Tag: Djamilla Ribeiro

    Linoca Souza/Folhapress

    Elza Soares e Sueli Carneiro nunca deixaram de sorrir em meio a suas batalhas

    Que semana especial, amigas e amigos. Os atabaques estão assentados, a mesa está farta, a alegria contagia as palavras deste texto que celebra duas mulheres fundamentais para a construção de um futuro justo, altivo e diverso. Brindemos, contemos suas histórias que atravessarão os tempos, as gerações, imortalizando-as junto aos ancestrais que nunca deixaram de sorrir e festejar em meio às guerras e batalhas pelo povos oprimidos. Elza Soares, linda, gigantesca e única fez 90 anos no dia 23. Nasceu pobre e passou por ataques e dores inimagináveis na sociedade racista que a elegeu como “inimiga do Brasil”. Enfrentou bravamente, com a humanidade, altivez e dignidade de uma rainha. Ao se apresentar pela primeira vez, aos 13 anos, num programa de auditório, o apresentador, ao vê-la com roupas simples e franzina, perguntou: “De qual planeta você veio?”. Ao que ela respondeu: “Do planeta fome”. Sua voz perfeita, sua vasta produção e inspiração ...

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    'Se estamos ainda hoje no Brasil e somos maioria, é porque o povo negro vem resistindo, mesmo com tantas ações que visam o extermínio desse povo', diz Djamila Ribeiro. (Foto: DIVULGAÇÃO/MAARTEN VAN HAAFF)

    Racismo no Brasil: todo mundo sabe que existe, mas ninguém acha que é racista, diz Djamila Ribeiro

    A filósofa e escritora Djamila Ribeiro define assim o comportamento do brasileiro em relação ao racismo: todo mundo sabe que existe, mas ninguém acha que é racista. Nesta entrevista à BBC News Brasil, a autora do Pequeno Manual Antirracista diz o que deve ser feito por quem quer combater o racismo e sobre o papel dos pais na educação antirracista de seus filhos. "Não basta só reconhecer o privilégio, precisa ter ação antirracista de fato. Ir a manifestações é uma delas, apoiar projetos importantes que visem à melhoria de vida das populações negras é importante, ler intelectuais negros, colocar na bibliografia. Quem a gente convida pra entrevistar? Quem são as pessoas que a gente visibiliza?" Ribeiro é mestre em filosofia política pela Unifesp e uma das vozes mais influentes do movimento pelos direitos das mulheres negras no Brasil. Ela está na lista da BBC de 100 mulheres mais influentes e ...

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    Djamila Ribeiro (Foto: Caroline Lima)

    Pacto contra o racismo

    A filósofa Djamila Ribeiro aponta caminhos construtivos para uma sociedade menos desigual Por Jefferson Barbosa, do A Revista dos Livros - Pacto contra o racismo A filósofa Djamila Ribeiro (Foto: Marlos Bakker) Ribeiro, Djamila Pequeno manual antirracista Companhia das Letras • 136 pp • R$ 4,90 / R$ 14,90 O que você faz para combater o racismo? Pequeno manual antirracista é um livro de título autoexplicativo, de autoria da filósofa Djamila Ribeiro. As 136 páginas funcionam como ferramenta para criar uma mudança urgente na sociedade. O antirracismo apresentado com didatismo na obra significa ter referenciais negros e provocar e apoiar mudanças que visam destruir o racismo naturalizado e que por vezes passa despercebido. Um exemplo dessa prática seria ter mais negros ocupando posições de poder em empresas e receber remuneração equivalente à de pessoas brancas nos mesmos cargos. Não é um livro só para negros — é uma ...

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    O “Empoderadas do Samba” leva feminismo negro às rodas de samba de SP

    No ano em que o Samba comemora o seu centenário, acontece de 30 de outubro a 3 de dezembro ciclo de diálogo e reflexão sobre a mulher no samba de São Paulo, durante o projeto Empoderadas do Samba. Idealizado pela jornalista Maitê Freitas e pela cineasta Renata Martins, o Empoderadas do Samba nasce do encontro dos projetos Samba Sampa e Empoderadas (web-série). Ao todo, serão quatro atividades públicas de intervenção e reflexão nas rodas de samba de São Paulo sobre o feminismo negro, nos quatro distritos: sul, norte, leste e oeste. Do TNM Realizado com o patrocínio do VAI -Programa de Valorização à Iniciativas Culturais da Secretaria Municipal de Cultura, o projeto inédito reúne em sua equipe técnicas e entre as convidadas mulheres negras pesquisadoras, comunicadoras, ativistas no feminismo e empoderamento da mulher negra. Nesta edição especial, o Empoderadas do Samba pretende fazer a cada encontro uma intervenção feminista nas rodas – onde a presença ...

