quinta-feira, janeiro 28, 2021

Tag: ditadura

“Negro tem que ir pro pau”: heranças da ditadura no genocídio do povo negro no Brasil hoje

A frase do título deste artigo foi proferida por Luiz Alberto Abdala, delegado da 44ª Delegacia de Polícia do Distrito de Guaianases, São Paulo, e transcrita em um documento confidencial (estrategicamente não assinado) da Divisão de Informações do DOPS/SP, datado de 15 de maio de 1978. O documento tratava das comemorações do dia 13 de maio em razão dos 90 anos da abolição da escravidão. Não à toa, a delegacia por ele capitaneada protagonizou o episódio racista que desencadeou na formação do Movimento Negro Unificado (MNU) meses depois, em julho de 1978. O Brasil ainda vivenciava uma ditadura militar quando Robson Silveira da Luz, feirante negro de 27 anos, foi acusado de roubar frutas e, por conta disso, sofreu torturas e foi assassinado por policiais militares do referido distrito. A reação da militância negra não tardou e, em resposta a esse e outros causos racistas, formalizou-se a entidade do movimento ...

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Paulo Sérgio Pinheiro. Presidente da Comissão de Inquérito sobre a Síria falou sobre crimes de guerra do Estado islâmico no país Foto: PIERRE ALBOUY / REUTERS

Armar o povo: atentado contra o Estado

Na reveladora reunião do dia 22 de abril, no Palácio do Planalto, difícil é escolher qual das falas é mais grave e ameaçadora em relação ao constitucionalismo democrático em vigência aqui, desde 1988. Há de tudo, para os mais variados crimes. O presidente da República, em sua verborragia, dá vazão a grande número de ideias que passam por sua cabeça sem nenhuma lógica discursiva. O que mais me horrorizou, lendo de uma perspectiva do Estado e dos direitos humanos, é o trecho em que o presidente propõe o armamento da população, que aqui reproduzo em parte: – (…) O povo está dentro de casa. Por isso que eu quero, ministro da Justiça e ministro da Defesa, que o povo se arme! Que é a garantia que não vai ter um filho da puta aparecer para impor uma ditadura aqui! Que é fácil impor uma ditadura! Facílimo! Um bosta de um ...

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Jucielen Romeu recebe a medalha de prata no boxe do Pan Imagem- Wander Roberto:COB

Medalhista, Jucielen Romeu, do boxe é proibida de falar sobre racismo e empoderamento

Medalhista de prata nos Jogos Pan-Americanos, Jucielen Romeu foi censurada quando se prontificou a falar sobre racismo e empoderamento feminino. O veto partiu do treinador-chefe da seleção brasileira, Mateus Alves, assim que a reportagem citou a vontade de conversar com ela sobre o tema e a lutadora assentiu que sim com a cabeça. Juci, como é conhecida no meio do boxe, é terceiro sargento do Exército Brasileiro. Jucielen Romeu recebe a medalha de prata no boxe do Pan Imagem- Wander Roberto:COB "Ela não pode falar disso. Está proibida. A seleção não é lugar para falar dessas coisas. Ela não pode falar desse tipo de coisa. Não pode falar de política", disse ele, se colocando à frente da atleta na zona mista do Coliseo Miguel Grau em Callao, cidade vizinha a Lima, no Peru. Jucielen costuma se posicionar sobre temas como feminismo e racismo. Ela começou a ...

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Thiago Amparo - Folha de São Paulo

Bolsonaro faz da mentira sua tática política sobre a ditadura

Ao presidente cabe esclarecer suas declarações que violam compromissos internacionais de busca da verdade por Thiago Amparo no Folha de São Paulo Thiago Amparo - Folha de São Paulo Imagina um dia acordar e não saber onde está seu pai, mãe ou filho. Imagina conviver com o peso dessa ausência por décadas. Imagina não possuir sequer um atestado de óbito. Ou pior: possuir um que não aponte a real razão da morte de seu familiar. Este é o caso das famílias de 243 desaparecidos durante a ditadura civil-militar entre 1964 e 1985. Desaparecidos políticos representam metade das vítimas fatais da ditadura segundo relatório da Comissão Nacional da Verdade de 2014. Nesta quinta-feira (1), o presidente Jair Bolsonaro modificou quatro dos sete assentos da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos do governo federal. Modificou é eufemismo. Aparelhou ideologicamente o órgão com correligionários do PSL. O motivo da ...

