quinta-feira, outubro 22, 2020

    Tag: Literatura

    Lançamento do Selo Sueli Carneiro traz vozes de mulheres quilombolas, em coletânea de artigos inéditos

    No próximo dia 24, às 17h, vamos assistir ao lançamento da obra  Mulheres quilombolas: territórios de existências negras femininas, que retrata os saberes, vivências e resistências de 18 mulheres de vários quilombos do Brasil. O livro foi lançado pelo Selo Sueli Carneiro, organizado por Selma Dealdina dos Santos e coordenado por Djamila Ribeiro. O lançamento on-line vai ser transmitido pelas redes da Conaq e da editora Jandaíra. São co-autoras: 1. Ana Carolina Fernandes, 2. Sandra Maria Andrade, 3. Selma Dealdina, 4. Cida Sousa, 5. Vercilene Dias, 6. Débora Lima, 7. Carlidia Pereira, 8. Givania Maria da Silva, 9. Cida Mendes, 10. Valéria Pôrto, 11. Nilce Pontes, 12. Dalila Martins, 13. Cleide Cruz, 14. Jane Oliveira, 15. Amaria Campos, 16. Andreia Nazareno, 17. Gessiane Nazário, 18. Mônica Borges Acesse aqui o release da Editora Jandaíra Adquira o seu exemplar com preço especial de pré-lançamento A Editora Jandaíra Listou 5 Motivos Para ...

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    O escritor Jeferson Tenório, autor de 'O Avesso da Pele'. Foto: Carlos Macedo

    Romance coloca em pauta temas como racismo e violência policial

    “... Quero dizer também que o professor Henrique Nunes não morreu por mera circunstância da vida, morreu porque era alvo de uma política de Estado. Uma política que persegue e mata homens negros e mulheres negras há séculos”.  Essa frase acima resume muito bem o que é ser um corpo preto no Brasil. E não apenas aqui, claro. O racismo está enraizado no país há milhares de anos, é parte da natureza de nossa sociedade, uma nação que construiu o seu ideal de identidade negando suas origens negras e indígenas. E com isso viu na violência o modus operandi para segregar e matar pessoas não brancas.  Falar sobre racismo não é tarefa fácil, mexe com a gente, machuca e nos faz reviver episódios de discriminação velada e não velada. Só quem já sofreu – e sofre – esse tipo de preconceito sabe a dor e as marcas que ficam, que ...

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    Reprodução/Facebook

    FLUP 2020: da periferia carioca para o mundo

    Tradicional por reunir poetas, escritores, pensadores e comunidade em um mesmo lugar, a Festa Literária das Periferias (FLUP) chega a sua 9ª edição repleta de novidades. Dessa vez, o Festival se reinventa, embarca no universo do streaming e rompe as barreiras geográficas propondo um diálogo importante não só para o Brasil. Esse ano, o evento acontecerá nos dias 29, 30 e 31 de outubro; e 1, 6, 7 e 8 de novembro, com mesas acontecendo no Rio de Janeiro, é claro, mas também com debates em outras seis cidades espalhadas mundo -  Paris, Edimburgo, Madrid, Lisboa, Berlim e Joanesburgo – que terão como norte de discussão os impactos na sociedade pós George Floyd. Tendo em vista o atual cenário mundial por conta da Covid-19, toda a programação será oferecida de forma virtual, com exibições através da página da FLUP no Facebook e canal do Youtube. “Os festivais estão perdendo uma ...

