sexta-feira, outubro 16, 2020

    Tag: esquerda

    A deputada federal eleita Talíria Petrone (PSOL). FACEBOOK

    “A esquerda precisa voltar aos territórios. Não para levar uma verdade, mas para escutar”

    Talíria Petrone (PSOL), nona deputada federal mais votada do Rio, é vista como uma das sucessoras de Marielle Franco, executada em março. Em entrevista, fala dos desafios de seu campo político Por FELIPE BETIM, do El Pais A deputada federal eleita Talíria Petrone (PSOL). FACEBOOK Talíria Petrone (Niterói, 1985) acaba de ser eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro com 107.317 votos, a nona mais votada do Estado, e engrossará a bancada do PSOL na Câmara, que passou de cinco para dez parlamentares após as eleições brasileiras deste ano. Não são poucos os que enxergam em Petrone a imagem de Marielle Franco, vereadora executada em 14 de março deste ano. Nas eleições municipais de 2016, foi a vereadora mais votada de Niterói, município vizinho ao Rio, e representava junto a Marielle, também eleita naquele ano, a ascensão das mulheres negras e periféricas dentro do espaço político institucional. Ela agora se vê ...

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    Créditos da foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas

    Unidade das Esquerdas: Quando? Por quê? Como? Para quê?

    As forças de esquerda têm uma enorme dificuldade em conhecer as experiências de outras forças de esquerda noutros países e em se disporem a aprender com elas. Nem estão interessadas em conhecer profundamente as realidades políticas doutros países nem tão pouco dão a atenção devida ao contexto internacional e às forças econômicas e políticas que o dominam Por Boaventura de Sousa Santos no Carta Maior Créditos da foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas   Introdução Tenho escrito muito sobre as esquerdas, o seu passado e o seu futuro. Tenho preferência pelas questões de fundo, coloco-me sempre numa perspectiva de médio e longo prazo e evito entrar nas conjunturas do momento. Neste texto sigo uma perspectiva diferente: centro-me na análise da conjuntura de alguns países, e é a partir dela que coloco questões de fundo e me movo para escalas temporais de médio e longo prazo. Isto significa que muito ...

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    Elisa Lucinda: A esquerda invisível

    Quando eu era uma universitária, menina capixaba, na UFES, a esquerda estudantil me chamava de esquerda festiva. A mim e minha trupe de artistas e outros pensadores que ousavam ser alegres na irreverência. Era como se ter bom humor tirasse a seriedade dos temas. Sem contar que o nariz torcia de homofobia, misoginia, palavras que não estavam na boca do povo daquela geração como estão agora. Avançamos muito, mas convido  minha esquerda de hoje a se olhar no espelho. Todos nós, inclusive eu. O que veremos? Quem somos? Por Elisa Lucinda, do Jornalistas Livres  Fui à manifestação das Diretas Já em Sampa, de ônibus, peguei o metrô, fiz todo o processo pela via popular. Ando pouco de metrô e me lembrei que alguns amigos me ligam dizendo: “Estou no metrô em Paris, estou entrando no metrô em Londres, em Nova York”.  E não me ligam de Benfica ou Pavuna. E é ...

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    O machoesquerdista e o feministo pós-esquerda

    Quando nós feministas achávamos que um dos piores tipos com quem teríamos que lidar seriam os machesquerdistas, surge o feministo pós-esquerdista para nos mostrar que o fundo do poço é um conceito relativo. Por LIANA CIRNE LINS, do Midia Ninja  Frame do programa Amor e Sexo sobre feminismos. Machoesquerdista é o homem que não abre mão de seu privilégio de gênero, além de costumeiramente se recusar a admitir seus privilégios. Normalmente, ele se afirma apoiador da luta das mulheres e não se priva da oportunidade de contar causos em que ele agiu heroicamente em defesa de alguma mulher. Porém, recusa a importância política da ideia de lugar de fala, não faz a necessária reflexão autocrítica quando é acusado de machismo, acha que o lugar de fala implica cerceamento do seu direito de expressão (normalmente ele não é liberal, mas nesse ponto em especial ele faz questão de ser), que ele pode ...

