Tag: Afro-americanos e suas lutas

    Jalil Muntaqim (The Guardian)

    Ex-Pantera Negra será libertado após mais de 49 anos na prisão

    Um ex-Pantera Negra que está na prisão há quase meio século finalmente venceu sua batalha de décadas pela liberdade depois que um conselho de liberdade condicional de Nova York ordenou sua libertação. Jalil Muntaqim, também conhecido como Anthony Bottom, está sob custódia ininterrupta há mais de 49 anos, tendo sido preso e posteriormente condenado pelos assassinatos de dois policiais em 1971 no Harlem. De acordo com os termos de sua liberdade condicional, ele deve ser libertado da penitenciária de segurança máxima de Sullivan no interior do estado de Nova York até 20 de outubro. Em uma audiência no início deste mês – pelo menos sua 10ª participação em um painel desde que se tornou elegível para liberdade condicional em 1998 – Muntaqim expressou seu remorso pelas mortes de Joseph Piagentini e Waverly Jones. Os policiais responderam ao que acreditaram ser uma chamada de disputa doméstica, mas foram emboscados e fuzilados. ...

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    Times da NFL e da MLB removem estátuas de antigos donos racistas — Foto: Twitter/ Kingman Park Kaleidoscope

    Washington Redskins apaga homenagens a ex-dono racista George Marshall

    O Washington Redskins vem, aparentemente, tentando cada vez mais aderir à luta contra o racismo. Segundo a “NBC”, o clube vai retirar todas as últimas homenagens que restaram ao ex-dono George Preston Marshall. O nome do ex-proprietário da equipe será apagado do “Hall da fama” e do “muro da história” que fica em frente ao vestiário do clube. George Preston Marshall era reconhecidamente racista. Ele se recusava a contratar jogadores negros para seu time. E isso só aconteceu depois que foi obrigado pelo governo. O Washington Redskins foi o último clube a ter negros em seu elenco, em 1962. A remoção do nome de Marshall do “hall da fama” e do “muro da história” é um desdobramento das medidas que o clube já vinha fazendo para acabar com as homenagens feitas ao ex-dono. O monumento que homenageava Marshall e que ficava em frente ao estádio R.F.K, na capital dos Estados ...

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    A bandeira do estado do Mississipi, fotografada em 24 de julho de 2016, durante manifestação na Filadélfia - AFP/Arquivos

    Mississipi se prepara para retirar símbolo confederado de sua bandeira

    O estado americano de Mississipi se dispõe a eliminar o símbolo confederado de sua bandeira, após semanas de protestos contra o racismo nos Estados Unidos. Dois terços dos deputados e senadores locais adotaram uma resolução que autoriza o tratamento de um projeto de lei para redesenhar a bandeira do estado. O texto, que poderia ser submetido a votação a partir desde domingo, deve ser ratificado por um referendo em novembro. A cruz azul na diagonal, demarcada por pequenas estrelas brancas com um fundo vermelho representou os estados do sul, contrários à abolição da escravatura, durante a Guerra Civil americana (1861-1865). A bandeira faz parte, assim como as estátuas dos generais confederados ou líderes escravagistas, dos símbolos questionados no âmbito das grandes manifestações antirracistas que sacodem os Estados Unidos há um mês, após a morte em 25 de maio do afro-americano George Floyd por um policial branco. Com um longo passado ...

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    Beyoncé (Foto: Evan AgostiniInvision/ AP/ File)

    Sem apresentar música, Beyoncé chama atenção para diferença racial entre vítimas do coronavírus

    Beyoncé foi uma das convidadas doOne World: Together at Home neste sábado, 18. O evento, organizado por Lady Gaga com parceria com a Organização Mundial da Saúde, procura levantar fundos para profissionais que trabalham diretamente com a contenção e tratamento do coronavírus. A cantora, porém, não fez uma apresentação musical. Sua apresentação foi para passar uma mensagem sobre a diferença racial entre as vítimas do covid-19. Segundo Beyoncé, 57% dos mortos pela doença, dentro de cidades, são afro-americanos. Isso pode ser consequencia da faixa de vulnerabilidade associada à posição socio-econônica. Pessoas negras, percentualmente, são mais marginalizadas, socialmente, e trabalham em empregos com maior contato humano - serviços básicos como mercado; não têm, tampouco, oportunidade de trabalhar de casa. Beyoncé reforçou, porém, que é necessário que todos se cuidem e façam o possível para se manterem em segurança em meio à pandemia de coronavírus.   Ver essa foto no Instagram   ...

