Tag: Vidas negras importam

    Naima Nascimento (Foto: Rolling Stone EUA / Cortesia Sequoia Chappellet Volpini)

    Menina de 10 anos faz sucesso com música sobre Black Lives Matter: ‘Orgulhosa e completamente triste’, diz mãe

    Aos 10 anos, Naima Nascimento escreveu uma música para ajudar a processar os sentimentos dela em relação à recentes mortes de pessoas negras inocentes. No mês de junho, a mãe da menina, Sequoia Chappellet-Volpini, postou um vídeo nas redes sociais da filha sentada e tocando ukulele. Desde então, o clipe foi visto 1 milhão de vezes apenas no Facebook. Intitulada de “BLM”, em apoio ao movimento Black Lives Matter, Naima faz referências à violência e as mortes viriais de George Floyd e Ahmaud Arbery. “Eu não posso mudar você / Você tem que mudar sozinho / Eu gostaria de te ajudar / Veja, eu sou apenas como todo mundo”, diz a jovem cantora. Ao longo da canção, a menina de 10 anos celebra a própria vida como uma jovem mulher negra e o direito dela de lutar. Em uma postagem do Instagram, Sequoia escreveu que a filha mandou o vídeo ...

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    Dado Galdieri/The New York Times

    Racismo e segurança: para além da ponta do iceberg

    Assim como diversos outros sistemas de poder, o racismo possui distintas expressões. Como pesquisador preto e favelado que atua na área da violência e segurança pública, sempre foi muito evidente para mim que o racismo é central para compreendermos como a violência por parte do Estado funciona. As estatísticas levantadas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que 75% das pessoas mortas em “intervenções policiais” entre 2017 e 2018 eram negras, e que entre 2007 e 2017 os homicídios de negros cresceram 33,1%, enquanto os de não negros aumentaram 3,3%. Os dados sobre homicídios são a ponta do iceberg quando o assunto é racismo e segurança pública, e os números são uma aparição bastante evidente da conexão entre os dois. Irei contextualizar uma outra expressão do racismo, mais sutil, mas tão relevante quanto aquela apresentada pelos dados estatísticos. Eu espero que ela fique bem escura no decorrer desse texto. Sobre os dados, acredito que pesquisadores e ...

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    Mirtes Renata Santana, mãe de Miguel Otávio Santana da Silva Imagem: JÚLIO GOMES/LEIAJÁIMAGENS/ESTADÃO CONTEÚDO

    Caso Miguel e pandemia expõem violações de direitos das domésticas

    O mês de junho trouxe à luz os desafios que temos, como país, para romper definitivamente com a herança escravocrata ainda tão ligada ao trabalho doméstico. No dia 2 de junho, em Pernambuco, Mirtes Renata Santana de Souza, empregada doméstica, foi obrigada a romper o isolamento social determinado pelas autoridades sanitárias. Não tendo com quem deixar o filho, o menino Miguel Otávio, de 5 anos, o levou ao trabalho, deixando-o aos cuidados temporários da patroa, enquanto teve que levar o cachorro da mesma para passear. Miguel morreu ao cair de uma altura de 35 m. Miguel e Mirtes não conseguiram cumprir as recomendações das autoridades sanitárias porque a patroa e seu cachorrinho não puderam ficar sem a mão de obra da empregada, expondo-se a riscos de contágio, de adoecimento e de morte. E a morte chegou, pelo caminho do descaso, da negligência, evidenciando diversos abismos sociais instalados em nossa sociedade. ...

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    Ilustração: Linoca Souza

    Enquanto houver racismo, não haverá democracia

    Quando o joelho de um policial branco norte-americano sufocou e matou George Floyd, muitos de nós por aqui pudemos sentir o peso daquele corpo sobre o pescoço e também os últimos suspiros deste, agora símbolo contemporâneo eterno contra a brutalidade racial e do combate ao racismo. No Brasil, conhecemos bem o significado da violência policial contra a população negra, jovens negros, moradores de nossas favelas, periferias e alagados. Não há entre eles quem não tenha dezenas de histórias como essas para contar e, muitas vezes, em protesto, grite: “Basta!”. Sim, as comunidades reagem, as mães e os familiares gritam por justiça e não são ouvidos. O Mapa da Violência 2019, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), é categórico. Entre 2007 e 2017, mais de 420 mil pessoas negras – mulheres e homens – foram vítimas de homicídio sob incontestável violência policial, ...

