segunda-feira, janeiro 25, 2021

Tag: Arquitetura

Esboço do desenho da estátua de Tebas, que será entregue no dia 20 de novembro - Divulgação

SP terá estátua de Tebas, o homem escravizado que comprou sua liberdade como arquiteto

No ano em que estátuas que homenageiam bandeirantes, colonizadores, escravocratas e figuras tidas como racistas foram questionadas e derrubadas, São Paulo coloca de pé um monumento que joga luz à história de Joaquim Pinto de Oliveira, arquiteto escravizado do século 18 conhecido como Tebas. A obra é assinada pelo artista plástico Lumumba Afroindígena, 40, com coautoria da arquiteta Francine Moura, 43. O valor de R$ 171 mil foi custeado pela Secretaria Municipal de Cultura da cidade e a peça será entregue no dia 20 de novembro, em ato simbólico do Dia da Consciência Negra. A inauguração oficial será no dia 5 de dezembro, durante a sexta edição da Jornada do Patrimônio —evento que resgata as memórias da capital e vai homenagear Tebas com outras intervenções artísticas. A estátua, que ficará suspensa no ar, é feita de aço inox, ferro e concreto aparente na base. Ela busca retratar a condição de escravizado, a liberdade, ...

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A arquiteta e urbanista Tainá de Paula Imagem: Divulgação/Reprodução Ecoa

Tainá de Paula: “Precisamos pensar a favela como parte central da cidade”

Para a arquiteta e urbanista carioca Tainá de Paula, co-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil do Rio de Janeiro (IAB-RJ), é possível pensar um novo modelo urbano, produtivo e social, autenticamente latino-americano e antirracista. Esses são elementos de uma cidade pós-capitalista, como ela define, com espaços mais acolhedores, verdes, um transporte público melhor, um local onde a produção orgânica e a renda mínima sejam direitos. Se o projeto parece distante do que vivemos, a boa notícia é que Tainá vê o momento em aberto. "A pandemia deu um golpe de Kill Bill no capitalismo", diz, em referência a uma pensata do filósofo esloveno Slavoj Zizek. A arquiteta vai abordar temas como esses em sua coluna que estreia nesta sexta-feira (31) em Ecoa. "Eu vou escrever sobre os novos modelos de cidade em disputa. Sobre o lugar dos negros nas cidades, sobre um novo modelo de desenvolvimento e independência do ...

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Tebas, o escravo que virou arquiteto (Foto: Wikimedia Commons)

Quem foi Tebas, escravo que virou arquiteto em meio ao Brasil Colonial

Após ser alforriado aos 58 anos, Joaquim Pinto de Oliveira, mais conhecido como Tebas, se tornou arquiteto na cidade de São Paulo durante o Brasil Colonial. Nascido em Santos, litoral paulista, em 1721, teve sua profissão reconhecida apenas em 2018, mais de 200 anos depois de sua morte, quando o Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (Sasp) o homenageou com base em documentos oficiais reunidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O jornalista Abilio Ferreira, organizador do livro Tebas: um negro arquiteto na São Paulo escravocrata (2019) aponta que Oliveira não foi uma exceção, mas um personagem importante para enaltecer esse segmento esquecido da população colonial. “Os africanos transplantados para as Américas trouxeram consigo muitos conhecimentos, principalmente sobre o trabalho com pedras e metais", afirma Abilio, em entrevista a Casa Vogue. Tebas foi escravizado pelo português Bento de Oliveira Lima, mestre de obras com quem ...

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Imagem retirada do site

Biografia de Tebas disponível para download

Se não podemos sair durante a quarentena, pelo menos vamos ler bastante e conhecer ainda mais de perto a história de São Paulo. Depois de disponibilizarmos ontem o livro “Artacho Jurado – Arquitetura Proibida” com um enorme número de downloads, em uma cortesia do autor, hoje temos outra obra à disposição de vocês: No São Paulo Antiga Imagem retirada do site São Paulo Antiga Trata-de do excelente “Tebas – Um negro arquiteto na São Paulo escravocrata” de Abilio Ferreira. A obra é um livro indispensável para todo paulistano ou interessado em descobrir um ponto nunca tão mostrado da nossa história, e que agora pode ser conhecido por todos. Joaquim Pinto de Oliveira (*1721 +1811) nasceu na cidade de Santos como um escravo, que foi trazido do litoral paulista até São Paulo por um mestre-pedreiro português. Eventualmente, Joaquim prestou serviços para as principais ordens católicas – os ...

