quinta-feira, outubro 15, 2020

    Tag: Debora Diniz

    Debora Diniz pesquisa o aborto no Brasil há 25 anos Foto: Arquivo Pessoal

    Debora Diniz: ‘A criminalização do aborto mata, persegue e não reconhece a capacidade de escolha das mulheres’

    O aborto não saiu do debate público desde que o caso da menina do Espírito Santo, grávida aos 10 anos de idade após ser estuprada por um tio, veio à tona no mês passado. A pressão sofrida pela criança para manter a gravidez, mesmo tendo o direito legal de interrompê-la, e as cenas de extremistas religiosos em frente ao hospital onde ela seria atendida a chamando de assassina geraram revolta. Pouco tempo depois, a mobilização se voltou para a uma portaria editada pelo Ministério da Saúde que dificultava o acesso ao aborto legal em caso de estupro ao obrigar os profissionais de saúde a notificarem à polícia ao acolher mulheres vítimas de violência sexual e a informarem a gestante sobre a possibilidade de visualização do feto por meio de ultrassonografia. A medida foi imediatamente repudiada por uma série de especialistas em direitos reprodutivos e representantes do movimento de mulheres, e ...

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    Como será o mundo pós pandemia? Pesquisadora da UnB aposta em novos valores para humanidade

    Para Débora Diniz, 'é do desamparo que vamos conseguir imaginar outras formas de vida'. Professora fala ainda sobre como isolamento social rompe redes de apoio de mulheres; leia entrevista. Por Marília Marques, do G1 Débora Diniz, pesquisadora da Universidade de Brasília — Foto: Arquivo pessoal Um mês após a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar a pandemia de Covid-19, os países ainda estão aprendendo a lidar com regras de isolamento social, com o crescimento exponencial de casos do novocoronavírus e os impactos econômicos e sociais da doença. No Brasil, aulas foram suspensas, comércios estão fechados e as famílias de baixa renda serão atendidas por benefícios emergenciais do governo. Do outro lado, até quem passava longe do status de vulnerabilidade social se viu em busca de alternativas para contornar a crise. Em meio ao desamparo e aos aprendizados de como lidar com a situação, cientistas sociais fazem ...

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    A pesquisadora Debora Diniz (Foto: Pablo Saborido/CLAUDIA)

    Antropológa Debora Diniz recebe prêmio internacional por seu trabalho na área de igualdade de gênero

    Colunista do EL PAÍS ganhou o Dan David Prize. “Se fui agraciada é porque sou uma brasileira na linha de frente da resistência à ofensiva contra os direitos das mulheres e meninas” No El País A pesquisadora Debora Diniz (Foto: Pablo Saborido/CLAUDIA) A antropóloga e colunista do EL PAÍS Debora Diniz venceu nesta quarta-feira o prêmio Dan David na categoria igualdade de gênero. A iniciativa, que existe desde 2001, reconhece pesquisas interdisciplinares que “quebram paradigmas e fronteiras” em sua área, promovendo “impacto social e cultural”. “Estou emocionada com esta honra. Sou a segunda mulher da América Latina a receber este importante prêmio acadêmico”, escreveu a antropóloga no twitter. “Agradeço a todas as mulheres que eu conheci ao longo da minha carreira de pesquisadora. É alentador saber que a luta pelo aborto no Brasil é central à igualdade no mundo”. Diniz dividiu a honraria de um milhão ...

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    (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

    “Aborto não é matéria de prisão, mas de cuidado, proteção e prevenção”, diz Débora Diniz no STF

    Uma das mais importantes pesquisadoras sobre aborto na América Latina, a professora da UNB dá uma aula em audiência pública que debate a ADF 442 e argumenta que por que criminalizar não deve ser o caminho no Revista Fórum Nesta semana o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou a série de audiências públicas para debater a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 442, ajuizada pelo PSOL e Instituto de Bioética – Anis. Um dos discursos mais esperados era o da professora da Faculdade de Direito da UNB Débora Diniz. Ela é um dos principais nomes da academia que pesquisam o assunto. Na audiência do STF, Débora chamou a atenção para os resultados da Pesquisa Nacional do Aborto de 2016, que mostram que uma em cada cinco mulheres de até 40 anos já abortaram. “Se todas as mulheres que fizeram aborto estivessem na prisão, teríamos um contingente de 4,7 milhões de ...

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    Débora Diniz. Imagem: TV Brasil

    “Criminalização do aborto não é baseada em evidências sobre a vida das mulheres” diz Débora Diniz

    Poucos temas testam tanto os limites da separação entre Direito e moral quanto o aborto. E não poderia estar em outro foro além do Supremo Tribunal Federal, destino de praticamente todos os temas importantes para a sociedade brasileira dos últimos anos. por Por Ana Pompeu no Conjur Débora Diniz. Imagem: TV Brasil A constitucionalidade da criminalização do aborto foi levada ao Supremo por meio da ADPF 442. Entre estas sexta (3/8) e segunda-feira (6/8), o tribunal promoverá audiências públicas para discutir o pedido feito na petição inicial. São 40 inscritos, o que a transforma na audiência pública com o maior número de participantes da história do tribunal. Fora dos muros e corredores do STF, Débora Diniz, professora da Faculdade de Direito da UnB, fundadora e pesquisadora da Anis — Instituto de Bioética e ativista dos direitos das mulheres, vem sofrendo ameaças por suas posições. Uma das principais cabeças ...

