Tag: musica negra

     Instagram/@teresacristinaoficial/Reprodução

    Instagram e a liberdade de expressão na rede: o caso @teresacristinaoficial

    Durante a pandemia do COVID-19 o Instagram virou uma janela para o mundo. Por meio da transmissão de vídeos em tempo real, as lives, aproximou celebridades, marcas, intelectuais dos seus públicos. Os brasileiros foram produtores ativos de conteúdo nesta plataforma - na qual são a terceira maior audiência. Na frenética agenda de lives disponíveis, os shows diários da cantora Teresa Cristina ganharam destaque. A artista fez uma curadoria de conteúdo e reuniu um público crescente. Após seis meses ininterruptos de apresentações, Teresa sofreu ataques de hackers e teve que interromper o diálogo com os seus fãs. A negligência do Instagram diante das invasões motiva uma reflexão sobre o princípio da neutralidade da rede e sobre a liberdade de expressão. Teresa é carioca, negra, moradora da Vila da Penha e uma enciclopédia da música brasileira. Cantando à capela, a sambista “aglomerou” digitalmente convidados como Gilberto Gil, Chico Buarque, Caetano, Zeca Pagodinho, ...

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    Foto: Helen Salomão / Divulgação

    O ser malungo e as parcerias para além do tumbeiro

    Em poucas palavras, deixo aqui algumas reflexões sobre a música “Saudação Malungo” de Luedji Luna em parceria com Djonga e Dj Nyack. São poucas as minhas palavras mas carregadas de profundidade, assim como a música em questão. Na versão de Saudação Malunga presente no EP “Mundo”, uma seleção de 5 faixas remixadas publicado em 2019, Luedji é chão intemporal para a lírica de Djonga, que segue, talvez, uma linearidade do tempo, conhecido como passado - presente - futuro. Luedji parte de Angola, Congo, processos e revoluções, unindo- nos como companheiros que levantaram e sustentaram seus territórios, parceiros juntos na mesma embarcação. Refletir sobre a relação entre povos companheiros de luta espalhados ao longo do continente americano me lembra Nego Bispo no texto “Somos da terra”, presente na edição nº 12 da revista “Piseagrama”. Bispo desenvolve o termo transfluência a partir da observação do movimento das águas pelo céu, buscando entender ...

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    James Van Der Zee / The Folklore Research Center, Universidade Hebraica de Jerusalém por meio da National Library of Israel Digital Collection

    Cantores Judeus Negros de 100 anos atrás redescobertos graças a gravações raras

    Anúncios de jornal do início da década de 1920 para o blockbuster New York Yiddish stage mostram Dos Khupe Kleyd (O vestido de noiva) e Yente Telebende ( Loquacious Battle ‐ Axe), apresentando um artista negro entre os artistas em destaque. Era Thomas LaRue , um cantor de língua iídiche amplamente conhecido no período entre guerras como der schvartzer khazan (O Cantor Negro). Embora esquecido há muito tempo, LaRue (que às vezes usava o sobrenome Jones) estava entre os favoritos do teatro iídiche e da música relifiosa. Supostamente criado em Newark, New Jersey, por uma mãe solteira que foi atraída pelo judaísmo, ele até atraiu o interesse de fora dos EUA. LaRue foi agendada para mais de uma turnê europeia na década de 1930, mas o público e os críticos nas comunidades judaicas na Polônia e na Alemanha eram um pouco mais céticos do que os americanos. Embora muitos tenham ...

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    Capa do álbum 'Apresentamos nosso Cassiano', de Cassiano — Foto: Reprodução

    A história de Cassiano, o gênio esquecido e ícone da música negra brasileira

    Cassiano tem seu nome marcado na história da música, mas, infelizmente, é pouco conhecido das novas gerações. Sua qualidade como cantor e compositor o coloca no mesmo nível que Tim Maia, porém, injustamente, com menos holofotes. Genival Cassiano dos Santos nasceu em um bairro pobre da cidade de Campina Grande, na Paraíba. Quando criança, aprendeu os primeiros acordes de violão com seu pai, amigo íntimo da fera Jackson do Pandeiro. Ao chegar com a família ao Rio de Janeiro, em meio a um grande processo migratório, Cassiano conseguiu emprego de servente de pedreiro. Nos horários e dias de folga, aproveitava para treinar acordes de violão e bandolim. Durante os anos 60, período em que a música negra, principalmente o soul, passavam a fazer cada vez mais sucesso, o cantor se junta com Hyldon e outros músicos e formam a banda “Bossa Trio” que, mais tarde, se converteria em os “Diagonais”, ...

