Geledés repudia ataques racistas direcionados a Zara Figueiredo, Basília Rodrigues e Ester Cauany

13/07/26
Jornalistas e secretária nacional de Educação Continuada foram vítimas de comentários racistas em postagem de rede social

Geledés – Instituto da Mulher Negra manifesta repúdio a ataques racistas direcionados a Zara Figueiredo, secretária nacional de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação (MEC), e as jornalistas Basília Rodrigues e Ester Cauany, do SBT. 

No dia 4 de julho, o perfil do Instagram do canal SBT News publicou um vídeo sobre o programa Sala de Imprensa, que teria uma exibição naquele mesmo dia com uma entrevista com Zara Figueiredo. A conversa, guiada pelas jornalistas Basília Rodrigues e Ester Cauany, tratou da implementação da Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas. 

Nos comentários da publicação, há uma série de ataques racista à elas. Dentre eles: “parei quando vi os cabelos”, “essa skin é obrigatória?”, “só porcaria vai nesse programa?” e “manequim da casa funerária”. 

Ao ridicularizar seus corpos e questionar suas competências, os agressores atingem não apenas essas três profissionais, mas todo o conjunto de mulheres negras que formam este país, bem como aquelas que dedicam parte de suas trajetória à luta antirracista e implemenação de direitos da população negra. 

Frequentemente, mulheres negras são vítimas de ataques no ambiente virtual. Entre janeiro e maio de 2026, o Ministério das Mulheres registrou uma alta de 188,6% nas ocorrências de violência no ambiente digital contra mulheres. Dentre as vítimas, 63% eram negras. 

Em pronunciamento, Zara Figueiredo afirmou que os prints dos comentários foram enviados à polícia federal e que a situação está sendo tratada judicialmente. 

Geledés se solidariza com Zara Figueiredo, Basília Rodrigues e Ester Cauany. Lamentamos que essas e outras mulheres negras tenham suas identidades depreciadas ao atingirem espaços de visibilidade. 

Ao mesmo tempo que esperamos que os agressores sejam devidamente responsabilizados, seguimos unindo esforços para combater o cenário de sexismo e racismo que assola nossas vidas.

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