Artigos e Reflexões

    Foto: Gabriela Barros/Reprodução/Instagram

    O Agora é Nossa Maior Missão: Poesia de Auto-Cuidado

    Caroline Anice: Saber-se viva é a melhor sensação. Poder respirar os ares da revolução abrindo o peito pra inspirar os sonhos de toda uma nação. O agora é o melhor tempo para construir o futuro mas o capital, classista, racista e heteropatriarcal, é tão imundo que nos faz ficar ansiosas a cada segundo precipitando todas as tragédias do mundo porque parece que nunca mais nos daremos as mãos. Esses são os planos de quem quer nos deixar sem chão. Por Caroline Anice , no Instagram  Vamos juntas então, respira fundo e presta atenção. Respira outra vez e solta devagarinho o ar do pulmão. Imagina toda angústia saindo pelas narinas e inspira o ar agradecendo por estar viva porque é possível a justiça um dia ser realidade em nossas vidas e só quem se ama pode fazer revolução. Cuidar de si mesma não é besteira nem egoísmo, nem de longe é...

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    Fabiano Mestre Foto: Fabiana Ribeiro/Campinas

    O Sagrado não visto no jejum presidencial

    A sacralidade da vida nos atravessa. As celebrações públicas de iniciação e cultos das mais diversas religiões estão suspensas. Não existirão cânticos, danças e louvação coletiva.  Por Edson fabiano,  enviado para o Portal Geledés  Fabiano MestreFoto: Fabiana Ribeiro/Campinas Gilberto Gil em sua música Louvação nos diz: "meu povo preste atenção - atenção, atenção ", parece que a rogação do cantor ganha força ecoante nas linhas de seus versos: louvo agora e louvor sempre/O que grande sempre é/Louvo a força do homem/E a beleza da mulher/Louvo a paz pra haver na terra/Louvo o amor que espanta a guerra. Até que ponto o capricho inconsequente, irresponsável, do governante de uma nação pode incidir na espiritualidade de um país cuja diversidade religiosa concebe o Sagrado a partir de perspectivas diversas e particulares? A laicidade prevista na nossa Constituição, popularmente chamada Constituição Cidadã, de 1988, fica à mercê dos interesses políticos...

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    Adobe

    Invisível mais que visível

    Adobe Por  Alexandre Tarlei Ferreira, enviado para o Portal Geledés  Nesses dias do sol mais cinza que já vi Parasitas de paletó proliferam pelas proprias bocas podres da impunidade A imunidade mentirosa e egoista Do capital desenfreado,desrespeitoso e exagerado Palavras de ordem que ditam a morte(dos pretos,pobres e velhos é claro) Dos sábios(sabedoria de vida vivida) Com banalidade e vivacidade do capitalismo selvagem Viva a cidade morrendo mas trabalhando Pro lucro do rico e não assistência(morte)do pobre Foda-se o pobre Viva o patrão(é assim que eles pensam) No buzinaço só carraço e aglomeração Disseminando a peste e burlando a ciência e a recomendação Do médico e do profissional de saúde(mas o que é saude na roda da fortuna) Saude publica ainda(do comum periferia) Incentivados por um patético(mas perigoso)lider da Nação Que semeia más ações Sem escrúpulo nem comoção(mas como cobrar isso ou valor do coração de um...

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    Escritora Cidinha da Silva (Foto: Elaine Campos)

    Thriller

    Depois dos primeiros duzentos metros, vencidos como um velocista, Onirê encontrou uma senhora e pediu ajuda. Ela olhou para a camisa ensanguentada, abraçou a bolsa e apertou o passo. Será que ninguém tinha ouvido os tiros, a gritaria? Sinal fechado, carros parados. Os motoristas o observavam e desviavam o olhar, os surpresos, os fatalistas, os indiferentes. As mulheres fechavam o vidro, as crianças no banco de trás perguntavam o que era aquele homem cheio de sangue. Teve mãe que mandou criança calar a boca, sob pena de ser atacada por Onirê. Um jovem branco que ouvia um modão no último volume abaixou o vidro. Onirê apressou-se até o carro, começou a contar o que tinha acontecido. O sinal abriu, o motorista buzinou e arrancou, não sem antes gritar: tá assistindo muito videogame, moleque. Por Cidinha da Silva, do Instituto Goethe "Queremos paz e justiça": Protestos contra...