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    Feminismo, esquerda e futuros possíveis

    O futuro do feminismo, como projeto transformador, está na sua capacidade de situar-se claramente no campo da esquerda. Entendo que isso implica conectar as lutas feministas à crítica ao sistema capitalista. No momento atual, significa discernir entre as respostas à crise mundial do capitalismo que abrem caminhos para a justiça de gênero e as respostas que, diferentemente, implicam o aprofundamento das desigualdades e mais vulnerabilidade para as mulheres. Por Flávia Biroli Do Boit Tempo Fechamento de fronteiras para as pessoas e ação livre das grandes corporações em diferentes partes do globo, desmonte de direitos sociais e redução da proteção a trabalhadoras e trabalhadores, alargamento dos limites do debate público para que nele caibam “legitimamente” a expressão da misoginia, do racismo, da xenofobia e da homofobia: são movimentos que temos acompanhado e que, fica mais claro a cada dia, caracterizam essa quadra da história em que nos tocou viver. Como estão situadas ...

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    Um sistema em ruínas selado pela vitória de Trump e a saída possível

    Vitória de Trump sela o declínio da ordem mundial presidida pelos EUA. Como há um século, virão tempos áridos — e o fascismo é ameaça real. Para enfrentá-lo, é preciso nova esquerda Por Jerome Roos Do Outras Palavras Um terremoto político acaba de criar uma fenda no mundo. Não pode haver dúvidas de que a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos marca um ponto de ruptura na política norte-americana e na ordem liberal internacional estabelecida ao fim da Segunda Guerra Mundial. Nada será igual depois disso. Mas é crucial recordar que este momento vem sendo construído há um longo tempo. Nos últimos anos, os pilares gêmeos do sistema mundial do pós-guerra – mercados capitalistas globais e instituições democráticas liberais – vêm declinando consistentemente, sob as tensões de uma crise estrutural de financialização e uma crise profunda de legitimação do establishment político neoliberal. O choque dessa eleição indica ...

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    A periferia que a esquerda não viu!

    Alguém já parou pra pensar que a esquerda pode estar perdendo seu espaço não por ter deixado de representar a sociedade e, sim, por não ter acompanhado os novos olhares periféricos e suas demandas? Por Luciane Reis Do Correio Nago Temos uma classe de ‘batalhadores’ que, como diz o sociólogo Jessé de Souza, encontrou no empreendedorismo uma possibilidade de ascensão social. Ascensão, sabemos bem, ocorrida boa parte nos 13 anos do PT e da esquerda no governo. Acontece que não ter se atentando para o impacto destes avanços nas periferias, acabou virando-se sobre seus “bem feitores”. Acreditando que a população seria ad infinitum agradecida e que bastava chegar às vésperas e lembrar de tudo que foi feito e já seria o suficiente para a manutenção deste projeto coletivo foi de uma preguiça ingênua. Odiamos coisas alegadas ou, como mainha diz, ‘passada na cara’. Brasileiro gosta de dizer que conseguiu as coisas sem ajuda, e com muito sacrifício. É do brasileiro esquecer quem estava no caminho até ele chegar onde chegou. ...

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    “Não é o voto que vai evitar uma catástrofe maior, a catástrofe já está posta”, a professora Camila Jourdan fala ao DCM. Por Leo Mendes

    Abstenções, votos brancos e nulos, somados, superaram o 1º colocado nas eleições para prefeitura em dez capitais. Em São Paulo, quase 40% das pessoas que poderiam votar não escolheram nenhum candidato. Ao todo, 3.096.304, enquanto João Dória foi eleito com 3.085.187 votos. Já no segundo turno no Rio de Janeiro, entre Marcelo Freixo (PSOL) e Marcelo Crivella (PRB), as últimas pesquisas apontam que mais de 20% pretende anular ou votar em branco. Por  Leonardo Mendes, do DCM Camila Jourdan, doutora em Filosofia e professora na UERJ, é uma delas, e explica nessa entrevista sua opção. Camila Jourdan estava entre os 23 ativistas presos às vésperas da final da Copa do Mundo de 2014, no escopo das tentativas de criminalização das Jornadas de Junho. Acusada por possíveis futuros atentados que nunca aconteceram, com base em um inquérito que também incriminava o filósofo russo Mikhail Bakunin (1814-1876), Camila considera o processo literatura fantástica ...

