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‘Encontro de Mulheres na Roda de Samba’ homenageia Leci Brandão em SP

São Paulo recebe a segunda edição do “Encontro Nacional das Mulheres na Roda de Samba” neste sábado, dia 9. O evento tem início às 15h no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, localizado na Vila Nova Cachoeirinha.

No Catraca Livre

Registro da primeira edição do ‘Encontro Nacional de Mulheres na Roda do Samba’ em São Paulo (Divulgação)

Com o intuito de promover a representatividade feminina no samba, o encontro musical reúne artistas como Bernadete, Maria Helena Embaixatriz, Duda Ribeiro, Graça Cunha, Raquel Tobias, Renata Jambeiro, Sahra Brandão, Tereza Gama, Tia Cida dos Terreiros, além das rodas Feitiço de Mulher, Pura Raça, Resenha de Crioulas, Samba de Dandara, Samba de Rainha e Sambadas.

Ainda há espaço para exposições artísticas, saraus de poesia e rodas de debate com profissionais e pesquisadoras sobre temas relacionados à participação da mulher no universo do samba.

Encontro Nacional de Mulheres na Roda de Samba

Idealizado pela cantora Dorina Barros, o projeto tem a proposta de unir as rodas de samba femininas, cantoras e instrumentistas de samba de todo o país, criando uma rede entre as artistas e aumentando as trocas culturais, além de contribuir para fortalecer a divulgação para o público da força feminina do samba.

A primeira edição aconteceu em 24 de novembro de 2018 e homenageou em vida a madrinha do samba, Beth carvalho, e reuniu 10 cidades nacionais e duas internacionais: Belo Horizonte e Juiz de Fora (MG), Brasília (DF), Curitiba e Londrina (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP), La Plata e San Martín de Los Andes, estas duas últimas na Argentina.

Em 2019, a homenageada é a cantora e compositora Leci Brandão, referência para todas as mulheres que trabalham com samba e cultura popular.

Leci Brandão

Nascida em Madureira, no Rio de Janeiro, Leci Brandão começou a trilhar carreira como cantora e compositora no final da década de 1960. Uma das pioneiras do samba, ela quebrou muitos estigmas ao se tornar a primeira mulher a fazer parte do time de compositores da Estação Primeira de Mangueira, em 1972.

Leci cantou a defesa das minorias, do povo negro, das mulheres e dos trabalhadores. Foi convidada a se apresentar em todos os eventos afinados com sindicalistas, estudantes, periferia, índios, movimentos de mulheres, população LGBT e, principalmente, o Movimento Negro. Nos últimos anos, todos os discos de Leci contêm uma faixa falando sobre a cultura afro-brasileira de forma direta, transparente e apaixonada.

Considerada uma das principais intérpretes do país, Leci acumula 23 álbuns gravados. No entanto, sua carreira seguiu outros rumos em 2010, quando foi eleita deputada estadual por São Paulo. Em 2014, se reelegeu sustentando as bandeiras da igualdade racial, defesa da mulher e promoção da cultura popular.

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