Tag: miscigenação

    Promotoras Legais Populares: Luciana Yamamoto

    O racismo nas famílias inter-raciais

    Esse mês dois episódios, um com alunos na escola onde eu leciono e outro na minha família, fizeram emergir em minha consciência memórias longínquas, reacendendo em mim o desejo de escrever sobre algo que é quase tabu de se dizer numa sociedade onde embora as pesquisas atestem que o Brasil é um país racista, as pessoas se autodeclaram como não racistas: o racismo dentro das famílias. Por Luanda Julião para o Portal Geledés Promotoras Legais Populares: Luciana Yamamoto   O primeiro evento trata-se de dois alunos que são meios-irmãos por parte de mãe. O mais velho tem 15 anos e o mais novo três anos a menos. Ambos são filhos de uma mulher negra de pele bem escura, mas o mais novo, por ter um pai branco, tem a pele bem mais clara que o irmão mais velho, que tem a cor da pele igual sua ...

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    Miscigenação entre brancos e negros é, na verdade, genocídio?

    Frase exibida por manifestantes na 14ª Marcha da Consciência Negra, em São Paulo (SP), gera debate e divide opiniões Por André Bernardo, do Gazeta do Povo Integrantes de movimentos sociais e de defesa dos direitos da comunidade negra reuniram-se na capital paulista na 13ª Marcha da Consciência Negra Rovena Rosa/Agência Brasil Miscigenação e genocídio. É quase impossível juntar essas duas palavras em uma única frase sem levantar polêmica. E foi isso o que aconteceu no último dia 20/11, Dia Nacional da Consciência Negra, quando cerca de 20 mil manifestantes, segundo estimativa dos organizadores, participaram da 14ª Marcha de Consciência Negra, em São Paulo (SP). Com o tema Contra o Racismo e o Genocídio: Por um Projeto Político de Vida para o Povo Negro, militantes de diversos coletivos e entidades defenderam, entre outras pautas, a luta contra a violência policial, a tolerância religiosa e a valorização da mulher negra na sociedade; gritaram palavras ...

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    Stephanie Ribeiro: Por que Anitta incomodou os negros com o clipe de “Vai Malandra”?

    Na coluna #BlackGirlMagic desta semana, Stephanie Ribeiro reflete sobre as acusações de apropriação cultural feitas a Anitta por seu visual no videoclipe da música "Vai Malandra" Por Stephanie Ribeiro, da Revista Marie Clarie  Anitta em imagem do vídeo Vai Malandra (Reprodução Instagram) Em agosto deste ano, foi publicada uma foto da cantora Anittacom tranças, bronzeada, em cima de uma laje no Morro do Vidigal, usando um biquíni de fita adesiva preta. A foto, depois descobrimos, era uma prévia do clipe que foi lançado nesta semana. Anitta é sem dúvida um fenômeno. A mais importante cantora brasileira contemporânea no que diz respeito à visibilidade, ao alcance e à influência. Mas sua imagem no videoclipe de Vai Malandra foi apontada como prova de “apropriação cultural”. Por mais que eu compreenda, sempre digo que quem coloca o uso de tranças, e até mesmo da estética que ela criou para o vídeo, como apropriação cultural, não se detém sobre o mais importante ...

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    Finalmente um Antonio Risério para unir a esquerda e a direita

    Nenhuma pessoa, absolutamente nenhuma, das que participam de alguma organização, coletivo ou entidade do movimento negro organizado ousaria homogeneizar o movimento negro, de maneira a esquecer os acalorados debates que duram décadas entre nós. O mesmo não se deu com o antropólogo Antonio Risério. Por Gabriel Nascimento Do Justificando Em “Movimentos negros repetem lógica do racismo científico, diz antropólogo”, publicado na Ilustríssima da Folha de São Paulo, em 16 de dezembro, Antonio Risério o faz, sem medo de pesar a mão, como, aliás, e sem nenhuma novidade, vem fazendo em muitos de seus trabalhos. Se pulássemos o artigo inteiro para alguns comentários de assinantes da Folha, poderíamos concluir, tão logo, e sem necessitar de um trabalho longo de análise do discurso, que o artigo é a tradução (do trabalho do antropólogo) que afaga o coração daqueles que precisavam há muito justificar o seu incômodo com mudanças sociais e históricas pelas quais estamos passando. ...