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    (Foto: Divulgação/ FLIPENHA)

    Online, 3a Edição da Festa Literária da Penha homenageia as escritoras Ruth Guimarães e Gabriela Mistral

    A Festa Literária da Penha - FLIPENHA - chega a sua 3ª edição com programação totalmente gratuita e online de 13 a 17 de outubro. As homenageadas deste ano são: Ruth Guimarães, cuja obra celebramos no seu centenário de nascimento; e a escritora chilena Gabriela Mistral, primeira mulher a receber o prêmio Nobel de Literatura. Organizada por coletivos culturais e educadores do bairro da Penha, a FLIPENHA tem como objetivos movimentar uma discussão sobre literatura através da produção cultural. Além disso, o evento promove a formação de leitores, o encontro de moradores de diferentes gerações e grupos sociais, e o intercâmbio entre profissionais de diversas linguagens como bibliotecários, agentes culturais, ilustradores, editores, pesquisadores, poetas, entre outros. Fazem parte da 3ª FLIPENHA bate-papos com escritoras e escritores, pesquisadoras e pesquisadores, recitais, oficinas, rodas de conversa, saraus, shows e contações de história. Neste ano, o público é convidado a mergulhar na vida ...

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    Conversa de Portão #4: A literatura de Cidinha de Silva

    Cidinha da Silva, 53, é uma escritora prolífica e premiada. Mas ainda tem que trabalhar para financiar essa atividade. "85% do meu tempo eu passo trabalhando para conseguir financiar algumas horinhas de escrita durante a semana e no final de semana. Horinhas, mesmo. Horinhas muito caras", diz a convidada do quarto episódio do Conversa de Portão (a partir de 8:56 do arquivo acima) Nascida em Minas Gerais, Cidinha mora em São Paulo e tem dezessete livros publicados, entre crônicas, contos e dramaturgias. É editora e fundadora da Kuanza Produções, e em 2019 recebeu o prêmio Clarice Lispector da Biblioteca Nacional pela obra "Um Exu em Nova York". Suas publicações já foram traduzidas para inglês, espanhol, italiano e alemão. Seus textos, cheios de africanidades e ancestralidades, já foram utilizados também em vestibulares de instituições como USP e Unicamp. Agora, até as horinhas autofinanciadas estão ameaçadas. Segundo Cidinha, a aprovação da proposta ...

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    Bel Santos Mayer (Foto: Daniela Trindade / Divulgação)

    Bel Santos Mayer: educadora faz da literatura sua arma de revolução social

    "Gerar vida por meio da palavra". Imagine um projeto que faz com que a leitura aconteça dentro de um cemitério e, a partir dali, estabeleça um ciclo de vida e de transformação social. Foi isso que a Biblioteca Caminhos da Leitura, criada há 11 anos em Parelheiros, periferia da zona sul de São Paulo, fez pelos jovens. Foi na casa do coveiro, único lugar disponível no bairro, que adolescentes e livros se instalaram. As histórias de vida, esperança e força se estenderam para além dos muros do cemitério, chegando na maternidade, nas ruas e nos comércios locais. Uma das principais responsáveis por isso é Bel Santos Mayer, educadora e coordenadora do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (IBEAC), que está na área social desde os 14 anos quando criou, junto com amigos, uma casa de acolhida para meninas em Sapopemba, região leste da cidade, onde morava. Vinda de uma ...

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    Divulgação

    Escritora Elisa Pereira lança amanhã “Sem Fantasia”, seu segundo livro!

    Na próxima terça-feira (29), às 19h, será lançado “Sem Fantasia”, segundo livro da escritora mineira, Elisa Pereira, publicado pela editora Venas Abiertas. Para comemorar a chegada do novo título, será promovido um bate-papo online com a presença da editora Karine Bassi, da autora e Dalva Maria Soares, professora e antropóloga social, que assina a apresentação do livro. O encontro acontecerá pela plataforma Zoom e contará com uma performance de Cláudia Ribeiro, atriz, pesquisadora em teatro, dança e literatura e é quem assina a orelha desse novo livro. Após percorrer as dores e os prazeres da pele preta nas poesias de seu primeiro livro, “Memórias da pele” (Chiado Books, 2018), Elisa resolveu contar outras histórias curtas e cruas, sem máscaras ou disfarces. Nos vinte e dois contos reunidos em “Sem Fantasia”, muitos deles protagonizados por figuras femininas, as narrativas são embaladas pela vida cotidiana de personagens periféricos de sua cidade natal. ...