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    Sun Ra e sua Arkestra, 23 de setembro de 1978. Foto: Leni Sinclair/Getty Images |

    Eu sou… Hipólita! Território Lovecraft e a contemporaneidade jazz afrofurista revolucionária de Sun Ra

    A série televisiva “Território Lovecraft” tem gerado uma série de reflexões e discussões acerca de suas problematizações sobre o racismo enquanto elemento fundante e característico dos Estados Unidos da América e, principalmente, dos processos de resistências das populações afrodescendentes em meio a esta realidade. Baseada no livro de mesmo nome, do autor Matt Ruff, que desenvolve uma ressignificação  das principais características da estilística ficcional de H. Lovecraft  - um escritor orgulhoso de seu racismo e misoginia - ao buscar construir os personagens centrais de seu romance enquanto negros, pessoas das mais variadas subjetividades e gêneros, em uma luta constante contra o maior e verdadeiro monstro do Cthulhu (1), que seria o racismo em suas mais variadas formas e infinitos tentáculos.  Nesse sentido, fazendo-se na série ser comum a apresentação de expressões culturais e políticas afrodiaspóricas - em geral à partir de suas ocorrências e influências em território norte-americano, país em ...

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    Foto: Helen Salomão / Divulgação

    Luedji Luna firma parcerias com escritoras e poetas negras em álbum imerso em referências aquáticas

    Caracterizado como disco fluido, imerso em referências aquáticas, como indica a capa que expõe foto tirada por Peu Fernandes na Bahia, o segundo álbum de Luedji Luna constrói narrativa criada com o objetivo de dar autonomia à mulher preta para que ela expresse os próprios sentimentos e desejos em sociedade ainda pautada pelo machismo. Para fortalecer esse conceito, a cantora e compositora baiana firma parcerias com escritoras e poetas negras na criação e gravação desse álbum intitulado Bom mesmo é estar debaixo d'água e programado para chegar ao mercado fonográfico na quarta-feira, 14 de outubro, com a missão de manter o status alcançado por Luedji Gomes Santa Rita com o primeiro álbum, Um corpo no mundo, apresentado em 2017. Anunciado em setembro com a edição do single com a música-título Bom mesmo é estar debaixo d'água, o segundo álbum da artista embute trecho de poema da escritora mineira Conceição Evaristo ...

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    A cantora de R&B H.E.R, e sua Stratocaster "Chrome Glow" da Fender (Reprodução/YouTube)

    H.E.R. é a primeira mulher negra a lançar guitarra assinada em toda história da Fender

    Com certeza absoluta você conhece o nome “Fender”, já que a fabricante de guitarras é uma das mais importantes de todos os tempos. Em sua história de 74 anos, a empresa já lançou diversos instrumentos musicais com assinaturas de músicos importantes, mas nesse tempo todo nunca havia tomado essa iniciativa com uma mulher negra. Isso acabou de mudar porque a talentosíssima H.E.R. disponibilizou um modelo dela que, inclusive, teve sua estreia em grande estilo. Guitarra Fender da H.E.R. A primeira vez do modelo Stratocaster da H.E.R. aconteceu no último final de semana, durante o EMMY, quando ela tomou o palco de assalto para mandar ver em uma belíssima versão de “Nothing Compares 2 U”, do Prince. Você pode ver essa apresentação por aqui e dar uma olhada na guitarra, que está custando cerca de 6 mil reais, por aqui.

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    Foto de Lauryn Hill via Shutterstock

    Lauryn Hill tem o melhor disco de Rap da história segundo a Rolling Stone

    A incrível Lauryn Hill acaba de ser coroada como a artista que tem o melhor disco de rap da história. Com a atualização da lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos divulgada pela revista Rolling Stone americana nesta semana, a ex-vocalista do Fugees teve seu trabalho citado entre as dez primeiras posições do ranking. The Miseducation of Lauryn Hill ficou justamente na décima colocação da tabela, inclusive à frente do disco dos Beatles que liderava a lista original feita em 2003, atualizada em 2012 e agora novamente. O material lançado em 1998 contou com composições e produção da artista e chegou a ganhar o Grammy. Com fortes traços do Hip Hop, também incorpora elementos de Soul e R&B. Lauryn Hill Justificando sua escolha, a publicação escreveu que o trabalho de Lauryn Hill deixou um legado profundo por ter sido feito numa época em que pop estava se tornando ...

