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Passistas se unem contra machismo e racismo no Carnaval
Créditos da foto: Reprodução / Facebook Samba, pretinha

Passistas se unem contra machismo e racismo no Carnaval

Projeto ‘Samba, pretinha’ dá voz à mulher no samba

Do Bar de Batom

Reprodução / Facebook Samba, pretinha

Além de campanhas nas ruas, no WhatsAppblocos engajados e fantasias girl power, mais uma iniciativa para combater o machismo no Carnaval está sendo idealizado por passistas cariocas. É o projeto Samba, pretinha, que completa dois anos de sucesso e engajamento contra o preconceito de gênero e de raça na folia.

Larissa NevesMirna MoreiraRafaela Dias e Sabrina Ginga são os nomes das idealizadoras da ação. Todas são passistas da Salgueiro e universitárias – de psicologia, medicina, educação física e ciências sociais, respectivamente. Por meio de palestras em escolas municipais e quadras de escolas de samba, o objetivo das ativistas é dar voz a todas as passistas e debater o papel da mulher no samba.

Tudo começou quando Mirna sofreu ataques racistas nas redes sociais. A partir daí, as amigas decidiram que era o momento de agir. Elas começaram então uma roda de conversa dentro da Salgueiro para debater o assunto e, aí, acabaram percebendo um problema maior: que as passistas não tinham voz, nem dentro e nem fora das escolas de samba.

Foi aí que nasceu o Samba, pretinha. Desde então, essas mulheres tomaram seu lugar de fala e vêm discutindo o machismo e o racismo ainda muito presentes no Carnaval e na relação da sociedade com elas na posição de passistas, passando por temas como hipersexualização e objetificação da mulher negra, autoestima, além de formas de agir e se defender.

Em entrevista recente ao blog de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, Mirna Moreira esclareceu a necessidade da iniciativa. “Esse olhar que nos vê como objeto passa pela questão da não profissionalização das passistas. Não nos levam a sério. Usamos pouca roupa, mas nosso corpo não está disponível. Ele é nosso, ninguém pode terceirizar o que não é seu.”

É HOJEEEE ❤ Ansiedade nível: Só entende quem é Salgueiro!

Uma publicação compartilhada por Mirna Moreira (@mirna3m) em

Esse ano, o projeto segue com ações e promete bastante empoderamento feminino e a exigência de respeito às mulheres tanto na Marquês de Sapucaí, como em outros carnavais e, claro, no ano todo.

Foto: Divulgação/Facebook Samba, pretinha

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