sexta-feira, janeiro 27, 2023
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Feminismo hoje: urgência e atualidade

Programa

Feminismo é um termo tão rico quanto complexo. O feminismo começa sendo a teoria e a prática social, voltadas para a luta pelos direitos das mulheres, que evolui como uma ético-política universal voltada para questões diversas envolvendo outros atores e outros campos da sociedade.

Do Centro de Pesquisa e Formacao

O feminismo está cada vez mais presente na vida contemporânea funcionando como uma visão de mundo, como crítica social e epistemológica. A proposta desse ciclo é a do diálogo, no seu sentido eminentemente filosófico, teórico-prático, como abertura de perspectivas que nos permitam entender o que o feminismo é e produz em nossas vidas e, sobretudo, como ele pode nos ensinar acerca de nós mesmos em nosso tempo.

Com mediação de Marcia Tiburi.

18/08 (10h às 13h) – Feminismo em questão: filosofia e história

 

Neste encontro serão discutidas as contribuições da segunda onda dos movimentos feministas da segunda metade do século XX, baseados no conceito de gênero e na impossibilidade de separação entre natureza e cultura, para, a partir daí, avançar no debate sobre as possibilidades das pautas feministas hoje.

Será abordada também a ausência das discussões sobre a mulher pela Filosofia. Com base no que diz Simone de Beauvoir em O segundo Sexo, falarei sobre o modo pelo qual alguns filósofos falaram sobre a mulher, como Aristóteles, por exemplo, que afirmava que a mulher sofria de deficiências naturais, ou Santo Agostinho, ao dizer que a mulher é um animal que não é firme e nem estável. A partir disso, abordarei a importância da mulher falar de si e de sua situação criticamente, como Beauvoir faz, que além de realizar um estudo filosófico importante sobre a situação da mulher, combatendo uma visão masculinista, oferece alternativas de emancipação dessa situação e um projeto de libertação.

Com Carla Rodrigues.
Com Djamila Ribeiro.

18/08 (14h às 17h) – Brasil Feminista

O feminismo dos anos de 1970 foi a público denunciar os crimes da ditadura em que vivia o país (e nos diversos países da nossa região) e também os limites impostos pelo machismo no âmbito doméstico e laboral. As chilenas fizeram a síntese daquele momento histórico, com a consigna: Democracia em casa e nas ruas!

Na atualidade, surgem diversos feminismos, organizados, sobretudo por coletivos de jovens, que saem às ruas com bandeiras de diversidades étnico-raciais, sexuais, com ênfase nas mulheres negras da periferia.

São feminismos que inovam nas ações públicas, com o lúdico e a política de mãos dadas. A conexão entre o feminismo dos anos de 1970 (naquela época, usava-se o termo sempre no singular) são os desafios presentes da discriminação histórica, da busca  por uma vida sem violência e o direito a todos os direitos, inclusive os sexuais e políticos, ameaçados pela onda conservadora.

Com Amelinha Lemos.

Com Guacira Cesar Oliveira.

19/08 (10h às 13h) – Lutas de mulheres: Feminismo e política

Com Maria Lygia Quartim de Moraes, socióloga pela USP. Doutora em Ciência Política pela USP, Livre-docente pela UNICAMP. Professora-titular da UNICAMP. Pesquisadora do PAGU-Núcleo de estudos de gênero da Unicamp.

Com Kaka Verdade.

19/08 (14h às 17h) – Feminismo e vida cotidiana

As mulheres negras brasileiras enfrentam batalhas árduas contra o racismo e a misoginia, mas permanecem esquecidas das pautas prioritárias dos movimentos sociais. Sem que o genocídio contra a mulher negra seja reconhecido e combatido, é impossível garantir avanços nas questões raciais e de gênero.

Com Jarid Arraes.
Com Pamnela Castro.

20/08 (10h às 13h) – Os corpos do Feminismo

Será analisada a relação das mulheres com as normas, com os códigos morais, com as regras sociais. A moralidade, nesse caso, é entendida como resultado plural desse encontro (entre as pessoas e as regras), não se refere apenas a “gramática”, ao “mapa” ou a “receita” moral que são encontrados (as) em diferentes momentos históricos. Está relacionada com a maneira como as mulheres se relacionam com essas “regras de etiqueta”, como se sujeitem e/ou resistem a elas, como fazem uma espécie de “ritual antropofágico” com esse “corpo de normas”.

Com Angela Donini.
Com Luma de Andrade.

Atividade com tradução em LIBRAS.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do inicio da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

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