Tag: descolonização

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    Reino Unido endividou-se para proteger escravocratas

    Conforme relembrou recentemente o jornal britânico The Telegraph, somente em fevereiro de 2015, o governo do Reino Unido, à época liderado pelo conservador David Cameron, finalmente terminou de pagar uma dívida descomunal de origem vergonhosa, contraída 180 anos antes. Tratava-se da liquidação dos últimos pagamentos referentes a um imenso empréstimo contraído em 1835, pelo tesouro britânico, e que teve como objetivo indenizar proprietários de empresas agrárias nas colônias caribenhas que tiveram “perdas de propriedades” a partir da abolição da escravidão. Calculadas a partir do número de “propriedade perdidas”, isto é, mulheres, homens e crianças libertas, as indenizações foram oficializadas em 1837, através da promulgação do Slave Compensation Act (Ato de Compensação Escravocrata, em tradução livre), cinco anos após a aprovação da abolição da escravidão, em 1833, pelo parlamento inglês e pelo rei William IV. Para indenizar os quase 47 mil proprietários de escravos que se sentiram prejudicados pelo fim do ...

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    Bell Hooks/ Foto: retirado no Google imagens.

    “Amar a negritude”: a descolonização na luta antirracista

    Uma das coisas mais difíceis é você amar aquilo que você vê. Bell Hooks (2010) escreve, "a arte e a forma de amar começa na capacidade de nos conhecer e nos afirmar" (s/p). Olhar para o espelho e nos reconhecer como seres humanos incríveis é um processo que está sempre em construção. Olhar para si sem crítica e sem julgamentos é uma tarefa quase impossível em uma sociedade racista. Porém sendo "quase" significa que a capacidade de nos amar é tarefa alcançável. Amar esse corpo escuro; esses cabelos rebeldes; esse nariz largo; essa boca grande; amar a si do jeitinho que se sente mais confortável.  Repito a palavra “amar”, pois como bem aponta a autora, “o amor cura”. Não venho querendo explicar o que é o amor, cada um sabe e entende de forma diferente o significado dessa palavra, venho expressar um pouco de todo turbilhão que eu sinto/senti nesses ...

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    Descolonizar as universidades para uma ecologia dos saberes

    A DEFESA DA DESCOLONIZAÇÃO DAS UNIVERSIDADES FOI O MOTE DA CONFERÊNCIA DO PORTUGUÊS BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS NA UFMG. Foto: Reprodução/Educezimbra Do Educezimbra O evento integrou as atividades em comemoração aos 90 anos da UFMG. O intelectual foi apresentado pela professora da Faculdade de Educação e ex-ministra das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, como um ativista cujas reflexões são uma provocação à produção de conhecimento nos moldes como é realizada hoje. “O Brasil ainda tem muito de Norte em si. Existem linhas abissais que separam o conhecimento científico de outros saberes, que separam os sujeitos que os produzem. É importante se inquietar e lutar pela descolonização da universidade”, destacou Nilma Gomes. A conferência tratou de questionar a hegemonia branca e ocidental em que o conhecimento científico está inserido, e chamou a atenção dos ouvintes para a necessidade de compreender as disputas de poder no processo de produção científica. ECOLOGIA DOS SABERES Motivado pelo desassossego com a ciência moderna, Boaventura ...

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    Carta aberta aos negros e negras que lutam pelo fim da escravidão do pensamento

    Não nos contaram nos bancos escolares, nem nas cadeiras da academia a história do nosso povo. O que contam do nosso povo é que fomos escravizados. E ao contar, contam com o olhar de quem se debruça na sacada da Casa Grande. Quando contam nossa história é de uma perspectiva embranquecida que nos mantem numa posição inferior. Até a vitória contra a escravidão retiraram de nós. Princesa Isabel recebe as glórias, mas quem as merecia era José do Patrocíneo, André Rebouças, Luiz Gama, Dandara, Luíza Mahin… Por Lucas Veiga Do Revista Fórum A FORÇA DO NOSSO POVO E A REAÇÃO BRANCA Vocês sabiam que a civilização egípcia, uma das mais antigas e imponentes civilizações, era composta por negros? Vocês sabiam que os negros do Egito construíram as Pirâmides antes de Pitágoras formular o teorema? Sabiam que gregos iam muito ao Egito em busca de conhecimento? Sabiam que as bibliotecas egípcias foram ...

