Tag: Fernanda Pompeu

    (Foto: Lucíola Pompeu)

    Luislinda, a Iansã de toga – Por: Fernanda Pompeu

    A cena poderia ter saído da cabeça de um roteirista escrevendo um filme sobre discriminação racial. Mas ela aconteceu de verdade em uma escola de Salvador, Bahia. Uma garota negra de nove anos apresenta o material de desenho requisitado pelo professor: - Mas não foi isso que eu pedi! - Bom, isso foi o que meus pais puderam comprar. - Menina, se seus pais são tão miseráveis assim, vou lhe dar um conselho: pare de estudar e vá aprender a fazer feijoada na casa da branca. Você será mais feliz. A garota corre para o pátio, chora, enxuga as lágrimas, retorna para a sala de aula e diz ao professor: - Eu não vou aprender a fazer feijoada na casa da branca. Vou ser juíza e voltar aqui para o prender. Mais tarde, ao contar o acontecido para o pai, Luislinda Valois levou uma surra. Pois o seu Luiz, motorneiro ...

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    (Foto: Lucíola Pompeu)

    Valdênia, um metro e meio de atrevimento por Fernanda Pompeu

    Valdênia Paulino Lanfranchi, a primeira ouvidora mulher de polícia na Paraíba, é uma pessoa sem papas na língua e sem rugas no pensamento. Ela chega esclarecendo: "A maior parte dos policiais militares e civis é séria. É gente que trabalha duro. Porém, alguns extrapolam o poder da função e se tornam criminosos. A Ouvidoria existe para que a população possa denunciar abusos e se proteger dos maus policiais".  Por Fernanda Pompeu Valdênia está no cargo faz um ano e meio. Ela foi indicada pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos da Paraíba. A Ouvidoria de Polícia é vinculada à Secretaria de Segurança. "Eu e minha equipe estamos fazendo um bom trabalho. Antes, 80% das denúncias vinham por telefone. Hoje, 45% delas são presenciais. As pessoas vêm até nós. Isso significa que a população está confiante no trabalho da Ouvidoria", ela comemora.As principais denúncias contra policiais são de assassinato, tortura, corrupção, envolvimento com ...

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    Lucíola Pompeu

    Provar

    Por Fernanda Pompeu Foto: Lucíola Pompeu A primeira vez que entrei em uma sala de aula tremi feito bambu fustigado pelo vento. Eu era roteirista, e fui contratada para ajudar os alunos do Curso de Vídeo do Senac a escrever histórias que seriam depois contadas por meio de imagens e sons. Lembro de vinte pares de olhos me observando. Fisionomias compenetradas esperando que eu demonstrasse o meu saber. Nessa época, anos 1990, eu era uma das roteiristas da série Mundo da Lua, produzida pela tv Cultura. Também já havia roteirizado dezenas de vídeos para empresas: roteiros de treinamento, institucionais, de boas práticas, de propaganda. E um sem-número de roteiros sociais: povo de rua, violência doméstica, prevenção do Hiv-Aids e quejandos. Em resumo: eu sabia do riscado. Mas isso não impediu que eu tivesse que dar essa primeira aula sentada, a modo de disfarçar o bambolê das ...

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    (Foto: Lucíola Pompeu)

    Essa gente diferenciada

    Por: fernanda pompeu Machado de Assis (1839-1908) se diferenciou ao escrever com precisão e síntese numa época em que a maioria dos escribas eram prolixos, para não dizer verborrágicos. O maior mestiço da literatura brasileira se antecipou por mais de um século à escrita na internet, ao condensar informação e graça em enxutos parágrafos. Nise da Silveira (1905-1999), contrariando os doutores da mente ortodoxos, apostou no poder curativo e solidário da expressão artística. No Hospital Psiquiátrico Pedro II, no bairro carioca de Engenho de Dentro, ela criou, no ano de 1952, o Museu de Imagens do Inconsciente. O acervo composto exclusivamente com obras dos internos. Os jornalistas Gay Talese (1932) e Eliane Brum (1966) desafiaram editores e manuais de redação para criar estupendas reportagens. Nelas, as pessoas comuns, anônimas até, ganham o brilho de celebridades. Os dois contam histórias reais valendo-se do jeito de escrever ficção. Jornalismo e arte na mesma ...

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    A rainha do lar virou cidadã

    Neste 8 de março de 2010, o Dia Internacional da Mulher assopra cem velinhas. A data foi proposta pela socialista alemã Clara Zetkim (1857-1933). Ela e suas companheiras queriam um dia de visibilidade para a luta das mulheres. Algo semelhante ao impacto do Primeiro de Maio - Dia do Trabalhador. Por: Fernanda Pompeu Um século depois é notável o que as mulheres fizeram para si mesmas e para a sociedade como um todo. Conquistaram o direito ao voto, o direito a ser proprietárias e a tomar decisões sem a tutela do pai, tio, marido, irmão ou primo. O direito de ingressar nas universidades. O direito de prestar concursos públicos, entre muitos outros. No cotidiano, o progresso foi estonteante. Tomar uma cervejinha sem ser importunada, trocar um noivado por estudos no exterior, ter disponibilidade de viajar a trabalho, falar em público são ações cada vez mais comuns. Tendo consciência ou não, ...

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