quinta-feira, julho 22, 2021

Tag: Literatura

Ilustração: Nicolas Lener. MAE/USP

Projeto aposta em livros para empoderar e atrair meninas para carreira científica

O projeto Meninas: arqueólogas, etnólogas, museólogas e o que mais quiserem é um serviço de curadoria de livros voltado para crianças e adolescentes do ensino fundamental e médio. Toda quinta-feira, são indicadas obras da literatura infanto-juvenil que abordem temáticas de protagonismo, representatividade e diversidade feminina. A curadoria é feita pela biblioteca do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP. Originalmente criado para realizar visitas e conversas em escolas públicas do Estado de São Paulo, o projeto Meninas surgiu em resposta ao dia 11 de outubro – data estipulada pela Organização das Nações Unidas para promover igualdade de gênero entre crianças e adolescentes. Ele foi idealizado por Viviane Wermelinger Guimarães, chefe da Seção Técnica de Expografia do MAE, que convidou todas as mulheres da equipe do museu para participar. “A ideia era fazer um bate-papo da equipe do MAE com alunas do ensino fundamental e médio sobre ingresso na universidade pública e ...

Leia mais
Composite: Courtesy of Macmillan

Quase 50 anos depois, clássico da literatura negra chegará ao Brasil

Chegará às prateleiras brasileiras no ano que vem, quase 50 anos depois de lançado nos Estados Unidos, o romance Oreo, escrito em 1974 por Fran Ross e até agora inédito no Brasil. “Criminosamente ignorado”, na definição da revista literária Kirkus Reviews, Oreo foi redescoberto pela crítica americana e alçado à categoria de clássico contemporâneo, com direito a elogios rasgados de Paul Auster. Descrito como “hilário” pelo New Yorker, o romance, que será lançado pela Todavia, conta a jornada de uma garota negra da Philadelphia, à procura de seu pai judeu, em Nova York. Em meio aos conflitos raciais e identitários vividos pela personagem, o livro, de toques feministas, mergulha na cultura pop dos anos 1970, e mistura a linguagem da comunidade negra americana, prosa acadêmica e iídiche.

Leia mais
Divulgação/For Kids

Carioca cria a primeira e maior plataforma de livros em português fora do Brasil

Quando se tornou mãe, em 2012, a administradora de empresas Vanessa Pfeil não esperava que isso a fizesse criar um negócio inovador, que impactasse diretamente nas vidas de tantas mulheres ao redor do mundo. Morando na Alemanha, ela fez uma promessa a mãe: Ensinar português aos filhos gêmeos recém-nascidos para que pudessem se comunicar com a avó brasileira e conhecerem sua cultura materna.  Em pouco tempo, ela percebeu que para manter a promessa que parecia simples, precisaria criar uma distribuidora de livros, que hoje, nove anos depois é o maior clube de livros em português brasileiro fora do Brasil, atuando em mais de 30 países, em toda a Europa, além de Etiópia, Austrália, Japão, Canadá, Singapura e Estados Unidos. Este mês, ela virá da Alemanha, país em que vive há mais de 15 anos, para o Brasil. Aqui, ela estreitará laços comerciais para a criação da Kids Bilíngue, primeira plataforma de livros infantis ...

Leia mais
© Mario Ladeira / Trip editora

‘Quem me colocou em visibilidade foi o movimento negro’, diz Conceição Evaristo

A literatura brasileira tem sofrido mudanças significativas com o reconhecimento e visão crítica das autoras negras. Conceição Evaristo, de 72 anos, é uma escritora brasileira, mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, doutora em Literatura Comparada pela UFF, ganhadora de vários prêmios e reconhecida no Brasil e no mundo. Em entrevista exclusiva ao iG Delas, ela conta sua trajetória, literatura e militância e desafios para mulheres negras no Brasil. Nascida em uma comunidade da zona sul de Belo Horizonte, ela vem de uma família muito pobre, com nove irmãos e sua mãe. Quando jovem ela precisou conciliar os estudos trabalhando como empregada doméstica, até concluir o curso normal, em 1971, já aos 25 anos. Mudou-se então para o Rio de Janeiro, onde passou num concurso público para o magistério, estudando mais tarde Letras na UFRJ. “O grande compromisso da minha mãe era que todos nós terminássemos o primário. A gente não ...

