quarta-feira, junho 16, 2021

Tag: crimes da escravidão

JOHN GABRIEL STEDMAN

John Gabriel Stedman e um escravo, após a captura da aldeia de Gado Saby

John Gabriel Stedman e um escravo, após a captura da aldeia de Gado Saby. JOHN GABRIEL STEDMAN (1744 - 7 de março 1797) foi um destacado soldado anglo-holandês e autor de renome. Nasceu na Holanda em 1744, filho de Robert Stedman, escocês e oficial da Brigada Escocesa, na Holanda, e de sua esposa Antoinetta Christina van Ceulen, de uma nobre linhagem holandesa. Passou a maior parte da infância na Holanda com seus pais e algum tempo com seu tio na Escócia. Os anos passados no Suriname foram caracterizados por encontros com escravos africanos e colonos europeus, bem com a exótica flora e fauna local. Registrou suas experiências em The Narrative of a Five Years Expedition against the Revolted Negros of Surinam (Narrativa de uma Expedição de Cinco Anos contra os Negros Revoltados do Suriname) (1796), que, mediante suas descrições da escravidão e de outros aspectos da colonização, tornou-se importante instrumento ...

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O permanente holocausto negro

por: Ricardo Gondim A formação cultural brasileira tem graves deformações. Desde seus primórdios matriciais, tantos índios como negros pagaram o mais caro preço para que nascesse esta nação que fala português, come farinha de mandioca e tem compulsão por tomar banho. Leio Darcy Ribeiro e quedo-me espantado pelas injustiças toleradas contra Tamoios, Tupinambás, Tupiniquins, Tabajaras e tantas outras etnias que sofreram horrores em nome da "civilização". Pergunto-me porque a religião não percebia tantas injustiças praticadas em nome do progresso. Por que não houve mais profetas defendendo a justiça com o dedo em riste. Os negros arcaram com um ônus incalculável. Em "O Povo Brasileiro" - A Formação e o sentido do Brasil" (Cia das Letras) - Darcy Ribeiro descreve os horrores sofridos pelos negros. Que foram esses negros? Nina Rodrigues ressalta que os escravos brasileiros vinham de três grandes grupos: Os da cultura sudanesa, principalmente os Yorubas ou Nagôs; os ...

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José do Patrocínio. Foto: Wikimedia Commons

José do Patrocínio

José Carlos do Patrocínio (Campos dos Goytacazes, 8 de outubro de 1854 - Rio de Janeiro, 30 de janeiro de 1905) foi um farmacêutico, jornalista, escritor, orador e ativista político brasileiro. Mulato, constitui-se em uma das mais destacadas figuras do movimento abolicionista e republicano no Rio de Janeiro. Biografia Filho de João Carlos Monteiro, vigário da paróquia de Campos dos Goytacazes e orador sacro de reputação na Capela Imperial, com Justina do Espírito Santo, uma jovem escrava Mina de quinze anos, cedida ao serviço do cônego por D. Emerenciana Ribeiro do Espírito Santo, proprietária da região. Embora sem reconhecer a paternidade, o religioso encaminhou o menino para a sua fazenda na Lagoa de Cima, onde José do Patrocínio passou a infância como liberto, porém convivendo com os escravos e com os rígidos castigos que lhes eram impostos. Aos catorze anos de idade, tendo completado a sua educação primária, pediu, e ...

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1452-55: quando Portugal e a Igreja Católica se uniram para reduzir [praticamente] todos os africanos à escravatura perpétua

Em 1455, o papa Nicolau V concedeu a Afonso V, entre outros direitos, o de reduzir à escravatura perpétua os habitantes de todos os territórios africanos a sul do Cabo Bojador. A Dum Diversas é uma bula papal dirigida a D. Afonso V de Portugal e publicada em 18 de junho de 1452 pelo Papa Nicolau V. Através desta Bula, o Papa afirma: (...) nós lhe concedemos, por estes presentes documentos, com nossa Autoridade Apostólica, plena e livre permissão de invadir, buscar, capturar e subjugar os sarracenos e pagãos e quaisquer outros incrédulos e inimigos de Cristo, onde quer que estejam, como também seus reinos, ducados, condados, principados e outras propriedades (...) e reduzir suas pessoas à perpétua escravidão, e apropriar e converter em seu uso e proveito e de seus sucessores, os reis de Portugal, em perpétuo, os supramencionados reinos, ducados, condados, principados e outras propriedades, possessões e bens ...