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    Foto: Russell Lee/Domínio Público

    Considerações sobre a segregação racial nos Estados Unidos (EUA)

    Contemporaneamente a segregação racial ainda pode ser definida como uma espécie de política do Estado que visa separar os indivíduos ou grupos de indivíduos de uma mesma sociedade com base em critérios étnicos ou raciais. Tal medida foi executada particularmente ao final do século XIX e encontrou ênfase no século XX, em países como a Alemanha nazista, que empreendera uma política antissemitista, na África do Sul, com a instituição do apartheid e igualmente nos EUA. Nesse último país, a questão racial reporta ao processo de formação dos EUA, principalmente em razão de diferenças básicas entre o Sul e o Norte. Os EUA inicialmente foram colonizados pelos ingleses, que originaram as famosas Treze Colônias no leste do país. No entanto, as colônias do Sul obtiveram desenvolvimento diferente das colônias do Norte. Pois, enquanto que no Norte firmou-se o modelo de pequena propriedade privada, do trabalho livre e assalariado, propiciando o desenvolvimento ...

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    Retrato colorido de Malcolm X (Foto: Getty Images)

    Malcom X: 55 anos do brutal assassinato de um dos maiores símbolos da luta negra nos EUA

    Malcolm X sabia que seu destino era morrer jovem. E que sua morte seria violenta. Em sua autobiografia, ele explicou: “Em qualquer cidade, aonde quer que eu vá, homens negros estão observando cada movimento que eu faço, esperando pela chance de me matar. Quem escolhe não acreditar no que estou dizendo não conhece os muçulmanos da Nação do Islã. Sei também que posso morrer de uma hora para outra nas mãos de brancos racistas. Ou pode ser um negro que tenha passado por lavagem cerebral, e que acha que, ao me eliminar, estaria ajudando o homem branco”. Essas impressões não eram coitadismo do líder ativista. Numa madrugada de fevereiro de 1965, um coquetel molotov explodiu na sala de estar de sua casa, em Nova York, com fragmentos de uma segunda bomba encontrados mais tarde na parte traseira da residência, bem onde ficavam os quartos da família. Foi o fracasso desse ...

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    À esquerda, Walter McMillian e Bryan Stevenson à direita - Wikimedia Commons

    A triste saga de Walter McMillian para escapar da pena de morte

    1 de novembro de 1986. O corpo de Ronda Morrison, uma jovem branca de 18 anos, é encontrado espancado, estrangulado e com três tiros nas costas, em Monroeville, Alabama, nos Estados Unidos. Rapidamente uma campanha para que o assassino fosse capturado teve início. O xerife da cidade, Tom Tate, estava sofrendo uma enorme pressão popular, mas sem nenhuma pista, era impossível que algum suspeito fosse responsabilizado pelo homicídio. Dias depois, em uma região próxima, outra mulher foi morta. Dessa vez, o culpado tinha sido pego. Seu nome era Ralph Meyers. A todo custo, Tate tentava relacionar o crime com o caso de Morrison. Até que um nome foi colocado como principal suspeito: Walter McMillian. Walter não possuía antecedentes criminais, era casado e vivia uma vida tranquila. Entretanto, algo que chamava a atenção de seus vizinhos era o fato dele ter tido no passado um caso com uma mulher branca. O ...

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    Foto: Duilio Pallottelli

    Fotos históricas de Malcom X com a família um dia antes de ser assassinado

    Foram poucos os fotógrafos que tiveram a sorte de registrar líderes ou celebridades poucas horas antes de sua morte. Foi assim com Annie Leibovitz, a responsável pela lendária foto de John Lennon posando nu com Yoko Ono e com Duilio Pallottelli, que fotografou Malcom X um dia antes de seu assassinato. Os registros – todos em preto e branco, mostram o militante com sua esposa Betty Shabazz e filhos durante uma reunião na sede de sua Organização de Unidade Afro-Americana, no Hotel Theresa no Harlem, em 21 de fevereiro de 1965. (Todas as fotos por Duilio Pallottelli) Nem Malcom, muito menos o fotógrafo, sabiam que no dia seguinte ele viria a ser assassinado no Audubon Ballroom. O ativista norte-americano foi um dos mais populares líderes do movimento pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Fundou a “Afro-American Unity” em 1964 – um grupo não religioso e não sectário, criado ...

