quinta-feira, outubro 29, 2020

    Tag: Frantz Fanon

    "Nos revoltamos simplesmente porque por muitas razões não podemos mais respirar." Arte homenageia Faton - Tony Webster/ Wikicommons

    Como combater um mundo estreito e repleto de violência

    Dossiê do Instituto Tricontinental insere o pensamento do intelectual negro Frantz Fanon na atualidade Por Nara Lacerda, do Brasil de Fato "Nos revoltamos simplesmente porque por muitas razões não podemos mais respirar." Arte homenageia Faton - Tony Webster/ Wikicommons Em 1961, sofrendo com os sintomas de uma leucemia em estágio terminal, o pensador, pesquisador e militante negro Frantz Fanon, ditou seu último livro Os condenados da terra, no qual faz um relato angustiante sobre as divisões sociais. Nas palavras do intelectual, o sistema colonial deixava uma herança a ser combatida “um mundo estreito, repleto de violência”. Quase 60 anos depois, o pensamento e a percepção de Fanon parecem carregar ainda mais o peso da realidade. No dossiê Frantz Fanon: o brilho do metal, o Instituto Tricontinental de Pesquisa Social faz uma análise sobre a atualidade das pesquisas e conclusões do intelectual. Nascido na ilha caribenha Martinica ...

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    imagem- facebook do autor

    Pele negra, máscaras brancas ou Frantz Fanon, o anjo anunciador

    Senta que lá vem... Para Alexandra Dumas por Alberto Heráclito Ferreira (Facebook) no Correio 24h Imagem da peça: Facebook do Autor Ainda estou sob o impacto do espetáculo Pele Negra, Máscaras Brancas, que o Departamento de Fundamentos de Teatro escolheu para montar esse ano na Escola de Teatro da UFBa. O texto é do grande teatrólogo negro baiano Aldri Anunciação e a direção (ma-ra-vi-lho-sa!) é da não menos competente Fernanda Júlia Onisajé. Escrevo à quente (sai há pouco do espetáculo e ainda tenho no rosto a lembrança das muita lágrimas que rolaram). Como bem diz o título da peça, trata-se de uma releitura da obra homônima do intelectual negro martinicano Frantz Fanon, e que foi escrito por este aos 25 anos para ser apresentado com tese de doutorado na Universidade de Lion. Mas a banca recusa, terminantemente, a cientificidade e importância da investigação original desse pensador ...

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    O psiquiatra e militante Frantz Fanon (Arte Andreia Freire / Reprodução)

    Frantz Fanon, racismo e pensamento descolonial

    Li recentemente em um artigo publicado no site Cafezinho que os quatro candidatos presidenciais que atualmente se apresentam como de “esquerda” se diferenciam entre aqueles que priorizam as pautas identitárias, desenvolvimentismo, nacionalismo e um mix entre estas perspectivas. O interessante é que o artigo vincula a defesa das agendas propostas pelo movimento negro (e também o feminista e o LGBT) ao que chama de “identitarismo”. Ao diferenciar, inclusive, a dimensão de defesa das pautas antirracistas (colocadas no campo do “identitarismo”) e de desenvolvimento nacional (colocadas no campo da macropolítica estrutural), o artigo corrobora a ideia de que o racismo está desvinculado das lógicas de relações de classe. Boa parte desta compreensão decorre da ideia de que o sistema capitalista tem uma generalidade estruturante (a sua base econômica) que determina as demais relações sociais, culturais e políticas (inclusive as raciais, de gênero, de orientação sexual etc). Daí o seccionamento entre políticas mais gerais (sempre no campo da ...

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    Livro: Frantz Fanon – Um revolucionário, particularmente negro

    Lançamento no dia 11/05, ás 19h30, no Al Janiah Por Anderson Moraes. do Jornal Empoderado  Divulgação/Frantz Fanon – Um revolucionário, particularmente negro Dia 11/05, na casa Al Janiah, no centro de São Paulo, acontecerá o lançamento do livro: “Frantz Fanon – Um revolucionário, particularmente negro”. O livro já tem o primeiro lançamento marcado para o dia 11 de maio, no Al Janiah, em São Paulo. O evento contará com debate sobre o livro com o professor Dennis de Oliveira e Deivison Mendes Faustino. Para encerrar o evento, intervenção musical a cargo de Conde Favela Sexteto. SOBRE O LIVRO  Há mais de cinco décadas de seu falecimento, Frantz Fanon, publicado em diversos países e analisado por destacados estudiosos do pensamento crítico contemporâneo, é, sem dúvidas, um dos intelectuais negros mais importantes do século XX, que atuou como psiquiatra, filósofo, cientista social e militante anti-colonial. Sua obra influenciou movimentos políticos e teóricos em todo ...