Leia mais
Foto: Divulgação

Dia Nobre discute feminismo, maternidade e infância na Balada Literária

As tensas relações entre mãe e filha e as diferentes formas de abuso dão o tom do livro “No útero não existe gravidade”, de Dia Nobre, que participa do bate-papo Ela, a Literatura na Balada Literária, às 12h desta sexta-feira (2), ao lado da também escritora Clarice Müller. A mediação é do escritor e curador do projeto, Marcelino Freire.  Este é o segundo livro da autora, que foi finalista do Prêmio Caio Fernando Abreu em 2020 e se apresenta como híbrido e desenterra as chagas íntimas e sociais das mulheres, explorando as relações tortuosas com a família e a sociedade, de forma a esculpir as relações. A obra, que pode ser lida tanto em formato de romance como em formato de contos, traz uma personagem feminina que é acompanhada da infância à vida adulta tentando remontar mentalmente um quebra-cabeça de memórias e momentos da mãe, após ser abandonada. A personagem ...

Leia mais
Foto: Divulgação

Clube de Leitura Mulheres Negras na Biblioteca com Fabiana Cozza

Destinado a leitores e não leitores, o nosso clube on-line de leitura tem como propósito promover um contato direto dos participantes com a narrativa de autoras negras e, com isso, contribuir para o aumento do público leitor dessas autoras, além de, consequentemente, aumentar o índice de leitura no Brasil. Os encontros do Clube MNB não são sequenciais e, para participar, não é obrigatório fazer leitura prévia do texto. Com o apoio do Programa VAI, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, estamos realizando uma temporada de clubes com a presença de autoras negras, que vai de junho a setembro, em parceria com instituições como Ação Educativa e Balada Literária. Dando continuidade à nossa programação, convidamos vocês desta vez para um encontro com a participação da grande escritora cantora e poeta Fabiana Cozza. Uma oportunidade de prestigia-la, por meio da leitura e troca de impressões de trechos de seu livro ...

Leia mais
W.E.B. Du Bois (Getty Images/UniversalImagesGroup)

W.E.B Du Bois evidencia que a literatura negra sempre foi profícua

O racismo tem obtido mais relevância no debate público brasileiro, seja pela violência cada vez mais visível contra a população negra, seja pelas movimentações e movimentos negros. Uma das consequências desse processo é o maior interesse por obras que tratem da chamada “questão racial”, o que se reflete no que parece ser um boom editorial de autores negros, publicados em uma proporção inédita no país. É nesse cenário que a nova edição de "As Almas do Povo Negro", do intelectual americano W.E.B. Du Bois, morto em 1963, pode provocar uma inflexão nessa impressão sobre o mercado editorial. Publicado em 1903, seu livro revela como a busca por uma liberdade efetiva do povo negro, diante das ilusões da abolição, está historicamente associada a um compromisso intelectual de compreender a sua situação à luz de suas próprias experiências, visões e críticas. Nesse sentido, esse boom editorial é, na verdade, um dos efeitos ...

Leia mais
Primeira escritora negra de descendência afro-americana a receber o Pulitzer, sua voz serena e firme ainda reverbera passados 20 anos de sua morte (Foto: Poetry Foundation)

Gwendolyn é amor

É preciso falar de amor, agora que o Dia dos Namorados passou, e com ele palavras vãs, centenas de reapresentações de ...E O Vento Levou e Casablanca em apenas 48 horas, filas infindáveis nas portas dos restaurantes. Longe dessa praga jeca, a libertação acontece por meio da voz de Gwendolyn Brooks, porque junho é seu mês. Primeira escritora negra de descendência afro-americana a receber o Pulitzer (Annie Allen, Harper, 1949), sua voz serena e firme ainda reverbera passados 20 anos de sua morte, como no trecho que lê de Kitchenette Building (youtu.be/7yQ7hOjX9v0). Para Gwendolyn Brooks, sua definição na lata é coisa simples: poesia é vida destilada. E não se tratava somente do Pulitzer, até porque ao longo da vida teve outros 70 prêmios e láureas em suas estantes, tornando-se uma das poetas mais homenageadas durante sua existência, da referência em poesia negra na Biblioteca do Congresso norte-americano a receber duas vezes seguidas o Guggenheim Fellow ...

