terça-feira, dezembro 1, 2020

    Tag: Stuart Hall

    Entrevista com JB Stuart Hall

    Entrevista feita por Heloisa Buarque de Hollanda (professora da UFRJ e diretora da Aeroplano Editora e Consultoria) e Liv Sovik (professora da UFRJ e organizadora do livro de Stuart Hall,  Da Diáspora: identidades e mediações culturais, Editora UFMG, 2003) . Por Heloisa Buarque de Hollanda, do Heloisa Buarque de Hollanda Stuart Hall é hoje, no Brasil, um reconhecidíssimo nome da cultura acadêmica. Um dos fundadores da polêmica “pós-disciplina”, os Estudos Culturais, Hall dirigiu o histórico Centro de Birmingham em seu período mais quente e produtivo.  Jamaicano, vive na Inglaterra desde 1951  onde é conhecido como um intelectual engajado nos debates sobre as dimensões político –culturais da globalização, a política nacional e os movimentos anti-racistas. Tem dois livros publicados no Brasil:Identidades culturais na Pós-Modernidade e Da diáspora: identidades e mediações culturais. Nesta entrevista, Hall fala sobre  o impacto de sua condição de imigrante jamaicano  em sua produção intelectual, como nasceram os Estudos Culturais, ...

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    Stuart Hall Foundation

    In memory of Stuart Hall, and to continue his life’s work, his family, colleagues and friends have decided to establish the Stuart Hall Foundation. Its purpose is to support the work of scholars, artists, writers and researchers as Stuart did so generously throughout his life, in partnership with institutions with which Stuart had a close association. Do Stuart Hall Memorial The Foundation’s principal activity will be to fund one or more annual Stuart Hall Fellowships and to support and encourage creative and scholarly works that develop and take inspiration from Stuart’s legacy. These Fellowships may be for artists, writers or scholars pursuing research in the fields of the arts and social sciences in which Stuart was engaged. They may also take the form of interventions in one of Stuart’s areas of cultural and political interest. Leia Também: Stuart Hall – A Identidade em Questão (“Identidade Cultural na Pós-modernidade” – p. 07-22) The Foundation ...

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    Stuart Hall - A Identidade em Questão ("Identidade Cultural na Pós-modernidade" - p. 07-22)

    Stuart Hall – A Identidade em Questão (“Identidade Cultural na Pós-modernidade” – p. 07-22)

    - três concepções de identidade - o caráter da mudança na modernidade tardia - o que está em jogo na questão das identidades cap. 1) A identidade em questão A questão da identidade está sendo extensamente discutida na teoria social. Em essência, o argumento é o seguinte: as velhas identidades, que por tanto tempo estabilizaram o mundo social, estão em declínio, fazendo surgir novas identidades e fragmentando o indivíduo moderno, até aqui visto como um sujeito unificado. A assim chamada "crise de identidade" é vista como parte de um processo mais amplo de mudança, que está deslocando as estruturas e processos centrais das sociedades modernas e abalando os quadros de referência que davam aos indivíduos uma ancoragem estável no mundo social. O propósito deste livro é explorar algumas das questões sobre a identidade cultural na modernidade tardia e avaliar se existe uma "crise de identidade", em que consiste essa crise ...

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    Descanse em paz, caro Stuart! – Por: Sandra Machado

    Há alguma esperança... O professor e pesquisador do multiculturalismo, Stuart Hall, morreu na semana passada, aos 82 anos. Ele formulou a teoria da codificação e decodificação – que analisa como aqueles que estão no poder (midiático, político e/ou econômico ) propagam mensagens por meio da cultura de massa/pop e como quem recebe tais mensagens as i nterpretam. Foi também um dos principais fundadores da chamada Escola de Birmingham (Comunicação e Estudos Culturais)   Não sei se Stuart Hall algum dia perdeu seu precioso tempo para repassar alguns vídeos ou cenas das “famosas” novelas brasileiras. Ou em boa parte dos filmes nacionais. Acredito que não. Nem precisaria. Bastaria um breve relato e já daria para saber o que vai aqui e ali, em todas essas produções. (Veja o artigo do Blog da Igualdade) Ou seja, as equivocadas representações sociais, os estereótipos perversos que sempre funcionam contra as diversidades (principalmente, os que desqualificam e relegam as mulheres ao assujeitamento), e a manutenção do status quo , a ...