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Revolta dos Búzios

A Conjuração Baiana, também denominada comoRevolta dos Búzios ou Revolta dos Alfaiates(uma vez que seus líderes exerciam este ofício), foi um movimento de caráter emancipacionista, ocorrido no ocaso do século XVIII, na então Capitania da Bahia, no Estado do Brasil. Diferentemente da Inconfidência Mineira (1789), se reveste de caráter popular.  Antecedentes Sendo a então Capitania da Bahia governada por D. Fernando José de Portugal e Castro (1788-1801), a capital, Salvador, fervilhava com queixas contra o governo, cuja política elevava os preços das mercadorias mais essenciais, causando a falta de alimentos, chegando o povo a arrombar os açougues, antes da ausência de carne. O clima de insubordinação contaminou os quartéis, e as ideias nativistas que já haviam animado Minas Gerais, foram amplamente divulgadas, encontrando eco sobretudo nas classes mais humildes. A todos influenciava o exemplo da independência das Treze Colônias Inglesas, e idéias iluministas, republicanas e emancipacionistas eram difundidas também por uma ...

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GETTY IMAGES Image caption 'Darwin ficou encantado com a nossa biodiversidade. A Mata Atlântica foi o bioma mais rico que ele conheceu. Por outro lado, ficou revoltado com a escravidão. Sua família lutava contra o comércio de escravos', afirma o biólogo Nélio Bizzo

Charles Darwin e a escravidão no Brasil

Brasil foi fundamental para Darwin criar suas teorias, que retornaram ao país, mais tarde, e moldaram nossa nação Por Carlos Haag, do Revista Pesquisa Charles Darwin (GETTY IMAGES) Charles Darwin (1809-1882) passou quatro meses no Brasil, em 1832, durante a sua célebre viagem a bordo do Beagle. Voltou impressionado com o que viu: “Delícia é um termo insuficiente para exprimir as emoções sentidas por um naturalista a sós com a natureza no seio de uma floresta brasileira”, escreveu em seu diário científico. O Brasil, porém, aparece de forma bem menos idílica em seus escritos pessoais: Espero nunca mais voltar a um país escravagista. O estado da enorme população escrava deve preocupar todos que chegam ao Brasil. Os senhores de escravos querem ver o negro como outra espécie, mas temos todos a mesma origem num ancestral comum. O meu sangue ferve ao pensar nos ingleses e americanos, com ...

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Harriet Tubman

Harriet Tubman nasceu Araminta "Minty" Ross e seus pais, Harriet ("Rit") Green e Ben Ross eram escravos. Rit pertencia a Mary Pattison Brodess e, mais tarde a seu filho Ben, enquanto Ben pertencia legalmente ao segundo marido de Mary, Anthony Thompson, proprietário de uma grande fazenda perto do Rio Blackwater, em Cambridge, Maryland.2 Conforme ocorreu como muitos escravos nos Estados Unidos, a data e o local de seu nascimento não foram registrados e os historiadores divergem quanto a esta questão. Kate Larson registro o ano de 1822, baseada em um pagamento feito a uma parteira e em vários outros documentos históricos,3 enquanto Jean Humez afirma que "as evidências à nossa disposição sugerem que Tubman nasceu em 1820, mas isto pode ter ocorrido um ou dois anos mais tarde".4 Catherine Clinton observa que a própria Tubman declarou que o ano de seu nascimento foi 1825, ao passo que sua certidão de óbito menciona 1815 ...

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Jacobinos Negros: O épico e o trágico na história do Haiti

RESUMO  O AUTOR apresenta uma resenha crítica do livro de C. L. R. James, editado, no Brasil, pela Boitempo, intitulado Os jacobinos negros. Toussaint L'Ouverture e a revolução e São Domingos. James narra e analisa a rebelião dos escravos da colônia francesa situada na ilha de São Domingos, no final do século XVIII, como conseqüência da ação da Convenção surgida da Revolução Francesa de 1789, a qual proclamou a emancipação dos escravos. Nessa rebelião, o autor destaca a ação do líder negro Toussaint L'Ouverture, que, após derrotar exércitos da França, Eha e Inglaterra, ganhou o domínio da colônia francesa. Em seguida, a obra de James se detém na determinação de Bonaparte de restaurar a escravidão e o envio da força expedicionária francesa comandada por Leclerc. Toussaint L'Ouverture viria a ser derrotado e aprisionado. Seus companheiros, Dessalines e outros, os jacobinos negros, prosseguiram o combate e conquistaram, em 1804, a Independência ...

