Tag: ONU

    Foto: Divulgação/ ONU

    ONU contesta Mourão e pede debate urgente sobre o racismo brasileiro

    Em nota publicada nesta sexta-feira, 20, a Organização das Nações Unidas (ONU) contradiz o vice-presidente, general Hamilton Mourão, que disse não haver racismo no Brasil. O comunicado aponta que a morte de João Alberto Silveira Freitas, num Carrefour em Porto Alegre, "é um ato que evidencia as diversas dimensões do racismo e as desigualdades encontradas na estrutura social brasileira". A organização repudiou o fato de o brasileiro ter sido "brutalmente agredido" e pede investigação. "A violenta morte de João, às vésperas da data em que se comemora o Dia da Consciência Negra no Brasil, é um ato que evidencia as diversas dimensões do racismo e as desigualdades encontradas na estrutura social brasileira", diz a ONU. "Milhões de negras e negros continuam a ser vítimas de racismo, discriminação racial e intolerância, incluindo as suas formas mais cruéis e violentas", afirmou. "Dados oficiais apontam que a cada 100 homicídios no país, 75 ...

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    Moradora de Goiás, irmãs Betty e Brenda Agi estão entre os 100 afrodescendentes mais influentes do mundo — Foto: Reprodução/Instagram

    Irmãs de Anápolis estão entre os 100 afrodescendentes mais influentes do mundo em lista reconhecida pela ONU

    As irmãs Brenda e Betty Agi estão entre as 100 pessoas negras mais influentes do planeta, segundo uma premiação reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU). Moradoras de Anápolis, a 55 km de Goiânia, elas são fundadoras de um centro de assistência médica, preventiva e odontológica. A lista que homenageia anualmente os afrodescendentes mais influentes do mundo foi divulgada no dia 5 de outubro, após a abertura da 74ª Assembleia Geral da entidade, durante a Cerimônia de Reconhecimento e Premiação de Pessoas Mais Influentes de Afrodescendentes (MIPAD). Além das irmãs, a lista possui outros oito brasileiros, entre eles estão a cantora Iza e Léo Santana. Irmãs são fundadoras de um centro de assistência médica, preventiva e odontológica — Foto: Reprodução/TV Anhanguera O nome das irmãs apareceu na categoria de trabalho humanitário e ativismo. Há dez anos, elas estão à frente da Organização Não Governamental (ONG) Compaixão ...

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    Imagem ilustrativa

    Violência contra mulheres: a “pandemia na sombra” da Covid-19

    Nos últimos meses, aumentaram os casos de violência, abuso sexual e feminicídios em África e no mundo. E este aumento pode estar, em parte, ligado à Covid-19. A Organização das Nações Unidas (ONU) já chama-de "pandemia na sombra" à violência contra mulheres. No primeiro semestre de 2020, a Libéria registou um aumento de 50% nos casos de violência de género: só entre janeiro e junho registaram-se mais de 600 casos de violação; em todo o ano de 2018 tinham sido 803. Na Nigéria, a violência sexual também aumentou durante o confinamento: em junho, os casos de duas jovens violadas e mortas chocaram o país. Já no Quénia, segundo a imprensa local, quase 4 mil estudantes engravidaram durante o encerramento das escolas, alegadamente por terem sido violadas por familiares ou agentes da polícia. "A situação já era má para as mulheres mesmo antes do coronavírus. A pandemia apenas levantou o véu sobre ...

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    Mirtes Souza, mãe de Miguel Otávio, que morreu ao cair do 9º andar de um prédio em Recife Imagem: Pedro De Paula/Código 19/Folhapress

    ONU cita caso de Miguel como exemplo de “racismo sistêmico” na pandemia

    O acidente que resultou a morte do garoto Miguel Otávio Santana da Silva, de cinco anos no Recife, é um exemplo de como o "racismo sistêmico" cobra seu preço durante a pandemia. O alerta faz parte de um documento produzido pelo Grupo de Trabalho da ONU sobre Pessoas de Descendência Africana. O caso brasileiro é mencionado como uma demonstração de que certas populações são vulneráveis durante a pandemia e que a situação das empregadas domésticas no país é exemplo disso. O governo poderá dar uma resposta nesta quarta-feira, durante o debate no Conselho de Direitos Humanos da ONU que irá tratar do tema. De acordo com o texto, em todo o mundo, "falhas em avaliar e mitigar riscos associados à pandemia e ao racismo sistêmico levaram a fatalidades". "No Brasil, a trágica morte de Miguel Otávio Santana da Silva, uma criança afro-brasileira de 5 anos de idade, foi um desses ...

