sexta-feira, agosto 14, 2020

    Tag: liberdade

    Marília Marz

    Indivisível: quadrinho narra a história negra e oriental do bairro da Liberdade em São Paulo

    por Romullo Baratto no Archdaily Marília Marz Indivisível é o título da história em quadrinhos elaborada por Marília Marz como Trabalho de Conclusão na Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Apresentado em 2017, o trabalho tem como objetivo identificar e analisar as possibilidades narrativas intrínsecas a elementos arquitetônicos e urbanísticos do bairro da Liberdade, em São Paulo, em dois períodos históricos distintos. As narrativas escolhidas, associadas às culturas negra e oriental, sobretudo japonesa, buscam contribuir para o entendimento do processo de construção da identidade do bairro. Essa investigação surgiu de uma curiosidade pessoal em entender os vários significados que se escondem por trás da palavra “identidade”, termo que pode ser entendido como uma projeção construída e sutilmente maleável, e até mesmo como uma permanente arena de disputas entre diversos atores que frequentam o bairro. Ao caminharmos pela Liberdade, enxergamos facilmente elementos urbanísticos e ...

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    Não tenha filhos

    Foi o que eu disse a uma amiga de 39 anos, linda, bem-sucedida e em crise no casamento. Explico. Ela sempre sonhou rodar o mundo. Estudar línguas. Escrever livros, fazer mestrado, correr a São Silvestre. É curiosa, desbravadora e tem dúvidas. Não sabe se quer morar no Brasil, se vai mudar de profissão, se seu desejo é namorar o marido e não estar casada. Tem o coração mais irrequieto, rebelde e desbravador que conheço. Por  Clarissa Monteagudo, do Extra Só que três vezes por semana, de três pessoas diferentes, ela escuta as perguntas: "E pra quando é o herdeiro?", "Vocês não vão engravidar?", "Não falta um neném?". Não, não falta. E eu sou a mãe mais coruja e apaixonada do mundo. Minha vida se encheu de cor por causa do Miguel, mas eu continuo empunhando a bandeira: mulheres não são reprodutoras. Mulheres são muito mais do que isso. Uma mulher ...

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    iStockphoto

    A escola precisa de liberdade, diversidade e ética

    No post anterior explico em que medida toda educação é política e de que modo a comunidade escolar pode transformar uma escola autoritária a partir de um projeto político-pedagógico democrático. Por André Azevedo da Fonseca Do Brasil Post iStockphoto Nesse post prosseguimos o questionamento: qual a solução pedagógica para a questão dos condicionamentos ideológicos nas práticas educativas, presentes sobretudo naquelas que se dizem neutras? Para Paulo Freire, a resposta começa com o rigor ético do educador. Aquela ética que condena o cinismo, os preconceitos e que não admite as práticas de denunciar por ouvir dizer; de acusar alguém de ter dito algo que ele não disse; e de cometer falso testemunho para induzir o outro a acreditar em uma determinada opinião. "Posso não aceitar a concepção pedagógica deste ou daquela autora e devo inclusive expor aos alunos as razões por que me oponho a ela mas, o que ...

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    Padre Daniel Pedro Marques de Oliveira

    Escravidão, liberdade e racialização no Amazonas Imperial

    por Padre Daniel Pedro Marques de Oliveira A história de africanos e seus descendentes no Amazonas começa a vencer um longevo silêncio. Paira sobre a trajetória de homens e mulheres negros da região uma poderosa (e arraigada) força discriminatória que oculta a importância das culturas africanas para a formação social e política da sociedade amazonense. Em tempos de celebração pelo mês da consciência negra, é bom lembrar o que a muitos interessa esquecer. Comecemos pelo ilustre, e desconhecido, deputado provincial, Daniel Pedro Marques de Oliveira, homem negro, cuja trajetória se pautou pela proteção a fugitivos do cativeiro, pela denúncia de escravocratas violentos, pelo incentivo à emancipação, e por inúmeras depreciações de cunho racial sofridas durante sua vida pública. Antes, convém notar que a presença africana na Amazônia está ligada ao drama da escravidão e do infame comércio de almas que se inicia no século XVII e atinge o XIX. Entretanto, a ...

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    Liberdade, igualdade, fraternidade e escravidão

    A escravidão foi uma das páginas mais triste da história da humanidade, pois todos os povos tanto foram escravistas como escravizados. Nesse cenário, o tráfico negreiro para a América foi uma das peças marcada pela ganância. Os altos lucros atraiam nobres, burgueses, plebeus, europeus, africanos, americanos e árabes e tornou uma atividade comercial importante, fonte de altas rendas. As ações e quotas das companhias traficantes eram negociadas nas bolsas de Londres, Amsterdam, Paris e Lisboa. Desde o início o tráfico tendeu a ser uma atividade em si mesma, quebrando o pacto colonial no que concerne à rigidez do monopólio metropolitano. Os comerciantes portugueses preferiam fornecer escravos às colônias espanholas (onde ganhavam mais) a trazê-los ao Brasil. Os traficantes ingleses, holandeses, franceses, norte-americanos, suecos e dinamarqueses os vendiam a quem quisesse comprá-los - legalmente, se possível; como contrabando, quase sempre. Na França, a terra da "liberté, égalité, fraternité", filósofos e reis ...

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