quarta-feira, dezembro 7, 2022
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Livro-CD: Ataulfo Alves

Compositor de clássicos como “Ai, que Saudades da Amélia”, mineiro surgiu para o samba após se mudar para o Rio de Janeiro

 

Diferentemente da maioria dos sambistas, Ataulfo Alves era mineiro, de Miraí. Mas foi jovem para o Rio, encontrou os grandes compositores e cantores nos melhores momentos e tornou-se um dos maiores: criou clássicos, grandes até hoje, como “Na Cadência do Samba”, “O Bonde São Januário” e “Ai, que Saudades da Amélia”.

O quinto volume da Coleção Folha Raízes da Música Popular Brasileira, nas bancas no próximo domingo, é dedicado ao artista.

Nascido em 1909, Ataulfo ouvia quando criança o pai repentista cantar, e já se arriscava nas modinhas mineiras quando jovem. Mas encontrou a vocação ao mudar para o Rio em 1927. Amigo de Bide e Ismael Silva, fundadores da primeira escola de samba, a Deixa Falar, Ataulfo tinha os contatos e o talento. Dos primeiros blocos carnavalescos, em pouco já era compositor disputado.

Com sambas inteligentes e sua constante elegância de tratos, melodias e canções, foi gravado nos anos 30 por Almirante, Carmen Miranda, Francisco Alves e Orlando Silva. Maior sucesso ainda veio na virada da década, quando Ciro Monteiro emplacou os hits “Oh! Seu Oscar” e “O Bonde São Januário”.

Pela mesma época, começou a gravar discos ele mesmo, quando era acompanhado pelo regional do então estreante Jacob do Bandolim. Em 1942 se tornou definitivamente um nome popular, ao gravar sua parceria com Mario Lago, “Ai, que Saudades da Amélia”, e colocar a música e a expressão “Amélia” no imaginário do país.

Continuou compondo e cantando ao lado de suas “Pastoras” nas décadas de 50 e 60 e produziu mais sucessos, como “Você Passa, Eu Acho Graça”, na voz de Clara Nunes. Morreu em 1969, antes dos 60 anos.

O autor do livro sobre Ataulfo Alves é Hugo Sukman, e a edição traz biografia, discografia selecionada, letras e fotos. O CD acompanhante vem com interpretações de Elizeth Cardoso, Ciro Monteiro e Roberto Silva, entre outros.

A Coleção Folha é composta por 25 livros-CDs, nas bancas aos domingos até 29/8. Cada volume é dedicado a um compositor importante da era de ouro da música brasileira.

 

Fonte: Folha de São Paulo

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