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    A escritora e jornalista Caitlin Donohue, autora do livro 'She represents', na Cidade do México.BARBARA BYRD

    De Jacinda Ardern a Marielle Franco, livro conta as histórias das mulheres da política para adolescentes

    Pela primeira vez os Estados Unidos poderão votar em uma mulher negra para o cargo de vice-presidenta na eleição de 3 de novembro. Kamala Harris, nascida de mãe indiana e pai jamaicano, concentrou sua mensagem política na representação de gênero e origem étnica. “Te vejo. Te escuto”, é seu mantra. Quando diz isso, está olhando diretamente para as garotas dos Estados Unidos. A candidata democrata é uma das 44 mulheres citadas no livro She represents, da jornalista norte-americana Caitlin Donohue, que mora na Cidade do México. O livro, publicado em inglês pela editora Lerner, traz ilustrações de cada uma das personagens, desde chefas de Governo como Angela Merkel, da Alemanha, e Jacinda Ardern, da Nova Zelândia, até parlamentares como Tatiana Clouthier, do México, e a chilena Camila Vallejo. Também inclui outras latino-americanas: Carmen Yulín Cruz Soto, prefeita de San Juan (Porto Rico), e Marielle Franco, que foi vereadora no Rio de Janeiro e ativista LGBTQI+ até ...

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    A escritora brasileira Carolina Maria de Jesus durante noite de autógrafos do lançamento de seu livro "Quarto de Despejo", em uma livraria na rua Marconi, em São Paulo (SP). (São Paulo (SP), 09.09.1960. (Foto: Acervo UH/Folhapress)

    Autores celebram 60 anos de ‘Quarto de Despejo’, de Carolina Maria de Jesus 

    Em abril de 1958, o jornalista Audálio Dantas (1929-2018) foi escalado para fazer uma reportagem na favela do Canindé, zona norte de São Paulo. O objetivo da pauta era mostrar o dia a dia da comunidade às margens do rio Tietê. Durante a apuração da matéria, ouviu alguém berrar: "Deixa estar que eu 'boto' vocês no meu livro!". A dona do berro era a moradora do barraco 9 da rua A, que defendia um garoto das agressões de dois homens que queriam expulsá-lo dos brinquedos de um parque infantil recém-inaugurado. "Que livro é esse?", quis saber o repórter. "O que estou escrevendo sobre as coisas da favela", respondeu a mulher. Nascia ali a amizade entre Audálio Dantas, o repórter, e Carolina de Jesus (1914-1977), a escritora. O tal livro a que ela se referia, escrito em mais de 20 cadernos encontrados nos lixões da cidade, era "Quarto de Despejo - ...

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    A escritora Geni Guimarães, referência para autoras negras e homenageada pela Balada Literária Foto: Camila Kinker / Divulgação

    A incrível história de Geni Guimarães, escritora homenageada na Balada Literária

    “Eu não me lembrava mais de que era escritora. Você acredita num negócio desses?”, conta, por telefone, Geni Guimarães, que, no final dos anos 1980, conquistou os leitores e a crítica com os contos autobiográficos de “Leite do peito” e “A cor da ternura”, livro premiado com o Jabuti. Na década seguinte, publicou a antologia poética “Balé das emoções” e três livros infanto-juvenis, mas uma grave depressão que a afastou da literatura. Geni só se lembrou de que era escritora quando, revirando as próprias estantes, encontrou uma cópia de “O terceiro filho”, seu livro de estreia, publicado em 1979. – Na capa estava escrito “Geni Guimarães”. Lembrei que tinha escrito aquele livro e tentei recomeçar. Recomecei e, graças a Deus, estou de pé – afirma Geni, que completa 73 anos na próxima terça-feira (8) e, no ano passsado, publicou o infantojuvenil "O pênalti" (Malê), depois de 20 anos em silêncio. ...