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    Racismo: a moda que nunca sai de moda (ou Por que prefiro colete à jaqueta?)

    Houve um tempo em que estudiosos dos mais variados estratos, desejando des(en)cobrir o mundo pelo imperativo da razão, embarcaram em “caravelas”: mapearam as repartições físicas do Globo, descreveram, catalogaram, compararam e classificaram “elementos” que viam pela frente que, posteriormente, foram postos à apreciação em sessões públicas, preleções, palestras e livros. Consigo levaram a bagagem do saber colonial. Esse tempo é, também, o tempo de agora. Ele não cessou, apenas se transformou para continuar sendo o que é e produzindo o de sempre: políticas institucionais racistas. Por Bernard Teixeira Coutinho, enviado para o Portal Geledés  O racismo, um dos membros fortes do capitalismo e expressivo vetor da crise civilizatória, virou moda. Que xs leitorxs nos permitam realizar uma rápida rememoração: quando criança, meu pai e eu costumávamos frequentar um boteco (hiper) badalado nos anos 90, localizado na rua principal no bairro em que morávamos. Lá, todos os domingos, experimentávamos uma deliciosa...

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    Reprodução/YouTube/ Itaú Cultural

    Racismo não tem desculpa

    A jornalista Maju Coutinho mais uma vez sofreu ataques racistas. Até quando episódios como esse vão se repetir? Por PAI RODNEY, da Carta Capital Reprodução/YouTube/ Itaú Cultural Então é assim: xinga, ofende, humilha, desqualifica, desumaniza e depois vai lá e faz um videozinho pedindo desculpa, dizendo que se expressou mal, que não pensa desse jeito, que não sabe o que aconteceu, que foi uma declaração infeliz e está tudo certo. Quantas vezes já vimos esse filme? E até quando episódios como esse vão se repetir? O cara estava participando de uma live no Instagram e disparou um monte de impropérios racistas contra a jornalista Maju Coutinho, apresentadora do Jornal Hoje, e a médica Thelma Assis, participante desta última edição do BBB. O tal empresário Rodrigo Branco, com um histórico bastante controverso tanto na carreira como diretor de TV quanto em sua atuação como “prefeito” de Orlando,...

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    Foto: Getty Images

    Coronavírus e África: reflexos

    Os dados sobre o Coronavírus-19 no Continente Africano são poucos. Nas principais agencias de noticias o assunto é escasso e apresenta uma oscilação em relação aos números dos países afetados e total de casos confirmados. O Globo registra mais 42 países africanos com casos confirmados; na sua maioria pessoas que vieram do exterior. Já o Terra, no dia 21 de março, fala em 40 países afetados, o Jornal de Angola apresenta 38 países, e o Observatório da África apresenta um total de 29 países atingidos pela pandemia. Por  Gilda Portella, enviado para o Portal Geledés Foto: Getty Images Por que não se fala sobre a pandemia do Covid-19 na África? Invisíveis para quem? Por quê? Quem não consegue ver que estatísticas não são meros números. São vidas. São vidas negras. E vidas negras importam. As concepções brasileiras de ciência, de doença, vida e morte são baseadas numa...

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    Thelma está no BBB 20 - Victor Pollak/TV Globo

    O BBB e o racismo

    O reality show Big Brother Brasil ao mobilizar mais de 1,5 bilhão de votos demonstrou que tem ocupado parcela significativa dos brasileiros, principalmente os respeitosos do isolamento social que tem passado mais tempo do que nunca nas suas casas. Junto ao BBB emergem uma miscelânea de debates, questões que há muito tempo têm fragmentado e rivalizado grupos de brasileiros. Problemas antigos e derrotas recentes renasceram nos enfrentamentos que a casa mobilizara. Um deles, o racismo.  Por  Diego Lino Silva, enviado para o Portal Geledés  Thelma está no BBB 20 - Victor Pollak/TV Globo O personagem Babu Santana se tornou o principal expoente das tensões promovidas pela carga semântica que caracterizações cromáticas, fenotípicas e comportamentais dispõem. Mas há outra negra ali, não esquecida da melanina que carrega, mas diferentemente abordada nos entreveros raciais que a casa autorizou que o Brasil observasse. Tanto as reações fora da casa,...