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    Quando o racismo sai pela culatra, ou por que a esquerda deve rever posturas, por Joice Berth

    O racismo, como bem frisou a escritora moçambicana Paulina Chiziane em sua última passagem pelo Brasil, é um problema que existe em todos os lugares onde há negros. Mas as características da expressão do racismo mudam e se moldam de acordo com as características do lugar em que se está. Por Joice Berth Do Revista Lingua de Trapo Nos EUA, por exemplo, o ódio ao negro nunca foi disfarçado. Já no Brasil, o mito da democracia racial se acomodou suavemente à displicência natural do povo brasileiro e ao nosso mundialmente famoso complexo de vira-latas. Isso faz com que as expressões do ódio racial sejam diferenciadas e que os mecanismos que se aplicam na propagação desse ódio sejam sofisticados, a ponto de confundir as próprias vítimas (sim, vítimas, posto que se trata-se de um crime). As peculiaridades e especificidades do racismo à brasileira criam uma categoria curiosa e intrigante, os subopressores, ou ...

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    A direita está mais mobilizada que a esquerda nas redes

    Estudo mostra que páginas de movimentos conservadores e contrários ao PT acumulam mais curtidas no Carta Capital Desde a abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, no dia 12 de maio, a direita se mostra muito mais mobilizada nas redes do que a esquerda. É o que mostra o Mapa das redes de mobilização no Facebook, construído pelos professores Esther Solano (Unifesp), Pablo Ortelllado (USP) e Marcio Moretto (USP). O retrato, feito entre 11 e 25 de junho na rede social que possui no Brasil 99 milhões de usuários ativos mensais, mostra que as páginas de direita se sobressaem quanto ao número de curtidas, seja em posts e conteúdo compartilhado ou mesmo na própria página de apresentação. De acordo com os especialistas que apresentaram resultados preliminares da pesquisa na última quinta-feira (28), se na época da votação na Câmara e no Senado do processo de impeachment a atividade do espectro ...

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    Tia Eron e os “Pastores” da esquerda

    Certa vez, caro amigo Valmiro Oliveira Nunes,*** uma velha raposa política, democrata empedernida como eu. Me falou que o exercício da democracia é como escovar os dentes, só se aprende os escovando todos os dias Por Marcos Romão Do Mama Press Temos realmente um quadro lamentável de mandatários no congresso, nas câmaras estaduais e municipais, como você assevera e acrescenta que “somente o exercício da política e da democracia, em linhas gerais, poderá melhorar a qualificação do Congresso.” Vou além. Já são 26 anos que a sociedade discutiu distribuição ou não dos bens produzidos e ou acumulados pela economia. Se discutiu muito, mas só lá em cima. Pouco se discutiu sobre cidadania e participação popular não conduzida de cima para baixo. Resultado é que temos uma esquerda de soldadinhos de cartilhas e uma direita de paus mandados de cabrestos, que quando abrem a boca, de um lado e de outro, causam a ...

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    Boaventura: “chegou a hora de uma nova esquerda”

    Golpe no Brasil revela revanchismo das elites – mas foi possível porque governo acomodou-se a velhos projetos e métodos. Já há condições para Outra Política Boaventura de Sousa Santos, entrevistado por Diego León Pérez e Gabriel Delacoste, em La Diaria | Tradução: Antonio Martins | Imagem: Liliana Porter Do Outras Palavras  “A autocrítica tem de ser minha também. Quantas vezes jantei com Rafael Correa, presidente do Equador e ao final cantei canções do Che Guevara, como se a revolução estivesse próxima”? É 16 de abril, em Montevidéu. No meio de entrevista que concede a dois jovens pesquisadores uruguaios, sobre a crise política no Brasil, o sociólogo português Boaventura Santos encontra espaço para reminiscências pessoais. Desde o início do século, ele foi talvez o intelectual mais próximo do conjunto dos processos de mudança que mudaram os rumos da América do Sul e agora estão sob ameaça conservadora. Ligou-se tanto aos governos quanto ...

