quinta-feira, outubro 15, 2020

    Tag: intolerância religiosa

    Foto: Deldebbio

    Funcionária denuncia empresa por demissão depois de raspar a cabeça em ritual religioso em Cuiabá e diz que foi chamada de ‘macumbeira’

    Uma funcionária de 41 anos denunciou à polícia que foi vítima de preconceito após ter raspado a cabeça durante um ritual religioso do candomblé e ter sido demitida do trabalho, em Cuiabá, no dia 17 deste mês. A mulher afirma que foi discriminada pela supervisora. Vítima relatou à polícia que foi discriminada por supervisora em empresa — Foto: Reprodução A empresa terceirizada de serviços gerais, responsável pela demissão, informou ao G1 que aguarda notificação da Justiça e que, até que isso aconteça, não vai se posicionar sobre o assunto. A Polícia Civil disse, em nota, que a ocorrência foi registrada como crime de preconceito de raça e de cor, etnia, religião e de constrangimento ilegal. O caso é investigado pela 3ª Delegacia de Polícia. A vítima trabalhava na empresa desde junho de 2019 no cargo inicial de auxiliar de serviços gerais e foi promovida ao cargo ...

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    Foto: Reprodução/GloboNews

    Grupo Carrefour rejeita recomendação do Ministério Público do Trabalho após caso de racismo

    O Ministério Público do Trabalho (MPT) propôs ao Hipermercado Atacadão, na Zona Oeste do Rio, a contratação de uma consultoria do movimento negro para orientar seus trabalhadores. A recomendação ocorre após uma auxiliar de cozinha ser demitida depois de denunciar racismo e intolerância religiosa cometida por outro funcionário. O órgão solicitou ainda a readmissão da vítima de racismo. Os dois pedidos foram negados pelo estabelecimento que pertence ao Grupo Carrefour. Em entrevista ao UOL, a procuradora do Trabalho Fernanda Diniz diz que a empresa foi omissa e permitiu que o empregado adotasse tal postura racista e de intolerância religiosa. “Esse funcionário dizia que não gostava de preto, está envolvido em caso de agressão física a uma outra funcionária e nunca foi punido. Neste caso de agressão, a empresa chegou a alegar acidente. Então, eu entendi é que a atitude omissa da empresa permitiu que ele fizesse tudo isso”, afirma. Em ...

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    Foto: Reprodução/GloboNews

    Mulher é demitida após denunciar racismo e intolerância religiosa em hipermercado no Rio

    Uma auxiliar de cozinha negra foi demitida após denunciar que foi vítima de racismo e intolerância religiosa em uma unidade do hipermercado Atacadão, na Zona Oeste do Rio. A justificativa para a demissão foi ter "se envolvido em situações de conflito com outros funcionários". Como mostrou a GloboNews nesta segunda-feira (31), Nataly Ventura da Silva, de 31 anos, afirmou que logo que começou a trabalhar no local já convivia com a discriminação de um colega. Identificado como Jeferson Emanuel Nascimento, o funcionário é suspeito de ter ofendido a mulher por conta da cor de pele e da religião dela, que é o candomblé. O Ministério Público do Trabalho afirmou que a funcionária foi surpreendida com a frase "só para branco usar" em um avental. A mensagem foi assinada e escrita por Jeferson. O órgão, então, entrou com uma ação contra o estabelecimento, do Grupo Carrefour. A GloboNews teve acesso com ...

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    Advogada Beatriz de Almeida (Arquivo Pessoal)

    O controle racializado: o racismo religioso no judiciário

    Primeiramente, antes das considerações jurídicas acerca do caso, faz-se necessário um breve excerto histórico. Ao longo do período pós abolição sob fundamentos eugenistas e higienistas, o Estado Brasileiro criminalizou e reprimiu o culto sagrado de origem africana, imperioso ressaltar que ocorria nesses tempos ocorre hoje, mesmo sob a égide da constituição cidadã, o estado continua promovendo a barbárie apreendendo imagens de orixás, nkisis, ibas, ferramentas do culto ancestral, instrumentos. De suma importância rememorar os tempos em que, legalmente, as crenças de matriz africana foram consideradas retrocesso e atraso cultural, pelo prisma hegemônico e eurocêntrico. O biopoder, conceito apresentado por Michel Foucault, aponta que uma das funções do racismo é regular a distribuição de morte e tornar possível as funções assassinas do Estado. Segundo Foucault, essa é “a condição para a aceitabilidade do fazer morrer”. Ao falar-se em morte, neste contexto, é essencial ressaltar que não se dá somente de forma ...