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    Stuart Hall: a favor da diferença

      Sociólogo e um dos principais teóricos do multiculturalismo, morto este mês, refletiu sobre a diáspora negra sem se prender a correntes teóricas Por Liv Sovik Talvez Stuart Hall gostasse de saber que falar dele logo depois de sua morte é participar de uma polifonia bakhtiniana, um conjunto de vozes diferentes que falam sobre ele, o que ele fez e disse, o impacto que teve. Minha homenagem favorita, no momento, é um trecho da nota de óbito de David Morley e Bill Schwarz, seus amigos e ex-alunos. Publicada no site do “The Guardian”, a nota foi a matéria mais lida do jornal no dia da morte do professor, teórico e ativista, do mestre e maître-à-penser. O texto termina assim: “Quando apareceu no programa de rádio Desert Island Discs, Hall falou de sua paixão duradoura por Miles Davis. Explicou que a música representou para ele o som do que não pode ...

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    Stuart Hall: a favor da diferença

    Sociólogo e um dos principais teóricos do multiculturalismo, morto este mês, refletiu sobre a diáspora negra sem se prender a correntes teóricas Por Liv SovikTalvez Stuart Hall gostasse de saber que falar dele logo depois de sua morte é participar de uma polifonia bakhtiniana, um conjunto de vozes diferentes que falam sobre ele, o que ele fez e disse, o impacto que teve. Minha homenagem favorita, no momento, é um trecho da nota de óbito de David Morley e Bill Schwarz, seus amigos e ex-alunos. Publicada no site do “The Guardian”, a nota foi a matéria mais lida do jornal no dia da morte do professor, teórico e ativista, do mestre e maître-à-penser. O texto termina assim:“Quando apareceu no programa de rádio Desert Island Discs, Hall falou de sua paixão duradoura por Miles Davis. Explicou que a música representou para ele o som do que não pode ser, ‘the sound ...

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    Stuart Hall, o pensador do multiculturalismo

    Stuart Hall, o pensador do multiculturalismo

    Severino Francisco Venício A. de Lima, professor aposentado da UnB, foi um dos primeiros a ministrar, no Brasil, cursos sobre os estudos culturais com base no trabalho do sociólogo jamaicano Stuart Hall. Durante o doutorado, nos EUA, na Universidade de Ilinois, ele entrou em contato com a vertente de estudos da cultura que propunha abordar a comunicação não mais como uma fórmula matemática de emissor e receptor, mas sim como sistema simbólico complexo. Esse interesse o levou até a obra de Stuart Hall, que não criou os estudos culturais, mas ampliou o seu campo e se tornou o mais brilhante e influente pesquisador. Questões como as do impacto da mídia na formação social, da cultura como espaço de criação valores, da afirmação das minorias étnicas e do multiculturalismo saltaram do âmbito restrito da academia e ganharam o espaço do debate público. Nascido em 1932 em Kingston, na Jamaica, Hall encarnou, ...

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    Venício Lima: Stuart Hall e os estudos de mídia

    Venício Lima: Stuart Hall e os estudos de mídia

    Seu enorme legado intelectual deve ser celebrado embora, nos estudos de comunicação e mídia, não tenha exercido a influência que deve e merece no Brasil. Stuart Hall, primeiro editor da New Left Review, ex-diretor do renomado Center for Contemporary Cultural Studies (CCCS) de Birmingham e, à época, professor da Open University, fez a conferencia de abertura da 3ª International Television Studies Conference (ITSC), no auditório do Institute of Education da University of London, em julho de 1988. Estava entre as dezenas de acadêmicos de mais de vinte países que viram e ouviram aquele imigrante jamaicano, ex-bolsista em Oxford, que havia sido responsável – ao lado de Richard Hoggart, Raymond Williams e E. P. Thompson – pelo surgimento do amplo e diversificado campo que veio a se consolidar como "estudos culturais" (EC). Depois de haver "descoberto" os EC e Stuart Hall nas aulas de James W. Carey e Lawrence Grossberg, ainda ...