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    “É preciso descolonizar Portugal”

    Num país de maioria branca os negros veem-se logo, mas ninguém repara quando não estão. E não estão em muitos sítios: no Parlamento, nas TV, nas profissões "boas", nas universidades, nos governos. Uma invisibilidade invisível que a ONU quer combater com a proclamação da década dos afrodescendentes, 2015/24; um apartheid informal que cada vez mais negros portugueses denunciam e tentam "furar". Vai ser agora, com a terceira geração, dizem Por Fernanda Câncio do DN Foto: Orlando Almeida / Global Imagens "Tive uma professora negra na escola primária." A frase de João é recebida com espanto. "Sério?";"Nunca tive";"Que sorte". Estamos na sala da associação de estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde decorre o período de debate após uma conferência da socióloga Cristina Roldão, intitulada "Perpetuação do Colonialismo: Afrodescendentes e o Acesso ao Ensino". A investigadora do ISCTE, ela própria afrodescendente, veio falar do que ...

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    Leitura de autores como o queniano Thiong’o ajudam a descolonizar nossa visão eurocêntrica

    Resta em nossa educação um misto de preconceito e prepotência acerca do que é “cultura de qualidade” ou “cultura superior”. A resistência às literaturas africanas é reflexo dessa educação colonizada Por Gustavo Brito Do Jornal Opção Os anos de colonização do continente Africano são o principal motivo para o estranhamento expresso na pergunta: “por que não Literatura Africana?”. De fato, apesar de a literatura produzida em África ter traços de irmandade continental devido, sobretudo, ao laço de expropriação e exploração que une os povos da terra, é impossível tratar o assunto no singular. São Literaturas Africanas. Outro efeito pós-colonial, advindo da imensa massificação cultural à qual somos submetidos, é permitir que ainda hoje se confunda um continente com um país; os países africanos vão muito além das savanas míticas povoadas por animais ferozes e povos famintos. Se assumirmos a produção literária como uma das características fundamentais da maturidade artística e intelectual ...

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    Descolonização e racismo à portuguesa

    O que Marcelo Rebelo de Sousa fez foi manifestar o contínuo histórico baseado no conceito do bom português que trata os “seus negros” com humanidade. Por ANTÓNIO TOMÁS, do PÚBLICO ANTÓNIO TOMÁS O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi visitar a ilha de Gorée, no Senegal, e fez declarações sobre o envolvimento de Portugal no tráfico de escravos. O que lá mencionou foi o gesto madrugador de Portugal ao ter reconhecido a injustiça da escravatura, em 1761, quando pela mão do marquês de Portugal aboliu tal prática em parte do seu território em “reconhecimento pela dignidade do homem”, segundo disse. As declarações do Presidente tiveram o condão de iniciar um saudável debate sobre a participação portuguesa no tráfico de escravos, a colonização e a descolonização, e sobre como esses assuntos são tratados hoje nos programas de ensino em Portugal. O que tem faltado no debate não são argumentos ...

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    “O racismo é uma problemática branca”, diz Grada Kilomba

    A artista interdisciplinar portuguesa aborda questões como gênero, memória e racismo Por Djamila Ribeiro Do CartaCapital "Como mulheres negras, feministas que descolonizam o pensamento, precisamos aprender a focar na energia certa" A convite do Instituto Goethe, Grada Kilomba fez intervenções em São Paulo dentro do evento “Massa Revoltante". A escritora, performer e professora da Universidade Humboldt de Berlim realizou a palestra performance “Descolonizando o conhecimento” Com origens nas ilhas São Tomé e Príncipe e Angola, a artista interdisciplinar portuguesa Grada Kilomba trabalha com os temas de gênero, raça, trauma e memória. Autora dePlantations Memories – Episodes of everyday racism, acaba de lançar sua mais nova obra chamada Performing Knowledge. Particularmente, encontrá-la foi um momento especial porque Grada está nas referências bibliográficas da minha pesquisa de mestrado, e foi emocionante poder conhecê-la além de sua obra. Grada parece ocupar um lugar de sublimação, sua fala é otimista, acolhedora e seu trabalho, como ...

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    Só descolonização da subjetividade trará mudança à América Latina, diz Walter Mignolo

    Para o pesquisador argentino, a criação de Estados nacionais após os movimentos de independência apenas abalou a ordem mundial moderna/colonial, mas só a descolonização do ser e do saber levará a uma mudança. Deutsche Welle: Os movimentos de independência na América Latina completam 200 anos. Mas até que ponto é historicamente correto falar em independência? Seria possível unificar os movimentos de independência na América Latina em uma única corrente ou foram eles causados por fenômenos históricos distintos? Walter Mignolo: Seria equivocado limitar a análise dos "movimentos de independência" apenas à América Latina. Pois a "América Latina" não existia no momento em que ocorreu a assim chamada independência. O que houve foi o desmembramento dos vice-reinados espanhóis nas Índias Ocidentais sob o ponto de vista dos espanhóis e da população crioula que buscava a independência da Espanha. Acho que é hora de deixar para trás o imaginário nacional e ver o que aconteceu ...

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