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Vilma Reis em visita à sede do Geledés

A socióloga e defensora dos direitos humanos, Vilma Reis, reuniu-se com Sueli, Suelaine e Solimar Carneiro, fundadoras do Geledés – Instituto da Mulher Negra, na sede da entidade, na tarde do dia 28 de agosto. Ao retornar à sede do Geledés, após vinte anos, Vilma Reis comemorou este momento como um retorno à entidade que contribuiu para a sua formação política.

por Geledés Instituto da Mulher Negra

Vilma Reis atua há mais de duas décadas em prol da população negra baiana: defesa das populações remanescentes de quilombos, denúncia dos assassinatos dos jovens negros pelos agentes do Estado, do feminicídio; foi ouvidora geral da Defensoria Pública do Estado da Bahia, por dois mandatos. As denúncias, sempre seguidas de contribuições de combate às iniquidades, resultaram em importantes avanços sociais.

Foto: Zezé Menezes

Os negros e negras são quase 90% da população baiana, mas correspondem a menos de 10% dos cargos eletivos. No resto do país a situação se repete, mostrando que esta assimetria nas estruturas de poder político é herança do projeto escravagista da sociedade brasileira, regida pela manutenção de privilégios dos herdeiros da Casa Grande e seus aliados, tendo como resultado a ausência de políticas públicas efetivas para a maioria da população e, no último período, a oficialização de políticas anti-negro por parte do Estado.

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Diante de tamanho desafio, as mulheres negras surgem como a alternativa civilizatória para a condução do processo político. Em Salvador, o nome de Vilma Reis foi lançado como pré candidata a ocupar a cadeira de prefeita de Salvador, no 02 de julho, dia em que o povo baiano sai às ruas para comemorar o fim do domínio colonial.

Neste momento em que a manutenção de vidas negras significa vencer a herança colonial e elevar o protagonismo das mulheres negras às esferas de poder, o diálogo com as Geledés Sueli, Suelaine e Solimar, que sempre acreditaram neste projeto emancipatório, é um ato de grande sabedoria.

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