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    © Mario Ladeira / Trip editora

    Conceição Evaristo encerra rodas virtuais com crianças e jovens da Comunidade do Alemão, em evento virtual aberto, dia 14/9, às 16h

    Um dos maiores símbolos contemporâneos no combate à vulnerabilidade social, a escritora Conceição Evaristo encerra, no próximo dia 14/9, o projeto Rodas de Leitura, do Instituto Estação das Letras, em parceria com a Associação Nagai. Desde julho, cerca de 120 famílias do Morro do Alemão, da Favela da Malacacheta, no Rio de Janeiro, participam do projeto virtualmente, através da plataforma Zoom. Crianças sem aulas, pais que precisam se ausentar para trabalhar, residências sem conforto e que não ajudam no “fique em casa”. Os desafios antes da pandemia já eram muitos e se intensificaram ainda mais nestes meses fora da escola. E foi justamente para amenizar esta realidade que o Projeto Rodas de Leitura ofereceu encontros semanais com leitura e mediação de professores. Este último ciclo acontece com adolescentes e jovens, de 13 a 21 anos, sobre o livro Olhos D’água, de Conceição Evaristo, cujos contos - sobre vidas negras e ...

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    livro: A Princesa e a Ervilha

    Quantas ervilhas carregamos?

    Realizei a leitura da história “A Princesa e a Ervilha”, depois da leitura as crianças puderam dar suas impressões, entretanto o que mais ficou marcado foi o fato da quantidade de colchões em cima de uma ervilha e essa permanecer intacta. Convidei as crianças para desenharmos, com um desafio: teria que ter uma quantidade de colchões, mas sem esquecer-se da ervilha. As crianças foram desenhar na folha e eu na lousa. Após o desenho de todos, fiz novos questionamentos sobre o que tinham achado da história e neste momento o desenho que eu havia feito na lousa retratando uma das passagens do livro, surge um comentário: “Professora se ela é uma princesa deveria arrumar esse cabelo, o cabelo dela está feio, precisa ir ao cabelereiro”.  Perguntei se mais alguém pensava como a amiga. Neste momento, eis que Tauã com a voz empoderada, diz: “A minha mãe tem o cabelo assim, ...

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    Roger Machado durante entrevista no novo CT do Bahia, em Salvador Imagem: Darío Guimarães Neto/UOL

    Roger lança projeto para publicar 50 livros de autores negros e indígenas

    Uma das principais voz do movimento negro no futebol brasileiro, o técnico do Bahia, Roger Machado, quer promover a negritude e a luta antirracista para muito além do esporte. O treinador é o mecenas de um projeto que pretende lançar 50 livros de autores negros e indígenas nos próximos cinco anos e, quem sabe, se tornar uma editora no futuro. Já em 2020 serão publicados 10 livros da coleção Diálogos da Diáspora que, graças ao financiamento do Projeto Canela Preta, de Roger, chegarão ao mercado com preço acessível para a parcela mais carente da população, formada em sua maioria por negros. "Quando minhas filhas eram pequenas, eu procurava livros para elas, de literatura infanto-juvenil, com autores e personagens negros, e tinha dificuldade e encontrar. Essa inquietação cresceu quando li o livro da Chimamanda Adichie que fala do perigo da história única, como é prejudicial o país quando a história é ...

