Jean Ping anuncia plano ambicioso para integração africana

Fonte: Agola Press

 

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Addis Abeba – Os objectivos africanos de unidade política e económica deverão tornar-se numa realidade nos próximos quatro anos com a criação de um super bloco comercial na África Subsahariana, anunciou segunda-feira em Addis Abeba, na Etiópia, o presidente da Comissão da União Africana (UA), Jean Ping.

Jean Ping revelou segunda-feira por ocasião da celebração do “Dia de África” que os esforços que visam transformar os três principais blocos comerciais regionais africanos numa entidade única vão estender-se nos próximos quatro anos, em conformidade com os planos da UA.

A União Africana lançou planos destinados a transformar a Comunidade da África Oriental (EAC), o Mercado Comum para a África Oriental e Austral (COMESA) e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) num super bloco comercial africano.

Jean Ping indicou que a transformação dos três blocos comerciais numa entidade única iria criar um mercado de 600 milhões de pessoas e estimular os esforços de integração política e económica, que são os principais factores do êxito dos Estados Unidos de África.

A EAC agrupa cinco países, designadamente o Burundi, o Quénia, o Ruanda, o Uganda e a Tanzânia, enquanto a COMESA integra 19 da África Oriental e Austral.

Alguns Estados da COMESA são igualmente membros da SADC e vice-versa.

“A natureza global das ameaças que pesam no mundo torna impossível a um Estado de fazer face a elas sozinho, enquanto a segurança do mundo ou do continente não pode ser assegurada por países isolados”, declarou.

“Sabemos que para ter êxito num mundo globalizado, é preciso encontrar respostas comuns e uma acção colectiva deve ser levada a cabo ao organizar o mundo em redor de grupo regionais integrados e através da cooperação regional”, acrescentou.

A declaração de Ping que insiste na necessidade urgente de transformar os blocos comerciais de África numa única entidade vem numa altura em que os dirigentes africanos se preparam para se reunir na Líbia de 1 a 3 de Julho para declarar a transformação da Comissão da União Africana numa Autoridade Africana.

Explicou que a tomada de consciência da necessidade duma unidade económica ilustrou-se recentemente com sinais fortes e concretos enviados recentemente pela COMESA, pela EAC e pela SADC, para formar uma zona de livre troca apoiada pela formação dum sistema regional de facilitação das trocas para a região.

“Para construir uma África unida, integrada, desenvolvida e pacífica, a UA deve igualmente enfrentar o desafio – que não é pequeno – de estabelecer um justo equilíbrio entre a necessidade duma estabilidade política e um desenvolvimento socioeconómico rápido, aos quais os povos do continente aspiram legitimamente”, reafirmou.

O presidente da Comissão da UA declarou que a organização panafricana elaborou um plano de acção estratégica de quatro anos destinado a atingir os objectivos da integração africana para reforçar os seus sistemas de funcionamento internos e assegurar um quadro de coordenação e de cooperação com os outros blocos regionais para atingir os seus próprios objectivos.

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