terça-feira, março 2, 2021

Tag: musica negra

Chiquinha Gonzaga aos 47 anos, em 1984 (Acervo Instituto Moreira Salles/Coleção Edinha Diniz/Ciquinha Gonzaga)

Negritude de Chiquinha Gonzaga ganha acento em exposição em São Paulo

Sob a luz do amanhecer, sons de vendedores, dos cascos de cavalos pelas ruas de pedra, e, ao escurecer do cair da noite, de músicos de calçadas, do falatório da saída do trabalho e dos copos que tilintam nos bares. É o ciclo de um dia no centro do Rio de Janeiro da segunda metade do século 19 que guia o visitante na "Ocupação Chiquinha Gonzaga". A mostra dedicada à compositora, pianista e regente é aberta nesta quarta semana no Itaú Cultural, em São Paulo. A presença da rua na vida de uma mulher daquela época não é algo trivial. Mas Chiquinha Gonzaga não alcançou o sucesso sendo trivial e a exposição evidencia as lutas que ela encampou contra a mentalidade do período –pela abolição da escravidão, pela liberdade das mulheres e pelos direitos autorais. Segundo sua biógrafa, Edinha Diniz, Chiquinha era “uma mulher no Segundo Reinado que lutava contra o atraso social”. Aqueles que conhecem Chiquinha ...

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Chiquinha Gonzaga  Acervo Instituto Moreira Salles/Coleção Edinha Diniz/Divulgação

Itaú Cultural abre a série Ocupação em 2021 com mostra dedicada à maestrina Chiquinha Gonzaga

Exposição resgata a história de Francisca Edwiges Neves Gonzaga (1847-1935) entre documentos, partituras, capas, objetos, fotos e conteúdo musical e audiovisual biográfico produzido pela instituição que retratam a sua vida e obra, inclusive sua identidade negra costumeiramente ignorada. Há 100 anos, ela foi a primeira mulher a reger uma orquestra, a escrever uma partitura para teatro e a compor uma marcha carnavalesca no Brasil. A artista produziu mais de duas mil canções autorais e 77 partituras para peças teatrais. Apresentações online construídas em torno de seu repertório, atividades educativas, mecanismos de acessibilidade e a confecção de um hotsite integram a Ocupação. Com curadoria dos Núcleos de Comunicação e Música da instituição, co-curadoria da cantora Juçara Marçal e consultoria de Edinha Diniz, biógrafa da compositora, o Itaú Cultural abre em 24 de fevereiro (quarta-feira) a Ocupação Chiquinha Gonzaga, que ficará em cartaz até 23 de maio (domingo). Além de mergulhar na vida e ...

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Foto Natureza França

Empoderamento feminino e negro: Flávia Souza lança música sobre a força da mulher

Mulher negra, multiartista e empoderada. Essas são algumas das muitas características de Flávia Souza, que lançará, no próximo dia 23, sua nova música “Afrontosa” nas mais importantes plataformas como Spotify, Deezer, Amazon Music e Apple Music, além do Youtube (https://cutt.ly/mkk9ha7). A ideia de compor a canção surgiu durante a pandemia, diante da diminuição das atividades culturais de forma presente. “Nós, mulheres, sempre sofremos. Quando somos mulheres negras, sofremos mais. Temos medo pela nossa família, pelos nossos amigos, por outras mulheres. A música tenta trazer essa reflexão de autoestima e empoderamento: eu quero ser e posso ser o que eu quiser sem as pessoas ficarem questionando”, revela Flavia. “Afrontosa é querer ter paz, ter a nossa saúde mental saudável, sem ter que provar que é forte o tempo todo”, diz. A necessidade de precisar se impor o tempo todo também foi uma das razões que levaram a artista a compor a música, ...

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Reprodução/YouTube

The Weeknd passa a ter o maior hit do século com “Blinding Lights”

Dias depois de uma performance histórica no Super Bowl, o sempre ótimo The Weeknd é detentor de uma nova marca espetacular. Com o sucesso “Blinding Lights”, o cantor canadense passou mais de um ano inteiro na Billboard Hot 100 e em diversas dessas semanas esteve no Top 10 ou até mesmo ameaçando o 1º lugar — ele voltou ao topo do iTunes, aliás, durante a apresentação de domingo no evento esportivo. De acordo com o Chart Data, que compila dados das paradas mundiais, isso transformou o single no maior hit do último século. Que moral, hein? #TheWeeknd's "Blinding Lights" its the biggest Hot 100 chart hit of the century (@theweeknd). #SuperBowl — chart data (@chartdata) February 8, 2021 The Weeknd Como a gente te contou por aqui, as vendas de The Weeknd subiram 385% (!) nos dois dias seguintes ao Super Bowl. De acordo com a MRC Data (via NME), o seu catálogo ao todo ...