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    Reprodução/Facebook

    Ato Vidas Pretas Importam – Cidade Tiradentes/ZL

    No Brasil, um jovem preto é assassinado a cada 23 minutos. Todos que foram vítimas do assassinato da população preta e pobre, mortos antes e durante a quarentena nas ruas da Cidade Tiradentes, merecem justiça. Felipe Santos Miranda, Brayam Ferreira dos Santos, Igor Bernardo dos Santos e tantos outros jovens seguem vivos em nossa memória e é por eles que nos manifestamos. Cidade Tiradentes é o bairro onde se morre mais cedo em São Paulo: a expectativa de vida é de apenas 57 anos. A violência contra os moradores não diminuiu e acontece de diversas formas, mesmo durante uma pandemia de COVID-19. Com o isolamento, muitos perderam seus trabalhos e hoje tentam sobreviver com R$ 600,00: valor insuficiente para sustentar famílias com comida, água, luz e outras necessidades básicas. Temos o vírus, a fome e a violência cotidiana agindo juntos pelo genocídio. Os leitos de UTI foram esgotados em abril ...

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    SILVIA IZQUIERDO / AP

    Campanha lança manifesto ‘Vidas Negras Importam’ e propõe 10 metas para reduzir impacto do racismo

    A Universidade Zumbi dos Palmares e a Afrobras, com apoio da Agência Grey, lançaram nesta terça-feira (30) em São Paulo um plano de ações práticas para o combate ao preconceito e à discriminação racial no Brasil, pedindo ações concretas das autoridades do país para a melhoria de vida da população negra brasileira. O manifesto "Vidas negras importam: nós queremos respirar" também é um movimento nacional proposto por diversas personalidades do meio jurídico, político, empresarial, artístico, do esporte e da comunicação, que se mobilizam para debater a diversidade racial brasileira e ajudar a implementar políticas públicas e privadas contra o racismo no país. Chamado de "Movimento AR", o nome do grupo é uma alusão ao caso do norte-americano George Floyd, homem negro que foi morto por asfixia com o joelho por um policial branco em Minneápolis, nos Estados Unidos. "George Floyd foi assassinado porque queria, precisava, mas foi impedido de respirar. ...

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    PROTESTO NOS EUA PELA MORTE DE GEORGE FLOYD. FOTO: AFP.

    Brasil se posiciona contra inquérito da ONU sobre violência policial nos EUA

    O Brasil se posicionou contra a criação de uma comissão de inquérito internacional para investigar abusos e violência policial contra a população negra nos Estados Unidos, durante uma reunião extraordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na quarta-feira 17. A reunião extraordinária foi convocada por 54 nações africanas para debater a discriminação e o “racismo sistêmico” nos Estados Unidos, motivadas pelo homicídio de George Floyd, homem negro morto em Minneapolis em 25 de maio, após ser pressionado contra o chão pelo joelho de um policial durante vários minutos. Ao se posicionar contra, a representante da missão permanente do Brasil junto à ONU em Genebra, Maria Nazareth Farani Azevêdo, argumentou que o problema do racismo não é exclusivo de uma região específica. “É um flagelo profundamente enraizado em muitas partes do mundo, afetando grande parte da humanidade”, afirmou, acrescentando que também é importante reconhecer o “papel indispensável” das ...

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    Créditos da foto: Manifestação contra o racismo em Tapei, Taiwan, em 12 de junho (Ann Wang/Reuters)

    Thomas Piketty: em face de nosso passado colonial e escravista, ”enfrentar o racismo, reparar a história”

    Crônica. A onda de mobilizações contra o racismo e a discriminação coloca uma questão crucial: a das reparações diante de um passado colonial e escravista que definitivamente não passa. Qualquer que seja sua complexidade, a questão não pode ser evitada para sempre, nem nos Estados Unidos nem na Europa. No final da Guerra Civil, em 1865, o republicano Lincoln prometeu aos escravos emancipados que obteriam após a vitória "uma mula e 40 acres de terra" (cerca de 16 hectares). A idéia era compensá-los por décadas de maus-tratos e trabalho não remunerado e permitir-lhes encarar o futuro como trabalhadores livres. Se tivesse sido adotado, este programa representaria uma redistribuição agrária em larga escala, principalmente às custas dos grandes proprietários de escravos. Mas assim que a luta terminou, a promessa foi esquecida: nenhum texto de compensação foi adotado e os 40 acres e a mula se tornaram o símbolo da decepção e ...