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    Ritual de candomblé (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

    Mãe recupera guarda da filha que participou de ritual de candomblé 

    Um juiz de Araçatuba (SP) determinou a imediata restituição da guarda de uma adolescente de 12 anos à sua mãe, que havia perdido a responsabilidade sobre a filha depois de a menina passar por um ritual de iniciação no candomblé, que envolve raspar a cabeça dos novos adeptos. Por decisão da Justiça, a garota estava sob os cuidados da avó materna, após ação movida pelo Conselho Tutelar da cidade, que no dia 23 de julho recebeu denúncias de maus-tratos e abuso sexual no terreiro de candomblé frequentado por mãe e filha. Um dos relatos foi dado pela avó, que é evangélica, Para a família, houve intolerância religiosa. A decisão que restabeleceu a guarda materna é do juiz Danilo Brait, da 2º Vara Criminal e Anexo da Infância e Juventude de Araçatuba (a 527 km de São Paulo). Segundo o magistrado, exames realizados na menina apontaram que ela não tinha nenhuma ...

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    Ritual de candomblé; mãe perdeu a guarda da filha após a adolescente passar por ritual de iniciação em terreiro de Araçatuba e atividade ser denunciada como maus tratos ao Conselho Tutelar Imagem: Eduardo Knapp/Folhapress

    Mãe perde guarda da filha após jovem participar de ritual do candomblé

    Uma mãe de Araçatuba, no interior de São Paulo, perdeu a guarda da filha de 12 anos após a adolescente passar por um ritual de iniciação no candomblé, que envolve raspar a cabeça dos novos adeptos. A ação foi movida pelo Conselho Tutelar da cidade, que recebeu denúncias de maus-tratos e abuso sexual. Como uma delas foi feita pela avó da menina, que é evangélica, a defesa da família afirma que o caso é de intolerância religiosa. No último dia 23 de julho, o conselho recebeu uma denúncia anônima dizendo que a jovem era vítima de maus-tratos e abuso sexual. Junto de policiais militares, os conselheiros foram até o terreiro. A adolescente chegou a relatar que não estava sofrendo qualquer tipo de abuso, mas, sim, passando por um ritual. A mãe, que trabalha como manicure, explicou que, durante a cerimônia, a menina não poderia deixar o local. Os nomes das ...

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    Caso foi registrado em Cachoeira, no Recôncavo baiano — Foto: Pai Duda de Candola/Arquivo pessoal

    Pai de santo denuncia invasão, tiros e destruição de objetos sagrados em terreiro na Bahia: ‘Violência muito grave’

    A tranquilidade do terreiro Ilê Axé Icimimó Agunjí Didê, em Cachoeira, no Recôncavo baiano, foi substituída por momentos de tensão na última terça-feira (9). Em postagem feita nas redes sociais, Antônio Santos, o Pai Duda de Candola, denunciou uma invasão de homens armados ao local. No relato, ele afirma que os invasores dispararam tiros para o alto, cortaram as cercas que delimitam o terreno do terreiro de candomblé e destruíram objetos sagrados. Na manhã desta sexta-feira (12), Pai Duda de Candola narrou ao G1 o que presenciou na última terça-feira. Ele afirma que os responsáveis pela invasão eram funcionários da empresa Penha Papéis e Embalagens, que tem sede na cidade de Santo Amaro da Purificação, vizinha a Cachoeira. “Essa invasão já é a quarta vez que esses agressores chegam ao terreiro. Na terça-feira, por volta das 9h foi que aconteceu esse grande absurdo. Chegaram com grande violência. Eu não pude ...

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    Conhecida como Mãe Baiana, Adna Santos foi agredida verbalmente durante reunião de servidores da fundação Foto: Jéssica Martins/reprodução/G1

    Mãe de santo ofendida por presidente da Fundação Palmares presta queixa

    Em um dos áudios vazados, em que se ouve o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, chamar o movimento negro de escória, ele também ofende Adna Santos, mais conhecida como Mãe Baiana. Além de ser mãe de santo, ela ocupa o cargo de Coordenadora de Políticas de Promoção e Proteção da Diversidade Religiosa da Subsecretaria de Direitos Humanos e Igualdade Racial no Distrito Federal. Agora, ela pede investigação das autoridades sobre o caso. No áudio, Sérgio afirma que algum funcionário da fundação estaria divulgando o que acontece lá para a mídia, através de Mãe Baiana. “Uma filha da puta de uma macumbeira. Uma tal de Mãe Baiana, que ficava aqui infernizando a vida de todo mundo. Além de fazer macumba para mim, essa miserável está querendo agitar invasão aqui de novo.” O presidente afirma ainda que não irá contribuir com terreiros ligados a religiões de matrizes africanas. “Não vai ter ...

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    Foto: Roger Cipó

    ‘O racismo religioso se agravou muito no Brasil nos últimos anos’

    A perseguição às religiões de matriz africana diante do projeto de poder das religiões cristãs. Esse é o tema do livro “Intolerância Religiosa” (Pólen Livros/Selo Sueli Carneiro), escrito pelo babalorixá e pesquisador mestre e doutor em Semiótica pela Universidade de São Paulo, Sidnei Nogueira. O livro é o oitavo título da Coleção Feminismos Plurais, coordenada pela mestra em Filosofia Política Djamila Ribeiro. A Coleção tem publicado obras escritas por pessoas negras por uma perspectiva racial crítica e tratam de conceitos recorrentes no debate público do país. Em entrevista à editoria de Justiça da CartaCapital, o babalorixá apresentou o livro, a quem ele se destina e como estão atualmente os índices públicos de casos de “discriminação religiosa”, como ataques e depredações a terreiros, espaços geográficos dedicados à prática coletiva das religiões de matriz africana. Nogueira também introduz algumas questões tratadas em sua obra, como diferença intolerância religiosa de racismo religioso, e ...

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    Imagem retirada do

    Intolerância religiosa: o racismo cultural que vem desde a colonização

    A intolerância com as religiões afro-ameríndias é um retrato do racismo cultural presente desde o tempo da colonização. O Brasil tenta apagar 400 anos da sua história, apagar elementos que ajudaram na construção do país. Esse apagamento da cultura das pessoas trazidas da África e do povo nativo foi uma missão iniciada com os Jesuítas e que é feita até hoje. Por RENNAN LETA, do Voz das Comunidades Imagem retirada do Voz das Comunidades 21 de janeiro. Nesta data, desde 2007, é celebrado o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. O dia foi escolhido em homenagem à Iyalorixá Mãe Gilda de Ogum, que faleceu em 2000, vítima de um infarto por ver o seu terreiro ser atacado e outros seguidores agredidos. Em novembro de 2014, foi feito um busto em homenagem à Mãe Gilda, no bairro de Itapuã (BA). Dois anos depois, o busto foi ...

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    Intolerância religiosa, racismo, misoginia e homofobia serão temas de um dos carnavais mais politizados do Grupo Especial

    Em 2020, mesmo enredos aparentemente menos engajados flertarão com questões contemporâneas Por Rafael Galdo, Do O Globo Hélio de la Peña, Carla Cristine e Nando Cunha vão desfilar no Salgueiro, que leva para a Avenida discussão sobre o racismo (Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo / Agência O Globo) A imagem de Jesus pregado a uma cruz que chegará a 20 metros de altura, na Mangueira. Mulheres ativistas e o símbolo do feminismo estampado em fantasias da Viradouro. Um “planeta fome” na Mocidade. No Salgueiro, a homenagem a artistas negros que lutam contra o racismo. E, na Grande Rio, padres, pastores, pais e mães de santo juntos, numa alegoria para representar um terreiro de candomblé. Impassível ninguém ficará aos desfiles do Grupo Especial que começam hoje à noite na Sapucaí. Aprofundando um rumo trilhado nos últimos carnavais, o deste ano levará ao Sambódromo assuntos que ...

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    Nova Iguaçu: Primeiro Núcleo de Atendimento às Vítimas de Intolerância Religiosa é inaugurado na cidade

    Pioneiro no Brasil, o Navir vai oferecer atendimento psicológico, assistencial e orientações jurídicas Do O Dia O Navir de Nova Iguaçu é o primeiro do Brasil (Foto: Imagem retirada do site Prefeitura de Nova Iguaçu) Foi inaugurado na cidade nesta segunda-feira, dia 17 , o primeiro Núcleo de Atendimento às Vítimas de Intolerância Religiosa (Navir) do Brasil. O espaço vai acolher vítimas de qualquer tipo de preconceito religioso, com atendimento psicológico, assistencial e orientações jurídicas, além de atuar na prevenção e combate a esse tipo de violação dos direitos humanos, principalmente em áreas onde há templos de matrizes africanas. O Navir é localizado na Rua Terezinha Pinto, 297, 3° andar, no Centro do município. Resultado de uma parceria da Prefeitura de Nova Iguaçu com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 9 às 17h. “O núcleo vai procurar ...

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    imagem divulgação

    “A Mangueira está ajudando a redimir Jesus”, diz pastora Lusmarina Garcia

    A escola de samba carioca Estação Primeira Mangueira nem desfilou e seu enredo “A Verdade Vos Fará Livre” já está causando uma grande discussão nas mídias sociais. Motivo: o carnavalesco Leandro Vieira resolveu refazer uma releitura histórica da vida de Jesus Cristo, projetando a sua volta para os morros cariocas, em um mundo apartado pela intolerância. Antes dos carros alegóricos da verde e rosa adentrarem a avenida Sapucaí, no Rio, Leandro convidou um grupo de diversos líderes religiosos para que pudessem conhecer e opinar sobre a sua versão do homem mais consagrado no Cristianismo, o Nazareno. Coube ao babalaô Ivanir dos Santos reunir o maior número possível de representantes de distintas religiões, em sua maioria cristãos, para visitar os barracões da Estação Primeira. Estiveram lá a pastora Lusmarina Garcia (teóloga luterana), o reverendo Daniel Rangel (Paróquia Anglicana de Todos os Santos), frei Tata, a reverenda Inamar Corrêa de Souza (da ...

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    Foto: Marta Azevedo

    Respeita o meu axé. E o amém

    Religiões de matriz africana não buscam hegemonia Por FLÁVIA OLIVEIRA, do O Globo  Foto: Marta Azevedo Era 21 de janeiro, Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, e um comentário na rede social expôs o tamanho do buraco em que a liberdade de credo está metida. Num post, dois recados: 1) As religiões de matriz africanas serão sempre minoria; 2) Majoritário, portanto hegemônico, no país é o cristianismo. Li a mensagem, que denunciei como inadequada, horas depois de falar sobre Mãe Gilda de Ogum, homenageada com a efeméride instituída pela Lei 11.635/2007. Gildásia dos Santos e Santos era ialorixá do Ilê Axé Abassá de Ogum, terreiro da mesma Bahia por onde os colonizadores inauguraram a invasão das terras, a pilhagem da riqueza, a subordinação dos corpos, a conversão das almas no Brasil. Ela morreu há 20 anos, após complicações de saúde decorrentes de agressões verbais e ...

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    Foto: Deldebbio

    Registros de intolerância religiosa aumentam 22% no estado de SP

    Crescimento é referente ao ano 2019, em comparação a 2018. Casos de injúria, calúnia e difamação predominam nos boletins de ocorrência. Por Amanda Lüder, no G1 Foto: Deldebbio Os registros de casos de intolerância religiosa aumentaram 21,75% em 2019 no estado de São Paulo, na comparação com 2018. Os dados foram obtidos pela GloboNews via Lei de Acesso a Informação (LAI) junto à Polícia Civil e são relativos aos boletins de ocorrência registrados com esta natureza. A maioria dos casos foi registrada nas delegacias como injúria, calúnia e difamação: esses três tipos de ocorrência representaram, juntos, 99% dos casos em 2019. Nesta terça-feira (21), é celebrado o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e Dia Mundial da Religião. Nos boletins de ocorrência (BOs), o campo para preenchimento da natureza da ocorrência como intolerância religiosa foi criado somente em novembro de 2015. Número de BOs Em ...

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    Ritual de iniciação no candomblé no Rio de Janeiro. - Foto: Lianne Milton/Especial para o The Washington Post

    Neopentecostais armados atormentam minorias religiosas brasileiras

    Evangélicos ligados a gangues criminosas vêm atacando membros de minorias religiosas Por Terrence McCoy (The Washington Post), na Folha de São Paulo Ritual de iniciação no candomblé no Rio de Janeiro. - Foto: Lianne Milton/Especial para o The Washington Post Ele ouviu batidas fortes na porta. Estranho, pensou o sacerdote –ele não estava esperando ninguém. Marcos Figueiredo foi até a entrada do terreiro e abriu a porta. Armas. Três delas. Todas apontadas para ele. O “Bonde de Jesus” havia chegado. Eram três membros de uma quadrilha de cristãos evangélicos extremistas que assumiu o controle do bairro pobre de Parque Paulista, em Duque de Caxias. Primeiro a quadrilha montou barreiras nas ruas para impedir a entrada da polícia e criar um refúgio seguro para o tráfico a uma hora de carro do Rio de Janeiro. Agora, estava atacando qualquer pessoa cuja religião não se alinhasse com a ...

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    Terra de Zumbi teve maior atentado contra religiões afro do país

    Em 1912, dezenas de terreiros foram destruídos em Maceió; hoje, Alagoas é o quinto estado com mais mortes de negros Por David Lucena, da Folha de S.Paulo Aos gritos de "quebra!", um grupo de homens invadiu, por volta das 22h30, o terreiro de Chico Foguinho. A cerimônia religiosa estava no auge e os praticantes, pegos de surpresa, foram agredidos pela multidão. Alguns objetos sagrados, como utensílios, adornos, vestes e instrumentos, foram destruídos ali mesmo; outros foram jogados na rua e incinerados, formando uma grande fogueira. A cena se repetiu outras dezenas de vezes na mesma noite. Aquele 1º de fevereiro de 1912, em Alagoas, entraria para a história como o maior atentado contra religiões de matriz africana no Brasil. Foto: Eduardo Knapp/Folhapress O Carnaval seria dali a algumas semanas. Simulando uma prévia carnavalesca, homens liderados pela Liga dos Republicanos Combatentes partiram da sede da entidade, na ...

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    Membros da Federação de Umbanda e Candomblé de Brasília e Entorno lamentam depredação da Praça dos Orixás (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press )

    Religiões de matriz africana são alvos de 59% dos crimes de intolerância

    Apesar de representarem apenas 0,2% da população do DF, os adeptos das religiões com ligações africanas são os que mais sofrem com o preconceito: 59,42% dos crimes de intolerância, somando todas as religiões, têm esses grupos como alvos Por Alan Rios, do Correio Braziliense Membros da Federação de Umbanda e Candomblé de Brasília e Entorno lamentam depredação da Praça dos Orixás(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press ) "Axé é uma palavra que quer dizer força, luta, vitória", explica Mãe Marinalva, adepta da umbanda e do candomblé. Ela tem um terreiro em Santa Maria e faz parte da população do Distrito Federal que sofre ataques simplesmente por suas crenças, e “precisa de muito axé” para ter liberdade na fé. Só 0,2% dos moradores da capital seguem religiões de matrizes afro-brasileiras, segundo dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, um levantamento com dados da ...

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    ‘Narcopentecostais’: casos de intolerância religiosa crescem com expansão de facção no Rio

    Só em 2019, até setembro, a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa contabilizou 176 terreiros fechados após ataques ou ameaças de traficantes Por Rafael Soares, Da Época Itens sagrados em religião de matriz africana (Foto: Georgenes Sampaio) Aos 23 anos, Wendel Rodrigues Oliveira é um homem de fé. Em 27 de junho, postou no Instagram uma foto da Bíblia em seu colo, com a legenda: “Indo à casa do pai agradecer por cada dia de vida e pela paz que ele vem concedendo à comunidade do Parque (Paulista) e pelo seu povo”. Mas ele é também um homem do crime, e o relógio de ouro na foto com o livro sagrado é só um indicativo de seu poder. Na comunidade que cita em suas preces, o Parque Paulista, um bairro em que moram mais de 30 mil pessoas de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, ...

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    "Coletivo Iemanjá" foi criado após atos de intolerância praticados contra religiões de matriz africana na Capital(Foto: Divulgação)

    Entidades elaboram carta contra perseguição às religiões de matriz africana em Florianópolis

    Documento será entregue ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) após imagem da divindade africana ter sido depredada no Ribeirão da Ilha No DC "Coletivo Iemanjá" foi criado após atos de intolerância praticados contra religiões de matriz africana na Capital(Foto: Divulgação/Reprodução DC) O vídeo que mostra uma imagem de Iemanjá sendo depredada com uma marreta em Florianópolis motivou a elaboração de uma carta destinada ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra a perseguição às religiões de matriz africana. O documento foi elaborado pelo "Coletivo Iemanjá", composto por entidades representativas das religiões e pelo poder público. A carta será entregue nesta quarta-feira (2) na Câmara de Vereadores de Florianópolis em um ato denominado “Carta Iemanjá”. Assim como a ideia da reivindicação, o Coletivo Iemanjá também foi criado após o recente episódio de intolerância religiosa no Ribeirão da Ilha, praticado contra a imagem da orixá feminino das ...

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