Mulheres têm mais estudo, mas ainda ganham menos do que os homens, diz IBGE

As mulheres têm, em média, um ano a mais de estudos que os homens, informou nesta sexta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A escolaridade média das pessoas do sexo feminino em áreas urbanas é de 9,2 anos. Já a dos homens não passa de 8,2 anos de estudos.

Fonte: Folha Online

Nas áreas rurais, as mulheres têm 5,2 anos de estudos, em média. Os homens continuam atrás nessa comparação, com apenas 4,4 anos médios de estudos.

 

Já entre as pessoas com 12 anos ou mais de estudos, ou seja, inseridas no nível superior, a diferença é ainda maior. De cada cem pessoas com esse tempo de estudos, 56,7 são mulheres e 43,3 são homens.

 

Mesmo com maior escolaridade, a proporção de mulheres dirigentes é menor. Do total de pessoas do sexo feminino inseridas no mercado de trabalho, 4,4% são dirigentes. Entre os homens, essa proporção é de 5,9%.

 

Cerca de metade das mulheres brasileiras trabalham. Em 2008, 47,2% das mulheres do país estavam empregadas. Se comparado a 1998, verifica-se um significativo aumento na proporção de mulheres que passaram a trabalhar. Naquela época, 42% estavam inseridas no mercado.

 

Se as mulheres apresentam maior nível de escolaridade, a proporção é diferente em relação aos rendimentos. Em todas as posições de ocupação, os homens ganham mais. Na posição de empregador, a mulheres recebem, em média, R$ 2.497 mensais, 22% a menos do que os empregadores do sexo masculino.

 

Entre os trabalhadores domésticos, a diferença permanece. As trabalhadoras sem carteira, por exemplo, ganham, em média, R$ 298 mensais. Já os homens dessa classe de trabalho têm rendimento médio de R$ 404.

 

Os dados fazem parte da Síntese dos Indicadores Sociais 2009, feita com base em dados da Pnad 2008 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). A pesquisa verificou ainda que 136 mil meninas de 10 a 15 anos são trabalhadoras domésticas. Do total de mulheres no mercado, 15,8% fazem trabalhos deste tipo. Entre os homens, a proporção é de apenas 0,8%.

 

Ainda no campo do trabalho doméstico, o IBGE constatou uma elevada participação de trabalhadoras de cor preta ou parda. Enquanto na população total feminina 51,5% se declaram preta ou parda, em meio às trabalhadoras domésticas, 60,9% são dessa classe racial.

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