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Bad Brains/Divulgação

5 discos para não esquecer que o rock é som de preto

De Little Richard à Miles Davis e de Chuck Berry à George Clinton a presença negra no rock vai muito além dos incendiários solos de Jimi Hendrix. Desde os riffs swingados do Rhythm & Blues de Sister Rosetta Tharpe e culto obscuro a persona de Robert Johnson o rock n’ roll – e suas inúmeras variações –, vem lutando para não deixar esquecer que ele também é feito por pessoas negras. Muito se discute sobre o pioneirismo negro no rock, fato que é inegável, apesar de todas as tentativas, algumas com muito sucesso, de embranquecimento do gênero e seus sub-gêneros. Nesse texto não tenho a intenção de discutir a maternidade e paternidade negra do rock, nem as formas como a branquitude se apropriou da criatividade negra, assunto que foi com certeza destrinchado com maestria por inúmeros outros textos. Quero aqui compartilhar algumas de minhas paixões e descobertas recentes que me ...

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Fotos via Wikimedia Commons e Divulgação

Questlove (The Roots) estreia como diretor em longa sobre “Woodstock Negro”

Questlove é muito conhecido por seu trabalho na música com o The Roots, seja nos palcos pelo mundo ou acompanhando Jimmy Fallon em seu talk show na TV dos EUA. Mas já faz algum tempo que o baterista tem ganhado um status de ícone cult e isso se concretiza de uma maneira espetacular em sua estreia como diretor de cinema. Seu primeiro filme se chama Summer of Soul (Or, When the Revolution Could Not Be Televised)  e é óbvio que a obra envolve a música diretamente. Conforme conta a IndieWire em uma resenha do longa que foi exibido no festival de Sundance, o tema da produção é o Harlem Cultural Festival de 1969, um evento que ficou conhecido como “Woodstock Negro”. “Woodstock Negro” Já se passaram mais de 50 anos desde que esse festival reuniu nada menos que Nina Simone, Sly and the Family Stone, Mavis Staples, B.B. King, Gladys Knight and the Pips, David ...

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Photo: Jim Britt/Michael Ochs Archives/Getty Images

Disco instrumental raro de Marvin Gaye é disponibilizado pela primeira vez

Pela primeira vez na história, Funky Nation: The Detroit Instrumentals, disco instrumental raro de Marvin Gaye, foi disponibilizado como LP independente. A informação é do NME. O trabalho foi gravado durante o verão de 1971. Na época, Gaye havia entrado em hiato após se recusar a fazer turnê do disco What’s Going On, considerado como um clássico revolucionário. Funky Nation: The Detroit Instrumentals, que comemora 50 anos da música "What's Going On", possui com 14 faixas. Além de Marvin Gaye, o álbum conta com Hamilton Bohannon na bateria; Ray Parker Jr., Wah Wah Watson e Leroy Emmanuel nas guitarras; e Michael Henderson no baixo. Vale lembrar que algumas faixas marcaram presença em edições especiais de outros discos de Gaye. Esta é a primeira vez na qual o trabalho é lançado digitalmente de maneira independente. Ouça Funky Nation: The Detroit Instrumentals abaixo. Fonte: Por FELIPE GRUTTER, da Rolling Stone

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Jessica Ellen em foto de divulgação do single Pomba Gira (Foto: Gabriella Maria)

Jéssica Ellen canta a Umbanda e celebra ancestralidade em ‘Macumbeira’: ‘Conexão espiritual’

Jéssica Ellen esperou o Dia de São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro , para brindar não só cariocas, mas brasileiros e brasileiras com um trabalho sensível e que serve de acalento em dias tão duros. A cantora e atriz acaba de lançar ‘Macumbeira’ , segundo álbum de sua carreira. O disco é um ode à Umbanda , tão brasileira quanto a própria festa de São Sebastião, que para também pode ser sincretizado com o Orixá Oxóssi – guardião das matas e florestas. Nomeada pela revista Forbes como uma das brasileiras mais criativas com menos de 30 anos , Jéssica Ellen mostra que transita por diversas áreas. E com talento. Para ficarmos no tema de seu novo lançamento, é como se a jovem, que também é atriz e está fazendo sucesso na novela ‘Amor de Mãe’ , se inspira em características de Logunedé – Orixá conhecido por misturar ...

