terça-feira, novembro 24, 2020

    Tag: haitianos e suas lutas

    “É preciso reagir aos nazistas”

    Jornalista Fernando Brito comenta o vídeo em que "um imbecil que, estupidamente, vai provocar e humilhar um frentista de posto de gasolina que abastece um carro, em Porto Alegre", simplesmente por ser haitiano; "Estamos permitindo que este comportamento fascista se espalhe, sem reação", diz Comecei muito mal o dia, lendo o Diário do Centro do Mundo. Não pelo site, obvio, que é muito bom, mas pela matéria – com o vídeo que reproduzo ao final com um imbecil que, estupidamente, vai provocar e humilhar um frentista de posto de gasolina que abastece um carro, em Porto Alegre. A razão? O trabalhador é haitiano. É de embrulhar o estômago, mesmo sabendo que a notícia já circula há dois dias. Danem-se os que me acharem “políticamente incorreto”, mas este sujeito, além do devido processo judicial, deveria ser posto a correr, depois de ouvir uns desaforos daqueles bem “incorretos”. O avô ou bisavô deste personagem ...

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    Para além da tragédia: Mostra em SP explora paraísos coloridos e misticismo vudu do Haiti

    “O Haiti é um país invisível”, disse o escritor Eduardo Galeano (1940-2015) em um discurso em frente à Biblioteca Nacional de Montevidéu em 2011 para reforçar que a ilha caribenha só era lembrada pelas sucessivas catástrofes que acometeram a sua história. Na contracorrente da narrativa trágica, a mostra “Haiti - Vida e Arte”, em cartaz na Galeria Olido, no centro de São Paulo, explora com 80 obras o lado positivo — e colorido — do país, ressaltando a importância da cultura vudu para a emancipação do povo haitiano, a primeira nação a se tornar independente da história da América Latina. “Por todos os lugares, há pessoas que acham que os haitianos não têm muita capacidade de reflexão. Mas nós temos muita imaginação e diversidade em nossa pintura. E nós levamos ao Brasil a alma imaginativa de nossa arte”, afirmou em entrevista a Opera Mundi Emmanuel Saincilus, um dos quase 30 artistas ...

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    Galeria Olido recebe 80 obras haitianas em comemoração ao Dia da África

    O Dia da África é celebrado mundialmente no dia 25 de maio e como forma de homenagear a data, a Secretaria Municipal de Promoção e Igualdade Racial com apoio da Secretaria Municipal de Cultura realiza a mostra “Haiti – Vida e Arte”. Entre os dias 25 e 31 de maio, 80 obras do acervo do colecionador haitiano Jacques Bartoli são exibidas na Galeria Olido. O objetivo da mostra é valorizar o rico patrimônio cultural e histórico do Haiti. Uma vez que o país foi a primeira república negra livre do mundo, onde homens e mulheres escravizados na América conquistaram sua liberdade. Depois de quase 300 anos de liberdade negada no período colonialista, os africanos e seus descendentes fizeram do Haiti a colônia mais rica do Caribe. A arte haitiana tem o vodou como inspiração, com seus veves e sincretismos, assim como as religiões afrobrasileiras, exemplo de expressões culturais que atravessaram ...

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    O racismo dos filhos de imigrantes no Brasil contra os haitianos

    É estarrecedor. Netos e bisnetos de imigrantes torcendo o nariz para a imigração haitiana. Ainda mais no Brasil. Ainda mais no Rio Grande do Sul. Durante a semana, ao apoiar o acolhimento aos caribenhos, ouvi de tudo. “Ignorante, mal-informado, mal-intencionado.” Senti vergonha de ler o que li e de ouvir o que ouvi. Não por mim. Estou acostumado às críticas. Senti vergonha pelo passado. Talvez porque conheça bem duas histórias. De Túlio Milman, no Zero Hora do DCM A primeira é do Haiti contemporâneo. Estive lá duas vezes na condição de jornalista. Em 1995, pensei: “Impossível piorar”. Quando voltei, em 2009, vi que eu estava errado assim que desembarquei em Porto Príncipe. A segunda história que conheço bem é a da minha família – a mesma das famílias de milhões de gaúchos. Imigrantes miseráveis, sem dinheiro e cheios de esperança que cruzaram o mar e o mundo em busca de uma nova ...

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    Foto: Flávio Florido

    Nojo de imigrantes pobres? Saiba que isso tem cura

    Recebi a doce postagem abaixo em minha página no Facebook. O texto em que estava esse comentário era sobre o naufrágio e morte de milhares de africanos que tentam cruzar o Mar Mediterrâneo em direção à Europa. A foto e o sobrenome foram cortados para não expor o rapaz: Foto: Flávio Florido   Por Leonardo Sakamoto, no Blog do Sakamoto Lucas, meu amigo, Entendo que você deva assistir na TV, ouvir de amigos e da família ou mesmo escutar na escola que imigrantes em geral, ou haitianos especificamente, são um “peso'' para a nossa sociedade. Ou que sua presença é um dos motivos que levam à sobrecarga dos sistemas de atendimento de saúde, educação e assistência social. E que eles roubam os empregos de brasileiros. Leia também:  Os cotistas desagradecidos Os avós daqueles que desprezam nordestinos eram os nordestinos da Europa Racismo à moda da casa ‘Os ...

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    “As cicatrizes do amor” em cena brasileira: o caso da mãe haitiana em Carlos Barbosa (RS)

    “Retalhos da vida, revolteando as entranhas de quem as escuta. Atenção! O que aqui se conta, está a acontecer agora! em qualquer parte do mundo”. por Profa. Dra. Sueli Saraiva via Guest Post para o Portal Geledés A escritora moçambicana Paulina Chiziane, romancista que prefere afirmar-se contadora de histórias, escreveu uma das narrativas ficcionais mais representativas do desamparo ao qual uma mulher, pobre e mãe solitária pode ser enredada. No conto de 1989, o tempo narrado é o da guerra civil moçambicana (1975-1992), o narrador reconta uma comovente história (“Relato de manga verde com sal, arrepiante”), confessada por certa Maria, dona de um bar num campo de deslocados pela guerra, em que “gente humilde, sincera, andrajosa e descalça” comentam uma notícia de jornal em que mães, diante de obstáculos intransponíveis naquela época em que “a guerra tinha morto a estrada” (Mia Couto) haviam abandonado seus filhos. Contrariando o apressado julgamento dos presentes sobre ...

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    Imigrantes haitianos fundam associação com o apoio da CSP-Conlutas

    Neste domingo, 1º de fevereiro, trabalhadores e trabalhadoras do Haiti radicados no Brasil fundaram uma associação para lutar por seus direitos. A assembleia de fundação da USIH (União Social dos Imigrantes Haitianos) ocorreu na sede da Apeoesp, na capital paulista, e contou com cerca de 50 pessoas. "Reunimos os haitianos para organizar a nossa luta para resolver problemas de trabalho, discriminação, a falta de documentos, o genocídio que sofre os negros nesse país, porque também somos negros", explicou Fedo Bacoua, eleito secretário-geral da nova entidade. O dirigente da nova associação, que está há um ano e meio no país, afirma que a ideia da entidade veio da constatação das sérias dificuldades vividas pelos seus conterrâneos no Brasil. "Passamos muitas vezes no Glicério, vemos os haitianos dormindo na rua, quando chove eles não tem onde entrar, muitas vezes não têm o que comer, então pensamos no que fazer para ajudá-los", relata. ...

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    Xenofobia se converte em agressões contra imigrantes haitianos

    Desde julho, 13 trabalhadores do Haiti denunciaram espancamentos sofridos dentro de empresas em que trabalhavam, em Curitiba Felippe Aníbal – Gazeta do Povo O tórax do haitiano Mau­­rice*, de 26 anos, ainda dói quando faz movimentos bruscos. Há pouco mais de um mês, ele foi espancado até perder os sentidos, por dois colegas de trabalho. As agressões ocorreram dentro da cerealista da qual eram empregados. O rapaz foi surrado depois de pedir que parassem de lhe ofender por sua cor e condição de migrante. Além de, por mais de um mês, ter sido chamado diariamente de “escravo” e de “macaco”, aguentava colegas que lhe atiravam bananas, como forma de ofendê-lo. Mais do que os ferimentos físicos, é a dor do preconceito que incomoda o haitiano. “Eu falava pra eles: ‘Você é meu irmão. Sou humano igual a você, criado pelo mesmo Deus’. Mas me bateram, bateram e ninguém separou”, disse ...

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    Uma charge racista e os haitianos em São Paulo

    Como professora (também) de Ensino Médio e Pré-Vestibular, volta e meia tenho que trabalhar com meus alunos questões de interpretação de charges. As charges são gêneros textuais bastante peculiares, principalmente porque sua interpretação depende de que se esteja inteirado dos assuntos em voga: no Brasil e no mundo. Além disso, na relação de complementaridade entre texto verbal e texto não-verbal pode acontecer de os desenhos serem mais expressivos que o próprio texto: isso quer dizer que a imagem pode valer mais que as palavras ali expressas. E é por isso que uma charge veicula muitos sentidos e discursos para além do meramente “dito”; e é pelo mesmo motivo que se tem que ter cuidado redobrado quando pretendemos expressar uma opinião através/fazer a análise de uma charge – o perigo de se reproduzirem estereótipos racistas, classistas, homofóbicos, misóginos etc. é ainda maior. A edição número 212 do jornal Fato Paulista – ...

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    Parlamentares denunciam à PF possíveis crimes de xenofobia e injúria praticados no Facebook

    Na manhã desta segunda-feira, 2, a deputa federal Antônia Lúcia (PSC), acompanhada da deputada estadual Antonia Sales (PMDB) e o deputado tucano Major Rocha (PSDB), esteve na sede da Polícia Federal do Acre para apresentar denúncia por possíveis crimes praticados em redes sociais, mais especificamente no Facebook. Os parlamentares que integram a Aliança por um Acre Melhor entregaram ao superintendente da Polícia Federal no Acre, delegado Araquém Alencar Tavares, vários “prints” (impressão de páginas da internet) onde constam indícios de crimes como calúnia, difamação, injúria e xenofobia (aversão a pessoas estrangeiras). “Todos nós, parlamentares de oposição, estamos sofrendo ataques de pessoas diretamente ligadas ao governo do Estado, que, durante seu horário de expediente, atacam a nossa honra e a moral. Pedimos as providências cabíveis, agora que não estamos em campanha, pois podemos imaginar como esta turma vai agir durante as Eleições que se aproximam”, argumentou a deputada federal Antônia Lúcia ...

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    Toussaint L'Ouverture segura a Constituição Haitiana de 1801. (Library of Congress Prints and Photographs Division)

    O Haiti é aqui: a fresta entre a ficção e realidade, por Heloisa Pires

    Em dezembro eu participei do Salon du Livre de Martinica- Les Mondes Crèoles- cujo homenageado foi o vizinho Haiti, o que colocou em destaque e, em debate, a literatura produzida naquele país. O ensejo expôs o quanto os haitianos escrevem, publicam e consomem suas obras sendo a própria história uma temática recorrente. E esta é referência forte não apenas para os locais. Os ventos caribenhos já criaram movimentos expressivos como o Négritude que reuniu intelectuais da estatura dos martiniquenses Aimé Césaire e sua interlocução com Franz Fanon que alcança o senegalês Leopold Senghor, só para alargarmos o escopo de visão nessa perspectiva bibliográfica. O país foi a primeira República das Américas que, conjuntamente, realizou a emancipação de sua população escravizada. Um país negro, com protagonismo negro para a questão da emancipação negra não é um detalhe de cena para as narrativas tropicais. Retroagindo no tempo, aquelas terras foram habitadas por ...

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    Bolívia, ontem; Haiti, hoje

    Bolívia, ontem; Haiti, hoje

    Não é do desconhecimento de ninguém que o mundo vive atualmente uma onda que busca no conservadorismo mais arcaico a solução de todos os problemas econômicos e sociais. O xenofobismo, para dar um exemplo, renasce na Europa com uma força impressionante e não será surpresa se, no rastro dessa pólvora, até mesmo o nazifascismo reaparecer. No livro “Os inimigos íntimos da democracia” (Companhia das Letras, 2012), o filósofo húngaro Tzvetan Todorov alerta que “o discurso democrático (...) vem sendo corroído pela proliferação dos populismos de diversos matizes ideológicos”. Nesse cenário, onde a crise mundial de 2008 lançou pitadas ainda maiores de instabilidade e insegurança, em cada país se vive preconceitos particulares na firme crença de que segregacionismos de toda ordem terão o poder de preservar a unidade social. Assim, quando grupos imigrantes decidem aportar em outros horizontes para fugir da miséria, nada mais natural que as vozes do atraso, que ...

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    Foto: Flávio Florido

    Reclama de haitianos no Brasil e ainda diz que somos todos macacos – Por: Leonardo Sakamoto

    Foto: Flávio Florido Fico descrente diante de comentários de colegas jornalistas, espumando preconceito e desinformação, criticando o “peso'' dos imigrantes haitianos para a estrutura de atendimento de saúde, educação e assistência social e reclamando do estorvo econômico que é chegada desse pessoal. Como se eles mesmos não fossem o resultado de pessoas que deixaram sua terra natal por desalento e esperança (quando a migração foi voluntária) ou trazida em porões de navios, quando não. Os haitianos não vêm simplesmente buscando oportunidades – que não são encontradas no país abalado pelo terremoto de 2010, que matou 300 mil pessoas, pondo abaixo sua já frágil economia e frágeis instituições – mas também atendendo ao chamado brasileiro por mão de obra, assim como ocorre com os bolivianos. Sim, esse fluxo migratório atende a demanda por força de trabalho do Brasil, em que determinadas funções já não são preenchidas apenas ...

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    Jesus Chucho Garcia: HAITÍ …..el costo de la dignidad histórica

    Occidente históricamente no perdona que ese pueblo de esclavizados en el pasado venciera a los ejércitos más poderosos de la tierra, y se atreviera a construir un modelo social diferente que inmediatamente abolió la esclavitud, acabó con el tráfico negrero y contribuyera a la independencia a los otros pueblos oprimidos del continente Cuando Haití logró convertirse, después de tres siglos de lucha permanente, en la primera República libre de America del Sur y del Caribe, su antigua colonia dominadora, Francia, le lanzó un bloqueo económico, similar al de Estados Unidos a Cuba. Esa Haití irreverente ante Occidente, bajo la dirección de Jean Jacques Desalinees, quien firmó su independencia el 1 de enero de 1804, sufriría un segundo bloqueo de parte de la Iglesia Católica Apostólica y Romana, por atreverse a eliminar esa religión dominante y sugerir el vudú como el credo pueblo. Contra Haití también surgió la indiferencia al no ...

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    Negro, não

    Estremecimentos no meio diplomático

    A notícia sobre as declarações do cônsul geral do Haiti em São Paulo me chegou  primeiro pela CBN, no dia seguinte a sua participação no programa "SBT Brasil". Fiquei impressionado com a indignação do locutor, que recomendava ao Itamaraty a expulsão de George Samuel Antoine. Sabe aquela indignação justa diante de uma manifestação inequívoca de racismo?  O locutor da CBN parecia não querer perder a oportunidade de reafirmar valores caros aos brasileiros: impossível conviver, numa sociedade como a nossa, com uma pessoa dessas - fora! Eu estava na cozinha, preparando meu café e ouvindo rádio e me convenci de que já havia ganhado meu dia. Na manhã  seguinte, ganhei  também o mês ao ler a reportagem da "Folha de S. Paulo" sobre o mesmo episódio (FSP, edição de 16/01/2010. p. A21). O repórter Vinícius Queiroz Galvão referiu-se a "um mal-estar nos meios diplomáticos", causado pelas declarações do cônsul do Haiti. ...

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    Jacobinos Negros: O épico e o trágico na história do Haiti

    RESUMO  O AUTOR apresenta uma resenha crítica do livro de C. L. R. James, editado, no Brasil, pela Boitempo, intitulado Os jacobinos negros. Toussaint L'Ouverture e a revolução e São Domingos. James narra e analisa a rebelião dos escravos da colônia francesa situada na ilha de São Domingos, no final do século XVIII, como conseqüência da ação da Convenção surgida da Revolução Francesa de 1789, a qual proclamou a emancipação dos escravos. Nessa rebelião, o autor destaca a ação do líder negro Toussaint L'Ouverture, que, após derrotar exércitos da França, Eha e Inglaterra, ganhou o domínio da colônia francesa. Em seguida, a obra de James se detém na determinação de Bonaparte de restaurar a escravidão e o envio da força expedicionária francesa comandada por Leclerc. Toussaint L'Ouverture viria a ser derrotado e aprisionado. Seus companheiros, Dessalines e outros, os jacobinos negros, prosseguiram o combate e conquistaram, em 1804, a Independência ...

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    François-Dominique Toussaint Louverture

    - Outro (s) nome (s) - Toussaint Louverture - Data de nascimento: 1743 - -Local: Haiti (então Saint-Domingue) - Data de falecimento: 8 de abril de 1803, aos 59 anos - -Local: França - Movimento: Revolução haitiana - François-Dominique Toussaint Louverture Toussaint Bréda, Toussaint-Louverture (20 de maio de 1743 - 8 de abril de 1803) foi um líder da revolução haitiana. Nascido em Saint-Domingue, no decorrer de uma prolongada luta pela independência Toussaint conduziu os africanos escravizados a uma vitória sobre os europeus, aboliu a escravidão e assegurou o controle da colônia pelos nativos em 1797, enquanto era nominalmente seu governador. Expulsou o comissário francês Léger Félicité Sonthonax, bem como o exército britânico, invadiu Santo Domingo para libertar os escravos que ali havia e redigiu uma constituição, auto-nomeando-se governador vitalício e estabelecendo uma nova política para a colônia. François-Dominique Toussaint Louverture Toussaint Bréda, Toussaint-Louverture (20 de maio de 1743 - 8 de abril de 1803) foi ...

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