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    A escritora Maria Firmina dos Reis, em desenho: não há imagem da autora disponível, e retrato que conhecido é na verdade da escritora gaúcha Maria Benedita Cãmara Imagem: Câmara dos Deputados/Reprodução/Imagem retirada do site TAB

    Autora negra antecipou o abolicionismo na literatura brasileira em 1859

    "Sei que pouco vale este romance, porque escrito por uma mulher, e mulher brasileira, de educação acanhada e sem o trato e a conversação dos homens ilustrados (?)." É assim que Maria Firmina dos Reis (1822-1917), então professora de primeiras letras de São José de Guimarães, vila litorânea no Maranhão, inicia "Úrsula", obra publicada em 1859. Pedindo licença para que o livro pudesse caminhar entre nós, a autora, registrada como "uma maranhense" no frontispício da primeira edição, não poderia imaginar qual seria o impacto de sua "tímida e acanhada" produção: "Úrsula" não apenas se tornou a obra inaugural de nossa literatura afro-brasileira — marcando de vez a posição de Firmina na historiografia literária nacional —, como antecipou em no mínimo dez anos os debates abolicionistas que viriam aterrissar nas terras do então Império. Conhecido como o primeiro romance de autoria negra e feminina no Brasil — e o primeiro no ...

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    Getty Imagem

    Literatura infantil com personagens negras: narrativas descolonizadoras para novas construções identitárias e de mundo

    Este artigo parte de reflexões sobre a fabricação de uma história única, que elege e valoriza determinada cosmovisão em detrimento das outras que compõem a formação histórico-cultural de um povo ou nação, legitimando e transmitindo apenas uma herança cultural. No Brasil, esse discurso tem apresentado o povo negro como escravo, submisso, inferior... Na escola, uma das importantes vias de transmissão de tal narrativa são as histórias nos livros de literatura, que sugerem padrões do que é verdadeiro, bom e bonito, a partir da supremacia branca e heteronormativa. Este artigo analisa e problematiza, de modo interdisciplinar, dois textos da literatura infantil contemporânea que provocam a desnaturalização das narrativas e das relações colonizadoras e dualistas: entre o bem e o mal, o certo e o errado, o belo e o grotesco, o incluído e o excluído. Eles mobilizam discursos de africanidades e negritudes para o empoderamento da criança negra. Conforme observado em ...

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    Companhia das Letras/Divulgação

    Companhia das Letras tenta combater racismo nomeando editor de diversidade

    A Companhia das Letras, maior grupo editorial brasileiro, anunciou que está tomando iniciativas para combater os efeitos do racismo nas suas publicações e ampliar a diversidade de seus autores. Os planos incluem a criação do cargo de editor de diversidade, ocupado pelo historiador Fernando Baldraia, com atuação transversal em todo o grupo, um censo interno dos funcionários e do catálogo da editora, um programa de treinamento com atenção à diversidade, assim como outros projetos editoriais. "Como o racismo estrutura todas as nossas relações, ele impacta também o ambiente editorial, em que não só a maior parte dos funcionários em postos de direção são brancos, como os catálogos são majoritariamente compostos por autores brancos e de origem europeia", afirma nota do grupo. "Por isso é preciso tomar medidas práticas e propositivas, na esteira de outros setores, como as universidades públicas." Carolina Maria de Jesus / Acervo IMS ...

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    'O Pequeno Príncipe Preto' (Ilustração: Juliana Barbosa Pereira)

    ‘Pequeno Príncipe Preto’: a versão do clássico que sua criança precisa ler

    Em 2015, quando a obra do francês Antoine de Saint-Exupéry se tornou de domínio público, uma avalanche de versões e releituras de "O Pequeno Príncipe" chegou às livrarias. Desde então, com frequência pipocam novidades sobre o principezinho alçado ao cargo de rei dos clichês. Pouca coisa merece atenção. Uma dessas exceções é "O Pequeno Príncipe Preto", joia sobre amor próprio, autoafirmação e combate ao racismo escrita pelo filósofo e agitador cultural Rodrigo França e ilustrada por Juliana Barbosa Pereira. O livro infantil saiu neste ano pela Nova Fronteira. Nele, acompanhamos um garotinho preto que deixa o planeta onde vive com o seu parceiro baobá para espalhar o Ubuntu por outros cantos do universo. Conhece um rei resmungão, egoísta e solitário, que passa a vida contando a própria riqueza. Também encontra a famosa raposinha com o papo de cativar e ser cativada; nesta versão ela diz: "Seja sempre sincero com os ...