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Música negra, branquitude e muita emoção – “A Voz Suprema do Blues”

Esperei muito por essa estreia da Netflix, com Viola Davis e Chadwick Boseman num mesmo cenário e não me arrependi. “A Voz Suprema do Blues” (Ma Rainey’s Black Bottom) traz Ma Rainey, conhecida como a mãe do blues, numa sessão de gravação num estúdio com a sua banda talentosa de homens negros, todos agenciados e produzidos por homens brancos (importante ressaltar). O longa é uma adaptação da peça Ma Rainey Black Bottom, de 1982 escrita por August Wilson e se passa em Chicago na década de 1920, com questões sobre arte, religião, raça e a usurpação e exploração de artistas negros por produtores brancos. As adaptações para que a peça coubesse na tv foram perfeitas e o filme passou a mensagem que deveria, além do entretenimento. Os diálogos entre os integrantes da banda de Ma Rainey são incríveis, cheios de emoção e simpatia. É possível perceber, mesmo sem conhecer a ...

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Charley Pride canta em apresentação durante o 54º CMA Awards em Nashville, Tennessee (EUA), no dia 11 de novembro deste ano — Foto: Terry Wyatt/Getty Images via AFP/Arquivo

Charley Pride, pioneiro negro da música country, morre de Covid-19 aos 86 anos

Charley Pride, pioneiro músico negro de country music dos EUA, morreu aos 86 anos, vítima de complicações da Covid-19, anunciou seu agente neste sábado (12). Ele era conhecido por sucessos como “Kiss an angel good mornin’” e “Is anybody goin’ to San Antone”, entre outros hits. No mês passado, Pride havia sido homenageado pela Country Music Association com o prêmio Willie Nelson pelo conjunto de sua obra. Na ocasião, ele se apresentou pela última vez, em uma transmissão na qual cantou “Kiss an angel good mornin’”, de 1971, ao lado de Jimmie Allen. Pride nasceu em Sledge, Mississippi, em 1934, e trabalhou na colheita de algodão e jogou beisebol na liga de negros, trabalhou em uma fundição em Montana e serviu no Exército antes de se tornar a primeira estrela negra da música country dos Estados Unidos. Ele apareceu 52 vezes no Top 10 de músicas country, 29 vezes no número ...

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Emicida canta AmarElo no Theatro Municipal de São Paulo em 2019 (Foto: Jef Delgado)

Em AmarElo – É Tudo Para Ontem, Emicida e Fióti dão aula de ficar para história – de fazer preto se orgulhar e branco pensar

"O que tentamos expandir é o grande direito de existir, mano. Não resistir. Resistir já é uma resposta, então a resistência já te coloca num lugar secundário, porque você precisa responder a uma estrutura. AmarElo é um grande manifesto pelos direitos de poder existir sem precisar responder à opressão" - Emicida. Emicida no Theatro Municipal de São Paulo em 2019 (Foto: Jef Delgado) Emicida chegará em 2021 subindo em um novo patamar da música brasileira. O rapper lança, em 8 de dezembro de 2020, o documentário AmarElo - É Tudo Para Ontem pela Netflix (produção de Evandro Fióti e direção de Fred Ouro Preto). À primeira vista, parece uma produção sobre o disco dele, lançado sob o mesmo nome em 2019, e o maravilhoso show de estreia no Theatro Municipal de São Paulo. Mas é muito além disso: é uma verdadeira aula de história digna de ...

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FOTO: SIA KAMBOU/AFP

Uma homenagem da diáspora para Manu Dibango

A palavra “mano” não era uma palavra típica da nossa família. O “mano” chegou através de um irmão que viveu muitos anos no Rio de Janeiro, voltando pra Salvador o trouxe pra minha família e, volta e meia aqui na diáspora reencontro esse falar brasileiro. A gente gosta de irmandades. Mas o mano aqui é um grande irmão musical que não nasceu dentro da minha família sanguínea e sim dentro da minha família panafricana. Morando aqui na Alemanha é que vim conhecer esse “mano”, que é Manu Dibango. Nascido em Douala, maior cidade dos Camarões, ele veio ao mundo dia 12 de dezembro de 1933. Filho de um pai do grupo Yabassi e a mãe uma Duala. No ano de 1950 ele começa a aprender a tocar piano, mais tarde vai para a França para estudar música e lá começa a tocar nas noites de Paris o que traz grandes ...