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    (Foto: Reprodução/ Twitter)

    Diário do isolamento social, LAURIÑA

    “quando morre um africano idoso, é como se queimasse uma biblioteca”.  Hampâté Bâ Por Lelê Teles enviado para o Portal Geledés Reprodução/ Twitter pelo noticiário, a pequena lauriña soube que, em alguns países europeus, por conta do novo coronavírus, estavam a oferecer a cabeça dos idosos à senhora da foice vestida de negro, porque isso faria com que sobrassem leitos nos hospitais para cuidar dos mais jovens. isso a intrigou bastante, e ela se lembra dos debates que ocorriam em sua casa contra essa absurda decisão; para a família de lauriña, não se tratava de uma escolha de sofia, mas de uma opção. lauriña vive em uma sociedade em que tudo tem que ser trocado antes que “envelheça”. em que as mulheres se olham no espelho aterrorizadas com os aparecimentos dos primeiros fios brancos; estes serão arrancados à unha. quando passam a abundar, são retocados com tinta...

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    Ilustração Victor Amirabile

    De onde viemos? Exames de ancestralidade genética ajudam a revelar as origens étnicas do Brasil

    Teste ajuda a trilhar os caminhos de um país miscigenado e recheado de conflitos raciais – e desvendar o seu passado familiar (através da saliva) no GQ Ilustração Victor Amirabile Cresci escutando histórias de família através dos relatos de meus avós e minha tia Izabela, irmã de minha mãe. Ela possui um arquivo precioso de fotos que remetem ao início do século 20 e uma memória de fazer inveja. Esses relatos, que fazem parte da cultura oral dos povos africanos, eram minhas fontes para tentar encontrar as origens de uma família predominantemente negra. Conseguia formar, com esforço, uma árvore genealógica até meus bisavós maternos e paternos. De onde vieram? Qual teria sido o porto na costa africana que foi o último ponto da Terra-Mãe visto por um parente consanguíneo? Teriam eles dado sete voltas em torno da árvore do esquecimento (gesto religioso que os fazia “esquecer”...

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    (Foto: Getty Images)

    Nova ordem mundial?

    As consequência futuras do covid 19 são imensuráveis. Existe um questionamento constante sobre o que será de nós em meio a ansiedade e estar em casa: trabalhando, refletindo, nos vivenciando de forma ininterruptível e intensa (claro, para quem tem pode estar). Para além disso, é necessário pensar os reflexos da articulação dos novos acontecimentos. Por  Eduarda da Silva Pereira Santos, enviado para o Portal Geledés (Foto: Getty Images) A partir disso, convoco para canalizarmos nossas emoções e pensamentos na “Nova ordem mundial” que está sendo firmada pelo coronavírus. Seria a introdução de uma nova crise de paradigmas? Aquele momento da história que “tudo muda”? Sendo isso ou não, não podemos esvaziar o sentido político, econômico e social que a “guerra biológica” está pondo em cheque, é para além de uma questão de saúde, o que, por sí só, já é muita coisa. Hoje, um dos serviços mais valorizados...

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    Adobe

    Os brancos não largam os privilégios

    Os negros de todos os lugares já estão fartos da hipocrisia praticada pelos brancos. − Malcolm X Por Ricardo Corrêa,  enviado para o Portal Geledés Não acredito em benevolência das pessoas brancas quando o assunto é racismo. Ninguém que tenha nascido num sistema que lhe oferece inúmeras vantagens quererá perder essa herança. E mesmo sabendo que existem pessoas buscando contribuir na luta antirracista, observamos atitudes que estão internalizadas e naturalizadas. Estas atitudes são resultados da subjetividade e alimentam as estruturas que dão sustentação ao racismo. Esse espaço íntimo das pessoas tem caráter complexo, dado que ao longo de cada vivência é contaminado por informações apresentadas por inúmeras fontes e configuram diferentes subjetividades na formação humana. Nesse sentido, as pessoas brancas por não estarem sujeitas à opressão racial desenvolvem uma visão de mundo totalmente distinta das pessoas negras. Adobe A imprensa televisiva é uma fonte de informação que...