Leia mais
Foto: Divulgação

Conversas desconfortáveis com um homem negro

A pauta antirracista é hoje mundialmente tão importante quanto o combate à própria pandemia. Afinal, como diz Emmanuel Acho, autor de Conversas desconfortáveis com um homem negro que a LeYa Brasil está lançando agora em junho, o vírus do racismo é o mais letal em circulação atualmente. A partir de perguntas recebidas por email e pelas redes sociais, Acho, ex-jogador de futebol americano e hoje comentarista da Fox Sport, fala, de forma consciente e acolhedora, sobre escravidão, desigualdade, e sobre o racismo estrutural e sistêmico que assola a nossa sociedade. No livro, ele responde a essas perguntas – complexas e simples, insensíveis e consideradas tabu – que muitas pessoas hoje em dia podem ter medo de fazer sobre o tema. Conversas desconfortáveis com um homem negro nasceu de uma websérie idealizada por Acho, que estreou em junho de 2020 e fez um sucesso estrondoso na internet. Foram mais de 17 milhões de visualizações e quase ...

Leia mais
Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

A autora mineira Cidinha da Silva disponibiliza crônica inédita na nova edição de Um Certo Alguém

Trem desgovernado é um texto que integrará seu novo livro, ainda sem título ou data de lançamento. Ela o trouxe na integra para coluna ao refletir sobre sua maior saudade, uma das quatro perguntas feitas na coluna semanal pelos jornalistas do Núcleo de Comunicação da organização. Além de ter mais de uma dezena de livros publicados em diversos idiomas, a escritora é graduada em História, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), presidiu o Geledés – Instituto da Mulher Negra e foi gestora de cultura na Fundação Cultural Palmares A edição do dia 17 de junho (quinta-feira), da coluna Um Certo Alguém, no site do Itaú Cultural, www.itaucultural.org.br, tem como convidada a escritora Cidinha da Silva. Ela é autora de 17 livros lançados, entre crônicas, contos, ensaios, dramaturgias e literatura infanto juvenil. Um deles, Um Exu em Nova York, recebeu o Prêmio da Biblioteca Nacional, na categoria contos, em 2019. No ...

Leia mais
A filósofa e ativista paulistana Sueli CarneiroDivulgação

A mulher do fim do mundo

Santana, BiancaContinuo preta: a vida de Sueli CarneiroCompanhia das Letras • 296 pp • R$ 59,90 O feminismo deve muito a Sueli Carneiro. Em 2002, durante uma entrevista para a revista Caros Amigos, ela proferiu a frase “Entre a esquerda e a direita, sei que continuo preta”, da qual sai o título da biografia encampada agora pela jornalista Bianca Santana. A obra trilha a caminhada da filósofa a partir de suas lutas em setenta anos de vida e quatro décadas de construção do movimento de mulheres negras. Ao lado de Abdias Nascimento e Lélia Gonzalez, a biografada é uma das principais intelectuais do movimento negro brasileiro.  O prólogo do livro contextualiza o encontro de Sueli com Abdias no Tribunal Bertha Lutz, evento de 1982 que buscava sensibilizar as pessoas contra a discriminação de gênero. Em seu discurso, o fundador do Teatro Experimental do Negro incorporou a voz das mulheres negras. Quando já encerrava ...

Leia mais
Adilton Venegeroles/ Agência A Tarde

Soterrada pelos ‘vencedores’, história de negros resiste ao apagamento

Trabalhando há mais de 15 anos nos campos do Maranhão e da Bahia e caminhando por lugares distantes que por vezes pareciam inatingíveis, fui convencido de que a história de grande parte de nossa sociedade permanece soterrada. Se por muito tempo ela foi escrita e documentada pelos “vencedores”, apagando ou reduzindo a nada o que não era considerado significante, podemos afirmar também que continuou a ser transmitida oralmente por famílias e comunidades como forma de resistir e não deixar se apagarem suas origens. Também é cada vez mais nítida a certeza de que a história se desenrola envolvendo um coletivo, porém sempre a partir da escala do indivíduo, de atos e fatos únicos. É o que a escritora Svetlana Aleksiévitch descreve como sendo o objetivo de seus registros histórico-literários ao tentar “capturar a vida cotidiana da ‘alma’”. Só a partir da vida, única, somada a muitas outras, é que uma ...

