sexta-feira, dezembro 2, 2022
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Nordeste lidera criação de vagas formais na era Lula

Ocupações formais nos Estados da região aumentaram 27,4% entre 2001 e 2009


O Nordeste foi a região que apresentou maior crescimento na quantidade de vagas formais entre 2001 e 2009, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada) divulgado nesta quinta-feira (27).

No período, as ocupações formais nos Estados da região aumentaram 27,4%. No entanto, destaca o Ipea, o Nordeste é a região que apresenta a menor formalização no país, com apenas 30% das vagas encaixadas neste perfil.

Por outro lado, o Sudeste continua na liderança das vagas formalizadas: 53,6% dos empregos da região eram formais em 2009, contra 47% em 2001. Entretanto, o Sudeste apresentou o menor crescimento de vagas formais, com alta de 14%.

O Norte é o segundo do ranking de regiões com o maior crescimento de postos formais, com ampliação de 24,6%. Entre 2004 e 2009, as ocupações formais passaram de 26,5% para 33% entre os empregados da região.

No Centro-Oeste, tanto as ocupações formais como as informais cresceram entre 2001 e 2009, o que, segundo o Ipea, “evidencia uma forte expansão da ocupação nessa região”. O Sul apresentou queda de 2,6% no número absoluto de vagas informais.

Anos de estudo x emprego

O estudo verificou ainda que quanto mais tempo o trabalhador passar nos bancos escolares e da universidade, maior a chance de conquistar um emprego formal. Quase 70% dos empregados formais têm 15 anos ou mais de estudo.

A quantidade de trabalhadores formalizados subiu 9% entre 2001 e 2009, de acordo com o instituto. O nível de crescimento é o mesmo entre aqueles que têm até três anos de salas de aula. No entanto, pouco mais de 20% destes trabalhadores fazem parte do mercado de trabalho formal.

O trabalho formal cresceu em todas as faixas de estudo entre 2001 e 2009, com exceção dos trabalhadores que têm entre oito e dez anos de escolaridade, em que o nível de formalização caiu de 44,6% para 41,6%. Apesar disso, o Ipea ressalta, que, no geral, os brasileiros precisam completar o antigo segundo grau.

– Percebe-se que o processo de formalização do mercado de trabalho atingiu mais fortemente aqueles com pelo menos o ensino médio completo. Entre aqueles com pelo menos ensino médio completo, o aumento do número absoluto de postos de trabalho formalizados foi mais de 90%.

 

 

Fonte: R7

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