quarta-feira, maio 25, 2022
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Pavilhão das Culturas Brasileiras: Puras Misturas – seminário e lançamento do livro

Programação

08/11/2010

 

14:00 Recepção dos inscritos e de convidados / Atividades culturais

19:30 Abertura solene

20:00 Evento cultural – Apresentação do pianista e compositor Luca Bernar (mais no nosso blog)

20:30 Conferência da professora Manuela Carneiro da Cunha (Universidade de Chicago) O Fundamento da Cultura. A contribuição da antropologia brasileira

 

09/11/2010

8:30

Mesa 1: A produção antropológica e seu contexto
As pesquisas e os estudos de Manuela Carneiro da Cunha marcaram profundamente a prática da Antropologia no Brasil e tiveram grande impacto tanto acadêmico como político. Sua obra abrange temas tais como história indígena, ciência tradicional e identidade étnica, de maneira que é lícito afirmar que sua produção antropológica tanto foi quanto é suscitada pela relevância política das temáticas que ela aborda. Assim como é igualmente pertinente afirmar que sua obra contribuiu para dar relevância a muitos dos temas objetos do seu interesse. Um impacto que, inclusive, vai além das fronteiras do ambiente acadêmico. São os casos, por exemplo, do lugar das sociedades indígenas na historiografia brasileira e dos direitos dos índios à terra, ou, mais recentemente, seus estudos sobre o conhecimento tradicional e os direitos intelectuais das sociedades indígenas e populações tradicionais.

O escopo da presente mesa é, precisamente, debater a produção acadêmica de Manuela Carneiro da Cunha, seja no que se refere aos contextos – intelectual, político – em que seus estudos foram e são produzidos, seja em relação às contribuições teóricas e políticas de seus trabalhos e aos diálogos intra e inter-disciplinares que permeiam sua produção antropológica mais especificamente no campo do método estrutural.

 

Participantes:

Mauro W. Barbosa de Almeida (Unicamp);
Ennio Candotti (Diretor do MUSA – Museu da Amazônia);

Coordenador: Christina de  Rezende Rubim (Unesp-Marília)
Debatedor: Eduardo Viveiros de Castro (Museu Nacional)

14:30

Sessão de Vídeo: Os Intérpretes do Brasil. Debatedores: Isa Grinspun Ferraz (documentarista), Manuela Carneiro da Cunha e Célia Tolentino (Unesp-Marília).

16:30

Sessão de Comunicações 1 – Antropologia indígena e etnicidade:

Coordenação: Sérgio Domingues (Unesp-Marília) e Graziele Acçolini (Unesp-Marília)

 

·   Relacionando associações indígenas, etnicidade e indigenismo;

·   Vale do Guaporé: História e Socialidade para os Chiquitano em Vila Bela da Santíssima Trindade, entre Brasil e Bolívia;

·   O protagonismo Terena na luta pela terra ao longo do século XX;

·   Controvérsia e disputas: um olhar sobre o uso religioso da Ayahuasca;

·   O olhar indígena Xavante através do cinema de divino Tserewahú;

·   Etnografias sobre os Yanomami: comparação entre a produção missionária e antropológica.

 

Sessão de comunicações 2 -Antropologia da diáspora e das migrações:

Coordenação: Andreas Hofbauer (Unesp-Marília)

 

·   Clâs ciganos: diferentes formas de alteridade e resistência no Estado de São Paulo;

·   Uma trajetória individual como gênese de um grupo social. A fundação da commenwealth of Israel;

·   Do cativeiro ao estatuto da igualdade racial: trajetória de uma cidadania negra no Brasil.

·   A imigração como experiência visual: análise de fotografias de uma festa comemorativa de 50 anos na presença boliviana em São Paulo.

20:00
Mesa 2: A Amazônia e o pensamento de Manuela Carneiro da Cunha
Esta mesa focaliza os interesses de investigação científica e a produção acadêmica de Manuela Carneiro da Cunha sobre os direitos dos povos indígenas que habitam a Amazônia e sobre a importância do conhecimento tradicional. Esses dois investimentos de pesquisa alargam a perspectiva da questão da diversidade cultural e da biodiversidade.

A reflexão de Manuela sobre diversificados sistemas de pensamento, presentes em situações de dominação colonial, fornece um aporte analítico para discussões mais complexas. Isto é verdade, sobretudo, em relação aos projetos de desenvolvimento econômico que põem em risco a diversidade do gênero humano e da flora e fauna amazônicas. Ao demonstrar vários pontos de vista sobre a floresta, seu trabalho oferece a possibilidade de entendimento sobre a pluralidade de perspectivas dos grupos humanos, suas práticas e seus discursos. A homenageada apresenta elementos para a tomada de consciência da alteridade e, com isso, contribui para efetivas condições de comunicação orientadas por avaliações políticas mais precisas.