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    Entrevista: Professor Silvio Luiz de Almeida

    Entrevista do Esquerda Diário com o Professor Doutor Silvio Luiz de Almeida, professor de direito e Presidente do Instituto Luiz Gama, que estava na mesa "Tumbuctu – Educação e povo negro: As barreiras postas pelo racismo e os desafios para enegrecer o conhecimento" no segundo dia do encontro de Estudantes e Coletivos Universitários Negros, realizado no Rio de Janeiro neste final de semana. Do Esquerda Diário  ED: Qual a importância do movimento negro se situar no campo de atuação da esquerda? Sílvio: Veja, esse é um debate importante hoje, e que muitas vezes envolve certa confusão. Uma coisa é a denúncia das contradições existentes nas organizações que dizem ser de esquerda, mas que muitas vezes suas práticas não condizem com as posições historicamente ligadas ao "ser de esquerda" ou "estar a esquerda". Outra coisa é a posição de esquerda. Estar a esquerda, defender as posições históricas dos trabalhadores, e no ...

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    Image processed by CodeCarvings Piczard ### FREE Community Edition ### on 2015-10-09 14:29:05Z | http://piczard.com | http://codecarvings.com

    Da esquerda à direita não se olha o racismo como problema estrutural

    O ator José de Abreu, semana passada, foi atacado por um casal desses que compõe a massa abduzida pelo mantra dos meios de comunicação que apoiam o golpe contra a atual presidente, o famigerado #ForaPt. Eles alegam que pessoas que tem um direcionamento político pautado na ideologia esquerdista, não devem usufruir dos subprodutos do sistema capitalista. Por Joice Berth, do Jusrificando  Cabe lembrar que a abordagem agressiva do casal e que foi revidada à altura pelo ator e sua esposa é o efeito provocado pelo insistente caso de marginalização de um partido que, segundo a mídia, seria o precursor da corrupção no país. Cabe também lembrar que esse efeito está sendo reproduzido em todos os meios sociais e sempre direcionado a pessoas que comungam da cartilha política esquerdista e isso não é de hoje. Em outros tempos, quem se posicionava de forma destoante do sistema político que comanda o país era acusado de terrorista ...

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    Redes sociais mostram que brasileiros não sabem o que é ser de direita e esquerda. Por Patrycia Monteiro

    A jornalista Patrycia Monteiro Rizzotto, autora do texto a seguir, trabalhou como repórter nos jornais Brasil Econômico e Gazeta Mercantil e na revista Forbes Brasil. Por Patrycia Monteiro Do DCM Além da polarização política entre os eleitores brasileiros, algo ficou evidente no atual debate ideológico nas redes sociais do país: os equívocos conceituais sobre o que é ser de direita, de esquerda e o que é o nazismo. O PT, principal partido no olho do furacão dos debates, por exemplo, é acusado de ser de direita por seus críticos à esquerda — que argumentam que a legenda coaduna com o capital –, enquanto alguns críticos à direita chegam ao cúmulo de afirmar que o partido tenta instaurar uma ditadura comunista-esquerdista no Brasil. Diante da vala comum em que foram jogados todos os partidos e políticos brasileiros, como defini-los do ponto de vista ideológico? “Chamar o PT de comunista revela desconhecimento sobre o ...

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    Não É Pela Moral, É Pela Política E Com A Esquerda Preta!

    Professores, pesquisadores e militantes do movimento negro se reuniram na noite de 30 de março na Escola de Comunicação e Artes, ECA-USP, para discutir a atual crise política vivida no país. A atividade foi transmitida ao vivo pela IPTV USP e contou com a presença de grande público. Por Pedro Borges Do Alma Preta Tatiana de Oliveira, doutoranda pelo Programa Integração da América Latina, PROLAM, e integrante da rede Quilombação, foi a responsável por mediar a mesa, que contou com a presença de Rosane Borges, pós-doutoranda da ECA e colunista do Blog da Boitempo, Dennis de Oliveira, chefe do departamento de jornalismo da USP e membro da rede Quilombação, e Silvio de Almeida, professor do Mackenzie, da Universidade São Judas Tadeu e presidente do Instituto Luiz Gama. O debate foi convocado com os seguintes intuitos: discutir o conturbado momento político brasileiro, entender quais os mecanismos têm sido utilizados para tentar legitimar o golpe ...