Leia mais
Divulgação

Em livro híbrido, Dia Nobre explora tensões e feminismo na relação entre mãe e filha

As tensas relações entre mãe e filha e as diferentes formas de abuso dão o tom do livro “No útero não existe gravidade”, de Dia Nobre, que será lançado na próxima quarta-feira (26) às 20h, nas redes da Editora Penalux. O papo será mediado pela crítica literária Tamy Ghannam, do canal Literatamy. Este é o segundo livro da autora, que foi finalista do Prêmio Caio Fernando Abreu em 2020 e se apresenta como híbrido e desenterra as chagas íntimas e sociais das mulheres, explorando as relações tortuosas com a família e a sociedade, de forma a esculpir as relações. A obra, que pode ser lida tanto em formato de romance como em formato de contos, traz uma personagem feminina que é acompanhada da infância à vida adulta tentando remontar mentalmente um quebra-cabeça de memórias e momentos da mãe, após ser abandonada. A personagem é carregada de inquietações, sobretudo a partir ...

Leia mais
Foto: Divulgação

Lançamentos “Escritos das Liberdades” e “Escritos das Escravidões”

Lançamentos dos livros: "Escritos das Liberdades" "Escritos das Escravidões" Autora: Inaldete Pinheiro de Andrade, 2021 Coordenação executiva: Odailta Alves Coordenação editorial, projeto gráfico e diagramação: Fred Caju Revisão, copidesque e tratamento de imagens: Raíza Hanna Capa: Iris Regina Ilustrações: Acervo pessoal de Inaldete Pinheiro de Andrade Fotografias: Mayara Barbosa A publicação destes dois livros foi incentivada pela Lei Aldir Blanc Pernambuco, FUNDARPE, Secretaria de Cultura, Governo de Pernambuco e, no âmbito federal, por intermédio da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. A distribuição destes materiais é livre desde que se cite a autoria e mantenha o conteúdo creditado e sem alterações. Por serem dois livros contemplados por Lei de Incentivo, é possível adquirir essas grandes obras, em formato kindle, por um preço simbólico de R$ 9,90 (cada), através dos links: "Escritos das Liberdades" https://abre.ai/ipa-edl "Escritos das Escravidões" https://abre.ai/ipa-ede LINK PARA ASSISTIR AO LANÇAMENTO: https://www.youtube.com/watch?v=Oz-5AgEJhgg ** ESTE ...

Leia mais
Getty Images

Por que devemos ler livros infantojuvenis que contemplam as Leis federais 10.639/2003 e 11.645/2008 para as nossas crianças?

Certa vez, ouvi um conhecido de militância negra dizer que não fazia questão de ler para os filhos apenas livros infanto-juvenil com temáticas negras. De acordo com este colega, para os filhos dele seria lido todo tipo de livro. Ao ouvir este comentário fiquei reflexiva, o meu colega não é docente em escola pública, atualmente é professor universitário na área de Ciência Política em uma universidade federal. Ele não pesquisa educação e creio que não tenha dimensão de como funcionam muitas escolas públicas. Eu, na época respondi em pensamento: ué dentro da escola será difícil ter acesso a livros com personagens negros ou em que a legislação federal de história e cultura africana e afro-brasileira (Lei 10.639/2003) esteja contemplada. Os anos passarão, este fato ocorreu em 2008 e já estamos em 2021. Eu me formei em 2010 no bacharelado e licenciatura em Ciências Sociais pela UERJ e no ano de ...

Leia mais
Divulgação/Enviado para o Portal Geledés

Com livro “Todos olhos em mim”, jornalista Aline de Campos discute racismo nas relações inter-raciais

A jornalista Aline de Campos realiza, no próximo dia 29 de abril, um encontro para conversar sobre o livro “Todos os olhos em mim”, obra que discute a presença do racismo nos relacionamentos inter-raciais. O evento acontece nas redes sociais da Quintal Edições e terá presença de poetas como Thata Alves e Hércules Marques lendo trechos da obra e também de personagens do livro. A mediação do encontro é da jornalista e escritora Elizandra Souza. O livro é resultado de um trabalho de conclusão de curso em jornalismo e reúne diferentes passagens e histórias na vida de cada uma das pessoas ouvidas para a construção da obra, que, segundo a autora, é indicada às pessoas que não compreendem a importância da discussão sobre raça no país. Para Aline, a responsabilidade em não praticar o crime de racismo é das pessoas brancas, portanto, indica a literatura como um primeiro passo. “A ...

