Conselho Trabalhista canadense refere-se ao tratamento dos funcionários demitidos pela Vale como “claramente irracional”

O Conselho de Relações Trabalhistas de Ontário, no Canadá, declarou que os oito funcionários que foram demitidos durante uma greve na mina da Vale, há dois anos, têm direito à arbitragem. O Conselho determinou que a empresa foi “claramente irracional” e violou leis trabalhistas locais quando negou esse recurso aos trabalhadores.

O presidente de United Steelworkers, Rick Betrand, disse que a decisão representa uma grande vitória para o sindicato. Ele está confiante que isso ajudará os funcionários a conseguir seus empregos de volta, e sugeriu que a Vale os recontrate mesmo com o procedimento em curso.

Já o representante da mineradora, Angie Robson, declarou em nota que o Conselho “ainda não proferiu nenhuma decisão sobre a legitimidade das demissões”. “Decisões para demitir nunca são feitas despreocupadamente por nossa empresa”, disse Robson, “e não foram nestes casos. A Vale sempre atuará de maneira apropriada para proteger seus funcionários contra atos de intimidação e violência. Ainda acreditamos na legitimidade de nossas ações”.

Um painel de três pessoas do Conselho de Relações Trabalhistas acatou o pedido de arbitragem da United Steelworkers na sexta-feira, 24/2. O objetivo do Conselho não é discutir a legitimidade das demissões, mas sim permitir que a questão seja decidida em outra esfera. Agora o sindicato solicitará o agendamento da arbitragem o quanto antes para ter uma decisão final.

A greve, que durou um ano e envolveu mais de 3.000 funcionários de produção e manutenção, terminou em julho de 2010. A Vale comprou a Inco (sediada em Toronto) em 2006 e tem 12.000 funcionários globalmente na área de metais de base.

Com informações de The Canadian Press e The Sudbury Star.

 

Fonte: Justiça Global

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