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François-Dominique Toussaint Louverture

- Outro (s) nome (s) - Toussaint Louverture - Data de nascimento: 1743 - -Local: Haiti (então Saint-Domingue) - Data de falecimento: 8 de abril de 1803, aos 59 anos - -Local: França - Movimento: Revolução haitiana - François-Dominique Toussaint Louverture Toussaint Bréda, Toussaint-Louverture (20 de maio de 1743 - 8 de abril de 1803) foi um líder da revolução haitiana. Nascido em Saint-Domingue, no decorrer de uma prolongada luta pela independência Toussaint conduziu os africanos escravizados a uma vitória sobre os europeus, aboliu a escravidão e assegurou o controle da colônia pelos nativos em 1797, enquanto era nominalmente seu governador. Expulsou o comissário francês Léger Félicité Sonthonax, bem como o exército britânico, invadiu Santo Domingo para libertar os escravos que ali havia e redigiu uma constituição, auto-nomeando-se governador vitalício e estabelecendo uma nova política para a colônia. François-Dominique Toussaint Louverture Toussaint Bréda, Toussaint-Louverture (20 de maio de 1743 - 8 de abril de 1803) foi ...

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Foto: Marcus Steinmayer

A carta da Princesa por Sueli Carneiro

A televisão, em 30 de abril, divulgou o conteúdo de uma carta da princesa Isabel datada de 11 de agosto de 1889 endereçada ao visconde de Santa Victória. Nela se revelam os seus esforços e de seu pai, o imperador D. Pedro II, para prover condições dignas de sobrevivência e inserção da população ex-escrava na sociedade brasileira. O texto da princesa defende a indenização aos ex-escravos, a constituição de um fundo para a compra e doação de terras que lhes permitissem sobreviver e se inserir socialmente pela exploração agrária e pecuniária sustentada. Mas há coisas que só podem ocorrer no Brasil. A revelação de um documento histórico cujo conteúdo é de grande importância para milhões de brasileiros descendentes de escravos reduziu-se, na matéria produzida pela TV, a mera reatualização dos nossos antigos manuais didáticos que eram prenhes na reiteração do caráter benevolente da princesa por decretar a Abolição. Mais que ...

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Foto: Marcus Steinmayer

A carta da Princesa, por Sueli Carneiro

Sueli Carneiro Fonte: Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião A televisão, em 30 de abril, divulgou o conteúdo de uma carta da princesa Isabel datada de 11 de agosto de 1889 endereçada ao visconde de Santa Victória. Nela se revelam os seus esforços e de seu pai, o imperador D. Pedro II, para prover condições dignas de sobrevivência e inserção da população ex-escrava na sociedade brasileira. O texto da princesa defende a indenização aos ex-escravos, a constituição de um fundo para a compra e doação de terras que lhes permitissem sobreviver e se inserir socialmente pela exploração agrária e pecuniária sustentada. Mas há coisas que só podem ocorrer no Brasil. A revelação de um documento histórico cujo conteúdo é de grande importância para milhões de brasileiros descendentes de escravos reduziu-se, na matéria produzida pela TV, a mera reatualização dos nossos antigos manuais didáticos que eram prenhes na reiteração do caráter ...

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(Foto: Marcus Steinmayer)

Reparações e compilações – Sueli Carneiro

O jornal O Tempo, de Belo Horizonte, procurou-me, esta semana, interessado no tema das reparações que está pautado internacionalmente em função da Conferência de Racismo, que ocorrerá na África do Sul em agosto de 2001. Por Sueli Carneiro O tema me traz à lembrança o extraordinário artigo ‘‘Dívida de Sangue'', de Rubens Ricupero, na Folha de S. Paulo, sobre a monstruosidade do tráfico negreiro que trouxe para as Américas em torno de 11,5 milhões de africanos, a grande maioria deles para o Brasil. Nele, Ricupero demonstra, por meio de textos do séculos 18, como o tráfico negreiro se constituiu a mola propulsora do desenvolvimento da Europa Ocidental e da América como ‘‘inexaurível fundo de riqueza e poder'' para essas nações, responsável ‘‘pela elevação do nível de vida de muitos europeus e americanos, ao mesmo tempo em que degradava a vida de numerosos negros escravizados''. A conclusão de Ricupero em relação ...

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