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    @ ARTSY SOLOMON/Nappy

    Eu nos quero vivos

    Quando eu era criança minha mãe me definia como curiosa, acho que foi o adjetivo que ela encontrou para descrever alguém que queria saber demais. Na verdade eu só busco encontrar um sentido nas coisas, sempre – talvez seja aí que eu fracasse, vai saber. De qualquer forma, depois de dias sem conseguir dizer nada – eu não conseguia respirar – ouvi por aí que agora George Floyd se tornou um mártir. Em 2018, aqui no Brasil, foi Marielle Três tiros na cabeça Mártir. Essa palavra fez algo vivo revirar dentro de mim. Não está certo. Por que mártires? Para que? A serviço de quem? A quem beneficia tirar o horror da morte dos nossos corpos e reduzi-los a mártires? Ser mártir justifica uma morte nossa que não tem sentido. É o puro horror daquilo que não cabe em nenhuma categorização porque não tem que caber. Tem que acabar. Eu ...

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    Montagem de Tropa de Elite (Foto: Reprodução) e Segundo Sol (Foto: /Instagram/João Cotta/Divulgação/Imagem retirada do site Rolling Stone)

    Como violência policial e racismo são normatizados pela produção audiovisual brasileira

    O adolescente João Pedro morreu há um mês, no dia 18 de maio de 2020. Vítima de uma ação das polícias civil e federal, o estudante negro foi baleado dentro de casa no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana do RJ. Parentes acharam o corpo 17 horas depois, no IML(Instituto Médico-Legal) de Tribobó. O caso é apenas mais um que representa a violência policial e o racismo sistêmico no Brasil. Apesar de declarações relacionadas à morte do adolescente, as mobilizações nacionais se intensificaram com a morte de George Floyd, homem negro assassinado por policiais brancos nos Estados Unidos. Alguns questionamentos feitos nas redes sociais remetem ao porquê de brasileiros se mobilizaram fortemente apenas após o caso George Floyd - e um dos motivos pode ser a forma que produções audiovisuais a e própria imprensa brasileira acabam, muitas vezes, normatizando a violência e o racismo. “Isso mostra muito sobre ...

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    © REUTERS / Amanda Perobelli

    As origens e lógicas ignoradas do racismo policial

    O Brasil não teria negros em 2012. A previsão foi apresentada no 1º Congresso Mundial das Raças, realizado em Londres no ano de 1911. “No espaço de um século, os mestiços desaparecerão do Brasil, fato que coincidirá com a extinção paralela da raça negra entre nós”, argumentou o antropólogo João Batista Lacerda. O então diretor do Museu Nacional representava o país no evento, a convite do então presidente Hermes da Fonseca (1910-1914), 23 anos após a assinatura da Lei Áurea. Sua tese pressupunha que a força do “sangue branco” diluiria o “sangue negro”. Sem a chegada de novos africanos, portanto, o embranquecimento em curso como política de Estado levaria ao resultado calculado. O antropólogo levou uma pintura para ilustrar esse processo. “Redenção de Cam”, do espanhol Modesto Brocos, retrata a alegria de uma avó negra pelo neto recém-nascido, de pele clara, no colo da mãe mestiça. Ao lado aparece o ...

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    Imagem: Luís Adorno/UOL

    Para 94% da população brasileira, negros têm mais chance de ser mortos pela polícia

    Nove em cada dez brasileiros reconhecem que pessoas negras têm mais chance de ser mortos pela polícia e menos de conseguir emprego, de acordo com a pesquisa Faces do Racismo. Para 94% da população, pretos e pardos têm mais chance do que brancos de ser abordados de forma violenta ou ser mortos pela polícia. Para 91%, pessoas negras também têm menos chance de conseguir um emprego formal. Os dados integram a pesquisa feita em conjunto pela Cufa (Central Única das Favelas), Instituto Locomotiva e Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura). O levantamento foi feito nos dias 4 e 5 de junho com 3.100 pessoas, de 16 a 69 anos, que residem em todos os estados brasileiros. “Uma coisa é a gente falar sobre o nosso sentimento em relação ao racismo. Outra é falar sobre o que é o racismo. Esses dados mostram uma fotografia bastante precisa ...

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    Protesto em frente à delegacia de Palmdale para exigir uma investigação completa sobre a morte de Robert Fuller, um negro de 24 anos encontrado pendurado em uma árvore Foto: APU GOMES / AFP

    Mortes de dois homens negros, encontrados pendurados em árvores, geram protestos, e FBI entra nas investigações

    As mortes de dois homens negros, encontrados pendurados em árvores, sendo um deles em um parque municipal, em um intervalo de 10 dias e a uma distância de 80 quilômetros entre os casos, na Califórnia, serão investigadas após autoridades policiais concluírem prematuramente que foram casos de suicídio. Protestos ganharam as ruas na esteira do assassinato de George Floyd, em Minneapolis, em 25 de maio, exigindo investigações rigorosas. O chefe do condado de Los Angeles, Alex Villenueva, e seu colega no condado de San Bernardino, John McMahon, disseram separadamente que trabalhariam em cooperação com os investigadores do escritório do procurador-geral da Califórnia. Villenueva disse ainda que o FBI forneceria uma supervisão adicional. – Queremos garantir que não deixaremos pedra sobre pedra – disse Alex Villanueva, sobre o caso de Robert Fuller, de 24 anos, encontrado morto na quarta-feira de manhã, com uma corda no pescoço, na Praça Poncitlan, um parque que ...

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    Zozibini Tunzi: 'Eu cresci num mundo em que uma mulher com a minha pele, a minha aparência e o meu cabelo não era considerada bonita. Quero que as crianças enxerguem o reflexo dos seus rostos no meu' Foto: Arte de Clara Brandão sobre foto de AFP

    Vidas negras importam: Miss Universo apoia movimento Black Lives Matter e luta antirracista

    Quando Zozibini Tunzi participou das manifestações do movimento Black Lives Matter em Nova York, a Miss Universo tinha em mente quantos jovens negros em seu país natal, a África do Sul, morreram lutando pela mesma causa há 44 anos. - Os estudantes sul-africanos protestavam contra o racismo sistêmico - diz Tunzi, de 26 anos, lembrando da manifestação em Soweto, quando dezenas de milhares de estudantes se uniram contra o apartheid que segregava e controlava a maioria negra. - Muitos anos depois, isso ainda acontece, não apenas na Àfrica do Sul, mas em todo o mundo - diz a Miss Universo, que passa em Nova York o ano de seu reinado no mais importante concurso de beleza do mundo. Uma das poucas mulheres negras a ganhar o título, Tunzi planejava usar a influência do posto para desafiar o racismo, a desigualdade e as percepções de beleza - isso ainda antes do ...

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    Logo/Divulgação

    Sobre os protestos do Vidas Negras Importam e outras demonstrações em massa contra o racismo sistemático e a brutalidade policial

    Um chamado desesperado pela mãe que partiu há tempos. Alcançando desde as entranhas mais profundas da frágil humanidade. Respirando com dificuldade. Implorando por compaixão. O mundo inteiro escutou o lamento trágico. A família das nações viu seu rosto pressionado contra o duro pavimento. Dor insuportável em plena luz do dia. Um pescoço esmagado sobre um joelho e o peso da história. Um gigante gentil, desesperadamente se agarrando à vida. Ansiando por respirar livremente. Até seu último suspiro. Como líderes africanos de alto nível das Nações Unidas, as últimas semanas de protestos contra a morte de George Floyd pelas mãos da polícia nos encheram de indignação pela injustiça do racismo que continua generalizado em nosso país anfitrião e no mundo inteiro. Não há palavras para descrever o profundo trauma e sofrimento intergeracional que é resultado da injustiça racial perpetrada através dos séculos, particularmente contra pessoas de ascendência africana. Apenas condenar expressões ...

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    “As pessoas querem ser escutadas” , diz Cherizar Crippen, líder do Black Lives Matter

    Cherizar Crippen é uma das jovens negras líderes do movimento Black Lives Matter (BLM) que está fazendo ferver os Estados Unidos em protestos antirracistas em 50 Estados do país, espalhando a pólvora da indignação pelo mundo, após o assassinato de George Floyd, em Minneapolis. Cherizar é ativista em sua cidade Greensboro, na Carolina do Norte, e o afro-americano Marcos Deon Smith, foi morto pela polícia em 2018. Cherizar, que veio ao Brasil representando o BLM em duas ocasiões, com uma delegação em 2017, e no Fórum Social Mundial, em 2018, conversou com a coluna Geledés no debate após participar de protestos em Greensboro. A jovem estudou no Centro de Pesquisa e Educação Highlander, uma escola de treinamento em liderança em justiça social, e hoje trabalha em cinco organizações diferentes, todas ligadas ao Black Lives Matter. “Meu trabalho inclui advocacia juvenil, comunicação, logística, educação popular, facilitação de estratégias emergentes, coordenação”, conta ela. Nesta ...

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    (Foto: Reprodução/ Coalizão Negra por Direitos)

    Manifesto: “Enquanto houver RACISMO, não haverá DEMOCRACIA”

    Enquanto houver RACISMO, não haverá DEMOCRACIA. Nós, população negra organizada, mulheres negras, pessoas faveladas, periféricas, LGBTQIA+, que professam religiões de matriz africana, quilombolas, pretos e pretas com distintas confissões de fé, povos do campo, das águas e da floresta, trabalhadores explorados, informais e desempregados, em Coalizão Negra por Direitos, viemos a público exigir a erradicação do racismo como prática genocida contra a população negra. O Brasil é um país em dívida com a população negra – dívidas históricas e atuais. Portanto, qualquer projeto ou articulação por democracia no país exige o firme e real compromisso de enfrentamento ao racismo. Convocamos os setores democráticos da sociedade brasileira, as instituições e pessoas que hoje demonstram comoção com as mazelas do racismo e se afirmam antirracistas: sejam coerentes. Pratiquem o que discursam. Unam-se a nós neste manifesto, às nossas iniciativas históricas e permanentes de resistências e às propostas que defendemos como forma de ...

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    O que significa afirmar que as vidas dos negros e das negras importam?

    Logo após o dia 25 de maio, marcado pelo brutal assassinato de George Floyd, homem negro de 46 anos, em Minneapolis, no sudeste do Estado de Minnesota, nos Estados Unidos, as ruas de dezenas de cidades norte-americanas têm sido ocupadas por manifestantes que denunciam o que esse crime efetivamente revela: o racismo institucionalizado que estrutura um amplo espectro de relações sociais naquele país. Mas, então, levanto a questão: por que apenas quando algumas de nossas mortes são filmadas é que a branquitude faz coro ao “black lives matter”? O racismo, como hoje o entendemos, não é sinônimo de “preconceito”. O racismo é uma estrutura que combina o preconceito ao poder, isto é, trata-se de uma opinião formada sem embasamento que conta, para a sua perpetuação, com diversos dispositivos que ordenam a vida, os corpos, as ideias e os espaços ocupados por pessoas, queiram elas ou não. Isso implica reconhecer a ...

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    Foto: Nelson Almeida/AFP

    Movimento Negro e movimento antifascismo

    “Até que a filosofia que torna uma raça superior e outra inferior, seja finalmente permanentemente  desacreditada e abandonada, haverá guerra” Bob Marley – War (canção) Devido os últimos acontecimentos políticos no Brasil e EUA, movimentos antirracistas e antifascistas se levantam com a defesa de uma sociedade livre do racismo estrutural e da sombra do autoritarismo. Medidas enérgicas protagonizadas pelo movimento negro nos EUA reverberaram mundo afora e se somaram as vozes que já se erguiam no Brasil contra as operações policiais nos morros e favelas.  Diante da movimentação, gerou-se um debate em torno de uma possível apropriação da onda antirracista por parte da esquerda brasileira, através do movimento antifascista que vem se espalhando pelas redes sociais e em manifestações de rua. Quero falar um pouco de experiências envolvendo a temática do fascismo no passado, de algumas considerações sobre Estado e sociedade e finalizar falando dos movimentos recentes no Brasil. Ao ...

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    Ricardo Moraes/Reuters

    Manifesto de negras e negros evangélicos

    “Ai dos que promulgam leis iníquas, os que elaboram escritos de opressão, para suprimir os direitos dos fracos, e privar de justiça os pobres do meu povo.” Isaías 10:1-2. Nós, negras e negros evangélicos brasileiros, nos manifestamos para clamar a urgência de a igreja se posicionar a denunciar o racismo como pecado, e pecado estrutural. Quantas irmãs de nossas igrejas já perderam os filhos assassinados? Quantos jovens de nossas igrejas já foram mortos? Quantas irmãs oram por seus filhos presos? Queremos vida, mas as oportunidades são negadas, as portas de empregos cada vez mais são fechadas, o acesso à educação e ao sonho da universidade ainda não é para todos. Na maioria das vezes, nos falta o básico, nos faltam casa, alimento e água. Quantos irmãos e irmãs estão morrendo nas filas dos hospitais e tantos outros nem conseguiram ter atendimento quando foram buscar a cura? É hora de reconhecer ...

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