 

Participantes:

Edilene Cofacci de Lima (UFParana)

Deborah Lima (UFMG)

Marcela Stockler Coelho de Souza (UnB)

Raimundo Nonato Pereira da Silva (UFAM)

 

Coordenador: Antônio Mendes da Costa Braga (Unesp-Marília)

Debatedores: Edmundo Peggion (Unesp-Araraquara)

 

10/11/2010

8:30
Mesa 3: História dos povos indígenas
Os povos indígenas no Brasil incluem um grande número de diferentes grupos étnicos, linguísticos e nações. A situação e a história destes povos é bem conhecida, marcada pelo extermínio, violência e escravização. Além disso, a catequização contribuiu para o desaparecimento de várias de suas crenças religiosas e tradições culturais. Muitas comunidades indígenas enfrentam hoje miséria, doenças, descaso das autoridades, discriminação e têm sua terra ameaçada pelo desmatamento, pela grande proporiedade agrícola e pelos projetos de grandes hidrelétricas. A antropologia, a participação de diferentes grupos sociais e a organização dos povos têm colocado a situação dos indígenas como problema nacional de primeira ordem e têm contribuído para uma nova conpreensão do papel e da importância desta diversidade para o país e para as futuras gerações de indígenas. Nesse sentido, a inigualável etno-diversidade do Brasil está em vias de preservação e recuperação pela organização e auto-consciência dos grupos indígenas de várias regiões, sobretudo na grarde região amazônica.

Esta mesa pretende abordar aspectos da obra da antropolóloga Manuela Carneiro da Cunha principalmente em termos do seu compromisso com a dignidade e os saberes dos povos indígenas do país.

 

Participantes:

John Monteiro (Unicamp)

Nádia Farage (Unicamp)

Marta Rosa Amoroso (USP)

Charlotte de Castelnau-l’Estoile (Université Paris Ouest, Nanterre)

 

Coordenador: Bernadete Castro (Unesp-Rio Claro)

Debatedor: Graziele Acçolini (DSA Unesp)

14:30

Sessão de Vídeos Etnográficos

Coordenação: Sérgio Domingues (Unesp-Marília) e Graziele Acçolini (Unesp-Marília)

16:30

Sessão de comunicações 3 – Antropologia, identidades e relações de gênero:

Coordenação: Antônio Braga (Unesp-Marília)

 

·   Por uma história da luta das mulheres indígenas do México: o caso das mulheres Zapatistas na década de 1990;

·   Cultura, memória e relações de gênero: subjetividades e identidade na sociedade mariliense da década de 1900;

·   A praia dos pescadores: transformações culturais e percepções das mudanças climáticas sobre o ambiente marinho;

·   Os estudos pós-coloniais aplicados à análise do principalismos ético dos Comitês de Ética em Pesqusa.

 

Sessão de comunicações 4 – Antropologia e religiões afro brasileiras:

Coordenação: Claude Lépine (Unesp-Marília)

 

·   Análise da cultura eclesiástica por meio do contato com os Babemba, Zâmbia;

·   O terreiro é o mundo: uma defesa da potencialidade epistêmica das riquezas subjetivas ligadas à Umbanda.

20:00
Mesa 4: Negro e etnicidade
A compreensão da questão do negro exige mediação entre reflexões teóricas e contextualizações históricas, entre construções culturais e conflitos sociais. A história recente tem mostrado que o tema do negro e da etnicidade está na ordem do dia não apenas em termos de afirmação de identidades e de recuperação de tradições culturais, mas também em termos do contato entre antropologia e formação de uma nova consciência da pluralidade étnica do país.

Esta mesa propõe-se a revisitar os diversos e importantes trabalhos da homenageada sobre a etnicidade e sua contribuição para a análise da situação das populações negras não somente no Brasil, mas, inclusive, na África: do papel da alforria na sociedade escravocrata brasileira à recriação da brasilidade em terras africanas por “negros estrangeiros”, além de outras reflexões acadêmicas e atuações políticas fundamentais de Manuela Carneiro da Cunha.

 

Participantes:

Beatriz Gois Dantas (UFSE)

João José Reis (UFBA)

Florência Ferrari (USP)

Lilia Moritz Schwarcz (USP)

Omar Ribeiro Thomaz (Unicamp)

 

Coordenadores: Andreas Hofbauer (Unesp-Marília)
Debatedor: Vagner Gonçalves da Silva (USP)

11/11/2010

8:30
Mesa 5: Antropologia e política
No texto “Antropologia e política” da autora Karina Kuschnir, pode-se ler o seguinte sobre as relações entre estes termos: “A abordagem da política pela antropologia pode ser definida de uma forma simples: explicar como os atores sociais compreendem e experimentam a política, isto é, como significam os objetos e as práticas relacionadas ao mundo da política.” Podemos dizer que no final dos anos 70 e quase toda a década de 80 foi possível observar o engajamento dos antropólogos neste projeto. O indigenismo, que sempre foi uma das inúmeras faces do Estado, passou a contar com militantes que se posicionaram contra o Estado. Ele começou a navegar nos barcos indígenas, partilhando por algum tempo com a vida indígena. Experimentou perspectivas culturais fundamentalmente distintas das nossas, em particular naquilo que nós chamamos de ação política. Neste contexto nasceram as pró-índios e ongs que dedicaram e ainda continuam dedicando  boa parte das suas energias neste já longo diálogo com o pensamento indígena. A participação da Professora Manuela Carneiro da Cunha neste processo foi da mais extrema importância.

Neste sentido, esta mesa pretende resgatar um pouco deste experimento político que levou antropólogos e indígenas a navegarem juntos num  percurso cujo primeiro resultado foi ampliar a resistência contra uma ditadura etnocêntrica.

 

Participantes:
Paulo Santilli (Unesp-Araraquara);
Sônia Magalhães (UFPA);
Gaziela Santana (UFMT).

Coordenador: Sérgio Augusto Domingues (Unesp-Marília).
Debatedor: Sylvia Caiuby Novaes (USP).

Distribuição dos prêmios

 

Encerramento solene

Apresentação do compositor, arranjador e multi instrumentista André Siqueira (mais no nosso blog)

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