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    Pesquisa investiga marcas do racismo em “famílias inter-raciais”

    Cento e vinte e nove anos depois da abolição da escravidão, e a despeito do mito da democracia racial, o preconceito de raça continua bastante disseminado na sociedade brasileira – tão disseminado que se manifesta até mesmo no interior de “famílias inter-raciais”. Esta foi a conclusão de uma pesquisa realizada pela psicóloga social Lia Vainer Schucman. Por José Tadeu Arantes Do Agência FAPESP O estudo foi tema de pós-doutorado realizado na Universidade de São Paulo (USP) com apoio da FAPESP, colaboração de Felipe Fachim e supervisão de Belinda Mandelbaum, coordenadora do Laboratório de Estudos da Família do Instituto de Psicologia da USP. “Nosso objetivo foi verificar se e como as hierarquias raciais da sociedade se reproduzem no interior de famílias cujos integrantes se autoclassificam diferentemente em relação à ‘raça’: como ‘brancos’, ‘negros’ ou ‘mestiços’. E como essas hierarquias coexistem e interagem com os afetos”, disse Schucman à Agência FAPESP. Além de esgotar a literatura ...

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    Onde estão as pessoas brancas como eu?

    Uma vez, uma amiga me disse, enquanto me explicava sobre colorismo: "quem tem a régua pra medir a negritude das pessoas e decidir quem é negro e quem não é?". Hoje, eu responderia pra ela que essa pessoa não existe, mas há um consenso geral na sociedade – e até na militância – que exige que você tenha determinado tom de pele para se autodeclarar negro. Pelo menos para que você se declare e não haja controvérsias. É aquela clássica frase: branco demais para os negros, negro demais para os brancos. Enviado por Caio dos Santos Monteiro para o Portal Geledés  Certa vez, um total desconhecido disse que eu não era branco durante uma palestra sobre cotas no Acepusp, um cursinho popular aqui de São Paulo. Isso aconteceu porque em determinada parte da minha pergunta eu disse "…eu, sendo branco…", então o palestrante esperou eu terminar e iniciou: "alguns podem até ...

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    Jogador não se pronunciou sobre ofensas racistas que sofreu em partida do Barcelona, na Espanha

    EUA caminham para modelo brasileiro de identificação racial, diz sociólogo americano

    Os critérios com que brasileiros e americanos se identificam racialmente estão se aproximando, diz Reginald Daniel, professor de sociologia da Universidade da Califórnia (Santa Barbara). Por João Fellet, do BBC Ele afirma que, aos poucos, os Estados Unidos estão deixando para trás um modelo de classificação rígido e binário, que enquadrava a maioria da população nas categorias branca ou negra. Com a imigração latina e o crescimento de casamentos inter-raciais, cada vez mais americanos se veem como multirraciais. Já o Brasil, onde historicamente vigora um modelo racial mais flexível, percorre o caminho inverso: cresce no país o número de pessoas que se identificam como pretas ou negras e repelem termos que designam grupos intermediários, como pardo ou mestiço. A tese está no livro Race and Multiraciality in Brazil and the United States: Converging Paths? ("Raça e multirracialidade no Brasil e nos EUA: caminhos convergentes?", em tradução livre), escrito por Daniel após ...

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    Quando descobri que sou preto: “Vou contar a minha história, porque eu também tenho uma”.

    Ericka Huggins (mulher negra, ativista, estadunidense, integrante dos Black Panther Party) Enviado por Jônatas Cordeiro da Silva via Guest Post para o Portal Geledés  Hoje sinto a necessidade de contar como me descobri (e ainda estou descobrindo) enquanto preto, o que abarcará uma breve discussão sobre a mestiçagem. Quando vejo alguns casos, como por exemplo, o Neymar que diz que não é preto, ou Caio (namorado da Jout Jout) que se autodeclara pardo. Recordo como foi difícil que eu me reconhecesse enquanto preto. Eu sempre soube que eu não era branco, não só pela cor de minha pele, cabelo, traços, mas também pelos lugares que eu nem eu, nem meus ancestrais ocupamos, porém há uma grande diferença entre não ser branco e ser preto. É importante ressaltar que de forma alguma a miscigenação no Brasil foi historicamente simples, também que um dos fatores para a miscigenação foi o estupro de ...

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    Estudo. O ser humano perfeito é porto-riquenho

    Segundo um estudo desenvolvido pelo biólogo Lior Pachter, da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, o ser humano perfeito seria por certo de nacionalidade porto-riquenha. A junção dos traços espanhóis, africanos e indígenas, segundo o cientista, resultaria na genética perfeita. Do: I online  No início do ano de 2004, o biólogo iniciou a sua descoberta. Ao partilhar um jantar com James Dewey Watson, biólogo molecular que ganhou o prémio Nobel de Medicina em 1962, este passou todo o serão com afirmações racistas. O “humano perfeito” estaria relacionado com uma mistura racial generalizada, ou melhor, com um porto-riquenho, mestiço. Foi esta a conclusão a que chegou Dewey. Por outro lado, Pachter garante que o “ser perfeito” teria a carga genética do código HG00737. E vai mais além: afirma que essa pessoa já existiu. Concretamente, uma mulher porto-riquenha. O biólogo idealizou-a como a Taína Yuiza, que foi chefe política ameríndia da tribo da ...