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    A Consciência Negra pressupõe auto-amor. Auto-amor pressupõe refletir sobre preterimentos afetivos

    Entre tantos temas que poderíamos escrever juntos, e eles não são poucos, resolvemos revisitar um assunto espinhoso. Toda a vez que surge um novo texto sobre a questão da solidão afetiva da mulher negra, o lado preto da internet entra em polvorosa. Homens negros, na sua ampla maioria, correm para dizer que as mulheres negras também são palmiteiras, ou então a reforçar que eles não são palmiteiros. Isso sem falar do discurso do amor não tem cor. Mas se não tem, se o diagnóstico de que as mulheres negras vivenciam a solidão de maneira brutal é uma falácia, como é que a Ana Clara Pacheco conseguiu até escrever uma tese de doutorado abordando esse tema? por Winnie Bueno e Caio César enviando para o Portal Geledés via Guest Post Os preterimentos sociais dos quais as mulheres negras são alvo não se restringem só ao mercado de trabalho, eles se expandem ...

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    Colonialismo, Neocolonialismo e Balcanização: As três idades de uma dominação

    À mutação da base material do capitalismo corresponde uma mutação das formas da dominação política. O principal objectivo já não é instalar governos títeres que já não conseguem resistir de forma duradoura à cólera popular, mas sim balcanizar por meio da guerra para fazer com que esses países se tornem ingovernáveis. Do Afeganistão à Somália, do Iraque ao Sudão o resultado das guerras é igual por toda a parte: a destruição da própria base das nações Por Said Bouamama Do Galizacig Regresso a Cristóvão Colombo A visão dominante do eurocentrismo explica a emergência e posterior extensão do capitalismo a partir de factores internos das sociedades europeias. Dai se depreende a famosa tese de que algumas sociedades (algumas culturas, algumas religiões, etc.) estão dotadas de uma historicidade e outras carecem dela. Quando Nicolas Sarkozy afirma em 2007 que «o drama de África é que o homem africano não entrou suficientemente na história ...

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    A pertinência de se ler Fanon, hoje – parte 1

    PREFÁCIO a Os Condenados da Terra, edição da Letra Livre. por Inocência Mata, do Buala Ó meu corpo, faça sempre de mim um homem que questiona! (Última prece de Frantz Fanon em Pele negra, máscaras brancas.)   No dia 6 de Dezembro de 1961, morria em Maryland, Washington, Frantz Fanon. Soubera um ano antes, em Túnis, que sofria de leucemia e que teria menos de um ano de vida. Ainda assim, empenhara-se por acabar a tarefa que tinha entre mãos, Os Condenados da Terra, livro que escreveu entre Abril e Julho de 1961, com um ritmo febril, nas palavras de Homi Bhabha, e que acabaria por ver publicado. Morreria dias depois, aos 36 anos, sete meses antes da proclamação da independência da Argélia (5 de Julho de 1962), a pátria adoptiva a que chegara em 1953 (e de que seria expulso em 1957), depois de oito longos anos de uma guerra ...

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    Frantz Fanon

    Nonagésimo aniversário de Frantz Fanon – Os Condenados da Terra

    FANON VIDA E OBRA Reflexões retiradas do artigo: FAUSTINO, D. M. . Colonialismo, racismo e luta de classes: a atualidade de Frantz Fanon. In: V Simpósio Internacional Lutas Sociais na América Latina, 2013. Anais do V Simpósio Internacional Lutas Sociais na América Latina, 2013. p. 216-232. (não deixe de citar suas fontes quando compartilhar!!!) O Texto de hoje é o mais famoso do que lido Os Condenados da Terra, escrito por Fanon em 1961. O livro, cercado de curiosidades e polêmicas, é comentado por diversos pensadores em todo o mundo. O título original do livro, Les damnés de la terre,  foi inspirado na primeira estrofe de L’INTERNATIONALE, hino  do movimento comunista internacional: Debout! l’âme du prolétaire (De pé! ó alma do proletário) Travailleurs, groupons-nous enfin. (Trabalhadores, agrupemo-nos finalmente) Debout! les damnés de la terre! (Levante-se! os miseráveis da terra!) Debout! les forçats de la faim! (Levante-se! condenados de fome!) Pour vaincre la misère et l’ombre (Para superar a pobreza e a sombra) Foule esclave, debout ! debout! (Multidão de ...

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    Curso Kilombagem – Fanon; Vida e Obra, dia 20 de julho em Campinas

    No dia 20 de julho Frantz Fanon completaria 90 anos. por Grupo KILOMBAGEM via Guest Post para o Portal Geledés Em reverência à sua trajetória, mas também, interessados/as em discutir a atualidade da sua obra para o entendimento do racismo na sociedade contemporânea, o Grupo Kilombagem oferecerá o Mini-curso Fanon: vida e obra. Objetivo O Mini Curso se propõe a apresentar e discutir o legado político e teórico do autor enfatizando suas contribuições para a compreensão das relações raciais na sociedade contemporânea. Provocador: Deivison Faustino (Nkosi) – Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFSCAR e integrante do Grupo KILOMBAGEM Fazer a Inscrição Por que estudar Fanon? Como psiquiatra, filósofo, cientista social e revolucionário, Frantz Fanon é sem dúvida um dos pensadores mais instigantes do século XX. Sua obra influenciou diversos movimentos políticos e teóricos na África e Diáspora Africana e segue reverberando em nossos dias como referência obrigatória nos os estudos ...

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    “O negro não é. Nem tampouco o branco”

    O texto publicado pela escritora Cintia Moscovich no jornal Zero Hora do dia 13/04 não me chocou nenhum pouco, pois não é a primeira assertiva preconceituosa que ouço desta escritora. Também não acho que ela quis provocar polêmica e ter seu nome citado, pois ela não precisa por já ter um público que a segue, admira e compra seus livros. A coluna da escritora demonstrou o que ela pensa: “estou onde estou porque trabalhei por isso... quem não está é porque não trabalhou ou trabalhou pouco”. O mesmo pensa o garoto que gravou um vídeo em uma sala de aula da USP ao dizer ao grupo de jovens negros que eles devem estudar e passar na universidade. Diante disso me veio Fanon quando diz: “O negro não é. Nem tampouco o branco”. Em um país colonizado como o Brasil temos “o preto escravizado por sua inferioridade e o branco escravizado ...

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    Quem matou? “todo espectador é um covarde ou um traidor”

    O escritor Frantz Fanon, referindo-se a colonização na Africa, escreveu: "todo espectador é um covarde ou um traidor". Assim me sinto. por Flávia Castro no Brasil Post As ultimas palavras do menino antes de morrer, foram: "A gente só tava brincando, senhor". O menino e seus amigos faziam um "selfie". O menino e seus amigos corriam. O policial atirou nos meninos que corriam, porque corriam. Como tantos outros meninos de sua idade mundo afora, faziam selfies e corriam. Mas aqui, Meninos negros que correm, estão fugindo. Meninos negros e pobres que correm com um celular, são ladrões. Meninos negros e pobres podem ser eliminados. Meninos negros e pobres estão sempre sob suspeita e devem ser eliminados. O homem que os matou se olha todos os dias no espelho e acha normal matar jovens negros e pobres. O motorista de táxi que peguei ontem, o empresário que fala alto no aeroporto, também acham ...

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    Frantz Fanon (Foto: Imagem retirada do site Brasil de Fato)

    20 de julho de 1925 nascia Frantz Fanon

    Autor de Pele Negra, Mascaras Brancas e Os Condenados da Terra, Frantz Fanon, nasceu em 20 de julho de 1925. O epistemicídio acadêmico não permite "ainda" que estudantes das ciências da saúde conheça as contribuições de Fanon na Saúde Mental e na Reforma Psiquiátrica    Aos 20 de julho de 1925 nascia Frantz Fanon, um dos pensadores pretos mais importantes do século XX.Nasceu em Forte de France, Martinica (território francês de Ultramar) em 1925 no seio de uma família de classe média. Em 1944 se alistou no exercito francês para lutar contra a invasão alemã ocorrida durante a II Guerra Mundial e posteriormente seguiu para Lyon para estudar medicina e psiquiatria.  Em 1950 Fanon escreveu uma tese doutorado em psiquiatria discutindo os efeitos psíquicos do racismo colonial. Entretanto, a tese foi rejeitada por confrontar as correntes positivistas então hegemônicas em sua área de estudos. Escreve então uma segunda tese de doutorado no ano seguinte nomeada: Troubles mentaux et ...

