Drogas: ONU aprova resolução para combate sob perspectiva de direitos humanos

Texto aprovado no Conselho de Direitos Humanos sugere que políticas de enfrentamento às drogas não fiquem restritas à área segurança

Do Conectas 

A general view of participants during the panel discussion on violations of the human rights of children in the Syrian Arab Republicat the 37th Session of the Human Rights Council. 13 March 2018. UN Photo / Jean-Marc FerrŽ

 

O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou na tarde desta sexta-feira, 23, em Genebra, uma nova resolução sobre drogas que propõe enfrentar o problema a partir de uma perspectiva holística, não restrita à segurança, e que envolva diferentes setores da sociedade e políticas públicas.

Com 26 votos favoráveis, a resolução L41 “Contribuição do Conselho dos Direitos do Homem para a implementação do Compromisso Comum para lidar efetivamente e combater o problema mundial da política de guerra às drogas” tem como um de seus objetivos avaliar o impacto dessa política na efetivação dos direitos humanos. Além disso, o texto sugere que o tema receba um olhar integrado entre diferentes campos, como saúde, segurança pública, assistência social, justiça, entre outros, que devem realizar intervenções com responsabilidade compartilhada.

De acordo com Camila Asano, coordenadora de programas da Conectas, a votação de hoje é importante porque traz a discussão sobre o impacto negativo da lógica de guerra às drogas para o âmbito de direitos humanos da ONU.

“As discussões sobre drogas são geralmente restritas a foros específicos e que permeiam a visão de guerra às drogas, como o UNODC [Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime], que trata de crimes e ilícitos”, diz Asano. “Essa resolução tem um papel essencial ao reforçar a necessidade da realização de um estudo que mostre os impactos do problema da droga num âmbito mais global”, afirma.

Em 2015, o Conselho havia aprovado a primeira resolução sobre esse tema, pedindo que o Alto Comissário preparasse um estudo que deve ser aprofundado com a nova resolução. A pesquisa levará em conta parâmetros e indicadores definidos por uma consulta junto a Estados-membros, sociedade civil, UNODC e outros atores que atuam com o tema de drogas.

+ sobre o tema

Metade dos brasileiros já sofreu assédio no trabalho, aponta pesquisa

Mariana teve um fax esfregado em seu rosto pela...

Por que o Bolsa Família ajuda a aumentar a taxa de cura da tuberculose

A tuberculose atinge cerca de 70 mil pessoas por...

Seminário Internacional sobre Mídia e Violência de Gênero em Florianópolis

Como os crimes contra mulheres são abordados pela imprensa?...

Maioria das mulheres processadas por aborto no RJ é negra, pobre e já tem filho

"É preciso evidenciar que a criminalização incide sobre um...

para lembrar

Fundo Baobá prorroga inscrições de edital para empreendedores negros da gastronomia

As inscrições para o edital “Negros, Negócios e Alimentação”, promovido pelo Fundo...

Segundo exame descarta ebola em africano internado no Rio

Deu negativo para ebola o resultado do segundo exame...

As 10 habilidades no trabalho mais procuradas no mundo, segundo o LinkedIn

Há uma década, surgiu uma tecnologia associada a criptomoedas...

Mortalidade materna cai pela metade, anuncia a ONU

NAÇÕES UNIDAS — Melhores cuidados reduziram quase à metade...
spot_imgspot_img

Levantamento aponta crescimento da população de rua em São Paulo

Levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua revela aumento do número de pessoas vivendo nestas condições na...

Proposta de Geledés para empoderamento da mulher negra é retomada na ONU

Geledés - Instituto da Mulher Negra, em fala conjunta com as organizações Coalizão Negra por Direitos, Criola e Coletivo Danêji, conseguiu obter bons resultados...

SP inicia campanha de vacinação contra paralisia infantil na segunda

A partir da próxima segunda-feira (27) crianças até cinco anos de idade começam a ser vacinadas contra a Poliomielite (paralisia infantil) no estado de...
-+=