sexta-feira, dezembro 4, 2020

    Tag: escravidão moderna

    Escravidão moderna atinge 45,8 milhões de pessoas no mundo

    Cerca de 45,8 milhões de pessoas em todo o mundo estão sujeitas a alguma forma de escravidão moderna. A estimativa é do relatório Índice de Escravidão Global 2016, da Fundação Walk Free, divulgado nesta terça-feira (30). Por: Andreia Verdélio, do UOL Segundo o documento, 58% dessas pessoas vivem em apenas cinco países: Índia, China, Paquistão, Bangladesh e Uzbequistão. Já os países com a maior proporção de população em condições de escravidão são a Coreia do Norte, o Uzbequistão, o Camboja e a Índia. De acordo com a Walk Free, o Brasil tem 161,1 mil pessoas submetidas à escravidão moderna - em 2014, eram 155,3 mil. A escravidão moderna ocorre quando uma pessoa controla a outra, de tal forma que retire dela sua liberdade individual, com a intenção de explorá-la. Entre as formas de escravidão estão o tráfico de pessoas, o trabalho infantil, a exploração sexual, o recrutamento de pessoas para conflitos armados e ...

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    Lenhador, uma vida de sofrimento

     Zé, Márcio, Egon e Péu sofrem até hoje com as consequências do trabalho como lenhador (Foto: David Arioch) Péu, Márcio, Egon e Zé descobriram muito cedo que o trabalho pode destruir sonhos e até matar Por anos, Péu, Márcio, Egon e Zé, moradores da Vila Alta de Paranavaí, no Noroeste do Paraná, acordaram às 3h para trabalhar. Assim que ouviam a buzina do caminhão às 3h30 em frente de casa, se aproximavam e subiam na cabine carregando as mochilas com as marmitas e as garrafas térmicas com água. A labuta quase sempre começava às 4h15, quando a escuridão impedia que enxergassem as árvores que eram pagos para derrubar e transportar. enviado por David Arioch no Jornalismo Cultural via Guest Post para o Portal Geledés No local, se preparavam fazendo uma rápida ginástica laboral e aos poucos se embrenhavam no mato com cuidado, checando a presença de animais, principalmente cobras como cascavel, a mais ...

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    M. Officer é condenada por trabalho análogo à escravidão

    M. Officer é condenada por trabalho análogo à escravidão

    Condenação, a empresa jogou a responsabilidade para o costureiro proprietário da oficina, mas as autoridades presentes na fiscalização concluíram que ele foi vítima e não culpado A empresa M5 Têxtil, do estilista Carlos Miele e detentora da marca M. Officer foi condenada judicialmente pela utilização de trabalho análogo à escravidão em oficinas clandestinas que faziam produtos da marca. A decisão foi da juíza Sandra Miguel Abou Assali Bertelli, da 2ª Região do Tribunal Regional do Trabalho (TRT2-SP), que responsabilizou a empresa pelas condições em que foi encontrado um grupo de trabalhadores. Seu entendimento foi de que por se tratar de atividade-fim nas confecções, a terceirização é ilícita. A Empório Uffizi, que intermediou a contratação também foi condenada por gerenciar os ditos “empregos”. Ambas terão de pagar R$ 100 mil a um dos trabalhadores sob o título de indenização por danos morais. Para escaparem da condenação, as empresas jogaram a responsabilidade ...

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    “Sou escravo, ajude-me” Moradora do DF recebe compra de site chinês com pedido de ajuda

    O pedido de ajuda veio junto com uma blusa comprada em um site chinês Bilhete foi enviado junto com uma blusa e teria sido escrito por um suposto trabalhador submetido a condições análogas ao escravo "Sou escravo, ajude-me". O pedido, em inglês, veio acompanhado de uma blusa que a moradora de Águas Claras Sandra Miranda recebeu nessa quinta-feira (23/10). A encomenda foi feita no site chinês AliExpress, famoso por vender peças com valores bem abaixo do mercado brasileiro. Ao se deparar com o bilhete, Sandra tirou uma foto e enviou para a filha, Raíssa Reis, que mora em São Paulo. A jovem, imediatamente publicou a imagem no Facebook. "Meu coração se aperta e lágrimas descem ao ver que, do outro lado do mundo, neste exato momento, existe alguém sendo escravizado para confeccionar o produto que eu e você compramos. É um sentimento que não tem como descrever", desabafou a filha. ...

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    Empresa dona da Sadia e Perdigão é condenada por trabalho escravo

    Jornadas excessivas e contaminação da água estão entre as irregularidades analisadas pela Justiça Por Redação A BRF – dona de marcas como Sadia, Perdigão, Batavo e Elegê – foi condenada a pagar indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 1 milhão por manter trabalhadores em condições análogas às de escravos em uma fazenda no município de Iporã, no noroeste do Paraná. A decisão foi proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-9) em julho e divulgada nesta semana pelo Ministério Público do Trabalho (MTP). A fiscalização teve início em 2012, quando o MTP constatou graves irregularidades trabalhistas nas atividades de reflorestamento realizadas em uma fazenda arrendada pela empresa. De acordo com informações do órgão, os problemas encontrados iam desde jornadas excessivas e condições precárias dos alojamentos até a contaminação da água fornecida aos empregados para consumo. No processo, a BRF alegou que as atividades eram feitas ...

