R. Kelly é condenado a 20 anos de prisão por abusar sexualmente de crianças

Enviado por / FonteFolha de São Paulo

Cantor americano agora acumula 30 anos de cárcere por produção de pornografia infantil, estupro e extorsão de menores

O cantor e compositor R. Kelly foi sentenciado a 20 anos de prisão, nesta quinta-feira, por abuso sexual infantil. O júri do tribunal federal de Chicago, nos Estados Unidos, o considerou culpado por ter feito três vídeos nos quais ele abusa sexualmente da afilhada de 14 anos.

A sentença vem cinco meses após o artista ser condenado, por um júri de Nova York, a 30 anos de prisão por tráfico sexual e extorsão de menores.

O juiz Harry Leinenweber, de Chicago, determinou que R. Kelly vai cumprir, em prisão federal, 19 dos 20 anos do cárcere hoje definido simultaneamente à condenação anterior. Na prática, o parecer desta quinta acrescenta um ano a mais de prisão para o artista.

Em Chicago, o cantor e compositor de 56 anos foi considerado culpado em seis das 13 acusações feitas contra ele, todas ocorridas na década de 1990.

Os procuradores haviam pedido 25 anos de prisão para o cantor e compositor alegando que ele representa um “perigo para a sociedade” e que o abuso sexual de menores praticado por R. Kelly foi “intencional e prolífico”.

A advogada do artista, Jennifer Bonjean, pediu que a sentença fosse de aproximadamente uma década e que fosse cumprida com a de Nova York.

“Não importa o que eu faça, o senhor Kelly não vai sair [da cadeia] pelos próximos dez ou 20 anos”, afirmou Leinenweber. “Uma das coisas que nós deveríamos ter em mente é que ele tem 56 anos e, como Bonjean apontou, a expectativa de vida dele não é grande coisa.”

No processo judicial, a advogada de R. Kelly argumentou que a sentença de Nova York já era equivalente a uma prisão perpétua. “Ele teria que desafiar todas as probabilidades estatísticas para sair vivo da prisão”, ela argumentou.

Vencedor de três prêmios Grammy pela canção “I Believe I Can Fly”, o artista já havia sido condenado, em setembro de 2022, a pagar pelo menos US$ 300 mil, ou R$ 1,6 milhão, em indenizações a vítimas.

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