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    “O racismo é uma problemática branca”, diz Grada Kilomba

    A artista interdisciplinar portuguesa aborda questões como gênero, memória e racismo Por Djamila Ribeiro Do CartaCapital "Como mulheres negras, feministas que descolonizam o pensamento, precisamos aprender a focar na energia certa" A convite do Instituto Goethe, Grada Kilomba fez intervenções em São Paulo dentro do evento “Massa Revoltante". A escritora, performer e professora da Universidade Humboldt de Berlim realizou a palestra performance “Descolonizando o conhecimento” Com origens nas ilhas São Tomé e Príncipe e Angola, a artista interdisciplinar portuguesa Grada Kilomba trabalha com os temas de gênero, raça, trauma e memória. Autora dePlantations Memories – Episodes of everyday racism, acaba de lançar sua mais nova obra chamada Performing Knowledge. Particularmente, encontrá-la foi um momento especial porque Grada está nas referências bibliográficas da minha pesquisa de mestrado, e foi emocionante poder conhecê-la além de sua obra. Grada parece ocupar um lugar de sublimação, sua fala é otimista, acolhedora e seu trabalho, como ...

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    Negras brasileiras trazem sua contribuição para os debates da CSW

    Evento paralelo à Comissão sobre o Estatuto da Mulher discute situação das descendentes de africanos; na sede da ONU em Nova York, negras brasileiras falam sobre duas opressões: o fato de serem negras e mulheres. no Unmultimedia Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.  As missões do Brasil e dos Estados Unidos na ONU organizaram um debate sobre a situação das mulheres descendentes de africanos. O evento desta quarta-feira foi paralelo à 60ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher e ocorreu na sede das Nações Unidas, em Nova York. Convidada a participar do encontro, a mestre em Filosofia Djamila Ribeiro foi entrevistada pela Rádio ONU e lembrou que as brasileiras negras sofrem dois tipos de opressão. Raça e Gênero "Vivemos mais de uma opressão. Racismo, machismo, a questão também de mulheres lésbicas ou trans, quando somam mais de uma opressão. A gente precisa ter um olhar interseccional sobre ...

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    Xuxa e a fetichização da pobreza

    Ao dizer que os três meninos negros no sinal estavam “ralando para conseguir um dindin”, Xuxa não percebe a violência e o racismo da situação Por Djamila Ribeiro Do CartaCapital 'Daivison, João e Pedro...meus novos amiguinhos ralando para conseguir um dindin', escreveu Xuxa no Facebook No dia 5 de março, sábado último, a apresentadora Xuxa postou em sua página do Facebook uma foto de, no mínimo, mau gosto. Na foto, a “rainha dos baixinhos” está dentro de seu carro importado e, do lado de fora, estão três meninos negros, segurando bolas que sugerem o trabalho em algum semáforo, com a seguinte legenda: “Daivison, João e Pedro...meus novos amiguinhos ralando para conseguir um dindin”. De imediato, a foto viralizou (eram mais de 5 mil compartilhamentos até a manhã da segunda) e várias críticas surgiram. São tantos os erros nessa atitude que fica difícil nomear. Primeiro,  trabalho infantil é crime e não deve ...

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    Vidas negras importam ou a comoção é seletiva?

    Há três meses ocorreu a chacina de Costa Barros, na qual cinco jovens negros foram assassinados pela PM no Rio. Por que não houve comoção nacional? por Djamila Ribeiro, do Carta Capital Nesta semana faz três meses que ocorreu a chacina de Costa Barros, na qual cinco jovens foram brutalmente assassinados pela Polícia Militar carioca. No total, 111 tiros foram disparados contra o carro onde Wilton, Wesley, Cleiton, Carlos Eduardo e Roberto estavam. Os quatro PMs acusados do assassinato estão presos, mas as famílias dos jovens seguem desamparadas pelo governo do RJ que sequer arcou com as despesas do enterro. Segundo dados da Anistia Internacional, dos 30 mil jovens vítimas de homicídios por ano,77% são negros. O movimento negro vem denunciando há tempos o que chama de extermínio da juventude negra. Em 2014, Claudia Ferreira da Silva foi baleada e morta numa operação da polícia militar no Morro da Congonha, ...

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