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John Legend (Karwai Tang/Getty Images)

John Legend ganha prêmio das Nações Unidas por defesa dos direitos humanos no setor artístico

Os Direitos Humanos das Nações Unidas concedeu a John Legend o seu segundo prêmio anual de High Note Global em reconhecimento à sua carreira como músico e ativista que luta por justiça social. Legend compartilhou um pequeno vídeo com um discurso de aceitação, dizendo: “Eu acredito no poder da música para nos inspirar, para conectar nossos corações, para dar voz a sentimentos para os quais palavras por si só não são suficientes, para nos acordar da complacência, para galvanizar e impulsionar os movimentos sociais. Os artistas têm uma rica tradição de ativismo. Temos uma oportunidade única de alcançar as pessoas onde elas estão, além das divisões políticas e das fronteiras. Tive o privilégio de usar a minha voz e a minha plataforma para promover a causa da equidade e da justiça. ” Ao longo de sua carreira de 20 anos, Legend esteve intimamente envolvido com uma variedade de causas. Em ...

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Dandara Manoela - Foto: Bolívar Alencastro

Dandara Manoela convoca todas as Orixás femininas em “Pretas Yabás”

A cantora e compositora catarinense Dandara Manoela convoca todas as Orixás femininas em seu novo single, “Preta Yabás”. A canção é uma grande exaltação à potência e ao protagonismo da mulher negra. De forma poética, exalta sua resistência e ancestralidade. Dandara Manoela - Foto: Bolívar Alencastro "A música ‘Pretas Yabás’ aborda o deslocamento simbólico das mulheres negras da base da pirâmide social, do lugar mais silenciado e negligenciado, para o centro, o foco. Faz menção ao espaço que elas vêm ocupando, com muito esforço e luta diária, para serem ouvidas, terem mais acessos e direitos garantidos", explica Dandara Manoela. "A música é um lembrete de que todas as mulheres negras são rainhas, eram em África e continuam sendo aqui”, complementa Renata Schlickmann, produtora executiva do projeto. Dandara Manoela - Foto: Bolívar Alencastro A produção musical é assinada por Érica Silva (Mulamba). "’Pretas ...

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Tadeu Kaçula / Thalma de Freitas , Foto Kaylaree ferphoto/ Fernando Alabê Foto Divulgação

Tadeu Kaçula, Thalma de Freitas e Fernando Alabê participam de ciclo de palestras gratuito

 Composto por um intenso ciclo de palestras e bate-papos o “Sons de Diáspora: Histórico Social da Música Negra no Brasil” acontece a partir do dia 1º de dezembro e tem programação aberta, com transmissão ao vivo e completamente gratuita, até o dia 10. Produzido por Mila Felix, ex-produtora do programa “Manos e Minas”, pesquisadora, especialista em marketing e curadora musical, o projeto traz representantes ativos de ritmos como o Samba, o Afoxé, o Rap, o Jazz, o Reggae, o Soul, o Sambalanço e o Samba-Rock. Artistas como o sambista Tadeu Kaçula, a atriz e cantora de jazz Thalma de Freitas e o fundador do bloco Ilu Inã Fernando Alabê, irão compartilhar seus saberes práticos e teóricos. As atividades serão transmitidas no Facebook e Youtube do evento sempre, às 19h. A realização tem apoio do edital do Proac (Programa de incentivo à cultura da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do ...

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 Instagram/@teresacristinaoficial/Reprodução

Instagram e a liberdade de expressão na rede: o caso @teresacristinaoficial

Durante a pandemia do COVID-19 o Instagram virou uma janela para o mundo. Por meio da transmissão de vídeos em tempo real, as lives, aproximou celebridades, marcas, intelectuais dos seus públicos. Os brasileiros foram produtores ativos de conteúdo nesta plataforma - na qual são a terceira maior audiência. Na frenética agenda de lives disponíveis, os shows diários da cantora Teresa Cristina ganharam destaque. A artista fez uma curadoria de conteúdo e reuniu um público crescente. Após seis meses ininterruptos de apresentações, Teresa sofreu ataques de hackers e teve que interromper o diálogo com os seus fãs. A negligência do Instagram diante das invasões motiva uma reflexão sobre o princípio da neutralidade da rede e sobre a liberdade de expressão. Teresa é carioca, negra, moradora da Vila da Penha e uma enciclopédia da música brasileira. Cantando à capela, a sambista “aglomerou” digitalmente convidados como Gilberto Gil, Chico Buarque, Caetano, Zeca Pagodinho, ...