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    Projeto fotográfico tocante registra a escravidão moderna que fingimos não ver

    Jaque Barbosa, Hypeness Facilmente caímos na tentação de pensar que a nossa liberdade e direitos são coisa garantida, esquecendo que há pessoas para quem isso não passa de um sonho. Lisa Kristine pôs o dedo na ferida de forma extraordinária: documentando a escravidão moderna, aquela que fingimos não saber que existe. A ativista está há 28 anos retratando culturas indígenas ao redor do mundo, mas foi em 2009 que ‘acordou’ para o problema da escravidão dos nossos dias. A estimativa de que existem mais de 27 milhões de pessoas escravizadas e a sua falta de conhecimento sobre o tema a envergonhavam. Assim começou sua jornada, que acabou em Modern Day Slavery, uma série cativante e ao mesmo tempo dolorosa. Seja um mineiro no Congo ou um trabalhador de olaria no Nepal, a escravidão existe e tem rostos. Lisa foi conhecê-los. Na sua intervenção na conferência TED, em janeiro de 2012, a fotógrafa deixa ...

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    Operações encontram haitianos e bolivianos em condições parecidas à escravidão

    Operações encontram haitianos e bolivianos em condições parecidas à escravidão

    Trabalhadores dormiam no mesmo lugar em que trabalhavam Duas operações de fiscais do trabalho, com acompanhamento da polícia, libertaram nesta sexta-feira (19) bolivianos e 12 haitianos que trabalhavam em condições análogas à escravidão em fábricas clandestinas de confecções em dois bairros de São Paulo. A SRTE-SP (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo) comunicou a jornalistas que foi a primeira vez que esse tipo de operação recupera cidadãos de origem haitiana. Os dois casos, um no bairro do Brás e o outro no de Mandaqui, foram denunciados pelo Sindicato das Costureiras e em ambas situações os estrangeiros viviam no próprio local de trabalho. No primeiro, os imigrantes confeccionavam peças para a marca brasileira As Marias, que será multada, segundo os fiscais. A empresa, no entanto, emitiu um comunicado no qual culpa pela situação uma terceira empresa que prestava serviços para a marca. De acordo com a SRTE-SP, os estrangeiros ...

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    Fiscalização resgata haitianos escravizados em oficina de costura em São Paulo

    Fiscalização resgata haitianos escravizados em oficina de costura em São Paulo

    Quatorze pessoas passavam fome e eram obrigadas a viver em condições degradantes. Resgate é o primeiro envolvendo haitianos no Estado de São Paulo Por Stefano Wrobleski Doze haitianos e dois bolivianos foram resgatados de condições análogas às de escravos em uma oficina têxtil na região central de São Paulo. O resgate ocorreu no início deste mês após fiscalização de auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e uma procuradora do Ministério Público Trabalho (MPT). As vítimas trabalhavam no local há dois meses produzindo peças para a confecção As Marias, mas nunca receberam salários e passavam fome. O caso é inédito. Apesar de imigrantes haitianos já terem sido resgatados da escravidão no Brasil, até então, nenhum havia sido libertado nem no Estado de São Paulo, nem no setor têxtil. Segundo a fiscalização, antes de serem aliciados, os haitianos estavam sendo abrigados pela pastoral Missão Paz, mantida pela paróquia Nossa Senhora da Paz para acolher migrantes de outros países ...

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    Imigrantes haitianos e africanos são explorados em carvoarias e frigoríficos

    Estudo recém-divulgado estima que, até o fim deste ano, haverá cerca de 50 mil de cidadãos do Haiti no Brasil POR MARIANA SANCHES CASCAVEL e MARINGÁ (PR) - O suor que escorre pelo rosto se junta à poeira negra do carvão e tinge a face e os braços de Ivon Belisarie. A fuligem avermelha seus olhos. Desde que chegou ao Brasil, há dois anos e meio, de segunda a sábado, das 8h às 17h, o imigrante haitiano corta madeira, abastece fornos que produzem carvão vegetal e ensaca o produto que será enviado a centros urbanos do país, numa carvoaria em Maringá (PR). Ele não se senta um minuto. Emagreceu tanto que está abaixo do peso. No terremoto de 2010, além de nove parentes, Ivon perdeu o patrão, um empresário haitiano do ramo de arroz para quem trabalhava como motorista havia 15 anos. Percebeu então que a permanência no Haiti ficara inviável. ...

