Segunda Marcha do Dia da África é realizada hoje, 25 de maio, em SP 

25/05/26
Por Beatriz de Oliveira
O Dia da África, comemorado em 25 de maio, faz alusão a luta política dos países africanos contra o imperialismo europeu

No dia 25 de maio de 1963, representantes de 30 nações africanas estiveram presentes em Adis Abeba, capital da Etiópia, para um encontro com Sua Majestade Imperial Hailé Selassié I, imperador do país. Nascia ali a Organização da Unidade Africana (OUA), cujo propósito era a conquista da independência dos países africanos, erradicando o colonialismo europeu. Em razão deste marco histórico, hoje comemora-se o Dia da África. 

A data comemorativa foi definida em 1972 pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de destacar o desejo de liberdade e de união dos povos africanos. Já em 2001, a OUA se tornou União Africana, que atualmente reúne 55 países membros. O grupo tem como pautas centrais o fortalecimento da paz, da soberania e do desenvolvimento socioeconômico no continente. 

Nesse sentido, o Dia da África se consolidou como um momento de reverência à luta política dos países africanos contra o imperialismo europeu e também de divulgação das culturas africanas, as quais exerceram grande influência na formação da herança cultural brasileira. 

Como forma de marcar essa data, ocorre em São Paulo (SP) a 2° Marcha do Dia da África. A concentração está prevista para às 16h no Theatro Municipal, com oficina de cartazes. A marcha segue até a Câmara Municipal, onde será realizado um ato solene, seguido de atividades artísticas e culturais. 

Entre as pautas do ato está a luta contra o racismo, machismo e xenofobia, bem como o fim da criminalização dos imigrantes africanos. É reivindicado também o fortalecimento da luta pela independência total dos países africanos, que continuam sofrendo com a opressão econômica, política e cultural de potências mundiais. 

Outro ponto abordado pelos organizadores da marcha é o assassinato de Ngagne Mbaye, trabalhador ambulante senegalês morto de forma brutal pela polícia durante uma ação de repressão ao comércio clandestino no bairro do Brás no dia 11 de abril. O ato reivindica justiça por Ngagne Mbaye e por todos os imigrantes vítimas de violência policial.

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