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Loja pede para que mulher negra alise o cabelo para contratá-la

Loja pede para que mulher negra alise o cabelo para contratá-la

Ela foi informada que deveria alisar o cabelo para conseguir um emprego.

Do Mídia Bahia 

Na discussão da Comissão Parlamentar do Reino Unido sobre “saltos altos e código de vestimenta no trabalho”, a Harrods está sendo criticada após acusações de práticas discriminatórias. Uma mulher negra, que se candidatou a um trabalho nesta famosa loja de departamentos de Londres, foi incentivada a alisar os cabelos para parecer mais “profissional” e ter maiores chances de conseguir a vaga.

O comentário ocorreu durante uma entrevista supostamente conduzida por um agente da TBC Management, relata o Telegraph. Nicola Thorp, de 27 anos, testemunhou perante o Parlamento: “Em uma das entrevistas que participei, a recrutadora que realizou a entrevista (em nome da Harrods) disse que eu “precisava de um makeover”. A agente supostamente apontou para o cabelo da mulher e disse: “Você não pode trabalhar para mim a menos que alise o cabelo, pois o estado atual dele não soa profissional”.

Esse caso foi apenas o último envolvendo muitas mulheres negras, seus penteados e locais de trabalho. Em 2016, Rachel Sakabo foi despedida do St. Regis em Nova York, após ter sido convidada a remover seus dreadlocks. Os gestores do hotel declararam oficialmente que Sakabo não representava a cultura do estabelecimento, embora tenham sido incapazes de fornecer detalhes específicos.

Esse tipo de discriminação se estende a adolescentes em busca de empregos de meio-período: Tyler House, de 16 anos, conseguiu um trabalho num cinema local de Illinois só para ser demitida no primeiro dia de trabalho porque “dreads não eram permitidos” pela empresa.

Nos Estados Unidos, a discriminação dos dreadlocks não é sequer ilegal. Chastity Jones, uma mulher negra do Alabama, teve uma oferta de emprego cancelada por causa de seu penteado. Disseram a Jones, explicitamente, que o problema eram seus cabelos. Seu potencial empregador teria dito que pessoas que usam dreadlocks “tendem a ser bagunçadas, embora não estivesse dizendo que esse era o caso dela”.

Jones procurou o Equal Employment Opportunity Commission, que processou a empresa por discriminação. Ela perdeu o caso. Aos olhos do tribunal, como os dreadlocks não são uma ‘característica inalterável’ da raça negra, o motivo não era, tecnicamente, uma discriminação racial.

Enquanto os tribunais discutem o que é ou não discriminação, pessoas estão perdendo seus empregos como resultado do preconceito. A Equality and Human Rights Commission do Reino Unido está examinando questões de discriminação racial e de gênero nos ambientes de trabalho, então só podemos esperar que essas práticas discriminatórias não cruzem continentes. A Harrods e a TBC Management não quiseram comentar o ocorrido. Informações: Yahoo notícias.

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