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    M.Officer pode ser banida do mercado por trabalho análogo à escravidão

    Marca de roupas pertencente a empresário e playboy Carlos Miele subcontratava bolivianos por pagamentos de R$ 3 a R$ 6 por peça, em jornadas de 14 horas diárias de trabalho; oficina irregular servia de local de moradia para seis famílias; contratação em regime análogo à escravidão e dumping social rendem a Miele processo de R$ 10 milhões movido pelo Ministério Público do Trabalho 247 – Pela prática de trabalho análogo à escravidão, a marca M.Officer, do dublê de empresário e playboy Carlos Miele, pode ser banida do mercado e está sofrendo um processo de R$ 10 milhões movido pelo Ministério Público do Trabalho. Os fiscais do trabalho descobriram uma oficina contratada da M5 Têxtil, empresa de Miele que contra a M. Officer, que empregava trabalhadores estrangeiros em regime de trabalho análogo à escravidão. Trabalhadores de nacionalidade boliviana, na maioria em condições irregulares no País, costuravam peças que podem ser vendidas a preços acima de R$ 1 mil ...

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    Pescadores africanos denunciam no Uruguai escravidão em barco chinês Comente

    Montevidéu, 21 mai (EFE).- Um grupo de 28 pescadores de Serra Leoa e Gana denunciaram no Uruguai terem sido escravizados e vítimas de maus-tratos e desnutrição em um barco chinês que atracou em Montevidéu, informaram nesta quarta-feira fontes do governo e sindicais. Os pescadores desembarcaram em péssimas condições físicas na capital uruguaia durante o fim de semana e denunciaram no sindicato da categoria e para as autoridades a situação no barco, no qual estavam há sete meses trabalhando sem receber salário. Além disso, os homens acusaram os donos do barco pesqueiro de golpeá-los, humilhá-los, negar água potável e fornecer apenas arroz com sal nas refeições, explicou hoje à Agência Efe Carlos Vega, secretário-geral do Sindicato de Trabalhadores do Mar do Uruguai (SUNTMA). O governo uruguaio informou em comunicado que se inteirou do caso ontem, forneceu assistência médica aos afetados e encaminhou uma denúncia apresentada pelo representante legal dos africanos para ...

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    Quantos escravos trabalham para você? Que tal fazer o cálculo?

    No dia 13 de maio de 1888 era assinada a lei áurea, abolindo de forma oficial a escravidão do Brasil, o último país das Américas a tomar tal iniciativa. O nosso passado escravocrata influencia a vida brasileira até hoje. Somos o país do racismo velado. Muitos são racistas, mas ninguém se assume racista. Ou pior, não reconhece o racismo nas suas próprias atitudes racistas. Muitos pensam que a escravidão tornou-se um assunto de livros de história. Uma passado manchado de vergonha na história da humanidade. Mas não é bem assim. Hoje, milhões pessoas trabalham em condições análogas à escravidão. Essas pessoas fazem parte da cadeia produtiva de produtos que eu, você e todo mundo consome. No Brasil, essa situação fica mais evidente na exploração de imigrantes bolivianos nas confecções, que prestam serviços a marcas de prestígio, e nas carvoarias “escondidas” nos nossos rincões. Entretanto, essas situações não são uma exclusividade ...

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    Trabalho escravo contemporâneo

    Escravidão persiste no Brasil: 283 pessoas libertas somente em 2013

    Entre 1995 e 2012, quase 45 mil trabalhadores foram resgatados de situações análogas à escravidão   Embates como os que mobilizaram o Poder Legislativo brasileiro há 125 anos pelo fim da escravidão são travados até os dias de hoje. Tramita desde 1995 — quando a primeira versão do texto foi apresentada pelo deputado Paulo Rocha (PT-PA), sem que a tramitação avançasse — uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que fortalece os instrumentos de combate à exploração do trabalhador. O principal entrave para a aprovação da medida é o dispositivo que determina o confisco da terra onde for flagrada a prática de trabalho análogo à escravidão. Considerada uma segunda abolição, a proposta destina essas áreas à reforma agrária ou ao uso urbano. A PEC já entrou e saiu da pauta do Congresso diversas vezes. Em 2004, a medida ganhou força, após grande comoção popular gerada pelo assassinato de três auditores ...

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    Escravidão Contemporânea

    Escravidão Contemporânea – como o Brasil está combatendo regimes trabalhistas irregulares no século XXI

    Em 13 de maio de 1888 foi assinada a Lei Áurea, que dava fim ao direito de propriedade de uma pessoa sobre outra no Brasil. Uma mudança de 124 anos atrás continua sem plena efetividade – somente em 1995, o então presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceu a existência do trabalho escravo perante a Organização Internacional do Trabalho. Hoje, forças governamentais e privadas buscam identificar, punir e informar a sociedade sobre as irregularidades presentes em áreas urbanas e rurais. por Palma Gabriel Diferenças entre a velha e a nova escravidão A "Lista Suja" da escravidão contemporânea Um dos esforços recentes mais notáveis para o mapeamento destas injustiças foi a criação da "Lista Suja", em 2004, que identifica os empregadores que desrespeitam os Direitos Humanos. Em maio de 2012, depois de ação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) de alegar a inconstitucionalidade da iniciativa, o ...

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