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Viola Davis denuncia disparidade salarial entre atrizes brancas e negras
Créditos da foto: Rex Features

Viola Davis denuncia disparidade salarial entre atrizes brancas e negras

Ela é uma das mais bem-sucedidas e premiadas estrelas negras da história do cinema e da televisão. E quer receber a compensação justa por isso.

Por Renato Furtado , do Adoro Cinema 

Viola Davis/ Rex Features

“Não há ninguém como Viola Davis”. De acordo com a ganhadora do Oscar, ela já vem ouvindo esse tipo de comentário há algum tempo – e não é para menos. Suas performances aclamadas, seus trabalhos premiados e sua figura inspiradora e respeitada na indústria fazem com que Davis seja uma das estrelas de Hollywood. E se é assim, ela está disposta a lutar para receber compensações que façam jus ao tamanho de sua importância como atriz e para denunciar a disparidade salarial entre artistas negras e brancas:

“Tenho uma carreira que é provavelmente comparável às de Meryl Streep, Julianne Mooree Sigourney Weaver. Elas vieram de Yale, vieram da Julliard, vieram da NYU. Elas vieram do mesmo lugar que eu e, ainda assim, não estou nem perto delas. Nem em relação ao dinheiro e nem em relação às oportunidades de trabalho, nada perto […] As pessoas dizem, ‘Você é a Meryl Streep negra. Nós te amamos. Não há ninguém como você’. Ok, então se não há ninguém como eu, que me paguem o que eu mereço receber”, decretou Davis, uma das atrizes mais queridas da televisão por causa do protagonismo na popular How To Get Away With Murder, durante a conferência Women in the World Los Angeles Salon.

É de conhecimento comum que as mulheres, de uma forma geral, infelizmente não recebem as mesmas compensações e oportunidades que os homens em Hollywood – e na sociedade como um todo. No entanto, a desvalorização da mão de obra feminina na indústria, como bem apontou Davis, não é igual para todas as mulheres – e, na visão da atriz, este é o momento para dar um basta na situação: “Sempre menciono o que Shonda Rhimes disse quando aceitou o troféu Norman Lear na premiação do Sindicato de Produtores, há dois ou três anos. Ela ergueu o prêmio e disse, ‘Aceito esse prêmio porque acredito que o mereço. Porque quando entra na sala, peço o que quero e espero receber isso. E é por isso que acredito merecer este prêmio. Porque Norman Lear era um pioneiro e eu também sou’. Isso é revolucionário vindo de uma mulher, mas é duplamente revolucionário para uma mulher não-branca porque nós estamos na traseira do trem, realmente estamos. E já chega”.

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