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Juntas ressaltam que músico morto por policiais foi mais uma vítima de racismo institucional

A deputada Jô Cavalcanti, do mandato coletivo Juntas (PSOL), afirmou, em discurso nesta terça (9), que o racismo institucional está por trás da morte do músico Evaldo dos Santos Rosa, que teve o carro fuzilado com mais de 80 tiros no Rio de Janeiro. Os disparos foram feitos por militares do Exército, no último domingo, quando o veículo passava numa rodovia da Zona Oeste do município.

Do Alepe

Deputada Jô Cavalcanti, mulher negra de cabelo cacheado e usando óculos, em pé discursando.
Deputada Jô Cavalcanti (Foto: Roberto Soares)

A psolista refutou a explicação preliminar de um delegado da Polícia Civil fluminense de que o carro teria sido alvejado “por engano”. “Isso é um retrato de como as instituições estão tratando a vida de pessoas negras no Brasil. Será mesmo que foi engano ou foi pela cor da família que estava dentro do veículo?” questionou.

Jô classificou como racismo institucional o tratamento diferenciado às pessoas negras por organizações, empresas “e, principalmente, pela polícia”, que as coloca em situação de desvantagem no acesso a serviços públicos e nas relações sociais.

A deputada criticou a Lei nº 13.491/2017, que estabelece que crimes dolosos contra a vida cometidos por militares sejam julgados pela Justiça Militar, e o Projeto Anticrime do ministro da Justiça Sérgio Moro, que amplia o conceito de legítima defesa. “A população negra está sendo morta, principalmente os jovens que são abordados nas periferias. Precisamos lutar por humanidade. Vidas negras importam”, concluiu.

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