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    Negras e negros no mercado de trabalho: evento também dará acesso a vagas de emprego (We Are/Getty Images)

    MPT e ONU chamam jovens negros para evento gratuito de inclusão no mercado

    Como avançar no debate sobre diversidade e promover a inclusão de jovens negras e negros no mercado? O Ministério Público do Trabalho quer acelerar essa transformação com o evento online Afropresença, que ocorre entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro. Realizado junto com o Pacto Global da ONU, o evento será gratuito e focado no público de jovens negras e negros matriculados em universidades. Para o encontro de três dias, eles trarão grandes empresas, universidades, movimentos sociais e especialistas para debater temas de empregabilidade, diversidade, inclusão e carreira. Serão oficinas, painéis e palestras focadas na inserção do público universitário no mercado formal de trabalho. Quem se inscrever pelo site do evento também terá acesso a vagas de emprego e poderá compartilhar seu currículo. A pandemia foi um obstáculo para o evento já planejado para ser presencial em São Paulo. Ao ser adaptado para o virtual, o desafio virou uma oportunidade para conversar com um público mais ...

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    Praça dos Três Poderes, em Brasília Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

    Brasil está entre os piores países da América Latina em relação à participação política das mulheres

    Às vésperas das eleições, o Brasil é um dos piores países da América Latina em relação a direitos e participação política das mulheres. A informação é de um estudo realizado pela ONU Mulheres e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) que mostra que entre 11 países analisados, o Brasil ocupa a 9ª posição quando observadas questões relacionadas à paridade de gênero na política, representatividade feminina nos Poderes, entre outros pontos. O estudo emite 26 recomendações para melhorar o cenário no país. A publicação "Atenea" calcula o "Índice de Paridade Política" (IPP), que varia de 0 a 100, e verifica a igualdade de gênero na política a partir de oito eixos, que são medidos por meio de 40 indicadores. O Brasil atingiu 39,5 pontos no IPP, bem abaixo do México, que foi o primeiro colocado, e alcançou nota 66,2. Além desses dois países, outros nove foram avaliados: Bolívia ...

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    Logo da ONU em sede de Nova York (Imagem: Lucas Jackson)

    Defesa de agenda doméstica por Bolsonaro na ONU mostra como Brasil apequenou política externa

    O discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da 75ª Assembleia Geral da ONU, realizado virtualmente na manhã desta terça-feira (22), mais uma vez mostra como o Brasil apequenou sua política externa ao fazer uso de uma das tribunas mais importantes do mundo para defender sua gestão ambiental e de combate à pandemia de Covid-19. Diante da comunidade internacional, Bolsonaro minimizou a gravidade da crise ambiental, responsabilizou indígenas pelas queimadas e atacou organizações da sociedade civil por uma suposta campanha de difamação cujo objetivo seria minar a liderança brasileira na produção de alimentos. No quesito pandemia, embora ainda defenda publicamente a cloroquina —uma medicação sem eficácia científica comprovada contra o novo coronavírus—, o presidente adota a tese de que a Justiça delegou aos governadores a responsabilidade de agir no combate à doença, quando na verdade o presidente se uniu ao seleto grupo de chefes de estado negacionistas, agindo ativamente contra ...

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    Marcha das Mulheres 2017 (Foto: Natália Carneiro)

    A cruzada contra as mulheres brasileiras

    Em um primeiro momento, as forças que sustentam movimentos ultraconservadores parecem ser heterogêneas e dispersas. Um olhar atento revela que essas forças estabelecem articulações inusitadas, como as alianças do Brasil com Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Paquistão, Egito, Afeganistão e Sudão no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Único país ocidental nessa articulação, o Brasil, que professa majoritariamente o cristianismo, aliou-se a países islâmicos e ultraconservadores onde as mulheres são, ainda, cidadãs de segunda categoria. É importante que as mulheres brasileiras, cidadãs com plenos direitos, saibam que, na esfera das Nações Unidas, é com esses países que o Brasil se alia em temas relativos aos seus direitos humanos. Em nome de quem fala o Brasil ao adotar tal posição na ONU? Em reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, cujo tema principal era a aprovação de resolução proposta pelo México sobre a discriminação contra mulheres e meninas, o Brasil, ...