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    Eu negra.

    Não vou começar esse texto dizendo que sou filha de mãe branca e pai negro, porque até é um pouco isso, mas não bem assim. Minha mãe é o que costumamos chamar de morena com o cabelo liso, numa aparência mais indígena (e sabemos que cabelo liso automaticamente branqueia um brasileiro). Meu pai era negro, mas com traços caucasianos (ou "finos" como dizem, ao descrevê-lo). Ele, sim, filho de pai branco e mãe negra. Por: Vanessa Rodrigues E nasci eu, uma criança "embaralhada nesse ser-não-ser negra", como perfeitamente definiu Lia Siqueira ("Nós resistimos, negra soy!"). Assim vivi minha infância: podendo ser considerada fenotipicamente branca, de pele clara (fui chamada de galega por anos), cabelos bem cacheados castanhos quase loiros ("cachinhos de ouro" foi meu apelido dado por minha avó), mas com traços de negro: nariz e lábios "grossos", por exemplo. E, à medida que o tempo ia passando, no corpo ...

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    O Vira-lata e o Racismo

    Dizem que o brasileiro tem complexo de vira-lata. Reza a lenda que o brasileiro se considera um mestiço, o produto da miscigenação das raças branca, negra e índia, com alguma contribuição mais recente também de imigrantes do Japão e Oriente Médio. Por Fernando Lanzer, Fonte: fernandolanzer Foto:  Elton Melo Pelo fato de ser mestiço, o brasileiro se sente inferior, basicamente em relação aos Estados Unidos e à Europa. Ocorre que esse sentimento está ligado a um profundo racismo! Ao invés do vira-lata ter orgulho da sua viralatice, do fato de ser mestiço, o vira-lata sente vergonha do que é. O vira-lata acha que o bom mesmo é ser raça-pura. O vira-lata é tão racista quanto o pastor alemão do kennel club de elite. O brasileiro que tem complexo de vira-lata é tão racista quanto os líderes neo-nazistas de outras partes do mundo, pois acredita que o bom ...

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    Igualdade no Brasil miscigenado

    Igualdade no Brasil miscigenado

    por Eliane Oliveira Ser preto no Brasil é não existir, o discurso gritado aos ventos de que somos um povo miscigenado, que temos orgulho da nossa mistura é uma mentira tão bem dita que, como toda boa mentira, de tão repetida, se tornou uma verdade. Mas não, não é verdade. Essa fala deveria se resumir a nossa cultura e, neste caso, ao uso restrito ou particularista do termo cultura, pois é muito legal exaltar a influência do molejo do povo preto na dança, na musicalidade, nos esportes, espaços em que as “glórias” são compartilhadas pela maioria da população. Está internalizado e naturalizado, pela maioria, que nossa cultura sofreu essa forte influência, que somos essa mistura gostosa das raças, sim porque nesse momento o termo “raça” é perfeitamente aplicável. Mas para por aí, pois raramente alguém olha para esses exemplos enxergando apenas a presença do negro, pelo contrario, muitas vezes ao legitimar ...

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    interracial-date

    Racismo, miscigenação e casamentos interraciais no Brasil

    Quando escrevo sobre racismo no Brasil, muitos leitores (em profunda denegação) argumentam que não somos racistas e citam como evidência nossa “miscigenação”, nossos casamentos interraciais. Texto de Alex Castro ,no Blogueiras Feministas Um email típico que recebo: aqui nos Estados Unidos, se voce é negro, voce pode ser famoso, rico, o que for: quando você casar com a loira de olho azul de Kennebunkport, Maine, NINGUÉM vai achar bonito. No Brasil, se você é negro e pobre e é exatamente como o Ronaldo Fenômeno, voce é negro e pobre. Quando voce vira famoso e rico (exatamente como o Ronaldo), voce é OK.Se você casa com a loira, a família dela acha lindo! Se alguém disser que isso é mentira, eu sou todo ouvidos pra explicação. Como não é, o Brasil é um país classista, placist, acima de tudo. Agora, racismo e preconceito existe no mundo todo, sempre existiu, sempre vai existir. Nao existe lugar que é ...

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    Dani Costa Russo/Divulgação

    A face racista da miscigenação brasileira – Por Jarid Arraes

    A questão da miscigenação racial no Brasil costuma ser muito simplificada e romantizada. Não é raro ouvirmos que o Brasil é um país mestiço e plural e que, consequentemente, todos os seus habitantes tiveram sua etnia inevitavelmente misturada em algum ponto de sua ancestralidade. Mas sob o axioma de um país miscigenado se esconde uma realidade violenta e racista: a generalização da branquitude em um país predominantemente negro. Se todos os brasileiros são miscigenados e possuem sangue negro e indígena em suas veias, por que tantas pessoas resistem em reconhecer a própria ascendência? Acontece que a identificação social da pessoa negra no Brasil acontece diretamente devido ao tom da pele. O entendimento das pessoas a respeito da negritude é muitas vezes distorcido: mesmo que a família direta ou os pais de um indivíduo sejam negros, o que pesa para que essa pessoa seja reconhecida como negra é a cor da ...

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    Carlos Moore desconstrói senso comum sobre o racismo

    Carlos Moore, um dos mais importantes intelectuais negros da atualidade, veio à Curitiba no último dia 11 de dezembro para relançar o livro Racismo e Sociedade - Novas Bases Epistemológicas para entender o racismo, da editora Nandyala. Cubano radicado na Bahia, é doutor em Ciências Humanas e em Etnologia pela Universidade de Paris e chefe de Pesquisa na Escola para Estudos de Pós-Graduação e Pesquisas na Universidade do Caribe, em Kingston, na Jamaica. Moore conversou com a equipe da Imprensa da APP-Sindicato e falou sobre falácias sobre a origem do racismo, da importância de se ter estudos sérios sobre o assunto e afirma: "o racismo é um problema dos brancos". Confira na entrevista: Qual é o tema principal do livro? É o racismo através dos tempos, porque essa ideia que temos de que o racismo é algo recente é falsa. As pessoas supõem que o racismo tenha surgido por causa ...

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    roberto_da_matta

    A fábula das três raças ou o problema do racismo à brasileira – Roberto Da Matta

    Alguns trechos para reflexão: O racismo contido na "fábula das três raças", que floresceu do final do século até hoje, tanto no campo erudito como no popular decorre da dificuldade de se pensar o Brasil e nossa hierarquia social. Há uma "ideologia abrangente" permeando todas as camadas e espaços sociais: "preguiça do índio", "melancolia do negro", a "cupidez" e "estupidez", do branco lusitano, responsáveis, nessa visão popular, pelo nosso atraso econômico e social, indigência cultural e a nossa necessidade de autoritarismo político, fator corretivo básico neste universo social que, entregue a si mesmo, só poderia degenerar. Assim, é o caso de perguntar se o racismo do famoso Conde de Gobineau está realmente morto! É uma faceta da história do Brasil vista pelo seu prisma mais reacionário: como uma história de "raças", não de homens. O conhecimento social assim, se reduz a algo "natural", como "raças", "miscigenação" e traços biológicos de ...

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    Foto: Marcus Steinmayer

    A miscigenação racial no Brasil

    A miscigenação racial presente em nossa sociedade vem se prestando a diferentes usos políticos e ideológicos. Não é assunto que se possa esgotar em um artigo, dada a sua complexidade, mas, em tempos de novo recenseamento, vale a pena levantar alguns de seus aspectos.  Em primeiro lugar, a miscigenação vem dando suporte ao mito da democracia racial na medida em que o intercurso sexual entre brancos, indígenas e negros seria o principal indicativo de nossa tolerância racial, argumento que omite o estupro colonial praticado pelo colonizador sobre mulheres negras e indígenas, cuja extensão está sendo revelada pelas novas pesquisas genéticas que nos informam que 61% dos que se supõem brancos em nossa sociedade têm a marca de uma ascendente negra ou índia inscrita no DNA, na proporção de 28% e 33%, respectivamente. Em segundo lugar, a miscigenação tem se constituído num instrumento eficaz de embranquecimento do país por meio da ...

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    Miscigenação – Sueli Carneiro

    A miscigenação racial presente em nossa sociedade vem se prestando a diferentes usos políticos e ideológicos. Não é assunto que se possa esgotar em um artigo, dada a sua complexidade, mas, em tempos de novo recenseamento, vale a pena levantar alguns de seus aspectos.  Em primeiro lugar, a miscigenação vem dando suporte ao mito da democracia racial na medida em que o intercurso sexual entre brancos, indígenas e negros seria o principal indicativo de nossa tolerância racial, argumento que omite o estupro colonial praticado pelo colonizador sobre mulheres negras e indígenas, cuja extensão está sendo revelada pelas novas pesquisas genéticas que nos informam que 61% dos que se supõem brancos em nossa sociedade têm a marca de uma ascendente negra ou índia inscrita no DNA, na proporção de 28% e 33%, respectivamente. Por Sueli Carneiro no Jornal Correio Braziliense  - Coluna Opinião Em segundo lugar, a miscigenação tem se constituído ...

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