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    Nota do AFRO sobre a nomeação do presidente da Fundação Palmares

    Nós, pesquisadores e professores do AFRO/Cebrap, vimos com espanto e indignação a nomeação de Sérgio Camargo para o cargo de presidente da Fundação Palmares. Como divulgado nos meios de comunicação nacionais, Sérgio Camargo não apresenta competência técnica nem conhecimento teórico e histórico do próprio órgão para o qual foi designado representante maior, tampouco representa os grupos e as organizações civis antirracistas que construíram esse espaço político ao longo das últimas décadas. Ademais, os discursos e as opiniões do atual presidente são radicalmente opostos à missão institucional da Fundação Cultural Palmares. Do CEBRAP Foto: Logo Afro Criada pela Lei Federal nº 7.668, de 22 de agosto de 1988, a Fundação Cultural Palmares (FCP) foi o primeiro organismo do executivo federal a dedicar-se às demandas do movimento negro que reemergiu na cena pública brasileira no contexto das lutas contra a ditadura militar e em defesa democratização do Brasil. ...

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    Terra de Zumbi teve maior atentado contra religiões afro do país

    Em 1912, dezenas de terreiros foram destruídos em Maceió; hoje, Alagoas é o quinto estado com mais mortes de negros Por David Lucena, da Folha de S.Paulo Aos gritos de "quebra!", um grupo de homens invadiu, por volta das 22h30, o terreiro de Chico Foguinho. A cerimônia religiosa estava no auge e os praticantes, pegos de surpresa, foram agredidos pela multidão. Alguns objetos sagrados, como utensílios, adornos, vestes e instrumentos, foram destruídos ali mesmo; outros foram jogados na rua e incinerados, formando uma grande fogueira. A cena se repetiu outras dezenas de vezes na mesma noite. Aquele 1º de fevereiro de 1912, em Alagoas, entraria para a história como o maior atentado contra religiões de matriz africana no Brasil. Foto: Eduardo Knapp/Folhapress O Carnaval seria dali a algumas semanas. Simulando uma prévia carnavalesca, homens liderados pela Liga dos Republicanos Combatentes partiram da sede da entidade, na ...

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    16 ª Marcha da Consciência Negra de São Paulo

    Reprodução/Facebook Dia 20 de novembro de 2019 acontece a 16 a Marcha da Consciência Negra de São Paulo. Esse ano iremos para a rua com o manifesto “Vida, Liberdade e Futuro! Contra o genocídio e criminalização do povo negro! Basta de Bolsonaro, Doria e Covas” Do Facebook  12h: início da concentração 12h - 15h: apresentações culturais 15h: leitura do manifesto 15h15 - 16h30: falas 16h30: saída da marcha

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    Patricia Collins: “Os EUA têm instituições democráticas, mas não têm uma democracia”

    A socióloga e ativista estadunidense Patricia Hill Collins cita produções cinematográficas recentes, como o filme Pantera Negra e a obra da cineasta Ava DuVernay, para afirmar que estamos na “era de ouro” da representação das mulheres negras na mídia. Ao mesmo tempo, ela faz um alerta: a representatividade pode ser sedutora, mas é não suficiente se não vier acompanhada da participação política. Por Rute Pina, da Agência Pública Patricia Hill Collins (Foto: Julia Dolce) Collins recebeu a Agência Pública em São Paulo na tarde desta terça-feira, 15 de outubro, durante o intervalo de eventos e conferências que compõem a sua agenda no país. Nascida na Filadélfia, a professora da Universidade de Maryland é também ex-presidente da Associação Americana de Sociologia (ASA) — a primeira mulher afro-americana a ocupar o cargo em pouco mais de um século de existência da entidade. Em 1990, Collins se debruçou na ...

