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Zulu Araújo comandará a Pedro Calmon

O futuro presidente da Fundação Pedro Calmon será o arquiteto Zulu Araújo. Apesar de ser filiado ao PSB e ter sido um dos coordenadores da campanha da senadora Lídice da Mata ao governo do Estado, Zulu não entrou pela cota do partido, que aderiu na segunda-feira ao governo Rui Costa (PT).

Por Rafael Rodrigues Do Atarde

Foto: Margarida Neide/ A Tarde

Zulu  assumirá o cargo – em ato na sexta-feira – por uma indicação pessoal do secretário da Cultura, Jorge Portugal. Formado em arquitetura e militante do movimento negro, Zulu foi presidente da Fundação Palmares (do Ministério da Cultura) entre 2007 e 2011.

Ainda há uma indefinição quanto ao futuro da Fundação Cultural do Estado (Funceb), que será discutida entre Portugal e Rui Costa. A proposta estudada pelo secretário é a de extinguir o órgão e transferir para a Pedro Calmon todos os seus projetos e atribuições. A mudança, se acatada, terá de ser submetida à Assembleia Legislativa via projeto de lei.

Nomes definidos

Indicado pelo PP, Jairo Pinto Vaz foi nomeado na terça-feira, 27, superintendente de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Jairo ocupava a chefia de gabinete da Secretaria de Agricultura.

O PP indicou também o engenheiro  Marcos Vinícios Ferreira Bulhões para Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), mas o nome ainda precisa ser homologado pelo  conselho da autarquia, em reunião hoje às 15h.

Na terça, foi definida também a manutenção de Alexandre Brust na Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM). Membro histórico do PDT, ele ficou no cargo apesar do rompimento de seu partido com o governo Rui porque a bancada do PDT – que se manteve fiel ao governador – pediu por sua permanência.

A  bancada do PDT indicará nesta quarta, 28, um nome para o Ibametro, além de outros cargos de terceiro escalão.

PR sem espaço

Apesar da reivindicação do PR por espaços no primeiro escalão, o secretário estadual de Relações Institucionais, Josias Gomes,  rechaçou a possibilidade de demitir algum secretário petista – como foi sugerido pelo presidente do PR, deputado federal João Bacelar – para acomodar o partido. “(Primeiro escalão) está  completo. Há de se convir que nós não temos como  cumprir esta cota agora”, disse.

O secretário disse acreditar, todavia, num acordo com ofertas no segundo escalão.

 

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