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Polícia investiga tortura contra jovem que teria furtado chocolate em supermercado da Zona Sul de SP

Vídeo que circula em redes sociais mostra adolescente de 17 anos sendo chicoteado por seguranças do supermercado Ricoy, na Vila Joaniza. Gerente disse que dois seguranças foram afastados.

Por Walace Lara, do G1

Imagem: Getty Images/iStockphoto

A Polícia Civil investiga um crime de tortura contra um adolescente de 17 anos que supostamente teria furtado um chocolate em um supermercado na Zona Sul de São Paulo. Um vídeo que circula em redes sociais mostra o jovem sendo chicoteado por dois seguranças.

Segundo o jovem, a agressão aconteceu no mês passado no supermercado da rede Ricoy da Avenida Yervant Kissajikian, na Vila Joaniza, na Zona Sul. O vídeo mostra ainda o jovem nu, com as mãos amarradas e a boca amordaçada, sendo chicoteado. Informações iniciais indicam que os próprios seguranças gravaram o vídeo.

O inquérito foi instaurado pelo delegado Pedro Luiz de Sousa, do 80º Distrito Policial, na Vila Joaniza, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

O gerente do supermercado disse que os seguranças foram afastados. Em nota, a assessoria de imprensa do supermercado disse que repugna a atitude dos seguranças e tomou conhecimento dos fatos por intermédio da reportagem.

“A empresa repugna esta atitude e foi com indignação que tomou conhecimento dos fatos por intermédio da reportagem. Que a empresa não coaduna com nenhum tipo de ilegalidade e colaborará com as autoridades competentes envolvidas na apuração do caso, a fim de tomar as providências cabíveis”, diz a nota.

Ariel de Castro Alves, conselheiro do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe), disse que está acompanhando a investigação e que cobra a punição dos responsáveis pelos “atos bárbaros e cruéis de tortura”.

Segundo Ariel, “existem indícios contundentes de crime de tortura praticado pelos seguranças. A tortura ocorre quando alguém é submetido, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental. A Lei 9455 de 1997, prevê penas de 2 a 8 anos aos acusados”.

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