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Ele também afirma que esquerda e direita não têm as mesmas responsabilidades no processo de radicalização que levou ao golpe (Arquivo Nacional )

Historiador citado por Toffoli rejeita chamar ditadura de ‘movimento’

Em seminário sobre Constituição de 1988, o presidente do STF afirmou que prefere chamar a ditadura civil-militar de "movimento de 1964" Por Carol Scorce, da Carta Capital   Ele também afirma que esquerda e direita não têm as mesmas responsabilidades no processo de radicalização que levou ao golpe (Arquivo Nacional) O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, afirmou nesta segunda-feira 1º que não usa, ao falar do período da ditadura civil-militar no Brasil, os termos "golpe" ou "revolução". "Me refiro a movimento de 1964", disse. A fala foi feita em um seminário que tratava dos 30 anos da Constituição de 1988. Ao falar do período da ditadura militar, Toffoli mencionou o historiador Daniel Aarão Reis. Segundo o presidente do STF, sua pesquisa indicaria que tanto a esquerda quanto a direita conservadora, naquele período, tiveram a conveniência de não assumir seus erros anteriores a 1964, passando a atribuir ...

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Ressurreição da esquerda na ditadura. A vida ensina. A gente aprende?

Ao longo dos últimos 30 anos, refluiu o ativismo de esquerda, aquele que conectava local de trabalho e local de moradia - e se realizava em paróquias, associações ou subsedes sindicais. Em seu lugar, cresceu um outro organizador de rotinas, aspirações e desejos - as igrejas evangélicas, que se multiplicaram, precisamente, depois de 1980. Uma escola de política se esvaziava, uma outra se erguia Por Reginaldo Moraes, da Carta Maior  Imagem retirada do site Carta Maior Há exatos 30 anos, o sociólogo e militante Eder Sader publicou um livro de obrigatória referência para quem busca analisar os movimentos sociais da Grande São Paulo, na década de 1970. E útil, também, para compreender outros contextos, nas outras regiões metropolitanas do país. O título era mais do que sugestivo – Quando Novos personagens entraram em Cena – experiências e lutas dos trabalhadores da Grande São Paulo 1970-1980. (Paz & Terra, S. ...

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Foto: Arquivo / Ales

Ditadura e memória. A memória da ditadura

Os "conselheiros" econômicos de Washington, os "Chicago-boys", treinados na escola "liberal" de Milton Friedman, utilizaram Pinochet para implantar o ultraliberalismo no Chile, antes de Thatcher, antes de Reagan (...) O objetivo da violência era disciplinar a população enquanto o projeto econômico era aplicado, e a memória da violência serve ao mesmo objetivo. Por  Jean Ortiz, L'Humanité, da Carta Maior  Foto: Arquivo / Ales Trabalho no momento pesquisando as ditaduras dos anos 1970-1980 na América Latina, e o período "pós-ditadura", chamado na Espanha de "transição". Uma pergunta tem me deixado obcecado: por que, ao fim de uma ditadura, quem mais lutou (os comunistas, na Espanha e outros países, a esquerda no Chile, no Uruguai etc.) não é capaz de capitalizar politicamente, eleitoralmente, o sangue derramado por seus militantes? Ao longo dos anos, conversei com vítimas, guerrilheiros, "clandestinos", "heróis" anônimos, resistentes, pessoas que sofreram torturas, famílias cujos membros foram ...

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Mesmo após debates, SP mantém nomes de ruas que lembram agentes da ditadura

Mesmo após diversos esforços e debates, a cidade de São Paulo mantém pelo menos 20 nomes de ruas, avenidas ou praças que homenageiam pessoas que cometeram violações de direitos humanos durante a ditadura militar (1964-1985). Em 2015, a prefeitura chegou a lançar um programa para substituir o nome dos agentes e colaboradores do regime. No entanto, apenas duas ações foram finalizadas. Atualmente, a Secretaria Municipal de Direitos Humanos informou que não há proposta do Executivo para promover esse tipo de alteração. Há, entretanto, alguns projetos de autoria de vereadores em tramitação na Câmara Municipal. Por Daniel Mello , da  Agência Brasil Em 2015, o nome do Elevado Costa e Silva foi trocado para Elevado João Goulart. Assim, a via que faz ligação da região central com a zona oeste deixou de ter o nome do segundo presidente do regime ditatorial para homenagear o presidente deposto no golpe de 1964. O nome da ...

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Boaventura de Sousa Santos: ‘Estamos em uma transição da democracia para a ditadura?’

Em debate promovido pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, pensador português analisou os riscos de uma democracia dominada pelo poder econômico, que usa drones e notícias falsas como armas Por Fernanda Canofre dos Santos Do Rede Brasil Atual Um ano e meio depois de ter recebido o título de cidadão porto-alegrense — e ter feito uma crítica à cidade, com a qual diz ter uma forte ligação, por ter se afastado do espírito democrático que a tornou conhecida internacionalmente — Boaventura de Sousa Santos voltou à capital gaúcha. Desde a última vez em que esteve aqui, o pedido de impeachment que havia recém sido aceito pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), se concretizou e Dilma Rousseff (PT) foi retirada do governo. Seu vice, Michel Temer (PMDB) está envolvido em uma das piores crises políticas da história do país e pode responder a processo por organização ...

