Primeiro jornal gay brasileiro de grande circulação é restaurado

Coleção completa de 41 edições, impressa há 30 anos, agora completamente restaurada e digitalizada, será lançada nesta sexta-feira

Data: 6ª-feira, 09 de abril de 2010
Horário: 18h30
Local: Aliança Paranaense pela Cidadania LGBT, Av. Mal. Floriano Peixoto, 366, cj. 46 (Praça Carlos Gomes)

Nesta sexta-feira (9) às 18h30, na sede da Aliança Paranaense pela Cidadania LGBT (convite abaixo), acontecerá o lançamento da coleção restaurada e digitalizada do Jornal Lampião da Esquina, que circulou de 1978 a 1981 e foi dirigido à população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) em plena ditadura militar.

Ricardo Lima, Secretário Substituto da Identidade e da Diversidade Cultural, do Ministério da Cultura, estará presente no lançamento e falará sobre as políticas do ministério nesta área.

A Associação Paranaense da Parada da Diversidade, através de emenda parlamentar apresentada pelo deputado federal Dr. Rosinha (PT/PR), recebeu financiamento do Ministério da Cultura para executar em parceria com o Grupo Dignidade o projeto “Lampião da Esquina”, que teve por objetivo a restauração e digitalização do jornal, a fim de promover o acesso a conhecimentos sobre manifestações culturais LGBT.

Segundo Toni Reis, presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais “é fundamental resgatar a memória da cultura LGBT. Temos muito a aprender com a nossa própria história.”

Várias personalidades – algumas da atualidade – contribuíram para a elaboração do Lampião há 30 anos, entre elas: Aguinaldo Silva, Caio Fernando Abreu, Gasparino da Matta, Darcy Penteado, João Silvério Trevisan, Wilson Bueno, Peter Fry e João Antonio Mascarenhas.

Em seu livro “Devassos no Paraíso”, João Silvério Trevisan afirma que o Lampião era um “fato quase escandaloso para as pudicas esquerda e direita brasileiras, acostumadas ao recato, acima de tudo. Lampião vinha, bem ou mal, significar uma ruptura”. Ruptura no sentido de que o jornal foi inédito em tratar abertamente de temas antes “considerados ‘secundários’ – tais como sexualidade, discriminação racial, artes, ecologia, machismo – e a linguagem empregada era comumente a mesma linguagem desmunhecada e desabusada do gueto homossexual” (id.).

Agora, o material considerado marco importante na “abertura política” no Brasil, será disponibilizado para consulta no Centro de Documentação Histórica Professor Dr. Luiz Mott, localizado na sede da Aliança Paranaense pela Cidadania LGBT. O periódico teve 01 edição n° “zero”, 37 edições sequenciais e mais 03 edições “extras”, totalizando 41 edições.

O jornal também foi digitalizado e está à disposição para consulta pela internet, no endereço: www.grupodignidade.org.br

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