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    Nota de óbito de Stuart Hall: Teórico cultural influente, ativista e fundador da New Left Review

    Nota de óbito de Stuart Hall: Teórico cultural influente, ativista e fundador da New Left Review

    David Morley e Bill Schwarz The Guardian, 10 de fevereiro de 2014 Quando o escritor e acadêmico Richard Hoggart fundou o Centre for Contemporary Cultural Studies, na Universidade de Birmingham, em 1964, convidou Stuart Hall, que morreu com 82 anos, a se juntar a ele como seu primeiro pesquisador. Quatro anos mais tarde, Hall se tornou diretor interino e em 1972, diretor. Na época os estudos culturais eram uma atividade de poucos: meio século depois estão em toda parte, gerando uma riqueza de trabalho significativo, mesmo que, em sua forma institucionalizada, inclua posições intelectuais que Hall jamais subscreveria. Os fundamentos dos estudos culturais encontravam-se na insistência em levar a sério formas culturais populares, de baixo prestígio e desenhar os fios entretecidos de cultura, poder e política. Suas perspectivas interdisciplinares recorreram à teoria literária, a linguística e a antropologia cultural para analisar questões tão diversas quanto as subculturas juvenis, a mídia popular e identidides de gênero e étnicas. Hall era sempre ...

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    Aos 82 anos, morre o teórico cultural Stuart Hall

    Aos 82 anos, morre o teórico cultural Stuart Hall

    Um de seus livros mais conhecidos é "Da Diáspora: Identidades e Mediações Culturais" O teórico cultural jamaicano Stuart Hall morreu aos 82 anos, devido a complicações de saúde. Ainda não há divulgação do horário da morte. Hall cresceu em Kingston, na Jamaica, e estudou em Oxford, na Inglaterra, onde se estabeleceu como um dos principais sociólogos do país. O teórico foi convidado por Richard Hoggart a ser um dos pesquisadores do Centro de Estudos Culturais Contemporâneos, na Universidade de Birmingham, ainda 1964. Seis anos mais tarde, ele se tornou diretor do Centro. – Sendo um negro de um país colonizado vivendo em Londres, Hall passa a se questionar a respeito das identidades culturais. Mais tarde, teóricos encontram nestes estudos uma fonte para tratar da globalização, ampliando estes estudos – explica Nilda Jacks, professora da Comunicação Social da UFRGS. No Brasil, Hall é conhecido pelos livros Identidades Culturais na Pós-Modernidade e ...

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    Stuart Hall. (Fotografia de Donald Maclellan / Getty Images)

    Stuart Hall

    Stuart Hall (Kingston, 3 de fevereiro de 1932 — Londres, 10 de fevereiro de 2014) foi um teórico cultural jamaicano que atuou no Reino Unido. Ele contribuiu com obras chave para os estudos da cultura e dos meios de comunicação, assim como para o debate político. Carreira Em 1951 Hall mudou-se para Bristol, aonde viveu antes de ir para Oxford. Ele estudou como um bolsista Rhodes no Merton College, na Universidade de Oxford, onde obteve o seu mestrado (M.A.) Trabalhou na Universidade de Birmingham e tornou-se o personagem principal do Birmingham Center for Cultural Studies. Entre 1979 e 1997, Hall foi professor na Open University. Nos anos 1950, após ter trabalhado na Universities and Left Review, Hall juntou-se a E. P. Thompson, Raymond Williams e outros para fundar a revista New Left Review – na esteira da invasão soviética da Hungria em 1956 (que fez com que muitos membros do partido comunista da Inglaterra se desfiliassem e procurassem alternativas à ortodoxia soviética). Sua carreira deslanchou após co-autorar com Paddy Whannel “The popular arts” em 1964. O convite feito por Richard ...

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    O pessimismo de Stuart Hall é um alerta importante para os rumos da esquerda na América Latina

    O pessimismo de Stuart Hall é um alerta importante para os rumos da esquerda na América Latina

    Stuart Hall, pensador jamaicano radicado há 60 anos na Inglaterra, concedeu uma entrevista ao The Guardian às vésperas de comemorar o seu 80º aniversário. Demonstrou que está mais pessimista do que tempos atrás quando escreveu os famosos textos que marcaram sua trajetória acadêmica (a maior parte deles publicados no Brasil na coletânea Da diáspora, Editora UFMG). Naquele momento, Hall enxergava na diversidade cultural e no interculturalismo possibilidades reais de transformação social. Fez uma releitura do pensamento marxista, a partir de Gramsci e Althusser, propondo que a relação entre a instância econômica e a cultural não fosse marcada por uma determinação linear (como uma apreensão mais ingênua do marxismo prega), mas sim de forma dialética. "Eu me envolvi em estudos culturais, porque eu não acho que a vida foi determinada unicamente pela economia. A questão é que, em última instância, a economia vai determinar isso. Mas quando é a última instância? ...

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