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    Queen Latifah (Foto: Andrew H. Ealker/BEI/REX/Shutterstock)

    Queen Latifah receberá medalha de Harvard por contribuição à cultura negra

    A artista e atriz musical Queen Latifah está entre os homenageados sendo reconhecidos pela Universidade de Harvard este ano por suas contribuições à história e cultura negra. Harvard deve conceder a medalha WEB Du Bois à rainha Latifah e a outros seis destinatários em 22 de outubro, de acordo com a Cambridge, Massachusetts, Hutchins Center, da escola de pesquisa africana e afro-americana. Outros homenageados incluem a poeta e educadora Elizabeth Alexander, secretária da Smithsonian Institution Lonnie Bunch III, poeta Rita Dove, co-fundadora da Black Entertainment Television Sheila Johnson, artista Kerry James Marshall e Robert Smith, fundador, presidente e diretor executivo da Vista Equity Partners . O prêmio recebeu o nome de Du Bois, um estudioso, escritor, editor e pioneiro em direitos civis que se tornou o primeiro estudante negro a obter um doutorado em Harvard em 1895. Harvard já havia sido concedido a medalha para Dave Chapelle, Nas, LL Cool ...

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    BILL PUGLIANOGETTY IMAGES

    Aos 8 anos, Mari Copeny, ativista ambiental e da negritude americana, foi recebida por Obama.

    Em 2016, Amariyanna "Mari" Copeny tinha oito anos. Dois anos depois da crise da água de Flint, Copeny escreveu uma carta ao presidente Obama pedindo-lhe que viesse a Flint para discutir o futuro da água limpa. Agora, Copeny administra um GoFundMe bem - sucedido para distribuir água limpa em sua cidade. Mari Copeny (Imagem retirada do elle.com) Tenho seis anos a mais do que a garota agora conhecida como Pequena Senhorita Flint, mas ainda a admiro. Se você está tendo problemas para encontrar esperança para o futuro, a Copeny é a solução. Uma criança média de 8 anos de idade não sabe de onde sua cidade obtém água, nem se importaria se lhes dissessem. Agora com 11 anos, Copeny não apenas sabe onde e como sua cidade obtém sua água, mas também está distribuindo ativamente água limpa para sua comunidade. A crise da água de Flint ...

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    Imagem retirada do site da Conaq

    Todo apoio ao povo quilombola de Alcântara!

    Eduardo Bolsonaro pretende votar o novo acordo que entrega a base aeroespacial de Alcântara-MA para domínio norte-americano ainda esta semana, na Câmara Federal. Nem a maioria dos deputados e deputadas nem a população sabe o que está em risco. Exigimos mais tempo e um debate sincero junto à sociedade brasileira. Setecentas e noventa e duas famílias quilombolas serão expulsas de suas terras ancestrais. Não foi apresentado nenhum plano de remoção ou deslocamento para as 2.121 pessoas diretamente atingidas. . Não houve consulta prévia às comunidade, como exige a Convenção 169 da OIT. O povo quilombola vai resistir. Além disso, a entrega da Base de Alcântara fere a soberania nacional e nos coloca sob séria ameaça da segurança nacional, já que os EUA pretendem fazer uso militar de Alcântara para seus interesses geopolíticos. Com o novo acordo, o Brasil poderá ser alvo de conflitos militares internacionais. Todo apoio ao povo de Alcântara! #AlcantaraÉQuilombola #NenhumQuilomboaMenos ...

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    Michelle e Barack Obama assinaram acordo de produção de conteúdo para Netflix em 2018. Foto: Jim Young/AFP Photo

    Filme da produtora de Michelle e Barack Obama estreia em Hollywood

    O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama e a mulher Michelle estrearam em Hollywood, nesta quarta-feira, 21, com o documentário American Factory. Trata-se do primeiro produto resultante da colaboração entre a Netflix e a Higher Ground, produtora formada no ano passado pelo casal. no Estadão Michelle e Barack Obama assinaram acordo de produção de conteúdo para Netflix em 2018. Foto: Jim Young/AFP Photo O filme, que já está disponível na plataforma de streaming, conta a história do que ocorreu quando uma empresa chinesa assumiu o controle de uma fábrica abandonada da General Motors na região industrial do Estado de Ohio. A crítica está classificando a produção como convincente e oportuna. "Uma boa história te dá a chance de melhor entender a vida de outra pessoa. Ela pode te ajudar a encontrar pontos em comum. E é por isso que Michelle e eu nos envolvemos no primeiro filme da Higher Ground", disse ...