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    Racismo e cultura: a leitura psicanalítica e política de Frantz Fanon

    A comunicação “Racismo e cultura”, no Primeiro Congresso de Escritores e Artistas Negros, realizado em 1956, marca – e justifica – a opção pela ação política de Frantz Fanon. Sem abandonar a gramática psicanalítica de Pele Negra, Máscaras Brancas* - talvez mesmo tomando-a por base -, este texto anuncia o ponto de virada de Fanon na exegese do racismo e suas consequências para a alma/psiquê dos oprimidos: depois do mergulho para dentro, o mergulho no mundo, o reconhecimento da necessidade da luta armada e da eliminação completa de qualquer traço de estruturas opressoras. Além do texto completo, réplica de uma edição portuguesa de 1980, o registro radiofônico da voz firme de Fanon, um raro registro multimídia. As legendas em português foram feitas tendo por base a edição portuguesa acima mencionada, com algumas adaptações para o português do Brasil. Segue o texto de Fanon Racismo e Cultura  A reflexão sobre o valor normativo ...

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    kabengele-mulanga

    Quem tem medo de um negro que sabe?

    Racismo nas altas esferas, quem tem medo de um negro que sabe? por Marcos Romão O Professor Kabengele Munanga, foi preterido na seleção dos 59 estudiosos que foram beneficiados pela bolsa do programa "Professor Visitante Nacional Sênior " da Capes. Kabengele havia aceito a sondagem da Professora Georgina Gonçalves dos Santos, para atuar na jovem Universidade do Recôncavo Bahiano -UFRB-, através de uma posssível bolsa de pesquisador visitante nacional sênior da CAPES. Kabengele foi preterido, foi desmeritado na alta esfera de decisão, na cúpula do poder que decide no Brasil, quem foi, é e será beneficiado por bolsas para aprender ou distribuir seus conhecimentos. Segundo palavras do Professor José Jorge de Carvalho, Coordenador do INCTI, em seu documento em apoio à Kabengele para reivindicar a bolsa: "Com toda sua clareza do intelectual militante e engajado e sua posição político-ideológica a respeito da inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, ...

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    Racismo e Dominação Psíquica em Frantz Fanon

    Dossiê – II Seminário Sankofa "Descolonização e Racismo: atualidade e crítica" "Racismo e dominação Psíquica em Frantz Fanon" Thiago C. Sapede Este trabalho pretende explorar as ideias do psiquiatra Frantz Fanon sobre o colonialismo, focando-se na esfera psicológica da dominação colonial. Este autor enxerga o racismo como elemento central, operador psíquico da dualidade entre colono e colonizador, branco e negro, no colonialismo. Esse sistema profundo e complexo será observado como alicerce fundamental para a empreitada colonial e a manutenção da dominação europeia sobre "outros" povos. Esta discussão será importante para compreensão do racismo como elemento fundante do processo histórico de construção do ocidente. Frantz Fanon nasceu em 1925, na ilha da Martinica, colônia francesa desde o século XVII. Era uma ilha povoada majoritariamente por descendentes de africanos escravizados. Aos dezoito anos, Fanon alistou-se no exército francês durante a segunda guerra mundial, lutando no norte da África. Após o fim da ...

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    Definições sobre a branquitude

    por Hernani Francisco da Silva Os Estados Unidos, principalmente nos anos 1990, com os critical whiteness studies tornaram-se o principal centro de pesquisas sobre branquitude. Todavia, existem produções acadêmicas sobre essa temática na Inglaterra, África do Sul, Austrália e Brasil. No entanto, W. E. B. Du Bois talvez seja o precursor em teorizar sobre a identidade racial branca com sua publicação Black Reconstruction in the United States. Na galeria dos pioneiros em problematizar a identidade racial branca não podemos deixar de considerar Frantz Fanon. Em 1952, esse pensador caribenho e africano com sua publicação Peau noire, masques blancs defendeu o argumento de abolição da raça. Esse autor estava preocupado em libertar o branco de sua branquitude e o negro de sua negritude, porque a identidade racial seria um encarceramento que obstaculizava a pessoa de chegar e gozar sua condição humana. O ativista Steve Biko também pode ser incluído entre os ...

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