e da editora Jandaíra. São co-autoras: 1. Ana Carolina Fernandes, 2. Sandra Maria Andrade, 3. Selma Dealdina, 4. Cida Sousa, 5. Vercilene Dias, 6. Débora Lima, 7. Carlidia Pereira, 8. Givania Maria da Silva, 9. Cida Mendes, 10. Valéria Pôrto, 11. Nilce Pontes, 12. Dalila Martins, 13. Cleide Cruz, 14. Jane Oliveira, 15. Amaria Campos, 16. Andreia Nazareno, 17. Gessiane Nazário, 18. Mônica Borges Acesse aqui o release da Editora Jandaíra Adquira o seu exemplar com preço especial de pré-lançamento A Editora Jandaíra Listou 5 Motivos Para ...

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O escritor Jeferson Tenório, autor de 'O Avesso da Pele'. Foto: Carlos Macedo

Romance coloca em pauta temas como racismo e violência policial

“... Quero dizer também que o professor Henrique Nunes não morreu por mera circunstância da vida, morreu porque era alvo de uma política de Estado. Uma política que persegue e mata homens negros e mulheres negras há séculos”.  Essa frase acima resume muito bem o que é ser um corpo preto no Brasil. E não apenas aqui, claro. O racismo está enraizado no país há milhares de anos, é parte da natureza de nossa sociedade, uma nação que construiu o seu ideal de identidade negando suas origens negras e indígenas. E com isso viu na violência o modus operandi para segregar e matar pessoas não brancas.  Falar sobre racismo não é tarefa fácil, mexe com a gente, machuca e nos faz reviver episódios de discriminação velada e não velada. Só quem já sofreu – e sofre – esse tipo de preconceito sabe a dor e as marcas que ficam, que ...

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