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Foto: Helen Salomão / Divulgação

O ser malungo e as parcerias para além do tumbeiro

Em poucas palavras, deixo aqui algumas reflexões sobre a música “Saudação Malungo” de Luedji Luna em parceria com Djonga e Dj Nyack. São poucas as minhas palavras mas carregadas de profundidade, assim como a música em questão. Na versão de Saudação Malunga presente no EP “Mundo”, uma seleção de 5 faixas remixadas publicado em 2019, Luedji é chão intemporal para a lírica de Djonga, que segue, talvez, uma linearidade do tempo, conhecido como passado - presente - futuro. Luedji parte de Angola, Congo, processos e revoluções, unindo- nos como companheiros que levantaram e sustentaram seus territórios, parceiros juntos na mesma embarcação. Refletir sobre a relação entre povos companheiros de luta espalhados ao longo do continente americano me lembra Nego Bispo no texto “Somos da terra”, presente na edição nº 12 da revista “Piseagrama”. Bispo desenvolve o termo transfluência a partir da observação do movimento das águas pelo céu, buscando entender ...

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James Van Der Zee / The Folklore Research Center, Universidade Hebraica de Jerusalém por meio da National Library of Israel Digital Collection

Cantores Judeus Negros de 100 anos atrás redescobertos graças a gravações raras

Anúncios de jornal do início da década de 1920 para o blockbuster New York Yiddish stage mostram Dos Khupe Kleyd (O vestido de noiva) e Yente Telebende ( Loquacious Battle ‐ Axe), apresentando um artista negro entre os artistas em destaque. Era Thomas LaRue , um cantor de língua iídiche amplamente conhecido no período entre guerras como der schvartzer khazan (O Cantor Negro). Embora esquecido há muito tempo, LaRue (que às vezes usava o sobrenome Jones) estava entre os favoritos do teatro iídiche e da música relifiosa. Supostamente criado em Newark, New Jersey, por uma mãe solteira que foi atraída pelo judaísmo, ele até atraiu o interesse de fora dos EUA. LaRue foi agendada para mais de uma turnê europeia na década de 1930, mas o público e os críticos nas comunidades judaicas na Polônia e na Alemanha eram um pouco mais céticos do que os americanos. Embora muitos tenham ...

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Capa do álbum 'Apresentamos nosso Cassiano', de Cassiano — Foto: Reprodução

A história de Cassiano, o gênio esquecido e ícone da música negra brasileira

Cassiano tem seu nome marcado na história da música, mas, infelizmente, é pouco conhecido das novas gerações. Sua qualidade como cantor e compositor o coloca no mesmo nível que Tim Maia, porém, injustamente, com menos holofotes. Genival Cassiano dos Santos nasceu em um bairro pobre da cidade de Campina Grande, na Paraíba. Quando criança, aprendeu os primeiros acordes de violão com seu pai, amigo íntimo da fera Jackson do Pandeiro. Ao chegar com a família ao Rio de Janeiro, em meio a um grande processo migratório, Cassiano conseguiu emprego de servente de pedreiro. Nos horários e dias de folga, aproveitava para treinar acordes de violão e bandolim. Durante os anos 60, período em que a música negra, principalmente o soul, passavam a fazer cada vez mais sucesso, o cantor se junta com Hyldon e outros músicos e formam a banda “Bossa Trio” que, mais tarde, se converteria em os “Diagonais”, ...

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Sun Ra e sua Arkestra, 23 de setembro de 1978. Foto: Leni Sinclair/Getty Images |

Eu sou… Hipólita! Território Lovecraft e a contemporaneidade jazz afrofurista revolucionária de Sun Ra

A série televisiva “Território Lovecraft” tem gerado uma série de reflexões e discussões acerca de suas problematizações sobre o racismo enquanto elemento fundante e característico dos Estados Unidos da América e, principalmente, dos processos de resistências das populações afrodescendentes em meio a esta realidade. Baseada no livro de mesmo nome, do autor Matt Ruff, que desenvolve uma ressignificação  das principais características da estilística ficcional de H. Lovecraft  - um escritor orgulhoso de seu racismo e misoginia - ao buscar construir os personagens centrais de seu romance enquanto negros, pessoas das mais variadas subjetividades e gêneros, em uma luta constante contra o maior e verdadeiro monstro do Cthulhu (1), que seria o racismo em suas mais variadas formas e infinitos tentáculos.  Nesse sentido, fazendo-se na série ser comum a apresentação de expressões culturais e políticas afrodiaspóricas - em geral à partir de suas ocorrências e influências em território norte-americano, país em ...

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