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    Sojourner Truth (Foto: Imagem retirada do site AH)

    Dupla opressão: mulheres negras

    Em 1851, na Convenção dos Direitos das Mulheres, em Akron, nos Estados Unidos, Sojourner Truth, uma negra abolicionista, escritora e ativista dos direitos das mulheres, foi responsável por um discurso capaz de reconhecer e nomear privilégios. Ela narrou uma série de atividades que exercia e que são consideradas masculinas, para então lançar uma pergunta retórica ao final de cada estrofe: se, afinal, ela não seria mesmo uma mulher. Sob a perspectiva da época, não parecia. “Olhem para meu braço! Eu capinei, eu plantei, juntei palha nos celeiros e homem nenhum conseguiu me superar! Eu não sou uma mulher? Eu consegui trabalhar e comer tanto quanto um homem — quando tinha o que comer — e também aguentei as chicotadas! E não sou uma mulher?” Embora Truth tenha se manifestado há quase dois séculos, a teorização do feminismo negro vai emergir num tempo já bem mais próximo dos nossos dias, quando ...

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    Lonnie Bunch recebe título honorário em Harvard, em maio de 2019 (Foto: Brian Snyder/Reuters)

    Instituto de museus dos EUA terá o primeiro diretor geral negro

    Pela primeira vez, o Smithsonian, um complexo de museus dos Estados Unidos que tem 173 anos, será comandado por um diretor negro. Lonnie Bunch vai ser o chefe de 19 museus e galerias, o Zoológico nacional e centros de pesquisas. Antes de assumir o comando de toda a instituição, ele abriu o Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, uma das unidades do Smithsonian que, segundo o jornal “The New York Times”, atrai multidões. Bunch é considerado um bom arrecadador de fundos, de acordo com a revista “Forbes”. Ele levantou US$ 587 milhões para viabilizar a abertura do do museu de cultura afro-americana – ele conseguiu verbas federais e também dinheiro de doadores como a apresentadora Oprah Winfrey, o ex-atleta de basquete Michael Jordan e o empresário Robert F. Smith.

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    (Foto: David Attie / Getty)

    Ralph Ellison: a causa e o efeito

    Em 2019 completam-se 25 anos da morte do escritor afroamericano Ralph Ellison. Nascido em 1919, em Oklahoma, Ellison tornou-se notório por escrever aquela que é, sem dúvida, a obra obrigatória de toda a tradição literária negra nos Estados Unidos: Homem invisível. Publicado em 1952, o livro é basicamente uma carta-explicação sobre os motivos pelos quais um homem decide optar por viver dentro do subsolo da cidade de Nova York. O protagonista salta de decepção em decepção, fracassando em toda socialização que empreende. A experiência de ser negro nos Estados Unidos é como uma trajetória trágica, cheia de mal entendidos, frustrações, injustiças e imoralidades. No Brasil, há duas traduções do livro disponíveis: uma datada de 1990, produção da editora Marco Zero, editada na esteira do centenário da abolição da escravatura, ocorrido no ano anterior. A outra edição é de 2013 e foi produzida pela José Olympio. Àquela altura, Homem invisível só podia ser encontrada ...

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    Katherine Johnson matematica da Naza

    NASA batiza órgão em homenagem à pioneira matemática Katherine Johnson

    Responsável pela segurança de dados e softwares das missões espaciais, a unidade agora se chama Katherine Johnson Independent Verification and Validation Facility no Universa UOL Katherine Johnson Imagem- Getty Images A NASA, agência espacial do governo americano, anunciou na sexta-feira (22) que um de seus principais órgãos, Independent Verification and Validation Facility, foi rebatizado com o nome da matemática Katherine Johnson. Responsável pela segurança de dados e softwares das missões espaciais, a unidade agora se chama Katherine Johnson Independent Verification and Validation Facility. Ícone para as mulheres nas ciências, Katherine Johnson foi uma das primeiras cientistas afro-americanas a ocupar um cargo de destaque na NASA. Seus cálculos em mecânica orbital e teorias sobre aplicação de computadores em cálculos avançados permitiram que o homem chegasse à Lua. Taraji P. Henson (centro) viveu Katherine Johnson Imagem- Reprodução:Northern Star A matemática, hoje com 100 anos, trabalhou por 35 ...

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