Leia mais
Helen N'zinga e Morena Mariah, seguidoras do afrofuturismo (Foto: Divulgação/Imagem retirada do site O Globo)

Do jazz a Beyoncé, entenda como o afrofuturismo cria possibilidades de vida para a população negra

Imagine uma viagem ao futuro, com elementos de alta tecnologia, mas, ao mesmo tempo, com toques de ancestralidade africana. Esse é o conceito do afrofuturismo, que há décadas protagoniza negros na arte, filosofia, teoria crítica e ciência. Mais do que uma corrente estética, o movimento levanta possibilidades de vivência negra em sociedades que não são marcadas pelo racismo e pela opressão, funcionando como crítica à realidade atual. Nas histórias de filmes e séries ficcionais, o futuro está quase que completamente mecanizado, remetendo ao desenvolvimento de padrões de vida. A Wakanda de "Pantera Negra" é um exemplo famoso, ao misturar alta tecnologia e conexão com a ancestralidade. A partir deste conceito, a pesquisadora e especialista em afrofuturismo, Morena Mariah, explica que a ideia do movimento é reconfigurar o imaginário global de que a negritude não está associada à prosperidade e ao sucesso. — Digamos que os negros foram abduzidos do continente ...

Leia mais
Amanda Gorman
(Foto: Alex Wong/Getty Images)

Amanda Gorman lança livro com seu poema da posse de Biden e introdução de Oprah

Até pouco tempo atrás, Amanda Gorman tinha lido seus poemas em voz alta diante de duas das maiores plateias dos Estados Unidos —na posse do presidente Joe Biden e no Super Bowl. Agora, suas palavras estão chegando aos leitores num formato mais íntimo. É numa edição comemorativa de “The Hill We Climb”, a colina que escalamos, o poema que ela leu na cerimônia da posse presidencial, num livreto de 32 páginas com introdução de Oprah Winfrey. O livro chegou às livrarias americanas nesta semana e já tem garantida a primeira posição nas listas de best-sellers. “Fiquei muito empolgada quando decidiram publicar ‘The Hill We Climb’ em forma de livro, porque sabia que assim seria possível o integrar às vidas das pessoas de novas maneiras”, diz Gorman, em entrevista por telefone. Ela já viu no Instagram fotos de pessoas dando o livro de presente umas às outras, ou o pondo em ...

Leia mais
Ilustração: Michael Morgenstern /The Chronicle

Que nossas palavras sejam máquina que faz fazer!

*Comunicação apresentada no II Simpósio Feminista da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em março 2021.¹ Antropóloga, dedicada às pesquisas sobre modos de saber e fazer indígenas e, atualmente, indigenista especializada, pensei em como abordaria e poderia colaborar com as discussões do tema proposto para essa mesa: “Desafios da epistemologia, Literatura e Feminismo em contextos de potencialização da truculência”. Uma mesa para falar sobre horizonte, esperança, utopia linguagem. Confesso que ainda tenho dificuldades com a linguagem, estou em dívida com a literatura (ainda não li Torto Arado²), mas de truculência e feminismo talvez possa falar um pouco aqui. As mulheres que me antecederam já me falavam muito sobre isso, ainda que não dessem nomes aos bois. Mas antes de tentar falar sobre linguagem, aquela falada ou escrita, falo do silêncio, daquilo que silenciei e daquilo que foi silenciado, do medo, do cansaço em dizer, e da ausência de ouvidos que ...

Leia mais
Seminário conta com participação de Lázaro Ramos, Rodrigo França e Bárbara Carine (Divulgação/Imagem enviada para o Portal Geledés)

Projeto Calu Brincante produz série de ações ligadas à tradição, ancestralidade e ludicidade para público infanto-juvenil

Trabalhar memória, tradição e representatividade em uma série de iniciativas lúdicas e criativas voltadas para o público infantil, pais e educadores, essa é a ideia do Projeto Calu Brincante, que entre os meses de março e abril promove o lançamento de um jogo virtual e de um cd com músicas autorais, uma série de apresentações online do espetáculo “Sarauzinho da Calu” e um seminário sobre a incorporação das brincadeiras antigas para o desenvolvimento cognitivo das crianças e melhor interação nas famílias. A história da menina negra que cria um universo alternativo carregado de símbolos afro-brasileiros nasceu no premiado livro “Calu, uma menina cheia de histórias” (2017), de autoria de Cássia Vale e Luciana Palmeira, com prefácio de Lázaro Ramos. Em seguida, virou o espetáculo “Sarauzinho da Calu” e foi vencedor do Prêmio Braskem de Teatro do 2020 como melhor espetáculo infantojuvenil. Agora a iniciativa expande também para canais digitais com ...

Leia mais
Página 1 de 37 1 2 37

Últimas Postagens

Artigos mais vistos (7dias)

No Content Available

Twitter

Welcome Back!

Login to your account below

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist