Tag: Vidas negras importam

Luana Barbosa dos Reis morreu após abordagem da PM em Ribeirão Preto (Foto: Reprodução/EPTV)

Negra, lésbica, periférica: morte de Luana Barbosa faz 5 anos sem resolução

No dia 13 de abril de 2016, em Ribeirão Preto (SP), morreu Luana Barbosa dos Reis, aos 34 anos. Negra, lésbica, periférica e mãe, sua imagem e seu nome viraram símbolo de mobilização social quase que instantaneamente. Isso porque, dias antes da data do falecimento, pessoas ligadas ao movimento negro e lésbico do estado de São Paulo passaram a conhecer aquela mulher até então anônima: em 8 de abril correu a notícia de que Luana havia sido espancada por policiais militares em uma abordagem. O motivo? Ela se recusou a ser revistada por agentes do sexo masculino, levantando a blusa para mostrar era mulher. A ativista Fernanda Gomes conta que soube da morte de Luana durante uma reunião de lésbicas negras que faziam parte da organização da Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo. Nascia ali a Coletiva Luana Barbosa. "Durante uma reunião veio a notícia de que ...

Leia mais
A técnica de enfermagem Luanna da Silva Pereira, 28, morta em operação da Polícia Civil no dia 4 de março - Reprodução/redes sociais

Operações policiais deixam ao menos nove mortos em três dias no Rio de Janeiro

Operações da Polícia Militar e da Polícia Civil do Rio de Janeiro realizadas entre quinta-feira (4) e sábado (6) resultaram em ao menos nove mortes, a despeito da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que restringiu as ações policiais no estado para casos excepcionais enquanto durar a pandemia da Covid-19. Especialistas em segurança pública e defensores dos direitos humanos alertam para o sistemático descumprimento da determinação do Supremo. O ministro Edson Fachin convocou para abril uma audiência pública para coletar informações e subsidiar o estado na formulação de um plano de redução da letalidade policial. Dados do ISP (Instituto de Segurança Pública) mostraram que o número de mortes por intervenção policial saltou de 79, em dezembro, para 149 em janeiro. Foi o maior índice registrado desde abril do ano passado, antes da decisão de Fachin de restringir as operações. Na quinta-feira (4), a técnica de enfermagem Luanna da Silva Pereira, ...

Leia mais
Prof. Dr. Ângelo Oliveira (Foto: Enviada pelo autor ao Portal Geledés)

Racismo pandêmico: uma história de asfixias, mortes e apatias

Eu não consigo respirar! Essas palavras foram sussurradas quase sem fôlego por Jorge Floyde e João Alberto no instante em que estavam sucumbindo, asfixiados pelo que chamo de operadores do Estado e da iniciativa privada, para assegurarem a estrutura racista/supremacista fundante da classe dominante. Os ares colonizatórios destroem nossos pulmões. A população negra no mundo vem sendo asfixiada desde o processo de escravidão que mortificou as almas e os corpos do povo negro para dar “vida” a um novo modo de existência que podem ser compreendidos como mutações coloniais. Os processos de desumanização destroem de dentro pra fora. Primeiro, causa um estranhamento de si, ou seja, a epiderme identitária que contém a formação subjetiva do sujeito é rasgada. Flutuantes e desagregados de si, mulheres e homens negros perdem suas individualidades. Essa é a asfixia da alma! Haverá, pois, justiça para essa morte invisível? Sabemos que a causa primeira dos processos ...

Leia mais
Genocídio do povo negro (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Audiência na ALERJ debate as violações de Estado em favelas e o genocídio da juventude negra no Rio

Uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) debaterá na próxima quinta-feira, 17 de outubro, das 10h às 14h, a crescente onda de violações dos direito dos moradores das favelas e periferias do Estado e o genocídio da juventude pobre e negra. A audiência "Mães e Mulheres Moradoras de Favelas para debater a Política de Segurança Pública no RJ” reunirá as comissões da Mulher, Direitos Humanos, Discriminação, Educação, Trabalho e Habitação acontece no Plenário Barbosa Lima Sobrinho no Palácio Tiradentes. Além de mães e familiares de vítimas de estado estarão presentes representantes da FAF-Rio (Federação Municipal das Favelas do Rio), FAFERJ (Federação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro), presidentes de diversas associações de moradores, integrantes do movimento Parem de Nos Matar e diversos outros movimentos sociais. Juntos exigem que os moradores de favelas tenham os mesmos direitos e liberdades civis constitucionais que os demais moradores ...

Leia mais
Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

De azul ou de rosa, crianças negras na linha de tiro do Estado genocida

Qualquer pessoa que tenha perdido uma criança na família sabe que não existe nada comparável à dor dos pais. Nada que seja equivalente à dor sentida pela mãe, que pode também ser a tia, a avó que cria, quase sempre uma mulher. Por isso não vou falar de dor, reservo às mães e aos pais essa prerrogativa. Por Cidinha da Silva, do Jornalistas Livres Foto: Elaine Campos A gente sente ódio, impotência, medo, fracasso como ser humano. A gente pode chorar em solidariedade às mães e pais das crianças mortas na guerra às pessoas negras, faveladas e de periferia. A gente deve gritar porque a dor de perdas tão brutais cala a voz de quem gerou ou de quem cria essas crianças assassinadas. Por isso devoto tanto respeito e admiração às Mães de Maio e a outros coletivos de mães que, a despeito da dor imensurável ...

Leia mais
Leonardo Sakamoto. (Foto: RFI/Rui Martins)

Silêncio de Witzel sobre morte de Ágatha é covardia política

Sempre que pode, o governador Wilson Witzel dá uma declaração violenta e inapropriada, incitando as forças de segurança do Rio de Janeiro a aprofundarem a guerra contra sua própria gente e concedendo um salvo-conduto retórico para que matem sem receio. Por Leonardo Sakamoto, no Blog do Sakamoto Leonardo Sakamoto. (Foto: RFI/Rui Martins) "A polícia vai fazer o correto: vai mirar na cabecinha e… fogo! Para não ter erro." "Teria dado um tiro na cabeça." "Cova, a gente cava." "Cadáveres não estão no meu colo, estão no de vocês, que não deixam que as polícias façam o trabalho que tem que ser feito." "Criminosos serão combatidos e caçados nas comunidades." Frases que misturam mistura policial, promotor, juiz e carrasco e que veem bairros pobres como ameaças. Da mesma forma, sempre que pode, não pensa duas vezes antes de se promover. No dia 20 de agosto, por exemplo, ...

Leia mais
A modelo Babiy Querino Gabriel Cabral/Folhapress

‘Tiraram quase dois anos de mim’, diz Bárbara Querino

Babiy, 21, ficou um ano e sete meses presa sob suspeita de pertencer a uma quadrilha de roubos em SP Por Anna Virginia Balloussier, da Folha de São Paulo A modelo Babiy Querino (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress) A história da modelo e dançarina Bárbara Querino de Oliveira, 21, a Babiy, poderia ser uma entre tantas outras: a jovem negra da periferia que acabou encarcerada por um crime que diz nunca ter cometido. Mas não. Sua prisão fez barulho, e não foi pouco. Criada no Facebook após a viatura a levar, os agentes munidos de um mandado que a tachava de ladra, a página Todos por Babiy agrupa mais de 20 mil pessoas que acreditam em sua inocência. O perfil é reproduzido num clipe da funkeira MC Carol, “Marielle Franco”, que traz no refrão: “Mulheres pretas aqui não têm direitos”. Cria de Cidade Ademar (zona sul paulistana), Babiy ...

Leia mais
Geledés

Ágatha, 8, a mais nova vítima da violência armada que já atingiu 16 crianças no Rio neste ano

Menina morreu na noite de sexta, com um tiro nas costas, quando estava dentro de uma kombi no Complexo do Alemão, zona norte da cidade Do EL PAÍS Geledes A morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, durante uma operação policial no Complexo do Alemão, voltou a despertar a indignação contra a violência que assola as periferias do Rio de Janeiro, onde traficantes, agentes policiais e milícias travam uma guerra que se arrasta há anos. A menina estava dentro de uma Kombi junto com a avó, e voltava para casa na comunidade da Fazendinha, na sexta-feira à noite, quando foi baleada nas costas. Ágatha chegou a ser levada às pressas para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu ao ferimento. De acordo com a plataforma Fogo Cruzado, Ágatha foi a 16º criança vítima de violência armada neste ano no Grande Rio, e ...

Leia mais
Geledés

#ACulpaEDoWitzel: Assassinato de menina de 8 anos no Alemão causa revolta nas redes

Morte de uma menina de apenas 8 anos, vítima de um disparo de fuzil feito por um PM no Complexo do Alemão, vem em meio a inúmeras mortes em comunidades, em decorrência de operações policiais, que entraram em escalada desde que Witzel assumiu como governador do RJ Da Revista Fórum Imagem: Geledés 'A morte de Agatha Félix, de apenas 8 anos, gerou revolta nas redes sociais na manhã deste sábado (21). A criança morreu na madrugada em decorrência de um tiro de fuzil que, segundo moradores da favela da Fazendinha, no Complexo do Alemão (RJ), teria sido efetuado por um PM. De acordo com relatos de testemunhas, Agatha estava dentro de uma Kombi, indo para casa, quando foi atingida por um tiro que teria sido disparado por um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O agente teria desconfiado de um motociclista e disparou, acertando, porém, ...

Leia mais

11 a cada 100 mortes violentas intencionais foram provocadas pelas Polícias

Na obra Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua, Agamben pontua o conceito do que é o Homo Sacer. Homem sacro é “aquele que o povo julgou por um delito; e não é lícito sacrificá-lo, mas quem o mata não será condenado por homicídio.” Por Maciana Freitas e Souza, do Justificando Desse modo, a vida do homo sacer está exposta à violência da morte dado uma política estrutural fundada numa exclusão da vida. A lei possui, assim, a estrutura da exceção. O pensamento de Agamben relaciona-se à perspectiva da biopolítica, trabalhada nas obras de Foucault, na qual o poder se configura como direito de vida e de morte, e como esse direito é assimétrico. Para compreendermos o sentido da exclusão política fundamental de que nos fala Agamben, o 13ª Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) com auxílio do Instituto de ...

Leia mais
Funcionário ameaça criança: “Você vai ficar em uma cela cheio de moleques da sua idade, ou mais velho, tem uns lá que gostam de abusar" / Foto: Reprodução/Yelp

Justiça decreta prisão preventiva de seguranças acusados de tortura a jovem

A Justiça de São Paulo decretou hoje a prisão preventiva dos dois seguranças suspeitos de terem torturado um jovem de 17 anos, suspeito de tentar furtar barras de chocolate de um mercado da zona sul da capital paulista no mês passado. Por Alex Tajra e Luís Adorno, do UOL Foto: Reprodução/Yelp Os seguranças David de Oliveira Fernandes, 37, e Valdir Bispo dos Santos, 49, já estavam detidos por conta desse caso no Segundo Distrito Policial, no Bom Retiro. A prisão, até então, valia por 30 dias. Agora, não tem mais prazo. Ficarão presos pelo menos até serem julgados, caso não sejam beneficiados com um habeas corpus. Ainda hoje, eles serão submetidos a exame de corpo de delito e levados a um presídio ainda não definido. Em depoimento prestado à polícia após a prisão, Santos disse que falaria apenas em juízo. Já Fernandes disse, num primeiro momento, ...

Leia mais
Imagem: Geledés

PM flagrado dando cascudo em suspeito será punido, diz comandante

Durante operação no Jacarezinho, Globocop mostrou agressão a homem imobilizado. Quatro pessoas morreram e três foram feridas, entre elas um policial. No G1 Imagem: Geledés O policial militar que deu um cascudo em um suspeito durante uma operação no Jacarezinho, Zona Norte do Rio, nesta segunda-feira (16) será punido. Na operação, quatro pessoas morreram e três foram feridas, entre elas um policial atingido por estilhaços. Os feridos foram levados para o Hospital Salgado Filho, no Méier. Uma arma foi apreendida. O flagrante da agressão foi feito pelo Globocop no Bom Dia Rio. Um homem detido estava imobilizado quando recebeu o soco na cabeça. Em nota, o comandante do Batalhão de Choque do RJ, coronel André Batista, afirmou lamentar a “atitude indesejada”. “Lamento que todo esforço para o êxito seja posto em xeque pela atitude indesejada de um policial”, afirmou Batista. “Não há por que dar cascudo ...

Leia mais
Imagem: Geledés

A favela sangra, conta seus mortos e ninguém está se importando

“Minha cara autoridade, já não sei o que fazer, com tanta violência eu sinto medo de viver, pois moro na favela e sou muito desrespeitado. A tristeza e a alegria aqui caminham lado a lado. Eu faço uma oração para uma santa protetora, mas sou interrompido a tiros de metralhadora”. Por Mariana Assis, do Voz das Comunidades Há cerca de 24 anos, Cidinho e Doca, crias da Cidade de Deus, lançaram o Rap da Felicidade. Na letra, um papo reto sobre as violações de direitos negados à população favelada: a diversão que “não podemos nem pensar”, esculachos, humilhações, tiros e mais tiros. Com mais de duas décadas de estréia, a música não só continua atual como também ainda estamos “perdendo o direito de viver”. Porém, o aparato repressivo é cada vez mais sofisticado e letal. Imagem: Geledés   Estudo divulgado em agosto pela ONG Redes da ...

Leia mais
Favela da Maré. (Foto: Getty Images/AFP/V. Almeida)

A violência não é normal… O uso da força contra a população das favelas não é normal…

Redes da Maré se manifesta sobre operação policial no Conjunto de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro, ocorrida em 06 de setembro de 2019 No Redes da Maré Favela da Maré. (Foto: Getty Images/AFP/V. Almeida) A violência não é normal ... O uso da força contra a população das favelas não é normal ... O Estado matar não é normal ... Viver é Normal ... Essa poderia ser qualquer sexta-feira de qualquer mês ou ano. Mas foi o dia 06 de setembro de 2019. O dia que um grupo de crianças e adolescentes moradoras de algumas das 16 favelas que formam a Maré, acompanhadas por mães e educadores da Redes da Maré, foram à Bienal do Livro, no espaço Riocentro, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Essa era a primeira vez que algumas dessas pessoas participavam de um evento literário do porte da ...

Leia mais
Imagem: Geledés

Proporção de negros, pardos e adolescentes cresce entre mortos pela polícia no Rio

A proporção de negros e pardos entre os mortos pela polícia no Rio cresceu em 2019. Microdados do Instituto de Segurança Pública (ISP), obtidos pelo EXTRA via Lei de Acesso à Informação, revelam que, juntos, negros e pardos representam 78,4% — 342 de um total de 436 — das vítimas de homicídios decorrentes de intervenção policial no primeiro trimestre do ano. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 71,5%. Por outro lado, a proporção de brancos vítimas de homicídios em confrontos caiu de 17,9% para 12,8%. Por Rafael Soares, do Extra  Bope matou nove homens numa casa no Fallet em fevereiro Foto: Pilar Olivares / Reuters Os irmãos Victor Hugo e Roger dos Santos Silva, de 16 e 18 anos, fazem parte dessa estatística. O mais novo é negro, o mais velho, pardo. Os dois foram mortos por PMs do Batalhão de Choque ...

Leia mais

Esvaziamento de Conselho da Criança expõe jovens às chibatadas modernas

A tortura sempre esteve presente na cultura brasileira. É uma prática desde quando os portugueses aportaram por aqui. Foi assim com os escravos, com os índios, com os "subversivos". Mas sua permanência e constância se revelam ainda hoje, principalmente contra os corpos negros. É o racismo, que se molda aos tempos, plástico que é. Hoje, há tortura nas favelas, nas viaturas, nos presídios, nas ruas, nos supermercados. Suas vítimas são os "suspeitos", os moradores de rua, os famintos, os dependentes de drogas, os presos, os pobres. É esse o resultado de uma sociedade constituída sobre a escravidão e que não soube trabalhar, até agora, a reparação devida. Por Maria Carolina Trevisan, Do Blog da Maria Carolina Trevisan Registro da tortura a escravos no Brasil. Imagem: Fundaj "No Brasil é a escravidão que define a qualidade, a extensão, e a intensidade da relação física e espiritual dos ...

Leia mais
shoplifter in the electronic store supermarket stealing new gadget

Roubo na adolescência: se você for branco, não acontece nada

Uma confissão. Eu devia ter uns 16 anos quando, com amigas do colégio, tivemos a fase de ir a uma loja de departamento e roubar coisas. Sim, era ridículo. E, claro, errado (e devia ser por isso mesmo que a gente fazia). Mas adolescentes são ridículos. Essa é uma fase em que fazemos coisas estúpidas (provavelmente para nunca mais fazer na vida). Foi o que aconteceu com essa fase do roubo. Por Nina Lemos, Do Blog Nina Lemos  (Foto: iStock) Um dia, depois da escola, de uniforme e tudo (de escola particular) roubamos uns chocolates e um apontador de lápis de sobrancelha (algo que a gente nem usava). O segurança viu. Fomos parar na salinha, onde ficamos minutos que pareceram horas. Um segurança foi superduro, nos deu uma mega bronca e disse que ia ligar para os nossos pais. Não ligou. E minha mãe vai saber ...

Leia mais
POLONEZ / SHUTTERSTOCK

Parem de nos matar – por Maria Clara Machado

Em crônica publicada em janeiro de 1915, intitulada “Não as matem”, o escritor Lima Barreto, estarrecido com o assassinato de mulheres por seus companheiros, clama pela vida delas: “Não as matem, pelo amor de Deus!”. Um século depois, percebemos, não o enfrentamento do assassinato sistemático de mulheres por homens, mas a banalização da questão. Basta uma simples pesquisa na internet com os dizeres “homem mata mulher”, “inconformado com o fim do relacionamento”, “serial killer”, e incontáveis registros desses crimes surgem na tela. Para exemplificar, cito apenas algumas dessas mortes noticiadas recentemente no Distrito Federal, a de uma mulher de 26 anos, advogada e funcionária pública, e a outra, de 50 anos, ajudante de cozinha. Elas foram mortas por assassinos confessos de mulheres, após serem abordadas em pontos de ônibus. Motivo: desejo dos assassinos de estuprá-las e não serem reconhecidos pela policia. Por Maria Clara Machado para o Portal Geledés [caption ...

Leia mais
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Justiça decreta a prisão dos seguranças de supermercado que chicotearam jovem negro e pobre

A justiça acaba de decretar a prisão dos dois seguranças do supermercado Ricoy acusados de torturar um jovem de 17 anos, negro e pobre, que vive nas ruas, pego com uma barra de chocolate furtada de uma das lojas na Zona Sul de São Paulo. Por Joaquim de Carvalho, do DCM Imagem: Getty Images/iStockphoto Foi o tipo de furto definido pela legislação como “famélico”, em que o autor nem é condenado. Neste caso, se tratava também de um menos de idade, que vive nas ruas desde os 12 anos. “Há fortes elementos ligando os representados à autoria do crime de tortura”, escreveu a juíza Tatiana Saes Valverde Ormeleze, do Fórum Central Criminal da Barra Funda, em São Paulo, em seu despacho de cinco páginas. Os seguranças são David de Oliveira Fernandes, que a vítima identificou como Neto, e Valdir Bispo dos Santos, que prestavam serviços para ...

Leia mais
Funcionário ameaça criança: “Você vai ficar em uma cela cheio de moleques da sua idade, ou mais velho, tem uns lá que gostam de abusar" / Foto: Reprodução/Yelp

Imagens mostram segundo caso de tortura no supermercado Ricoy, em São Paulo

Nas novas cenas, homem aparece chicoteado e criança é ameaçada; empresa de segurança tem ex-PM entre os sócios Por Igor Carvalho, do Brasil de Fato Funcionário ameaça criança: “Você vai ficar em uma cela cheio de moleques da sua idade, ou mais velho, tem uns lá que gostam de abusar" / Foto: Reprodução/Yelp Uma unidade do Ricoy Supermercados, na cidade de São Paulo (SP), foi palco de outra bárbara sessão de tortura. Em imagens obtidas com exclusividade pelo Brasil de Fato, um homem aparece amarrado e com diversas marcas de chicotadas. O expediente é o mesmo utilizado pelos seguranças do comércio para martirizar um jovem negro de 17 anos, caso que viralizou na última segunda-feira (2). Em uma das imagens, os seguranças empilharam produtos que a vítima teria tentado roubar no Ricoy, embalagens de linguiça e frango congelados, chicletes, desodorante e um shampoo. Em outro registro, ...

Leia mais
Página 1 de 4 1 2 4

Welcome Back!

Login to your account below

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist