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Stacey Abrams, uma voz negra e literária

A escolhida pelos democratas para replicar o discurso do estado da União, representa o eleitorado jovem e progressista que protagonizou as eleições legislativas

por Pablo Guimón no El País

Stacey Abrams de vestido azul discursando ao microfone
A democrata Stacey Abrams. Foto- AFP

A escolha da pessoa responsável por fazer a réplica ao discurso presidencial do estado da União costuma ser mais importante que a réplica em si mesma, um exercício político ingrato, que, nos últimos tempos, mal serve para inspirar memes e que tende a ser lembrado principalmente pelo que deu errado. Pergunte a Marco Rubio, de cuja resposta a Obama ninguém se recorda, mas sim do aparente surto de sede extrema que o fez lamber os lábios com angustiante reiteração e avançar sobre uma garrafinha de água.

Por isso, é no elenco dos responsáveis pelas réplicas democratas dos últimos três anos, mais que no teor de suas intervenções, onde cabe procurar o termômetro do debate em que o partido se encontra mergulhado para definir sua identidade na era Trump. O eleito para responder ao primeiro discurso do presidente em 2017 foi Steve Beshear, branco e moderado de 72 anos, ex-governador de um Estado fortemente republicano, o Kentucky, numa tentativa de seduzir o eleitorado – idoso, branco e sulista –, que causou a derrota democrata nas eleições de 2016. No ano seguinte, a indicação de um Kennedy (Joseph III) – tão correta quanto pouco memorável – dava pistas sobre o ponto morto em que se encontrava o partido.

Uma mensagem bem diferente lançam os democratas com a escolha de Stacey Abrams, de 45 anos, para responder ao presidente na noite desta terça. Procede voltar a apelar ao centrismo clintoniano, ou ao setor mais esquerdista, jovem, feminino e diverso, mobilizado contra Trump? Ponto para os partidários da segunda opção.

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