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    Eliana Alves Cruz (Foto de Marta Azevedo)

    Eliana Alves Cruz lança romance em live com Luiz Antonio Simas nesta sexta, dia 10

    Uma cidade com milícia, racismo, fake news, delação premiada, conservadorismo, fanatismo religioso e ruas sujas. Parece 2020, mas esse é o Rio de Janeiro de 1732, ano no qual está ambientado o romance histórico “Nada digo de ti, que em ti não veja”, terceiro de Eliana Alves Cruz e o primeiro da autora premiada pela Pallas Editora. Nesta sexta, 10 de julho, às 17h, Eliana faz uma live de lançamento com o historiador Luiz Antonio Simas, mediada por Paulo Werneck, no perfil da revista 451 no Instagram: @quatrocincoum A narrativa é eletrizante. Entre as temáticas, salta aos olhos a transexualidade, raras vezes presente em uma trama de época, e as fake news tão em voga, através de cartas anônimas que ameaçam revelar alguns dos segredos mais bem guardados dos integrantes das duas famílias ricas que se cruzam nas 200 páginas do título. “Nada digo de ti, que em ti não veja” é também, ...

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    Ana Maria Gonçalves e Fernanda Miranda são as primeiras convidadas do Projeto Autoria Negra na Literatura Contemporânea, com curadoria de Cidinha da Silva e Daniel Ramos. Imagem retirada do site SESC

    Sesc Pinheiros realiza o encontro “Autoria Negra na Literatura Contemporânea”

    Debate com curadoria e condução de Cidinha da Silva convida as escritoras Ana Maria Gonçalves e Fernanda Miranda O encontro virtual acontece quinta-feira, 2 de julho, às 20h, ao vivo no YouTube do Sesc Pinheiros (youtube/sescpinheiros) O Sesc Pinheiros apresenta o projeto “Autoria Negra na Literatura Contemporânea”, uma série de encontros mensais ao vivo com escritoras negras da atualidade. Com curadoria de Daniel Ramos (técnico de literatura do Sesc Pinheiros) em parceria com Cidinha da Silva, o projeto abre um panorama da literatura de autoria de mulheres negras no Brasil. Os encontros abrangem escritoras de diversas localidades, sempre compostos por duas autoras e com mediação da curadora Cidinha da Silva. Nessa quinta-feira, 2 de julho, às 20h, temos a autora Ana Maria Gonçalves (Minas Gerais) e a pesquisadora Fernanda Miranda (São Paulo). “Autoria Negra na Literatura Contemporânea” busca debater a produção contemporânea de literatura feita no Brasil a partir da diversidade de vozes, gêneros e sobre questões ...

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    Reprodução/Instagram@literaturanegrafeminina

    Escrita de Mulheres Negras em quarentena: autocuidado e sobre(vivência)

    Reconhecemos a existência de um vasto campo literário produzido por mulheres negras escritoras, que na maioria das vezes, não conseguem se perceber nesse espaço por conta de toda a invisibilidade, machismo e racismo que temos dentro e fora da categoria. E no campo virtual, isso não seria diferente. Neste ensaio, vamos refletir sobre a produção de 40 autoras negras brasileiras de diversas regiões do país, a partir de uma convocação feita pelo instagram Literatura Negra Feminina, idealizado pelo Coletivo Mjiba em maio de 2020, para que as seguidoras enviassem seus poemas sobre autocuidado e sobre(vivência), neste período de pandemia no qual estamos em isolamento social para combater a disseminação da Covid-19. Coincidentemente recebemos 40 textos, que estão sendo publicados um por dia, a maioria inéditos e produzidos para participar dessa ação. Entendemos como autocuidado, a busca por cuidar de si mesma, contemplando todas as necessidades que o corpo e a ...

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