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Gabriela Matos criou o projeto “Arquitetas Negras”, que terá como ação inicial a produção da primeira revista brasileira com conteúdo pensado e produzido exclusivamente por elas Foto: Arte de Lari Arantes sobre foto de divulgação

‘A arquitetura é branca, elitista e machista’

Arquiteta Gabriela Matos lançou um mapeamento on-line para divulgar e potencializar o trabalho das mulheres negras; em agosto será lançada a primeira revista brasileira sobre o tema Por Ana Carolina Diniz, do O Globo  Gabriela Matos criou o projeto “Arquitetas Negras”, que terá como ação inicial a produção da primeira revista brasileira com conteúdo pensado e produzido exclusivamente por elas /Foto: Arte de Lari Arantes sobre foto de divulgação  Você conhece alguma arquiteta negra? Já viu em alguma mostra ou publicação? Era a pergunta que Gabriela Matos se fazia. Negra, formada pela PUC de Belo Horizonte e pós-graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e exercendo a atividade há dez anos, a mineira não encontrava outras profissionais como ela no mercado de trabalho e nos meios que frequentava. Ao se incomodar com a ausência, ela lançou, ao lado da recifense Bárbara Oliveira, um mapeamento on-line ...

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Alunos de arquitetura da UFMG se recusam a projetar casa com área para empregados

Em nota, estudantes da UFMG pedem cancelamento do trabalho que previa projetar imóvel de 800 m² com área de serviço, quartos e banheiros para oito empregados. "Perpetua o racismo", criticam Por Larissa Ricci Do Em Alunos do curso de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) criticaram nesta quinta-feira um trabalho da disciplina Casa Grande que consistia em projetar um imóvel de alto padrão com espaço separado para empregados – com quartos e banheiros incluídos. Em nota coletiva de repúdio postada em uma rede social pelo diretório acadêmico da Escola de Arquitetura (EAD) da UFMG, os estudantes consideram que o projeto “incorpora a senzala e reforça os moldes de dominação em pleno século 21”. O trabalho foi proposto pelo professor Otávio Curtiss. Segundo a postagem, o trabalho previa que os alunos deveriam se reunir em duplas para fazer estudo preliminar e anteprojeto de uma residência de 800 metros quadrados ...

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A Cidade Ideal das Mulheres

Problemas envolvendo mobilidade, acessibilidade e segurança atinjam a todos, mas de forma mais intensa as mulheres. Veja propostas para repensar o planejamento urbano, sob o ponto de vista feminino Por Carolina Ito Do Revista Trip Especialistas na área de arquitetura e planejamento urbano vêm discutindo sobre as diferenças no modo como homens e mulheres usufruem do espaço das cidades. Eles mostram que problemas envolvendo mobilidade, acessibilidade e segurança pública, embora atinjam a todos, atingem as mulheres de modo mais intenso. São Paulo, como uma metrópole modernista, prioriza a lógica do “ir e vir do trabalho”, obrigando quem mora em regiões afastadas do centro a se deslocar por horas em um trânsito caótico. Esse cenário se torna pior em relação à maioria das mulheres que, além do trabalho produtivo, são responsáveis pelo trabalho reprodutivo. Elas realizam trajetos que não integram a lógica da metrópole, como ir ao mercado, levar os filhos à ...

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Arquitetos transformam a casa – e a vida – de famílias pobres de Heliópolis, em São Paulo

Por Ana Beatriz Rosa Do Brasil Post A casa tem uma varanda minúscula, quase um puxadinho, de onde é possível assistir ao movimento da rua. Não há garagem, janelas, quintal ou portão. Ao entrar, surge o primeiro obstáculo: degraus irregulares e íngremes que obrigam quem entra a usar a lateral da solas dos pés e até mesmo as mãos para se equilibrar.   Vencido o primeiro desafio, outra característica do pequeno sobrado: não há portas, mas buracos na parede que fazem a vez de acesso entre os cômodos. Acesso este que também precisa de um malabarismo - é hora de agachar, usar os joelhos e a flexibilidade da coluna para atravessar até a cozinha. E este é só o primeiro andar da casa em que Angélica da Silva reside em Heliópolis, na zona sul de São Paulo. “Estou sem trabalhar. Meu filho está preso. Meu marido faleceu. Era diarista e fui ...

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