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    Foto: Ignácio Ferreira/ Agência O Globo

    Para que não se deixe de cantar: Jovelina Pérola Negra e o seu samba de sorriso aberto

    Ahhhhh, o samba! Manifestação popular em forma de oração que veio dar no Brasil enquanto expressão de canto e dança para se louvar a esperança de um novo viver, de novos cotidianos livres de toda dor, sofrimento e preconceito. Expressão cultural de resistências e sobrevivências afro-brasileiras ante ao nosso racismo secular, além de memorial vivo de ancestralidades e saberes afro em uma sociedade historicamente estruturada para negar e, em último caso, destruir – física e psicologicamente – toda importância e qualquer virtude de sociabilidades negras.  Muito mais do que uma “simples” forma de canção, é uma oração que portanto visa o reconectar dos seus a algo maior do que as agruras do mundo material, possibilitando-lhes o ato de religar com as suas origens e com a sua potencialidade de sujeito transformador do mundo que o cerca, sendo Jovelina Pérola Negra, nesse sentido, uma de suas maiores vozes e intérpretes, uma ...

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    Tiganá Santana (Foto: José de Holanda / Divulgação)

    ‘Branquitude não se compromete com luta antirracista’, diz Tiganá Santana

    O compositor Tiganá Santana, 38 anos, seria diplomata se não fosse a paixão pela música. Sua mãe, Arany Santana, sonhava que o filho pudesse entrar para o Itamaraty. Negro, ele desconstruiria ali o racismo enraizado na história do país que é "o grande paraíso do segregacionismo", como afirma o cantor. Na família de fundadores do Movimento Negro da Bahia e dirigentes do bloco afro Ilê Aiyê, Tiganá encontrou, aos 14 anos, outra trincheira na luta antirracista: a musicalidade. Considerado o primeiro compositor brasileiro a gravar um disco nos idiomas africanos quicongo, quimbundo, wolof e mandinka ("Maçalê", de 2009). Tiganá conecta música e filosofia em suas canções. Com dois novos álbuns recém-lançados - "Vida-Código", em fevereiro, e "Milagres", de julho — em que faz uma revisita a "Milagre dos Peixes", de Milton Nascimento, censurado pela ditadura militar em 1973 —, o compositor também se debruça sobre os escritos do congolês Bunseki ...

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    Beyoncé (Getty images)

    No aniversário de 39 anos de Beyoncé, relembre 5 vezes em que a cantora revolucionou a indústria musical

    Beyoncé Giselle Knowles-Carter, ou simplesmente Beyoncé, completa 39 anos nesta sexta-feira, 04 de setembro de 2020. Diva pop, mãe e ativista social, a cantora tem um legado simbólico para o show-business que vai além da música! O POPline preparou uma matéria especial mostrando 5 momentos em que Beyoncé revolucionou a indústria musical! 1. Ao ser a mulher mais premiada em uma única edição do Grammy Beyoncé fez história em 2010 quando foi a vencedora em 6 categorias do Grammy em 2010 pelo álbum “I Am… Sasha Fierce“. Até hoje, nenhuma outra cantora superou esse número de prêmios em uma só noite. Porém, isso é muito simbólico para além da quantidade de Grammies. Beyoncé é uma mulher negra norte-americana e nos Estados Unidos até 1957 existia o regime de segregação racial, em que negros não poderiam frequentar os mesmos locais que brancos. O preconceito racial era tão grande que a atriz Hattie McDaniel, vencedora do Oscar de melhor ...

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    Marvvila - Foto: Guto Costa

    Com apenas 21 anos, Marvvila é a representação feminina que o pagode precisava: “Quero levar essa força”

    Se o Pop o Sertanejo contam com personalidades femininas fortes, já era hora do pagode e o samba terem sua própria estrela! Marvvila, de 21 anos, é a nova aposta da gravadora Warner Music BR para trazer representatividade para o estilo musical. Nascida em Bento Ribeiro, subúrbio do Rio de Janeiro, a cantora acaba de lançar o seu primeiro single, Dizendo por Dizer, que estreou na última terça-feira (1°) nas principais plataformas de streaming. Para ficarmos por dentro da trajetória dela, a todateen bateu um papo exclusivo com a cantora. Confira! onde tudo começou Marvvila começou cantando aos cinco anos de idade na igreja, mas foi só na sua adolescência que percebeu que tinha o sonho de trabalhar com música. “Principalmente depois da minha participação no The Voice Brasil, em 2016. Demorei para encarar a música como uma profissão.”, conta. A artista ainda lembra com carinho da experiência de participar ...

