quinta-feira, dezembro 1, 2022
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Rio 2016: Anistia Internacional entregará 200 mil assinaturas e balanço sobre violações de direitos humanos na Secretaria de Segurança

Pessoas de mais de 20 países pediram uma política de segurança pública que respeite os direitos humanos

Por Juca Kfouri Do Blog do Juca

Homicídios cometidos pela polícia aumentaram 103% entre abril e junho na cidade do Rio

No próximo dia 15 de setembro, a Anistia Internacional entregará as mais de 200 mil assinaturas coletadas pela campanha “A violência não faz parte deste jogo” à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Junto com as assinaturas, a Anistia Internacional também vai protocolar o documento “Um Legado de Violência”, que aponta violações cometidas pelas forças de segurança no contexto da Rio 2016, como homicídios praticados pela polícia, repressão a protestos e a militarização da cidade.

A concentração da atividade terá início às 10h na Praça Duque de Caxias (em frente à Central do Brasil).

A campanha “A Violência não faz parte deste jogo” foi lançada pela Anistia Internacional em junho deste ano apontando para o risco de violações de direitos humanos no campo da segurança pública antes e durante a realização de um megaevento esportivo como a Olimpíada.

A organização alertou para o histórico de aumento de mortes decorrentes de intervenção policial no contexto de
megaeventos anteriores, como os Jogos Panamericanos (2007) e a Copa do Mundo (2014) e exigiu a adoção de medidas preventivas.

Os alertas, porém, foram ignorados e o padrão de abuso da força letal pelos agentes de segurança pública se repetiu na preparação e realização da Olimpíada Rio 2016.

Entre abril e junho, trimestre que antecedeu os Jogos Olímpicos, a cidade do Rio de Janeiro sofreu um aumento de 103% no número de homicídios cometido por policiais em serviço em comparação ao mesmo período de 2015.

Nas duas semanas de Olimpíada, entre 5 e 21 de agosto, pelo menos 8 pessoas morreram durante operações policiais e 92 tiroteios foram registrados na cidade do Rio de Janeiro. A repressão à manifestações e protestos foi outra violação de direitos por agentes do Estado durante os Jogos Olímpicos

Em pouco menos de três meses, a Anistia Internacional reuniu mais de 200 mil assinaturas , sendo cerca de 30 mil do Brasil, pedindo políticas de segurança pública que respeitem os direitos humanos.

Os apoiadores incluem cidadãos e cidadãs do Reino Unido, Espanha, Noruega, Holanda, Coréia do Sul, Japão, Argentina e Paraguai, entre outros países, que se mobilizaram para exigir medidas contra o uso excessivo e desnecessário da força pela polícia, além de garantias de investigação rápida e imparcial de violações e apoio psicológico a vítimas.

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