Para Marina, Lula não fez campanha eleitoral em eventos do Dia do Trabalho

A pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, afirmou que a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a eventos do Dia do Trabalho ao lado da pré-candidata do PT Dilma Rousseff não significa que Lula tenha feito campanha eleitoral durante as comemorações. Para Marina, como se trata de um sábado e feriado, Lula não estaria exercendo cargo de presidente.

– Hoje é sábado, então ele (Lula) não está aqui como presidente – afirmou Marina em evento da União Geral dos Trabalhadores na Zona Oeste de São Paulo, a que Lula e Dilma compareceram horas antes.

Marina Silva, que não foi a evento da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo neste Dia do Trabalho, afirmou que não temia ser hostilizada. O presidente Lula compareceu à festa organizada pela CUT, no Memorial da América Latina.

– Não (não tinha receio de ser hostilizada), sou uma fundadora da CUT. Participei desde o movimento pró-CUT até a sua fundação e fui a primeira vice-coordenadora da CUT no estado do Acre. Acabo de chegar de uma viagem e essas centrais (UGT, CTB e Nova Força) me fizeram um convite. Estou respondendo ao convite que me foi feito.

A senadora licenciada comentou a desistência da candidatura à Presidência da República de Ciro Gomes (PPS).

– Ele não desistiu. Ele foi ‘desistido’. Houve uma pressão muito grande para que ele não tivesse a legenda do seu partido. Lamento profundamente. Acho que quem perde é a sociedade brasileira e a democracia. Numa eleição em dois turnos, é fundamental que se tenha um maior leque de propostas e de lideranças para que a sociedade possa fazer livremente suas escolhas.

Marina Silva criticou as pressões feitas para que Ciro não se confirmasse candidato.

– Aqueles que defendem a democracia com palavras, mas na hora de efetivá-las na prática, acho que erraram na dose, na hora que pressionaram o partido do Ciro para que não lhe dessem a legenda.

A pré-candidata do PV defendeu o projeto da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais que tramita no Congresso Nacional, mas sem redução do salário e também a ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da demissão imotivada.

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