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    Reprodução/Instagram

    Ludmilla se torna 1ª mulher negra latina com 1 bilhão de streams no Spotify

    Ludmilla quebrou um novo recorde ao se tornar a primeira cantora negra latina com 1 bilhão de streams em suas músicas no Spotify. Ao anunciar a nova marca, na manhã de hoje, a artista relembrou o início da carreira e destacou a representatividade por trás do feito. "Quando comecei a cantar, aos 15 anos, fazendo shows em cima de cadeiras — porque não tinha palco para me apresentar — jamais poderia imaginar que eu teria milhões de visualizações, muito menos que chegaria a um BILHÃO", escreveu Ludmilla no post comemorativo, com um vídeo compilando alguns de seus maiores sucessos. "Pra uma mulher preta, que veio da Baixada, isso é muito. E saber que sou a primeira negra latina a fazer isso só me impulsiona e me lembra que, sim, somos possíveis e cada vez mais estamos sendo mais e mais possíveis", continuou a cantora carioca, de apenas 25 anos. Ela ...

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    Foto por Eitan Miskevich

    Public Enemy anuncia novo disco e retorno à Def Jam após 25 anos

    Depois de 25 anos, o Public Enemy está de volta à lendária gravadora Def Jam e vai chegar logo com um novo disco muito em breve. What You Gonna Do When the Grid Goes Down é o título da obra que está prevista para chegar em 25 de Setembro e marca o primeiro lançamento com o nome PE desde Nothing Is Quick in the Desert, de 2017. Falando sobre o trabalho em comunicado (via CoS), o icônico Chuck D comentou: Instituições Culturais são importantes. Ser uma parte integral de uma é uma honra concedida e que deve ser respeitada. As músicas do Public Enemy são para sempre impressões sonoras nas areias do tempo. E é hora — é necessário — trazer o barulho de volta de um lugar chamado casa. Def Jam. Fight the Power 2020. Novo álbum do Public Enemy A primeira prévia divulgada foi o single “State of the Union (STFU)” lá em Junho, e mais recentemente ...

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    Reprodução/Black is King

    A importância de Black is King e aquilo que podemos considerar uma crítica construtiva

    “Creio que quando nós negros contamos nossas próprias histórias podemos mudar o eixo do mundo e narrar a verdadeira história da prosperidade geracional e da riqueza da alma que não se conta em nossos livros de história” Beyoncé O filme musical da cantora pop Beyoncé Knowles, leva o nome de Black is King em referência a realeza negra. Em pouco mais de 1h de duração a Obra-filme traz elementos do movimento afro futurista, reacende o debate político-cultural em torno da identidade africana na diáspora e de como a história contada por nós pretos (as), não falará apenas de miséria, heróis brancos e escravizados pretos. Falar da miséria representa, objetivamente, a intervenção e usurpação do continente Europeu e suas consequências. Falar da riqueza em África significa transcender o debate e lançar luz sob a necessidade de um novo marco civilizacional que considere o legado africano. São debates que surgem com o ...

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    Ilustração: Diogo Carvalho (com design de João Bettencourt)

    Labanta Braço, uma compilação contra o racismo e a intolerância

    O Rimas e Batidas e o Raptilário uniram esforços para criar uma compilação solidária que serve de reacção a eventos recentes (que foram alavancados pelo ódio e racismo que se sentiu por esse mundo fora — com focos mediáticos nos Estados Unidos da América, mas também em Portugal). Labanta Braço reúne faixas de 37 artistas negros e pode ser escutada no Bandcamp. Alexandre Francisco Diaphra, Ângela Polícia, Arekkusu, Bambino, Blaeckfull, Cachupa Psicadélica, Danykas DJ, Deejay Télio, Dellafyah aka Kilu, DJ ADAMM, DJ Lycox, DJ Marfox, DJ Núcleo, DJ Satelite, Dotorado Pro, El Conductor, FRXH, Herlander, Jackpot BCV, Juzicy, Macaia, Mizzy Miles, Nástio Mosquito, Nelassassin, Nelsoniq, Nídia, Nigga Fox, Nzhinga, oseias., PHOEBE, prétu, rkeat, Wake Up Sleep, Slow J, Studio Bros, Tóy Tóy T-Rex e Young Max foram os criativos que aceitaram deixar a sua marca neste Labanta Braço. A capa é um trabalho da dupla Diogo Carvalho (ilustração) e João ...