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    / Foto: Felipe Gabriel/Agência IstoÉ

    A importância de estarmos juntos, mesmo à distância.

    O cenário é assustador e a sensação de medo paira por todas as partes do mundo, literalmente. Em menos de uma semana vimos creches, escolas, universidades, museus, postos de atendimento, academias, escritórios e prédios inteiros se fecharem¹. Segundo a Unesco, metade dos estudantes do mundo estão sem aula por conta da COVID-19². Por Mayara Silva de Souza, Enviado para o Portal Geledés Mayara Silva de Souza/ Foto: Felipe Gabriel/Agência IstoÉ Neste momento o convite para pensar e agir pelo outro é indispensável, caso contrário podemos colocar milhares de vidas em risco, especialmente em relação às pessoas que fazem parte do grupo de risco como idosos, diabéticos, hipertensos e quem tem insuficiência cardíaca, renal ou doença respiratória crônica, por estarem mais expostos às complicações decorrentes da COVID-19³. É inegável que pessoas com este perfil estão por todos os lugares na nossa sociedade, algumas dentro de seus lares...

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    Foto encontrada na revista da cidade de Corinto em 2007, enviada por um anônimo

    Pela memória de minha mãe Alice

    O Patriarcado matou minha mãe. É assim que quero começar contando a sua história e honrar sua memória, pois em vida aniquilaram sua existência, seus sonhos, sua afetividade, suas emoções, sua sexualidade e sob seu corpo impuseram um peso que ela não dera conta de carregar. Parou de respirar aos 35 anos, devido a um câncer que a consumiu. Mas a doença foi apenas o pretexto para morrer, pois por dentro, ela já estava morta, o patriarcado e suas agências a mataram. Por Fabiane Albuquerque, enviado para o Portal Geledés Foto encontrada na revista da cidade de Corinto em 2007, enviada por um anônimo Alice, de uma beleza e sorriso incríveis, nascida em Corinto, interior de Minas, filha de Lurdes Gonçalves, mulher negra, filha de escravizados, que aos 9 anos fora dada a uma família de fazendeiros depois de ficar órfã e vira todos os irmãos...

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    PIB per capita quase parando

    Brasil tem um dos maiores níveis de concentração de riqueza do planeta Por Flávia Oliveira, Do O Globo (Foto Marta Azevedo) Desde que o paquistanês Mahbub ul Haq e o indiano Amartya Sen, Nobel de Economia em 1998, apresentaram ao mundo o Índice de Desenvolvimento Humano, nos anos 1990, o PIB per capita perdeu relevância como indicador social. Os dois economistas não aceitavam que condições de vida nos países fossem comparáveis apenas sob a ótica da geração de riqueza, via soma da produção de bens e serviços. À divisão do Produto Interno Bruto sobre o total de habitantes, dimensão da renda, acrescentaram variáveis de educação (alfabetização e anos de escolaridade) e saúde (esperança de vida). E o IDH tornou-se o termômetro mais adequado para medir, ainda que de forma resumida, o progresso de uma sociedade. A renda per capita perdeu espaço nos resultados das contas nacionais,...

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    Getty Images

    Medicina pra nossa gente?

    Cheguei ao consultório e o de sempre ocorreu. Por Neymar Ricardo Santos da Silva Enviado para o Portal Geledés  Mal olhou para mim, mão na testa, e já pergunta: – o que faz aqui? Respondo timidamente, sobre a dor física do momento. Meu pensamento até nem lembra mais o que me sucedeu. Me inquieta agora o mal-estar do atendimento realizado por este aí. Se fosse irmão de cor, talvez a dor fosse menor. Pois seria apenas uma. Mas este desprezo do não olhar é que não aguento. Descobri mais tarde que este mesmo “doutor” foi cotista na universidade e se declarou um de nós. Até denunciado foi, de assumir vaga que não era sua. Mas mesmo diante de tal descabimento e fato atroz. O juiz lhe concedeu a medida liminar. Pra terminar de cursar, talvez em seu lugar. A medicina que mesmo tão carente. De gente de nossa tez. Ainda não...