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Dançando sob a mira dos DOPS: Bailes soul, racismo e ditadura nos subúrbios cariocas nos anos 1970

Os historiadores que pesquisam a documentação do Departamento de Ordem Política e Social do antigo estado da Guanabara (DOPS/GB) têm relativa certeza do que encontrarão ao abrir as pastas empoeiradas do Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ): informações sobre militantes políticos, relatórios sobre a guerrilha urbana, documentos da censura e materiais apreendidos em sindicatos ou em entidades estudantis. Por Lucas Pedretti, para História da Ditadura Um dia, entretanto, quando realizávamos pesquisa para a Comissão da Verdade do Rio, nos deparamos com algo diferente: eram filipetas dos anos 1970, que divulgavam bailes de música soul em clubes dos subúrbios cariocas, promovidos por equipes de som como Furacão 2000 e Soul Grand Prix. Apreendido pela polícia política, esse material constitui uma pequena parte de um conjunto de documentos que viriam a ser produzidos pelo DOPS sobre o tema. De relatórios de diligências em bailes a registros de interrogatórios de DJs, ...

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“Lampião da Esquina”, o jornal gay que questionou a ditadura e a esquerda

Documentário conta a história de “Lampião da Esquina”, periódico alternativo responsável por dar visibilidade à causa LGBT em meio à repressão militar e ao desprezo das esquerdas da época. Em entrevista à #tvCarta, a diretora Lívia Perez, o montador Henrique Cartaxo e o co-fundador do jornal, João Trevisan, falaram sobre o Lampião e sua importância. Assista.   Do YouTube 

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"Existem polêmicas sobre as políticas norte-americanas" aplicadas nos anos 1960, 1970 e 1980 e "isso é algo no qual estamos trabalhando", disse Obama, em Buenos Aires

EUA precisam analisar seu papel em regimes autoritários na América Latina,diz Obama

O presidente norte-americano, Barack Obama, disse, durante ato de homenagem às cerca de 30 mil vítimas da ditadura argentina, cujo golpe completa 40 anos hoje, dia 24, que Washington precisa "analisar o passado" que levou a apoiar regimes autoritários na América Latina. "Existem polêmicas sobre as políticas norte-americanas" aplicadas nos anos 1960, 1970 e 1980 e "isso é algo no qual estamos trabalhando", acrescentou. Do Jornal do Brasil  Obama ainda pronunciou em espanhol a frase que se converteu no símbolo da luta pela retomada da democracia: "Nunca más!". "Vocês serão os que farão com que o passado não se repita", disse em evento no Parque da Memoria, em Buenos Aires, na companhia do colegaargentino, Mauricio Macri. O líder norte-americano ainda reiterou a desclassificação de arquivos militares e de Inteligência referentes à ditadura argentina (1976-1983). Organizações e familiares de vítimas consideraram uma falta de respeito a presença de Obama no ato ...

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Louco é quem não sonha

Utopias e distopias são poderosos exercícios de imaginação que nos ajudam a compreender os erros dos atuais modelos políticos Por José Eduardo Agualusa, do O Globo  Comemoram-se este ano os 500 anos da publicação da “Utopia”, de Thomas More. A data está a servir de pretexto para uma série de iniciativas, não apenas para lembrar More e a sua obra, mas também (ou sobretudo) para celebrar a ideia de utopia. Utopias e distopias são poderosos exercícios de imaginação que nos ajudam a compreender os erros dos atuais modelos políticos e a projetar e construir melhores modelos. Atravessamos tempos convulsos. Tempos de incerteza. Depois de Barack Obama, um modelo de elegância e inteligência, concorde-se ou não com as suas ideias, ninguém acreditava que os EUA pudessem regredir até alguém (alguma coisa) tão ruim quanto, por exemplo, George W. Bush — e foi então que surgiu Donald Trump. No início parecia apenas um ...

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Miguel Nicolelis reage: “Brasil não pode voltar às trevas!”