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    “Hora do Blec” é uma série de vídeos musicais destinada, principalmente, ao público na primeira infância, com temas inspirados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Foto: PNUD

    Série de desenhos voltada para a primeira infância aborda desenvolvimento sustentável

    O projeto é da Ubuntu Filmes e conta com o apoio institucional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O contato com os conceitos e temas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) desde a infância pode influenciar a formação pessoal. Com foco no potencial da comunicação infantil como semente da equidade social, a série de desenhos “Hora do Blec” estreiou neste sábado (29) no YouTube. O projeto é da Ubuntu Filmes e conta com o apoio institucional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). “Hora do Blec“ traz uma turma de personagens multiétnicos que vivem várias aventuras em busca de um mundo mais sustentável. Blec é o protagonista, um menino negro que tem no seu cabelo um símbolo de poder, beleza e magia. Em suas missões, Blec aciona seu talismã secreto: um pente afro que vive em seu cabelo. Quando Blec puxa o pente, aparece a fada ...

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    Projeto D. Helder Câmara busca reduzir os níveis de pobreza e de desigualdades no Semiárido, promovendo a articulação de políticas públicas federais, estaduais e municipais. (Foto: ANATER)

    Projeto financiado pela ONU beneficia produtores rurais do Semiárido brasileiro

    O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) das Nações Unidas realizou no início de agosto uma missão online de supervisão ao Projeto Dom Helder Câmara, cujo objetivo é reduzir os níveis de pobreza e de desigualdades no Semiárido. A iniciativa promove a articulação de políticas públicas federais, estaduais e municipais, e qualifica os produtores para desenvolver uma produção sustentável, estimulando a replicação de boas práticas. Normalmente, as visitas às famílias beneficiadas são realizadas in loco, mas, em razão da pandemia de COVID-19, este ano atividade foi feita de forma remota. O projeto é executado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio de um acordo de empréstimo firmado entre o governo brasileiro e o FIDA, e passa por missões periódicas de monitoramento para avaliação dos resultados alcançados. A série de encontros contou a participação de representantes do FIDA, da unidade gestora do projeto, da Agência Nacional de Assistência ...

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    A médica sul-africana Tlaleng Mofokeng é a nova relatora especial da ONU para o direito à saúde física e mental. Foto: UNAIDS

    Médica sul-africana é nova relatora da ONU para o direito à saúde física e mental

    “Cumprimento Tlaleng Mofokeng por sua nomeação como relatora especial das Nações Unidas para o direito à saúde — a primeira mulher africana a ser nomeada para esse importante papel”, disse Winnie Byanyima, diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Tlaleng Mofokeng, médica sul-africana e ativista dos direitos das mulheres e dos direitos de saúde sexual e reprodutiva, foi nomeada nova relatora especial das Nações Unidas sobre o direito de todas as pessoas de usufruto do mais alto padrão possível de saúde física e mental. “Cumprimento Tlaleng Mofokeng por sua nomeação como relatora especial das Nações Unidas para o direito à saúde — a primeira mulher africana a ser nomeada para esse importante papel”, disse Winnie Byanyima, diretora-executiva do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). “Eu sei que ela lutará pelos direitos humanos e por todas as pessoas, em todos os lugares, para que consigam os cuidados de ...

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    SILVIA IZQUIERDO / AP

    Brasil atrasa 12 anos e lista ações antirracismo à ONU sem gestão Bolsonaro

    Com um atraso de doze anos, o Brasil submeteu em julho à ONU (Organização das Nações Unidas) seu informe sobre o que tem feito para lidar com a discriminação racial no país. O documento, porém, não cita os acontecimentos, iniciativas e políticas do governo de Jair Bolsonaro e se limita a tratar da questão até o ano de 2017, destacando ações de administrações passadas. Pelas regras da ONU, o Brasil deveria ter entregado seu informe oficial ao Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial em 2008. Trata-se de uma das obrigações da convenção sob o mesmo assunto, assinada e ratificada pelo Brasil. Mas nem os governos Lula, Dilma ou Temer cumpriram o que estipula o tratado. Com o informe oficial, as autoridades na ONU avaliarão a situação da discriminação racial no Brasil, o que neste caso deve ocorrer em 2021. Veja o documento completo aqui. De acordo com o governo, ...

