Governo alemão admite ‘incapacidade’ para deter neonazismo

A chanceler Angela Merkel reconheceu nesta quinta-feira (23) a “incapacidade” da segurança alemã para combater o neonazismo e pediu perdão a familiares de 10 pessoas assassinadas por seguidores desse movimento, inspirado na ideologia de Adolf Hitler.

Angela admitiu as falhas de seus serviços secretos em detectar uma célula de três neofascistas que operava desde os anos 1990 sob o nome de Clandestinidade Nacional-socialista e matou nove imigrantes e um policial entre 2000 e 2007.

“Inclusive alguns familiares estiveram injustamente sob suspeita (…) Isto é especialmente angustiante. Peço-lhes perdão por isso”, asseverou a chefe de governo durante um ato em memória às vítimas realizado no Konzerthaus (sala de concertos) de Berlim.

Prometeu também uma profunda investigação sobre os crimes e um trabalho minucioso para evitar casos similares no país, onde se estima que existem quase 10 mil radicais fragmentados em partidos de ultradireita e grupúsculos violentos.

O caso veio à luz em novembro passado e dois dos assassinos se mataram antes de serem presos.

A polícia prendeu um terceiro membro do grupo e achou um vídeo com uma animação com a “Pantera Cor de Rosa” percorrendo o país e reconstruindo a pista do assassinato de oito turcos, um grego e uma oficial alemã.

No mês passado, os partidos com representação na Câmara Baixa do Bundestag (parlamento) criaram uma comissão para esclarecer como a célula matou impunemente essas dez vítimas.

Tal missão também deverá definir se teve ou não negligência nos serviços de segurança ante suspeitas de que se sabia sobre as atividades dos neonazistas.

Acha-se que o grupo contava com uma extensa rede de apoio, possivelmente estabelecida nas localidades da Saxônia e Turíngia.

Fonte: Prensa Latina

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