Brasileiro considerado um dos maiores cientistas do mundo diz que irá denunciar "tentativa de golpe” Do Jornal do Brasil Miguel Nicolelis, considerados um dos mais importantes cientistas do mundo, afirmou por meio do twitter que aproveitará as palestras que irá fazer no exterior para alertar sobre a situação do Brasil: “Estado de Direito é nossa única defesa contra a barbárie. Brasil não pode voltar às trevas!” Nicolelis foi o primeiro brasileiro a ter um artigo publicado na capa da revista Science e, em 2014, apresentou o resultado de suas pesquisas ao possibilitar a um tetraplégico chutar uma bola usando um exosqueleto na abertura da Copa do Mundo. “Sábado estarei palestrando na Harvard. Na quinta na Yale e na semana próxima na Georgetown Uni. Em todas irei denunciar a tentativa de golpe no Brasil”, escreveu. “Cresci durante a ditadura. Estado de Direito é nossa única defesa contra a barbárie. Brasil não pode voltar às ...

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Volkswagen busca reparar apoio à repressão na ditadura

A Volkswagen é a primeira empresa a negociar uma reparação judicialmente por ter financiado ou participado ativamente da repressão à oposição política e ao movimento operário durante a ditadura militar no Brasil. Dirigente da matriz do grupo que esteve no Brasil neste mês a pedido do Ministério Público Federal (MPF) afirmou ao "Estado de S. Paulo" que a companhia busca um acordo com o órgão, que baseia sua ação nas investigações feitas pela Comissão Nacional da Verdade (CNV). Do UOL Segundo Manfred Grieger, diretor do departamento de Comunicação Histórica do Grupo Volkswagen, sua intenção ao participar do encontro no MPF, ocorrido em São Paulo no dia 14, era de entrar em contato com vítimas da ditadura militar brasileira e buscar mais informações sobre o relacionamento entre a Volkswagen do Brasil e as instituições brasileiras daquela época. "Foi o início de uma discussão sobre como chegar a um acordo a respeito ...

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Marilena Chauí: Apoio ao golpe dos que lutaram contra a ditadura é “obscenidade histórica”; assista ao vídeo

“É insuportável que os que lutaram contra o golpe sejam os golpistas hoje” por Camila Moraes, do Viomundo  Vozes contrárias a um processo de impeachment que afaste Dilma Rousseff da presidência do país se reuniram nesta sexta-feira, 16 de outubro, em um palco paulistano de grande simbolismo político, o Centro Universitário Maria Antônia. Convocado em caráter de urgência, apenas três dias antes de acontecer, por Paulo Sergio Pinheiro, Marilena Chaui e Fábio Konder Comparato, entre outros intelectuais de esquerda e personalidades do meio acadêmico, o evento reuniu cerca de 150 pessoas dentro e fora de uma sala do espaço – que pertence à Universidade de São Paulo e serviu de trincheira da militância política estudantil contra os agentes do golpe que resultou na ditadura militar (1964 – 1985). Em caráter suprapartidário, como reforçaram os organizadores —embora muitos dos quais tenha relação com o PT—, foram debatidos os riscos das propostas de impedimento da presidenta ...

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Como a ditadura foi sendo tratada nos livros de história

Da Revista de História Por Luis Nassif, do GGN Hoje revolução, amanhã golpe Nos livros didáticos, narrativas sobre a ditadura mudaram de acordo com o contexto Helenice Aparecida Bastos Rocha Ao longo das últimas cinco décadas, escrever sobre a ditadura militar brasileira nos livros didáticos tem sido uma missão espinhosa, cercada de desafios. A partir de 1964, e durante 21 anos, os autores que ousassem contar uma história que não agradasse ao regime estavam sujeitos a censuras e ameaças de penalização. Com a abertura política ao final desse período, vieram a público obras pautadas em memórias da ditadura, expondo seus horrores. Muitos livros didáticos passaram então a se posicionar criticamente em relação à ditadura e aos militares, evocando uma literatura de denúncia. Finalmente, na virada do século XXI, entra em cena o debate sobre a participação social de outros segmentos no regime, além dos militares. Vem daí a ampliação do ...

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Como a ditadura perseguiu militantes negros

Documento inédito mostra como a repressão monitorava integrantes do então embrionário movimento negro brasileiro por Marsílea Gombata Do Carta Capital   Com medo de que a luta pela igualdade racial crescesse à luz de movimentos internacionais como o Panteras Negras e se voltasse contra a polícia, a ditadura passou a seguir os passos de militantes e reuniões do embrionário movimento negro brasileiro. Documento de 24 de outubro de 1979 mostra como o IV Exército, no Recife, descrevia um foco de “problemas”. “A partir de 1978 apareceu um novo ponto de interesse da subversão no País, particularmente nos estados do Rio de Janeiro e, com mais ênfase, na Bahia: a exploração do tema racismo, procurando demonstrar a sua existência e colocar o negro brasileiro como motivo de discriminação”, diz o texto de sete páginas.  O relatório nunca antes divulgado revela que o “método” utilizado para a obtenção das informações deu-se pela ...

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