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    Documentário dos EUA mostra como a mídia de direita faz lavagem cerebral nas pessoas

    Vocês já repararam como as pessoas têm se transformado em outras ultimamente, como o médico e o monstro? Cidadãos antes cordatos, educados, gentis, de repente viraram cães raivosos, espumando pela boca, prontos a atacar o próximo. E o alvo de sua ira é sempre o mesmo, a esquerda, personificada no PT e em Lula, e as minorias: negros, gays, mulheres. Eu sempre fico com a impressão que o problema dessas pessoas não é política… Mas o que aconteceu para que elas ficassem assim? Será que a mídia tem alguma responsabilidade nisso? Do Socialista Morena Um documentário que estreia este mês nos EUA, The Brainwashing of My Dad (A lavagem cerebral de meu pai, em tradução livre), explora um dos mais bizarros fenômenos de mídia norte-americanos: o perigoso poder que a mídia de direita pode exercer sobre os cidadãos comuns (lembrando que nos EUA há alternativas “liberais”; no Brasil só existe mídia ...

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    Urgente: procura-se uma ideia de Nação

    Wallerstein provoca: esquerda está dividida e desorientada. num tema crucial para o debate público e a ação política contemporânea Por Immanuel Wallerstein | Tradução: Inês Castilho | Imagem:Diego Rivera, O Homem na Encruzilhada, 1934 (detalhe) No Outras Palavras O termo “nação” teve vários diferentes significados no decorrer dos séculos. Mas atualmente, mais ou menos desde a Revolução Francesa, a expressão tem sido ligada ao Estado, como em “Estado-nação”. Nesse sentido, “nação” refere-se àqueles que são membros por direito da comunidade que está localizada dentro de um Estado. Se aqueles que formam uma nação dão origem à criação de um Estado; ou se é um Estado que cria a categoria de nação e dessa forma os direitos dentro do Estado é um velho debate. Quanto a mim, acredito que Estados criam nações, e não o contrário. Contudo, a questão é por que os Estados criam nações, e qual deveria ser a ...

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    Boaventura: ‘esquerdas precisam de um pacto’

    Em artigo na Carta Maior, o sociólogo Boaventura de Sousa Santos afirma que o "êxito dos governos pactados à esquerda irá traduzir-se no devolver de alguma esperança às classes populares, ao mostrar, por via de uma governação pragmática e inteligente, que o direito a ter direitos é uma conquista civilizacional irreversível"; para o sociólogo, o neoliberalismo continua a produzir "medo em larga escala"; "As esquerdas são a areia que pode emperrar essa engrenagem"; leia íntegra Por Boaventura de Sousa Santos, no Brasil 247 O futuro da esquerda não é mais difícil de prever que qualquer outro fato social. A melhor maneira de o abordar é fazer o que designo por sociologia das emergências. Consiste esta em dar atenção especial a alguns sinais do presente por ver neles tendências ou embriões do que pode vir a ser decisivo no futuro. Neste texto, dou especial atenção a um facto que, por ser incomum, pode sinalizar algo ...

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    Política: O que é ser esquerda, direita, liberal e conservador?

    Nas eleições presidenciais e estaduais de 2014, o Brasil assistiu a uma onda de discursos agressivos, especialmente nas redes sociais, que se dividiam em dois lados: os de esquerda e os de direita, associadas pela maioria aos partidos PT e PSDB, respectivamente. D0 Andréia Martins, no UOL Definir um posicionamento político apenas pelo viés partidário pode ser uma armadilha repleta de estereótipos, já que essa divisão binária não reflete a complexidade e contradições da sociedade. O fato é que não existe um consenso quanto a uma definição comum e única de esquerda e direita. Existem “várias esquerdas e direitas”. Isso porque esses conceitos são associados a uma ampla gama de pensamentos políticos. Origem dos termos As ideologias “esquerda” e “direita” foram criadas durante as assembleias francesas do século 18. Nessa época, a burguesia procurava, com o apoio da população mais pobre, diminuir os poderes da nobreza e do clero. Era ...

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