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    “A mulher que aborta está na nossa família”

    Autora da Pesquisa Nacional de Aborto 2016 e de livro sobre a epidemia de zika, Debora Diniz diz que é preciso mudar o debate sobre o tema no Brasil Por Tory Oliveira Do Carta Capital Aos 40 anos, uma em cada cinco brasileiras fez pelo menos um aborto. Somente em 2015, 503 mil mulheres interromperam a gestação no Brasil. São 1,3 mil abortos por dia, 57 por hora, quase um por minuto. As estatísticas, captadas na Pesquisa Nacional de Aborto – 2016, revelam uma realidade muitas vezes subterrânea e silenciosa, mais presente do que se imagina. “A mulher que aborta está dentro da nossa família e na nossa vizinhança. Ela não é uma fantasia criada pelo debate moral”, afirma a antropóloga Debora Diniz, uma das autoras do estudo e professora de Bioética na Universidade de Brasília. A polêmica em torno da interrupção da gravidez voltou ao debate público por conta do ...

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    Hand of witness on Bible in courtroom

    Em nome de Deus

    Estamos em campanha política e o nome de Deus é vocativo popular para dizer qualquer coisa sobre o bem do povo brasileiro. Em geral, a frase é anunciada com pompa: "em nome de deus". Assim mesmo, no singular e multiuso, um só Deus e para muitas coisas. Duvido dos que se aprumam para o discurso político "em nome de deus"; mas me assustam mesmo os que lançam o vocativo e seguem com listas de perseguições. Por Debora Diniz Do Brasil Post "Em nome de deus, não haverá casamento gay", "Em nome de deus, o aborto será proibido", "Em nome de deus, não haverá isso de ideologia de gênero nas escolas". Por isso, prefiro os sem vocativo com apelo divino; gosto dos mundanos. Eles são minoria, é verdade, mas precisamos ouvir o que dizem. Busco os candidatos que dizem ser gênero matéria obrigatória nas escolas e que não há nada disso de ideologia ...

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    Ele é ela; ou não será ninguém

    Neon Cunha recebeu o registro de nascimento como sendo um menino. Seu nome foi Neumir, os pais eram migrantes do interior de Minas Gerais. O pai trabalhou como metalúrgico em um chão de fábrica, a mãe como faxineira em chão de gente rica. É a mãe que conta como desde miudinha Neon se apresentava menina nas roupas e brinquedos. Neon é uma transexual, uma transmulher, isto é, o corpo designado como masculino ao nascer não é o que ela se reconhece pela vida. Neon quer ser ela; caso contrário, prefere ser ninguém. Se a Justiça não acolher seu pedido de mudança de nome, Neon prefere o "direito a uma morte assistida". Por Debora Diniz Do Brasil Post Morte assistida é uma expressão comum à bioética. Descreve formas e cuidados para as pessoas em estágio terminal de doenças para uma morte sem dor ou sofrimento. A morte assistida pode ser por uma ...

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    Debora Diniz afirma que interrupção de gestações seria parte de uma ação maior focada 'na garantia de direitos das mulheres'

    Grupo prepara ação no STF por aborto em casos de microcefalia

    O grupo de advogados, acadêmicos e ativistas que articulou a discussão sobre aborto de fetos anencéfalos no Supremo Tribunal Federal, acatada em 2012, prepara uma ação similar para pedir à Suprema Corte o direito ao aborto em gestações de bebês com microcefalia. Por Ricardo Senra, no BBC À frente da ação, que deve ser entregue aos ministros em até dois meses, está a antropóloga Debora Diniz, do instituto de bioética Anis, que recebeu a BBC Brasil em seu escritório em Brasília. "Somos uma organização que já fez isso antes. E conseguiu. Estamos plenamente inspiradas para repetir, sabendo que vamos enfrentar todas as dificuldades judiciais e burocráticas que enfrentamos da primeira vez." Ela se refere à lentidão do processo – o pedido de avaliação dos abortos para fetos anencéfalos foi feito pela Anis em 2004 e aceito pelos ministros, por 8 votos a 2, em 2012. Mas também às barreiras morais e ...

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    Foto: Tato Rocha / Acervo JC Imagem

    Enem e violência doméstica: o que as redações revelaram

    A prova do Enem já foi aquele escândalo em 2015. Como o Ministério da Educação teve a ousadia de sugerir como tema de redação a “persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira?” No burburinho que se seguiu à prova, falou-se mais de gênero, da fantasia do fim das famílias, que mesmo da violência contra a mulher — o tema concreto da redação. O susto veio atrasado. O ministro Aloizio Mercadante anunciou o balanço das provas do Enem: seu espanto foi que 55 candidatas fizeram da redação um texto confessional sobre a violência vivida ou testemunhada. Não eram peças retóricas sobre a persistência da violência, mas relatos de sobreviventes da violência doméstica e familiar. Tato Rocha / Acervo JC Imagem Por Debora Diniz Do Justificando O Ministério da Educação embaraçou-se. O que seriam aquelas redações: textos de provas, semelhantes às escritas pelos homens, ou pedidos de ...

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    debora-de-niz-unb

    Patriarcado da violência

    A brutalidade não é constitutiva da natureza masculina, mas um dispositivo de uma sociedade que reduz as mulheres a objetos de prazer e consumo dos homens Por: Débora Diniz Eliza Samudio está morta. Ela foi sequestrada, torturada e assassinada. Seu corpo foi esquartejado para servir de alimento para uma matilha de cães famintos. A polícia ainda procura vestígios de sangue no sítio em que ela foi morta ou pistas do que restou do seu corpo para fechar esse enredo macabro. As investigações policiais indicam que os algozes de Eliza agiram a pedido de seu ex-namorado, o goleiro do Flamengo, Bruno. Ele nega ter encomendado o crime, mas a confissão veio de um adolescente que teria participado do sequestro de Eliza. Desde então, de herói e "patrimônio do Flamengo", nas palavras de seu ex-advogado, Bruno tornou-se um ser abjeto. Ele não é mais aclamado por uma multidão de torcedores gritando em ...

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