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    Logo da ONU em sede de Nova York Imagem: Lucas Jackson

    ONU alerta para lacunas nos processos judiciais de racismo em Portugal

    O Comité de Direitos Humanos das Nações Unidas está preocupado com o uso excessivo da força pela polícia portuguesa contra pessoas de minorias étnico-raciais, sobretudo de origem cigana e afrodescendente. E aconselha o uso de câmaras no corpo dos agentes durante as operações policiais. É motivo de preocupação da ONU o facto de estes crimes, praticados pela polícia ou cidadãos, não estarem a ser “adequadamente investigados”, bem como o baixo número de condenações reportadas. De 2009 a 2018 o Ministério da Justiça não registou condenações por racismo, como noticiou o PÚBLICO em Fevereiro. Na sua mais recente avaliação periódica, a quinta, concluída no final de Março, este órgão elenca também várias falhas nos mecanismos de punição da discriminação em Portugal: das disposições legais e queixas, da investigação à formação de pessoal e ao discurso de ódio. No documento, que foi produzido já depois de integradas as respostas de várias entidades ...

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    Foto: ONU Brasil

    Após quase três décadas, luta de mulheres negras da América Latina contra o racismo continua

    Rádio Sagres · Manhã Sagres #645: Entrevista com a professora de Filosofia e Ciências Humanas do IFGO, Janira Sodré Em 1992, grupos femininos negros de 32 países da América Latina e do Caribe se reuniram em Santo Domingo, na República Dominicana, para denunciar opressões e debater soluções na luta contra o racismo. Esse encontro ficou marcado na história e foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, que completou 28 anos no último sábado (25). Em entrevista ao Manhã Sagres desta segunda-feira (27), a professora da Coordenação de Filosofia e Ciências Humanas do Instituto Federal de Educação de Goiás, Coordenadora do Núcleo de Estudos em Gênero, Raça e Africanidades do IFG e Presidente da Câmara Técnica de Enfrentamento ao Racismo e Diversidade Étnica do Conselho Estadual da Mulher, Janira Sodré, falou sobre a baixa representatividade das mulheres na política e ...

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    ONU lembra lutas antirracistas e feministas no Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

    Esse encontro ficou marcado na história e foi reconhecido pela ONU como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e da Diáspora, celebrado em 25 de julho. Passados 28 anos dessa reunião, e também no contexto do 5º aniversário da Década Internacional dos Afrodescendentes, é preciso relembrar a história de luta e conquistas dessas mulheres, mas também jogar luz nos desafios que elas enfrentam até hoje como resultado de séculos de discriminação, opressão e desigualdade social. “Precisamos afirmar ao mundo que é urgente e necessária uma nova ordem”, diz Valdecir Nascimento, do Instituto Odara da Mulher Negra, em Salvador (BA). “Ninguém acredita que as mulheres negras podem pensar em uma estratégia de transformação do mundo, pois as pessoas continuam com uma narrativa e um imaginário da negra como coitada, como alguém sem instrução.” “Essa é uma lógica de negação que não cabe mais, e o nosso desafio é ...

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    O chanceler do governo Bolsonaro, Ernesto Araújo Foto: ADRIANO MACHADO / Reuters

    A pátria é pária e antifeminista

    O Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) vota nesta semana duas importantes resoluções para definir e assegurar o compromisso internacional dos Estados em relação aos direitos das mulheres. Os debates têm como foco o combate à discriminação e à violência de gênero, como a condenação da prática de mutilação genital feminina. Durante a negociação dos textos em votação, o Brasil pediu a retirada de parágrafos inteiros que recomendavam o pleno acesso de mulheres à saúde e a direitos sexuais e reprodutivos. A delegação brasileira foi contra a inclusão do artigo que preconizava o acesso a informações e métodos contraceptivos, bem como ao aborto seguro e legal e à prevenção e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis, HIV e cânceres reprodutivos. Essa conduta consolida o posicionamento retrógrado do governo Bolsonaro e seu alinhamento com Estados reconhecidamente párias na defesa dos direitos humanos. Desde o ano passado, o Brasil ...