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    O Cantor Péricles (Foto: Divulgação/Angelo Pastorello)

    Péricles diz que sucesso na música trouxe respeito a ele: ‘Homem negro e gordo’

    O cantor Péricles está ativo na música desde os anos 80, quando se juntou ao grupo Exaltasamba. Com vários hits em mais de 30 anos de carreira, o artista reconhece que o sucesso fez com que muitas pessoas o respeitassem. O assunto foi abordado durante uma live concedida ao perfil da ‘GQ Brasil’ no Instagram, com transcrição do ‘Uol’. Durante o papo, o cantor refletiu sobre a fama e o reconhecimento na música. “A música foi uma porta para que eu pudesse proporcionar uma vida melhor para minha família. A música me proporcionou respeito, para que eu, homem negro e gordo, pudesse chegar nos lugares”, disse. Péricles acredita, inclusive, que esse mesmo respeito será transferido a seus filhos – especialmente Maria Helena, nascida no início de 2020. “Ela vai ser uma mulher, negra, numa sociedade que não respeita ninguém. Mas ela vai ter o amor da família e espero que ...

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    DISNEY+/REPRODUÇÃO

    ‘Black is King’ de Beyoncé: imperialismo e representações negras no mainstream audiovisual estadunidense e raça e história como discursos

    Temos de começar este texto fazendo referência a uma recente colocação da respeitada professora e pesquisadora Lilia Schwarcz que, em artigo no jornal Folha de S. Paulo, escreveu que com relação ao seu novo álbum visual "Black is King" a cantora Beyoncé recorre a imagens estereotipadas  “e cria uma África caricata perdida no tempo das savanas isoladas”, “com muito figurino de oncinha, leopardo, brilho e cristal”. Depois, Lilia “ensina a ‘nosotros’” que já faz tempo que populações negras “tiraram a África do lugar da barbárie e revelaram um continente repleto de filosofias, cosmologias, técnicas, religiões, culturas materiais, imateriais e estéticas visuais”. Por fim, alegando que o novo álbum visual de Beyoncé representa uma “África essencial e idílica”, Lilia indaga que talvez esteja na hora de “Beyoncé sair um pouco de sua sala de jantar e deixar a história começar outra vez, e em outro sentido”.  Iremos tentar fazer aqui uma crítica mais aprofundada à produção ...

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    VALDA NOGUEIRA/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL

    Black is King: álbum visual de Beyoncé já é histórico

    Você sabia que os egípcios eram negros? Aprendeu sobre História Africana na escola? Leu intelectuais negros na universidade? O apagamento da produção de conhecimento negra, também chamado de epistemicídio, é uma das formas de invisibilização produzidas pelo racismo. Em Black Is King, Beyoncé desafia as forças de morte impostas à cultura africana e mostra que, apesar de todas as tentativas de estigmatizar o que é negro como feio, ruim ou perigoso, nossa ancestralidade tem muito a nos oferecer. O processo de conscientização racial não é indolor. Uma pessoa negra, que vive na diáspora africana, fruto do sequestro em massa que deu origem ao sistema escravocrata no mundo há séculos atrás, precisa descobrir sozinha qual caminho percorrido por seus ancestrais. Não aprendemos sobre os antigos reinos africanos, não sabemos as histórias de grandes líderes, de civilizações e de invenções produzidas pelo continente, não sabemos nem de onde nossos familiares vieram ou ...

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    O saxofonista norte-americano John Coltrane CHUCK STEWART PHOTOGRAPHY

    Alabama de John Coltrane, o Jazz contra o racismo

    A clássica e triste canção “Alabama” de John Coltrane, um canto emocionante contra o racismo e um grito em favor dos excluídos ao som do saxofone mais conhecido da história do Jazz. A história dos Estados Unidos fez o negro viver o pesadelo americano de uma forma dura e cruel durante muitos anos (e ainda faz). Uma das contribuições mais importantes da cultura afroamerciana para o mundo foi o Jazz. Esse ritmo, criado por escravizados e ex-escravizados, à beira dos riachos, sempre transpareceu a tristeza e luta dos negros por liberdade e igualdade de direitos. Na primeira metade do Século XX era difícil para os negros até adorarem a Deus sendo segregados em igrejas de bairros pobres, sem energia elétrica e instrumentos de qualidade para o louvor. As vozes dos adoradores negros precisavam ser mais ressonantes e a sincronia e arranjos mais bem construídos, pois a música fazia seus corações ...

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