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    Adobe

    Mulher, Nordestina, neta de índia e apesar do País, não desiste nunca!

    Ela começa mais um dia pensando o que fazer para dar certo na sua independência financeira. Mulher, descendente de índio (avó paterna era índia, Matilde Ana do Espírito Santo – sobrenome católico, como de costume ao catequizá-los) e Assistente Social, formada há 2 anos e meio mas sem oportunidade de exercer a profissão. Tentando entender como funciona a máquina giratória da vida de uma mulher de meio século… Por Silene Vasconcelos de Farias, enviado para o Portal Geledés  Adobe É, isso não se aprende na escola…Isso não se aprende com ninguém…A mulher vai vivendo e aprendendo… Vendo a realidade nua e crua ficamos ainda mais confusos… No país onde agora se aposenta com 60 % de tudo que você contribuiu a vida toda e por longos anos, uma mulher como ela que, começou a trabalhar ( formalmente), “tarde”, não tem critérios para se aposentar porque ainda não...

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    Foto Marta Azevedo

    Sete pitacos sobre o carnaval

    A festa tem todas as condições de ser uma das grandes fontes de ofício, arrecadação tributária e bem viver Por Flávia Oliveira, do O Globo Flávia Oliveira (Foto: Marta Azevedo) Reza a lenda que, no Brasil, o ano novo só começa, de verdade, depois do carnaval. Antes de brindar a um 2020 que — assombrado pela instabilidade econômica global, codinome coronavírus, e pela democracia local em teste permanente — se anuncia difícil, cabe o balanço da folia. 1) A vitória da Unidos do Viradouro é prova de que planejamento, estrutura e solvência financeira são elementos essenciais ao carnaval das escolas de samba. A festa é importante demais, sobretudo sob o ponto de vista das tradições culturais e da construção de identidade do povo do Rio de Janeiro. Mas pode ter papel relevante na geração de trabalho e renda na indústria criativa, vocação local e um dos...

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    Foto: Marta Azevedo

    O carnaval é de Elza

    Ela guarda na própria trajetória a história das negras brasileiras Por Flávia Oliveira , do O Globo  Foto: Marta Azevedo O carnaval 2020 do Rio de Janeiro já tem dona — mesmo que o resultado oficial dos julgadores desminta. Atende por Elza Soares, codinome Deusa. Nascida no século XX, precisou de um novo milênio para ser compreendida e reverenciada. Coisa de pessoa atemporal, como ela mesma se definiu em mesa no Salão Carioca do Livro, ano passado. Elza é a ancestral encarnada que guarda na própria trajetória a história das mulheres negras brasileiras. Não há um solitário capítulo de sua vida que não se conecte a dramas, tragédias e vitórias das conterrâneas de hoje e outrora. Experimentou sexualização precoce, casamento infantil, violência doméstica, agressão por arma de fogo. Sofreu racismo, machismo e assédio moral no mercado de trabalho. O episódio inaugural da carreira, no qual se...

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    Reprodução/Facebook

    “Quando fere minha existência, serei resistência”

    É fácil? Tá fácil ser mulher preta não, é chicote estalando de todo lado! Haja resistência, mas Não se cale! Não silencie suas dores! Reaja! Por Tatiane Souza, enviado para o Portal Geledés . Quando fere sua existência, seja resistência! . Mulher preta não pode ser? Não pode estar e fazer o que quer? Se você estuda demais, você é arrogante! Se não estuda, você é preguiçosa! Se trabalha demais é egoísta Se fala algo ou tem opinião, é metida! Se nos posicionamos, somos raivosas! Se argumentamos, somos loucas! Se criamos ações, somos censuradas! Se propomos, somos ridicularizadas! Se amamos, somos desprezadas! Se temos qualidades, não consideram! Se temos defeitos, somos julgadas! Se somos persistentes, somos apenas suficientes! . Não podemos ser humanas? . Porque nosso esforço tem que ser sempre melhor e maior do que o dos outros? . A todo tempo somos discriminadas e rejeitadas pelos racistas (e/ou machistas)!...

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