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    Bianca Santana - Foto: João Benz

    Ataques do governo Bolsonaro a mulheres jornalistas são denunciados ao Conselho de Direitos Humanos da ONU nesta terça-feira

    O Brasil estará mais uma vez com um destaque negativo perante a comunidade internacional: os ataques do governo Bolsonaro a mulheres jornalistas estão sendo denunciados nesta terça-feira (07/07) por um amplo grupo de organizações da sociedade civil durante a 44º sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU). A violência contra mulheres jornalistas está no foco do documento apresentado pela  relatora especial das Nações Unidas sobre a Violência contra a Mulher, suas Causas e Consequência, Dubravka Šimonovic, que aborda ferramentas frequentemente usadas para desonrar, desacreditar e humilhar as jornalistas.  Um dos casos apresentados pelas organizações brasileiras é o de  Bianca Santana, jornalista que, em maio, foi acusada pelo Presidente da República de escrever ‘fake news’ na mesma semana em que escreveu um artigo sobre a relação entre familiares e amigos de Bolsonaro com os acusados ​​de assassinar a vereadora Marielle Franco. Em depoimento que será exibido durante a ...

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    Sala do Conselho de Segurança da ONU

    Quénia ou Djibuti: Quem entra no Conselho de Segurança da ONU?

    Durante a primeira ronda de votação decorrida nesta quarta-feira (17.06), nenhum dos dois conseguiu o mínimo de dois terços dos votos, ou seja, no mínimo 128 votos em casos de participação dos 193 membros das Nações Unidas. Em fevereiro, a União Africana (UA) indicou o Quénia para ser representante de África no Conselho de Segurança em votação secreta. Através de uma nota de protesto Djibuti exigia que a União Africana reconsiderasse a sua posição de indicar o Quénia, alegando ser inadmissível e contra as regras do organismo. Os membros da União Africana justificaram que queriam evitar que a África tivesse três países francófonos no Conselho de Segurança em 2021, com a adesão do Níger e da Tunísia. Mesmo assim, Djibuti recusou-se a retirar a sua candidatura. Interesses geopolíticos na origem da disputa? Bandeira da UA Roba Sharamo, diretor do Instituto de Estudos de Segurança em Adis ...

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    Grafite feito em Bruxelas, na Bélgica, com o rosto de George Floyd (Foto: Kenzo Tribouillard/AFP)

    Sem os EUA como alvo, conselho da ONU aprova apuração sobre racismo sistêmico

    Após uma série de idas e vindas, o Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU aprovou nesta sexta-feira (19) uma resolução na qual condena o racismo no mundo e abre uma investigação internacional sobre o uso excessivo da força por agentes de segurança contra negros. Diferentemente da proposta original, porém, o texto final não destaca o racismo nos Estados Unidos nem pede uma investigação especial dedicada ao país —algo que o governo do presidente Jair Bolsonaro era contra. Em vez disso, os países que participam do conselho chegaram a um meio-termo. A expressão "brutalidade policial", por exemplo, aparecia na versão original, mas acabou sendo substituída por "uso excessivo da força por agentes da lei". Além do trecho que pedia uma investigação específica para os EUA, críticas mais duras ao racismo no país também foram retiradas. Com as mudanças, a resolução foi aprovada por consenso, sem necessidade de votação nominal por ...

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    Manifestantes fazem passeata em protesto conta o racismo e contra o governo Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo (Foto: Marlene Bergamoto/ Folhapress)

    Votação na ONU poderá consagrar Brasil como pária na luta global antirracista

    A repercussão do caso George Floyd —homem negro norte-americano morto sufocado por um policial branco— e os consequentes protestos que percorreram o mundo chegaram ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas e serão o teste de fogo da diplomacia brasileira perante a comunidade internacional sobre como o país se posicionará daqui em diante na luta antirracista. Nesta quarta-feira (17) está prevista a votação na ONU de uma resolução que cria uma comissão internacional e independente para investigar o racismo e a violência policial contra negros nos EUA. Outros países afetados pela violência institucional contra pessoas negras, como o Brasil, também podem vir a ser analisados, mas a resolução tem o cenário atual dos Estados Unidos como foco. Manifestante segura retrato de George Floyd, cujo assassinato por um policial branco gerou uma onda de protestos nos EUA contra a violência policial e o racismo (Foto: Angela ...

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